Rubens Borba de Moraes

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
NoFonti.svg
Esta página ou secção cita fontes confiáveis e independentes, mas que não cobrem todo o conteúdo, comprometendo a sua verificabilidade (desde janeiro de 2014).
Por favor, adicione mais referências inserindo-as no texto. Material sem fontes poderá ser removido.—Encontre fontes: Google (notícias, livros e acadêmico)
Rubens Borba de Moraes
Borba de Moraes, em 1922, durante a Semana de Arte Moderna.
Nascimento 23 de janeiro de 1899
Araraquara, Brasil
Morte 2 de setembro de 1986 (87 anos)
Bragança Paulista, Brasil
Nacionalidade brasileira
Ocupação bibliotecário, bibliógrafo, bibliófilo, historiador e pesquisador
Prémios Prémio Jabuti 1970
Magnum opus Bibliografia brasileira no período colonial

Rubens Borba de Moraes (Araraquara, 23 de janeiro de 1899Bragança Paulista, 2 de setembro de 1986) foi um bibliotecário, bibliógrafo, bibliófilo, historiador e pesquisador brasileiro, um dos organizadores da Semana de Arte Moderna, professor, pioneiro da biblioteconomia no país e diretor da biblioteca da Organização das Nações Unidas em Nova Iorque.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Sua família era tradicional em São Paulo, descendente de Borba Gato. Embora nascido no Brasil, cedo foi estudar na Europa. Assim, desde os nove anos estuda em Paris e Genebra, retornando ao país em 1919. Escrevia, nessa época, melhor em francês do que no idioma natal, a ponto de ter vários de seus escritos traduzidos por amigos como Mário de Andrade. [1]

Participava com Oswald e Mário de Andrade, Manuel Bandeira, Tácito e Guilherme de Almeida, Di Cavalcanti e outros, de reuniões em que se engendrava o movimento modernista. Um dos organizadores da Semana de Arte Moderna de 22, dela não participou por estar doente. [1]

Fundou na capital paulista um jornal opositor ao Partido Republicano Paulista, chamado “Diário Nacional”, e lutou na Revolução de 1932. [1]

Trabalhou inicialmente (1924) como guarda-livros (contador) na Recebedoria de Rendas da cidade de São Paulo, mas em 1935 é colocado à disposição do Departamento de Cultura e de Recreação da prefeitura de São Paulo, onde irá dirigir a Biblioteca Municipal de São Paulo, hoje Biblioteca Mário de Andrade. Funda o curso de biblioteconomia da prefeitura de São Paulo (1936) o qual, três anos depois, é incorporado pela Escola de Sociologia e Política de que foi um dos fundadores. Ajudou a organizar a nova sede da Biblioteca Municipal de São Paulo e depois dirigiu a Biblioteca Nacional, em ambas encontrando oposição, política numa, burocrática na outra. Saindo desta última, foi logo contratado pela Organização das Nações Unidas para dirigir o seu Serviço de Informações e a Biblioteca, em Paris e Nova Iorque – cargo que ocupou até sua aposentadoria.[1]

Retorna a São Paulo onde fica algum tempo, até ser convidado para lecionar na Universidade de Brasília. Dali mudou-se para Bragança Paulista, onde veio a falecer, legando o rico acervo de obras raras que colecionara ao longo da vida na Europa e América ao amigo e também bibliófilo, José Mindlin. [1][2]

Obras[editar | editar código-fonte]

Dentre as publicações de Borba de Moraes destacam-se:

  • Domingo dos séculos (Rio de Janeiro: Candeia Azul, 1924; São Paulo: Imprensa Oficial, 2010, edição fac-similar); ensaio;
  • Manual bibliográfico de estudos brasileiros (Rio de Janeiro: Editora Gráfica Souza, 1949; Brasília: Senado Federal, 1998, em 2. v.), em coautoria com William Berrien;
  • Bibliographia brasiliana (Amsterdam: Colibris, 1958, 2 v. em inglês; Los Angeles: UCLA Latin American Center Publications, 1983, 2 v. em inglês; São Paulo: Edusp: Fapesp, 2010, em português, ISBN 978-85-314-1232-5); catálogo e compêndio de referência a bibliófilos, bibliotecários e estudiosos de livros raros sobre o Brasil;
  • O bibliófilo aprendiz (São Paulo: Companhia Editora Nacional, 1965; 2. ed. revista e aumentada pela mesma editora em 1975; 3. ed. pelas editoras Briquet de Lemos e Casa da Palavra em 1998; e 4. ed. pelas mesmas editoras em 2005); espécie de introdução à bibliofilia;
  • Livros e bibliotecas no Brasil colonial (Rio de Janeiro: Livros Técnicos e Científicos, 1979; Brasília: Briquet de Lemos, 2006, 2. ed.);
  • Bibliografia da Imprensa Régia do Rio de Janeiro (São Paulo: Edusp: Kosmos, 1993, 2. v., editado postumamente).

Referências

  1. a b c d e José Mindlin (22 de fevereiro de 1999). «Rubens Borba de Moraes: um intelectual incomum» (PDF). Consultado em 30 de agosto de 2010 
  2. Moraes, Rubens Borba de. Testemunha ocular (recordações). Brasília: Briquet de Lemos / Livros, 2011.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Ícone de esboço Este artigo sobre uma pessoa é um esboço. Você pode ajudar a Wikipédia expandindo-o.