Clube Náutico Capibaribe

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Náutico
Simbolo-escudo-nautico.png
Nome Clube Náutico Capibaribe
Alcunhas Alvirrubro
Timbu
Timba
Hexacampeão
Timbu Coroado
Campeão de Terra e Mar
Torcedor/Adepto Alvirrubro
Mascote Timbu
Principal rival Santa Cruz
Sport
Fundação 7 de abril de 1901 (118 anos)
Estádio Aflitos
Capacidade 20 856 pessoas
Localização Recife, Brasil
Presidente Edno Melo[1]
Treinador Gilmar Dal Pozzo
Patrocinador Real Hospital Português
Material (d)esportivo N Seis (Marca própria)
Competição Copa do Nordeste
Campeonato Pernambucano
Copa do Brasil
Série B
Ranking nacional Baixa 36.º lugar, 4 063 pontos [2]
Website nautico-pe.com.br
Cores do Time Cores do Time Cores do Time
Cores do Time
Cores do Time
Uniforme
titular
Cores do Time Cores do Time Cores do Time
Cores do Time
Cores do Time
Uniforme
alternativo
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Cores do Time
Cores do Time
Uniforme
alternativo
Temporada atual
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Clube Náutico Capibaribe, comumente conhecido apenas por Náutico, é um clube desportivo brasileiro sediado na cidade do Recife, no estado de Pernambuco.

Fundado por dois grupos de remadores recifenses em 1898 como Clube Náutico do Recife, tem como data de fundação oficial 7 de abril de 1901 e teve seu primeiro time de futebol em 1905, formado por ingleses e alemães, sendo um dos clubes mais antigos da Região Nordeste do Brasil, é o mais antigo do seu estado, contando com estruturas como o Centro de Treinamento Wilson Campos para a realização de suas atividades. É detentor da terceira maior torcida de Pernambuco e a sexta maior do Nordeste, e não obstante as suas origens burguesas, com os títulos conquistados a partir dos anos 1960, considerada a década de ouro do clube, o Náutico começou a receber adesão cada vez maior de classes populares do Recife e do estado, tendo hoje uma torcida popular, diversificada socialmente.

O Náutico é proprietário do Estádio Eládio de Barros Carvalho, mais conhecido como Estádio dos Aflitos, por localizar-se no bairro dos Aflitos. A capacidade da praça de esportes atualmente é de pouco mais de 16 mil espectadores sentados. Também lhe pertence o Centro de Treinamento Wilson Campos — o maior do Norte-Nordeste do país —, situado no bairro da Guabiraba, no Recife, que possui 54 hectares de área construída e conta com cinco campos oficiais e dois campos de futebol de dimensão reduzidas.

A nível nacional, foi campeão do Campeonato Brasileiro da Série C de 2019. Também foi vice-campeão do Campeonato Brasileiro de 1967, e semifinalista em 196119651966 e 1968. Foi um dos dois representantes do Brasil na Copa Libertadores da América de 1968, junto com o Palmeiras. O Náutico foi campeão do Torneio dos Campeões do Norte-Nordeste em 1952, da Copa dos Campeões do Norte em 1966, e detém 22 títulos de campeão estadual, o primeiro conquistado em 1934 e o mais recente em 2018, tendo conquistado, em 1951, o título de campeão no seu cinquentenário e, em 2001, o de campeão no ano do seu centenário, e conquistou o hexacampeonato pernambucano consecutivo, feito único em seu estado (1963, 1964, 1965, 1966, 1967 e 1968). Em Pernambuco, foi o primeiro clube a disputar uma final de Campeonato Brasileiro e a disputar a principal competição do continente, a Copa Libertadores da América. Em cinco oportunidades terminou o Campeonato Brasileiro entre os quatro primeiros colocados, sendo este o recorde entre os times do Norte-Nordeste, ao lado do Bahia.

O Náutico tem uma rivalidade histórica com o Sport Club do Recife, com quem faz o clássico mais antigo e de maior rivalidade do estado, intitulado de Clássico dos Clássicos, também chamado de Derby Pernambucano, sendo este o terceiro clássico mais antigo do Brasil. Mantém ainda rivalidade com o Santa Cruz Futebol Clube e com o América Futebol Clube, donde o confronto com o primeiro é conhecido como Clássico das Emoções e, com o segundo, Clássico da Técnica e Disciplina.

É considerado o clube das colônias inglesa e alemã de Recife, daí o fato de o Náutico ficar conhecido primeiramente como "clube dos ricos" e "clube aristocrático". Hoje em dia, o clube tem uma torcida diversificada e seu atual vice-presidente Diógenes Braga avaliou como um erro histórico o clube ter se autointitulado como "de elite":


"O Náutico não é elite. O Náutico é do povo, e a festa que o torcedor fez nas arquibancadas é a prova disso."[3]


Suas cores, presentes no escudo e bandeira oficial, são o vermelho e branco, enquanto que seus torcedores são conhecidos como alvirrubros.

História

Apesar de a data oficial de fundação ser 7 de abril de 1901, já se falava no Clube Náutico Capibaribe desde o século anterior, quando dois grupos rivais de remadores recifenses se uniram. No início de tudo, em 1897, um grupo de rapazes amantes do remo, comandados por João Victor da Cruz Alfarra, alugava barcos da antiga Lingueta, saindo em pequenas excursões até a antiga Casa de Banhos do Pina. Essas viagens alcançavam até o bairro de Apipucos.

Quando, depois de terminada a Revolta dos Canudos, os recifenses preparavam-se para receber as tropas pernambucanas comandadas pelo general Artur Costa, uma vasta programação foi preparada para a recepção aos soldados. João Alfarra e alguns dos seus companheiros de proeza pelo Capibaribe foram encarregados de preparar a parte náutica da recepção, e ficou marcada uma grande regata para o dia 21 de novembro de 1897.

Essa competição despertou o interesse dos recifenses, que sentiram a necessidade de fazer outras promoções do gênero. O remo começou a ganhar novos adeptos e, no ano seguinte, empregados dos armazéns das ruas Duque de Caxias e Rangel formaram uma agremiação, à qual deram o nome de Clube dos Pimpões. Os componentes do outro grupo, o que tinha brilhado na regata da recepção às tropas de Canudos, animaram-se e houve uma série de combates entre as duas turmas, em 1898, na Casa de Banhos.

O Náutico surgiu como clube de Remo e carrega no nome o principal rio que corta o Recife: Capibaribe.

No final de 1898, ficou acordada a fundação de uma outra sociedade, que congregaria os dois grupos antes mencionados: o Club Náutico do Recife. Em fins de 1899, por decisão dos seus dirigentes, o clube passou por um processo de reorganização, mas manteve a fidelidade aos esportes náuticos. Nessa ocasião, seu nome foi mudado para Recreio Fluvial. Mas a nova denominação não foi do agrado de todos, resultando que, no início de 1901, foi restaurado o nome anterior – Club Náutico do Recife.

Em 7 de abril de 1901, João Alfarra convocou todos os ligados ao remo para uma solenidade na qual seria lavrada e registrada a primeira ata da agremiação, data que ficou reconhecida oficialmente como a fundação do clube. O documento histórico recebeu a assinatura de todos os presentes - de Antônio Dias Ferreira, presidente da reunião, de Piragibe Haghissé, secretário, e de João Victor da Cruz Alfarra, líder do grupo e pai da ideia.

As primeiras cores adotadas pelo clube foram o azul e o branco.[4]

Diretoria

O atual presidente do clube é o empresário Edno Melo. Seu vice é Diógenes Braga que acumula a função de diretor de futebol.

O clube já foi presidido por figuras como Barbosa Lima Sobrinho, ex-governador de Pernambuco e um dos autores do pedido de impeachment de Collor, Wilson Campos, ex-senador por Pernambuco, e André Campos, ex-deputado estadual e filho de Wilson.

O futebol

O futebol só apareceu no clube a partir de 1905. Só no ano seguinte, um grupo de ingleses formou o primeiro time. Suas atividades, entretanto, limitavam-se aos domingos, no campo de Santana ou na campina do Derby.

Nessa época, o Náutico ficou conhecido como "Clube dos Brancos", por não permitir negros e mestiços vestindo sua camisa - fato que, assim como em outros clubes brasileiros de origem aristocrática, seria totalmente abolido anos depois.

No Jornal Pequeno de 12 de maio de 1909 encontra-se a primeira referência ao futebol do Náutico:

Consta-nos que os rapazes do Náutico tratam de formar um eleven para bater-se com os do Sport Club

A 21 de junho de 1909, o mesmo jornal publicou o seguinte texto:

Houve ontem no magnífico ground do Derby o primeiro match-training dos estimados rapazes do Club Náutico. Às 5 horas da manhã lá estavam já todos os moços que deviam tomar parte no jogo, alegres e prontos para entrar em combate. Foram logo designados os lugares dos jogadores que tomaram lugar no match-training e dado início ao jogo. Pertencem a este team os arrojados foot-ballers: R. Maunsell, Hermann Ledebour, João Drayer e Artur Ludgren. Os ensaios terminaram pouco depois das 8 horas da manhã, deixando a melhor impressão ao sr. R. Maunsell instructor dos moços. Serviu referee o senhor Hermann Ledebour. Damos parabéns aos rapazes do Náutico pelo bonito começo no foot-ball.

O Náutico jogou com King (goleiro), Avila (lateral direito), Smith (zagueiro central), Ivatt (quarto zagueiro), Cook (lateral esquerdo), Ramage (cabeça-de-área), H. Grant (meia-direita), Thomas (meia-esquerda), Américo Silva (ponta-direita), Maunsell (centro-avante) e João Maia (ponta-esquerda).

Em 1914, foi criada a Liga Recifense de Futebol, mas o Náutico não fez parte dela. Os seus jogadores procuraram ingressar nos outros clubes que se haviam filiado. O clube João de Barros, atual América, foi o que mais ganhou com a evasão dos jogadores do Náutico.

Em 1915, porém, sentiu-se a necessidade de criar uma nova entidade para orientar o futebol da cidade. Foi fundada dessa maneira a Liga Sportiva Pernambucana, à qual o Náutico se filiou. Com isso, os jogadores voltaram, mas o clube se manteve sem muito interesse até chegar à fase do profissionalismo, quando logo conseguiu ser campeão, em 1934.

Década de 30: primeiras conquistas e a era dos Carvalheiras

Em 1934, na edição de número 20 do Campeonato Pernambucano, o Náutico sagrou-se campeão pela primeira vez no futebol. O time alvirrubro, comandado pelo uruguaio Humberto Cabelli fez grande campanha tendo aplicado um sonoro 8x1 no Sport. Na final, o Timbu enfrentou o Santa Cruz e venceu o tricolor pelo placar de 2 x 1. Os gols alvirrubros foram marcados por Fernando Carvalheira e Estevão.

Naquele ano os ídolos do Náutico eram da mesma família: os irmãos Fernando e Zezé Carvalheira, e, o primo deles Arthur. Este último anotou 54 gols pelo Náutico. Enquanto que Fernando é até hoje o segundo maior artilheiro da história do Timbu até hoje, com 185 gols, além de ser o maior artilheiro em clássicos contra o Sport e terceiro maior em clássicos contra o Santa Cruz.

Na edição de 1934, o Náutico teve o artilheiro da competição, Fernando Carvalheira com 28 gols.

Em 1939, o timbu voltou a ser campeão estadual tendo como grande destaque novamente os Carvalheiras. Fernando e Zezé ainda atuavam, enquanto Arthur já havia abandonado o futebol. Além dos dois remanescentes de 1934, havia mais um Carvalheira: Emídio, irmão de Arthur. O alvirrubro venceu naquele ano os dois turnos do campeonato[5].

Década de 1940: início de uma época de ouro

O início da década de 40 não foi fácil para o Náutico após a saída de seu artilheiro Fernando Carvalheira. No entanto, em 1943, o artilheiro Tará trocou o Santa Cruz pelo Náutico. Tará fazia dupla de ataque no Náutico com os jovens Orlando e Isaac, seus irmãos. Orlando viria mais tarde ser conhecido como Pingo de Ouro. O timbu começou bem o Pernambucano, tendo vencido o primeiro turno da disputa mas após desentendimentos com a Federação, abandonou o campeonato.

Em 1944, de volta ao Pernambucano, o Náutico chegou a grande decisão mas perdeu para o América.

Em 1945, no entanto, o Náutico reencontrou o caminho da vitória e sagrou-se campeão. O time ainda contava com o artilheiro Tará, no entanto, seu irmão Orlando - xodó da torcida - foi vendido ao Fluminense. Para fazer dupla de ataque com Tará, foi contratado o ponta de lança Genival, que havia sido campeão pelo Sport. A campanha timbu naquele ano foi fabulosa. Aplicou a maior goleada de sua história, ao vencer o Flamengo do Recife por 21 a 3, com direito a 9 gols marcados por Tará.

Década de 1950: Come e Dorme

Os anos 50 marcariam a chegada do Náutico como grande protagonista do futebol pernambucano, ao se sagrar tricampeão entre 1950 e 1952, tendo sido a conquista de 1952 invicta, e vencer ainda os campeonatos pernambucanos de 1954 e 1960, conquistando cinco títulos em onze disputados, tendo se sagrado ainda, campeão do Torneio dos Campeões do Norte-Nordeste em 1952.

A equipe vencedora do tri campeonato (1950/1951/1952) ficou conhecida também pois os reservas praticamente não entravam em campo e a eles só restava comer e dormir. O sucesso da equipe dentro de campo e do apelido dado pela torcida e pela imprensa foi tanto que o maestro Nelson Ferreira deu o nome Come e Dorme para um frevo composto para o Náutico, que até hoje é uma espécie de hino informal do clube[6]. Um dos grandes nomes daquele time, presente nos três anos do tri foi o de Ivanildo Espingardinha, agraciado pela Confederação Brasileira de Futebol como o Prêmio Belfort Duarte. Espingardinha era apaixonado pelo Náutico e nunca aceitou assinar contrato como profissional, tendo, após a sua aposentadoria, atuado como diretor do clube[7].

Em 1952, o Náutico sagrou-se também campeão do Torneio dos Campeões do Norte-Nordeste quando bateu o América-RN nas semis e, goleou o Tuna Luso por 5 x 1 na grande final.

Em 1954, quando o time foi também campeão pernambucano e contava com Ivson - uma máquina de fazer gols -, Espingardinha, além de ter atuado dentro das 4 linhas, atuou também como técnico após a saída de Palmeira, técnico que havia comandado o tricampeonato. Na final daquele ano o Náutico chegou a estar perdendo por 2 x 0 para o Sport mas com a bravura típica dos alvirrubros, o Náutico conseguiu a virada e sagrou-se campeão ao bater o Leão por 3 x 2.

E foi Ivson o grande destaque dos anos 50, artilheiro em 1953 e em 1954. Ivson marcou 118 gols pelo Náutico, tendo disputado 159 partidas.

Década de 1960: reconhecimento nacional

O tempo e a história encarregar-se-iam de provar que aquela decisão de dedicar-se com mais interesse ao futebol havia sido uma decisão sábia: o Náutico, um clube laureado nas regatas desde os primeiros tempos, seria, com o passar dos anos, vitorioso também no futebol - pioneiro em Pernambuco em jogos pelo exterior, primeiro tetra, primeiro penta, primeiro e exclusivo hexacampeão pernambucano entre 1963 e 1968. Foi ainda vice-campeão da Taça Brasil (antigo formato do atual Campeonato Brasileiro) em 1967, conseguindo uma participação na Copa Libertadores da América.

Na história da Taça Brasil, o Náutico chegou entre os quatro primeiros colocados por cinco vezes, ficando apenas atrás do Santos neste quesito. Nas seis edições em que participou deste torneio, o Náutico disputou 38 jogos, com 19 vitórias, 6 empates, 13 derrotas, 62 gols a favor e 46 contra. O vice-campeonato de 1967 foi a melhor colocação, com o Timbu ficando 2 vezes em terceiro e outras 2 em quarto, além do sétimo lugar em 1964, na colocação menos brilhante do Náutico na Taça do Brasil.

Considerando a terceira colocação na Copa do Brasil de 1990, por seis vezes o Náutico ficou entre os quatro mais bem colocados de torneios disputados em formato de copas nacionais, melhor performance de um clube do Nordeste, considerando este parâmetro.[8]

A década de 60 começou para o Náutico com a conquista do Pernambucano daquele ano. A equipe comandada por Gentil Cardoso foi campeão diante do Santa Cruz no Estádio dos Aflitos. Mas as alegrias estavam apenas começando.

Em 1963 iniciou-se a jornada do Hexa campeonato. Entre 1963 e 1968 o Náutico dominou o futebol pernambucano. E em todas as seis conquistas o vice campeão foi o Sport, fato que apenas aguçou a rivalidade existente entre os dois times. o Náutico conquistaria também a Zona Norte–Nordeste da Taça Brasil em três ocasiões (1965, 1966 e 1967), além do Grupo Norte da Taça Brasil em duas oportunidades (1964 e 1965) e campeão da Copa dos Campeões do Norte em 1966.

O ano de 1967 foi de todos o mais especial, o Náutico avançou até a final da Taça Brasil. A campanha alvirrubra foi incrível, tendo eliminado o atual campeão Cruzeiro, que contava com Tostão. Na final, o Náutico enfrentou o Palmeiras de Ademir da Guia. O timba perdeu o primeiro jogo em São Paulo mas venceu o jogo em Recife. A vitória na capital pernambucana forçou a realização de um terceiro jogo no Maracanã. As fortes chuvas no dia da partida, no entanto, frustraram os planos da leve e rápida equipe alvirrubra. O título ficou para o Palmeiras.

O vice-campeonato, no entanto, classificou o time para a Libertadores da América. O timbu foi o primeiro clube pernambucano a disputar aquele torneio. Na principal competição sul-americana, o Náutico foi eliminado por um erro da Conmebol, que não havia autorizado duas substituições por jogo naquele ano, regra já estipulada pela FIFA e usada no Brasil pela CBD. O treinador do Náutico, para gastar tempo, substituiu um atleta quando o time já tinha a vitória garantida contra o Deportivo Portugués, da Venezuela, e acabou acarretando a eliminação da equipe, com a perda dos pontos da partida, após o jogo. A equipe venezuelana acabou, então, por ganhar a vaga do Náutico no grupo e se classificar para a fase seguinte.[9]

Um dos principais responsáveis por essas grandes conquistas do Náutico foi o atacante Silvio Tasso Lasalvia, o Bita, maior artilheiro da história do Timbu com 221 gols marcados em 319 jogos entre 1962 e 1971. Uma de suas grandes partidas foi contra o Santos de Pelé, no Estádio do Pacaembu, pela Taça Brasil de 1966, quando o Náutico venceu o Santos por 5 a 3, quando Bita marcou quatro gols. O alvi-rubro se manteria invicto em seu estádio por 85 jogos, com 70 vitórias e 15 empates entre 29 de novembro de 1963 e 30 de março de 1969. O Rei do Futebol chegou a afirmar que entre as equipes mais difíceis que ele enfrentou estavam o Cruzeiro de Tostão, a Academia do Palmeiras, o Botafogo e o Náutico de Bita [10] .

Além de Bita, brilharam no Náutico jogadores como Gena, Nado - convocado para a Seleção Brasileira - , Salomão e Ivan Brondi. Este último foi presidente do clube entre 2016 e 2017.

O meia Salomão, ficou conhecido por ter fraturado um dos rins após uma pancada em uma partida contra o Ceará no Estádio Presidente Vargas. Embora estivesse gravemente lesionado, Salomão permaneceu em campo. Só foi substituído quando passou a se sentir desorientado pela perda de sangue. Salomão só veio a ser tratado da lesão 5 dias após a partida, quando voltou a Recife com a delegação timbu. Mesmo assim, no mesmo ano Salomão disputou as finas do Pernambucano[11]. A história de Salomão é vista como um símbolo da raça alvirrubra.

Décadas de 1970, 1980 e 1990: oscilações

Camisa do Náutico de 1991 utilizada por Bizu, um dos maiores artilheiros da história do timbu e campeão em 1989

Na década de 1970, o Náutico só ganharia o Campeonato Pernambucano de 1974, vencendo a final contra o Santa Cruz, tirando deste, que era pentacampeão naquele momento, a possibilidade de se igualar ao Náutico como hexacampeão — feito que o Náutico também fez ganhando o campeonato sobre o Santa Cruz em 2001, permanecendo como hexa único. O grande destaque do Náutico em 1974 foi o atacante Jorge Mendonça, que tornou-se ídolo da torcida alvirrubra e comandou o timbu na conquista do Pernambucano daquele ano.

O lateral Marinho Chagas (centro) foi um dos destaques do Timbu entre 1970-1972. Em 1974, o "diabo loiro" disputou a Copa do Mundo.

O clube viveria um grande momento no futebol ao manter-se invicto por 42 jogos, entre agosto de 1974 e maio de 1975, com o seu goleiro Neneca tendo ficado sem tomar gols, entre agosto e novembro de 1974, exatos 1.636 minutos com a bola rolando. Neneca até hoje ainda é o recordista mundial.

Nos anos 1980, o Náutico foi bicampeão em 1984/1985 e campeão em 1989. Nessa época jogou pelo Náutico o jogador Baiano (que na verdade era capixaba de Vila Velha), terceiro maior artilheiro do Timbu, com 181 gols em 305 jogos. Baiano ganhou ainda o Troféu Chuteira de Ouro, como o maior artilheiro do Brasil nos anos de 1982 e 1983.

A criação da Copa União de 1987, sob uma nuvem de grande desorganização administrativa, afastaria compulsória e injustamente o Náutico da 1ª Divisão do Campeonato Brasileiro, em vista da forma arbitrária e sem critérios claros pela qual os clubes foram "escolhidos" para aquela competição. Alheio a tudo isso, após uma frágil participação no Módulo Amarelo de 1987, o Náutico corrigiria o erro daquele ano dentro de campo, ao sagrar-se vice-campeão do Campeonato Brasileiro Série B em 1988, reconquistando a vaga na primeira divisão.

Em 1989, o Náutico encantou o estado de Pernambuco com as belas atuações de Bizu e Erasmo que levaram ao título do estadual daquele ano conquistado em pleno estádio do Arruda. Bizu marcou 31 gols naquela edição do Pernambucano.

Ainda em 1989, o Náutico entrou para a história do campeonato brasileiro ao marcar o gol mais rápido da história do torneio até os dias de hoje. Foi numa partida realizada no estádio dos Aflitos em que o atacante Nivaldo marcou aos 8 segundos de jogo um belo gol no Atlético - MG[12].

A partir de então o Náutico passou a alternar boas e más campanhas, mas manteve-se na 1ª Divisão até 1994, quando foi rebaixado à Série B do Campeonato Brasileiro. Em 1996 e 1997 disputando a Série B, a equipe terminou em 3º lugar em ambos os campeonatos, na luta por uma das duas vagas para o acesso à Série A do Campeonato Brasileiro. Coincidentemente estes insucessos iniciaram um processo de decadência do Náutico, que enfrentou grandes problemas administrativos e financeiros naqueles anos, fechando o ciclo de uma década ruim para o clube alvirrubro, sem títulos e que acabou por levar a agremiação ao pior momento de sua história, quando caiu para a Série C do Campeonato Brasileiro, em 1998.

Na Série C em 1999 terminou o campeonato em 4º lugar. O clube contava com um bom time com nomes como Marco Antônio - jovem promessa do São Paulo - e o atacante Célio Jacaré. No entanto, foi derrotado pelo Fluminense que ficou com o título e ficou no quase acesso a Série B. Todavia, foi beneficiado pela "virada de mesa" que colocou o Fluminense direto na primeira divisão e ficou com a vaga do clube carioca na Série B, onde permaneceria ainda por alguns anos, até o retorno à Série A em 2007.

2001 a 2011: a volta por cima

Camisa do Náutico em 2001, ano do centenário do clube, autografada pelos jogadores da equipe na época.

Na década de 2000, o alvirrubro, após 12 anos sem conquistas, tornar-se-ia bicampeão pernambucano em 2001/2002 (sendo 2001 o ano de seu centenário), sob o comando de Muricy Ramalho (que se transformou em ídolo do clube, sendo atualmente conselheiro). O título do centenário não foi igualado nem pelo Santa Cruz nem pelo Sport e é grande motivo de inveja dos rivais que fizeram campanhas pífias em seus respectivos aniversários de 100 anos.

O ano de 2001 começou sob grande desconfiança da torcida pelas contratação de jogadores desconhecidos, entre eles Kuki, e, pelo temor de ver o Sport ser hexacampeão. No entanto, após a chegada de Muricy Ramalho o time engrenou e o então desconhecido Kuki tornou-se ídolo e grande goleador do time. Assim, no ano de seu centenário o Náutico sagrou-se campeão pernambucano e, de quebra, evitou que o Sport igualasse o seu maior feito nos certames estaduais.

Em 2002, mantida grande parte da base do time campeão de 2001, o Náutico voltou a ser campeão pernambucano, tendo novamente Kuki como grande destaque. Naquele torneio brilhou também a estrela do atacante Fumaça.

Em 2004, agora sob o comando de Zé Teodoro, o Náutico voltou a ser campeão estadual ao bater o Santa Cruz por três a zero em pleno Estádio do Arruda. Os gols foram marcados por Kuki, Jorge Henrique e Batata.

Na primeira década dos anos 2000, brilhou a estrela de Kuki, terceiro maior artilheiro da história do Timbu, com 172 gols até março de 2007.

Em 2005, o Náutico acabou em 3º lugar na disputa por uma vaga na Série A de 2006. Na última rodada da fase final, em 26 de novembro daquele ano, desperdiçou, jogando em seu estádio, a chance do acesso em jogo contra o Grêmio, numa partida muito disputada, em que o Náutico teve diversas oportunidades e ainda desperdiçou dois pênaltis, mas acabou derrotado ao final por 1 a 0. O jogo ganhou contornos épicos pelas circunstâncias em que foi decidido e ganhou o apelido de Batalha dos Aflitos.

Em 2006, porém, o Náutico mostrou grande e rápido poder de recuperação, enfrentando todas as expectativas negativas da imprensa e desconfiança da torcida. Naquele ano, a diretoria montou um time forte que contava com a dupla de meias Nildo, destaque do Sport no começo dos anos 2000, e Netinho, promessa do Atlhetico-PR, que marcou 13 gols na competição. E no ataque Kuki fazia dupla com Felipe que juntos marcaram 27 gols naquela Série B.

Em 18 de novembro o time venceu o Ituano em seus domínios por 2 a 0, com um público de mais de 25 mil pessoas, que lotaram o Estádio dos Aflitos. Desta forma a equipe retornou à Primeira Divisão do Campeonato Brasileiro, após doze anos de ausência, enterrando o trauma da derrota no ano anterior.

Esse foi um momento de grande alegria para a torcida alvirrubra, confiante em que "um raio não cai duas vezes no mesmo lugar", conforme dito popular. O clube poderia estar classificado uma rodada antes, mas enfrentou um Ituano incentivado pelo Coritiba, que também lutava pela vaga. Os jogadores correram o jogo inteiro, com destaque para Kuki, Felipe e Capixaba. Grande parte dessa conquista se deve aos treinadores que passaram pelo clube, como Roberto Cavalo (foi demitido na única derrota nos Aflitos) e Paulo Campos (que, mesmo criticado, conseguiu colocar o Náutico entre os quatro primeiros clubes da Série B, que ascenderiam à Série A). Por fim, foi contratado Hélio dos Anjos, que levantou o moral da equipe e a encaminhou ao acesso. Na história do Campeonato Brasileiro Série B, o Náutico ao final da campanha do ano de 2006 era o clube que mais pontuou, com 484 pontos conquistados em quinze edições.

Ainda em 2006, foi fundada a Associação dos Amigos da Base (AADB), formada por torcedores e simpatizantes do clube, com o objetivo de atuar no desenvolvimento das divisões de base e assim colaborar com o crescimento do Náutico.

No ano de 2007, o Náutico disputou o seu 23º Campeonato Brasileiro da Primeira Divisão, chegando em décimo-quinto lugar, sendo que no segundo turno foi a oitava equipe que mais pontuou. Em toda a história do Campeonato Brasileiro, o Náutico realizou 431 jogos, tendo conquistado 152 vitórias e feito 545 gols. A melhor colocação do Náutico foi a sexta, no Campeonato Brasileiro de 1984. Na edição de 2007, o Náutico teve o uruguaio Beto Acosta como grande destaque. Acosta foi vice-artilheiro da competição e recebeu diversos prêmios além de ter caído nas graças da torcida.

No ano de 2008, o Náutico mais uma vez consegue permanecer na Série A depois de um empate de 0x0 com o Santos na Vila Belmiro. O destaque desse jogo foi o goleiro alvirrubro Eduardo, que fez defesas importantíssimas para o clube.Com o empate, o clube pernambucano garantiu a 16ª colocação do campeonato daquele ano,com os mesmos 44 pontos e o mesmo número de vitórias (11) do Figueirense, mas no saldo de gols, (-10 do Náutico e -24 do Figueirense) o Timbu garantiu sua permanência na Série A.

Na Série A do Campeonato Brasileiro de 2009, iniciada sob grande expectativa, tendo o atacante Carlinhos Bala, destaque no estadual, o Náutico passou por muitos altos e baixos e, em vista de um mau planejamento, acabou sendo rebaixado para a Série B do Campeonato Brasileiro.

Em 2010, teve bom início de campanha na Série B, mas sofreu forte queda de produção no 2º Turno e encerrou sua participação apenas em 14º lugar na disputa.

Em 2011, após a perda do Campeonato Estadual no 1º semestre, a equipe se reorganizou, contratou o técnico Waldemar Lemos, que já havia dirigido o time do Náutico na Série A de 2009 e manteve boa parte da base do elenco do Campeonato Pernambucano. Após um mau início na disputa da Série B, o Náutico reagiria e conduziria uma campanha sólida, de notável regularidade, invicta em seu estádio onde sempre contou com o apoio incondicional de sua fanática torcida, mantendo-se entre os 4 primeiros colocados durante quase todo o campeonato. Em decorrência destes fatores, conquistou a sua volta para a Série A do Campeonato Brasileiro, por antecipação, após uma combinação de resultados na 37ª rodada, disputada em 18 de novembro, que o favoreceu, mesmo perdendo para o Boa Esporte em Varginha por 2 a 1. Nesse ano, o Náutico foi o único clube nacional, em todas as divisões, que não perdeu nenhum jogo em casa no Campeonato Brasileiro. Foram 13 vitórias e 6 empates, mostrando mais uma vez a força da torcida alvirrubra.Os grandes destaques daquela temporada foram o atacante Kieza, o volante Derley e o meia Eduardo Ramos.

2012: classificação para a Copa Sul-Americana

O ano de 2012 começou de forma decepcionante: participação sem brilho no estadual, onde o Timbu foi apenas o 4º colocado geral, e eliminação na Copa do Brasil, ainda na segunda fase. Contudo, a alegria viria a acontecer durante o Campeonato Brasileiro de Futebol, pois dos 19 jogos que o Náutico fez nos Aflitos, no torneio, venceu 13.

Gallo foi o comandante timbu na Série A de 2012. Em 2013 trocou o timbu pela Seleção Brasileira sub-20.

Esse incrível aproveitamento em casa fez com que o time, comandado por Alexandre Gallo, terminasse na 12ª colocação, a melhor posição da equipe na 'era dos pontos corridos' e, também, conseguindo, pois, uma inédita vaga para disputar a Copa Sul-Americana de 2013, depois de esperar mais de 40 anos para voltar a participar de um campeonato internacional.

O último jogo dessa temporada, que valeu a classificação para a Sul-Americana, foi contra o Sport no Estádio dos Aflitos. Ao vencer o Leão com gol do atacante Araújo, o Náutico não só classificou-se para o torneio sul americano como rebaixou para a Segunda Divisão a equipe rubro-negra[13]. A alegria da torcida alvirrubra foi gigante ao término daquela partida.

2013: perda de jogadores importantes e rebaixamento a Série B

Começado o planejamento para a nova temporada, o clube vivenciou algumas perdas consideráveis no plantel. Destaques de 2012, como Araújo, Souza, Rhayner, Kieza, por motivos diversos, migraram para outras agremiações, e o próprio treinador Alexandre Gallo, que recebeu o convite e aceitou para as categorias de base da Seleção Brasileira. Todas essas modificações, que ocorreram ainda no decorrer do primeiro semestre, dificultaram a montagem de uma nova equipe. Como em anos anteriores, o Timbu mais uma vez não conseguiu se impor e conquistar o título do Campeonato Pernambucano, mesmo sendo o único time do estado na Série A nacional.

Na Copa do Brasil, acabou eliminado na primeira fase e, os primeiros resultados no Brasileirão também não foram satisfatórios. Houve, porém, a pausa devido a realização da Copa das Confederações, no país, o que daria, teoricamente, uma melhor oportunidade para o entrosamento e fortalecimento da equipe, que, como estímulo, também teria o fato de passar a jogar definitivamente na Arena Pernambuco, com mais disponibilidade de ingressos e conforto para o torcedor.

Na Copa Sul-Americana, o Timbu empolgou tanto a torcida com a classificação, mas na competição foi eliminado pelo seu arqui rival, o Sport. O Náutico disputou uma competição internacional e acabou não saindo de Recife: fez o primeiro jogo na Ilha do Retiro e o segundo na Arena Pernambuco e acabou sendo eliminado nos pênaltis com participação da estrela de Magrão, goleiro do Sport.

O restante do ano não foi positivo para os alvirrubros, as derrotas foram aumentando, o time amargou a lanterna, até que, na 33ª rodada, o Náutico teve sua queda para a Série B ratificada matematicamente.

2014: vice campeão estadual, irregularidade na Série B

Depois da perda de uma verba má administrada de quase 50 milhões de reais o Náutico teve de se reconstruir, ao contratar o técnico Lisca Lorenzi, gaúcho, que prometia dar um estilo brigador ao timbu. Os jogadores que mais se destacaram nesta fase foram os meias Zé Mário e Pedro Carmona. Zé Mario marcou o gol que encerrou um jejum de 10 anos sem vencer o rival Sport na Ilha do Retiro. Esse jogo marcou também o início de uma rivalidade entre o treinador Lisca e o atacante do Sport, Neto Baiano, após o técnico ir comemorar a vitória histórica no alambrado do estádio com a torcida alvirrubra. O time no entanto foi eliminado na fase de grupos da Copa do Nordeste. No Pernambucano, o time foi melhor, terminando a fase classificatória em 1º lugar após vencer mais uma vez o Sport, desta vez na Arena Pernambuco. O Náutico estava sem seu principal jogador para a fase final: Pedro Carmona se contundiu na derrota por 5 a 3 para o Santa Cruz. O timbu derrotou o Salgueiro nos pênaltis nas semifinais e perdeu a final para o Sport no maior público alvirrubro na Arena até então (30 061).

No início da Série B o Náutico se mostrou capaz de brigar pelo acesso, mas desentendimentos do técnico Lisca com a diretoria o fizeram sair do time no meio da competição após eliminação para o América-RN na Copa do Brasil. Sidney Morais foi contratado e o time continuou perto do G-4 mas não conseguia ingressar no grupo de acesso. Três meses depois Morais foi demitido e Dado Cavalcanti foi contratado para o restante do campeonato, no qual o Náutico terminou em 13º lugar e o artilheiro do time foi Sassá com 9 gols.

2015-2017: quase na Série A, crises e queda para a Série C

O Náutico reformulou o grupo mais uma vez e contratou o treinador Moacir Junior, que pretendia usar muito a base alvirrubra neste ano. Após um empate contra o Santa Cruz por 0x0 ele foi demitido. Em nove jogos oficiais no comando do Náutico entre as disputas da Copa do Nordeste e do Campeonato Pernambucano, Moacir Júnior conseguiu apenas duas vitórias. Foram 27 pontos disputados e apenas 10 conquistados, com um aproveitamento de 37,03%. Lisca voltou a comandar o time alvirrubro mas não conseguiu evitar as eliminações precoces nas fases preliminares do estadual e do regional, ambas para o Salgueiro. O treinador ficou para o Brasileiro Série B e para a Copa do Brasil, onde o Náutico chegou à 3ª fase e foi eliminado pelo Flamengo, mesmo arrancando um empate no 1º jogo no Maracanã por 1 a 1, o elenco alvirrubro não segurou a força e rapidez dos atacantes Paolo Guerrero e Emerson e foi derrotado por 2 a 0 na Arena Pernambuco.

Na Série B, o treinador Lisca foi se desgastando após derrotas para times da zona de rebaixamento e acabou demitido após derrota para o Ceará. Gilmar Dal Pozzo foi contratado e o time começou a obter resultados animadores. No entanto, o time amargou a quinta colocação e ficou a dois pontos do acesso.

Para a temporada de 2016 o Náutico manteve boa parte do time de 2015 e após fazer a melhor campanha no Hexagonal do Pernambucano 2016 com 23 pontos (7v, 2e e 1d) o Náutico foi eliminado nas semifinais pelo seu rival Santa Cruz. Com a eliminação no Pernambucano o técnico Gilmar Dal Pozzo foi demitido e Alexandre Gallo foi contratado para a disputa do terceiro lugar com o Salgueiro e para a Série B. Após duas vitórias por 1 a 0 e 3 a 0, o Náutico terminou em terceiro lugar no Pernambucano e garantiu a vaga na Copa do Nordeste de 2017.

A campanha da Série B com Gallo foi instável, e Givanildo Oliveira foi contratado para por em ordem o elenco e a campanha. O time engrenou e chegou a vencer 7 partidas seguidas. Na última rodada, apesar de depender de resultados, o Náutico poderia subir para a Série A vencendo em casa o Oeste. Perdeu por 2 a 0 em casa e bateu na trave mais uma vez, ficando com o quinto lugar pelo segundo ano seguido.

Em 2017 as dificuldades financeiras se aguçaram e o bom time vice-campeão pernambucano daquele ano foi totalmente desmontado com o início da Série B. Paralelamente a isso, houve grande crise interna no clube que culminou com a antecipação das eleições que deveriam ocorrer apenas em dezembro.Na Série B de 2017 o Náutico trocou de técnico 4 vezes e apenas esboçou alguma reação com a chegada de Roberto Fernandes que, apesar de ter conseguido dar nova cara ao time do Náutico, não evitou o rebaixamento.

No entanto, em meio aos péssimos resultados, o Náutico conquistou a Taça do Centenário do Clássico das Emoções - batizada de Taça Gena - ao bater o Santa Cruz por três a dois em pleno Arruda[14] com direito a hat-trick de William Batoré.

Ao final do Campeonato Brasileiro Série B de 2017, o Náutico foi rebaixado para a Série C.[15]

2018: Campeão Pernambucano e quase acesso à Série B

Desacreditado, o Náutico iniciou o ano de 2018 sob grande desconfiança da torcida. O clube havia feito campanha pífia na Série B do ano anterior e acumulava muitas dívidas. No entanto, com um elenco de folha salarial enxuta, foi conseguindo importantes vitórias como um sonoro 3 x 0 diante do Sport[16], que deram confiança a torcida.

No dia 08 de abril de 2018, com 42.352 torcedores presentes, Náutico sagrou-se campeão pernambucano ao vencer o Central de Caruaru por 2 a 1.[17] O craque daquele campeonato foi o atacante Ortigoza, um dos artilheiros do Náutico na competição[18] e autor do primeiro gol na final diante do Central.

Ortigoza, campeão pernambucano e um dos destaques do Náutico em 2018 com 13 gols em 26 jogos.

Após um início cambaleante na Série C que culminou com a queda do técnico campeão pernambucano Roberto Fernandes, o Náutico conseguiu a volta por cima. Com a chegada do treinador Márcio Goiano, o time engrenou e acabou a fase de grupos em primeiro lugar no grupo A, com diferença de um ponto para o Atlético-AC, segundo colocado. Contudo, apesar da reação, o Náutico acabou eliminado em casa nas quartas-de-final pelo Bragantino, após perder por 3x1 em Bragança Paulista e empatar em 1x1 na Arena Pernambuco, perdendo assim a vaga na Série B de 2019.

2019: Campeão da Série C

Apesar da eliminação nas quartas de final da série C de 2018, o ano de 2019 começou sob grande expectativa da torcida pelo retorno ao Estádio dos Aflitos.

O Náutico fez excelente campanha na primeira fase do Campeonato Pernambucano, terminando a primeira fase no segundo lugar. Embora tenha perdido peças importantes da temporada anterior, como o caso de Ortigoza que voltou para o Paraguai, fez algumas contratações importantes como o retorno do ídolo Jorge Henrique. No mata-mata, eliminou o Vitória-PE por 3x0 na disputa das quartas, o Afogados-PE por 2x0 na semi e chegou à final contra o Sport. No duelo, acabou sendo derrotado no primeiro jogo, nos Aflitos, por 1x0. No jogo da volta, na Ilha do Retiro, derrotou o Sport, em um jogo dramático, por 2x1 no tempo regulamentar; mas acabou sendo derrotado por 4x3 na disputa de pênaltis, ficando com o vice-campeonato. Os dois jogos da final ficaram marcados, no entanto, por erros de arbitragem nos dois gols marcados pelo Sport[19].

Na Copa do Nordeste, o Náutico avançou até as semi finais. Tendo eliminado o Ceará em pleno Castelão nas quartas de final[20], sendo, no entanto, eliminado na fase seguinte pelo Botafogo da Paraíba em um jogo em que grande parte do time titular estava lesionado[21].

Pelo segundo ano consecutivo o Náutico disputou a Série C. Com um início cambaleante, que culminou com a queda do técnico Márcio Goiano. O clube também enfrentou dificuldades como as lesões graves de dois de seus principais jogadores: Jorge Henrique e Maylson.

Mas com a chegada do técnico Gilmar Dal Pozzo e de reforços como o goleiro Jefferson - prata da casa que retornou de empréstimo ao Joinville -, e o meia Jean Carlos, o timba engrenou uma boa campanha, novamente terminando a primeira fase em primeiro lugar, após derrotar, na última partida da fase de grupos, o rival Santa Cruz, por 3x1, nos Aflitos, eliminando as chances da equipe coral de passa à fase de mata-matas.

A disputa das quartas dessa vez se deu contra o Paysandu, com o primeiro jogo sendo disputado em Belém, e acabando num empate sem gols. O jogo da volta acabou se mostrando uma nova "Batalha dos Aflitos", com o Paysandu abrindo 2x0, e o Náutico buscando o empate, nos acréscimos, numa cobrança de pênalti. Com o empate em 2x2, o jogo acabou indo para a disputa de pênaltis, na qual o timbu sagrou-se vencedor por 5x3, conquistando o acesso à Série B de 2020, resultando numa invasão generalizada do gramado por parte da torcida alvirrubra, mostrando uma bela cena cada vez mais incomum no futebol brasileiro.

Torcida do Náutico na primeira partida da final da Série C 2019

Após passar pelo Paysandu, o técnico Gilmar Dal Pozzo voltou seus olhos para o título da Série C. Nas quartas, o Náutico enfrentou o Juventude, com o primeiro jogo sendo realizado em Caxias do Sul e resultando na vitória da equipe da casa por 2x1. No Recife, o Náutico devolveu o mesmo resultado, vencendo no tempo regular por 2x1 e nos pênaltis por 4x3, chegando à final da competição, tendo como adversário o Sampaio Corrêa. O primeiro jogo da final aconteceu em Recife, com vitória do Náutico por 3x1, em um Estádio dos Aflitos completamente lotado. O primeiro gol do timbu foi contra do zagueiro João Victor da equipe boliviana, minutos depois o Sampaio Corrêa empatou mas no início do segundo tempo o zagueiro Camutanga colocou o timbu na frente. Aos 41 do segundo tempo o volante Jhonnatan aumentou a vantagem alvirrubra para o jogo da volta realizado em São Luís.

No jogo realizado no Castelão o Sampaio, que precisava vencer por 2 x 0 para levar para os pênaltis, saiu na frente no primeiro tempo mas o timbu empatou com um gol de Álvaro aos seis minutos do segundo tempo. Mais adiante o Sampaio marcou o segundo gol mas pouco tempo depois Matheus Carvalho voltou a empatar a partida para sacramentar o título nacional do Náutico.

O ano de 2019 terminou de forma muito vitoriosa para o Náutico com o título de Campeão Brasileiro da Série C.

Estádios

Estádio dos Aflitos

O Estádio Eládio de Barros Carvalho, popularmente conhecido como Estádio dos Aflitos, por estar localizado no bairro dos Aflitos, é o estádio usado pelo Clube Náutico Capibaribe. Inaugurado em 25 de junho de 1939, o nome é uma homenagem a Eládio de Barros Carvalho, presidente do clube durante 14 mandatos. O Náutico deixou de utilizar o estádio entre junho de 2013 e dezembro de 2018 quando passou a mandar seus jogos na Arena Pernambuco.

Estádio dos Aflitos após ser reaberto em 2019.

No entanto, a parceria com a Arena não deu certo. Os maus resultados do time dentro de campo nesse período e a perda de identidade com a ida a "nova casa", distante mais de 15 km dos Aflitos e com difícil acesso por meio do transporte público, culminaram com o fim da parceria.

Em 2017, após enorme apelo da torcida, iniciou-se uma grande reforma no Estádio dos Aflitos onde houve a troca do antigo alambrado por um de vidro e a troca de todas as antigas cadeiras cativas por assentos mais modernos os quais formam um mosaico em degradê. O estádio ganhou também novas saídas e nova iluminação. A capacidade, no entanto, foi reduzida após laudo do Corpo de Bombeiros[22], em razão do novo alambrado de vidro.

Em dezembro de 2018, o estádio foi reinaugurado em partida amistosa diante do Newell´s Old Boys da Argentina. A partida foi vencida pelo timbu pelo placar mínimo de 1 x 0, tendo sido o gol marcado pelo jovem Thiago, de apenas 17 anos. Horas antes do amistoso com a equipe argentina, foi realizado no estádio um amistoso em homenagem ao atacante Kuki com a presença de antigos ídolos da torcida como Geraldo, Beto Acosta, Netinho, Nivaldo, Nildo, Batata, Muricy Ramalho e Thiago Tubarão.

  • 1º jogo (25 de junho de 1939): Náutico 5–2 Sport
  • 1º gol (25 de junho de 1939): Wilson (Náutico)
  • Maior público (21 de julho de 1968): Náutico 1–0 Sport (31 061 pessoas)
  • Maior goleada (1 de julho de 1945): Náutico 21–3 Flamengo do Recife
  • Maior renda (18/12/2018): R$ 1.576.220 - Náutico x Newell´s Old Boys[23]
  • Capacidade: 16 948 pessoas

Arena Pernambuco

Em Julho de 2013, o Náutico passou a jogar na Arena Pernambuco.
Ver artigo principal: Arena Pernambuco

No dia 10 de outubro de 2011, o Conselho Deliberativo do clube aprovou o projeto que obrigará ao alvirrubro a jogar na Arena Pernambuco, que foi construído em São Lourenço da Mata para a Copa do Mundo de 2014.

Com padrão internacional, a Arena tem capacidade para 46.000 pessoas, distribuídas em 102 camarotes (1.600 assentos), 1.800 assentos business e 2.700 assentos premium. O espaço tem perfil multiúso.

  • 1º jogo (22 de maio de 2013): Náutico 1–1 Sporting Lisboa
  • 1º gol (22 de maio de 2013): Contra de Luiz Eduardo (Náutico)
  • Maior público do Náutico na Arena (8 de abril de 2018): Náutico 2–1 Central (42 352 pessoas)[24]
  • Maior público do Náutico na Arena em jogos internacionais (22 de maio de 2013): Náutico 1–1 Sporting (26 803 pessoas)
  • Capacidade: 46 000 pessoas

No ano de 2019, contudo, o Náutico voltou a mandar seus jogos no Estádio dos Aflitos.

Principais títulos no futebol

Nacional
Competição Títulos Temporadas
Campeonato Brasileiro - Série C 1 2019
Regionais
Competição Títulos Temporadas
Trophy (transp. Simón Bolívar Cup).png Torneio dos Campeões do Norte–Nordeste 1 1952
Trophy (transp. Simón Bolívar Cup).png Copa dos Campeões do Norte 1 1966
Estaduais
Competição Títulos Temporadas
Pernambuco Campeonato Pernambucano 22 1934, 1939, 1945, 1950, 1951, 1952, 1954, 1960, 1963, 1964,1965, 1966, 1967, 1968, 1974, 1984, 1985, 1989, 2001, 2002, 2004 e 2018
Pernambuco Copa Pernambuco 1 2011
Pernambuco Torneio Início de Pernambuco 14 1933, 1942, 1944, 1949, 1952, 1953, 1962, 1963, 1964, 1965, 1975, 1978, 1979 e 1980
  • Os zonais da Taça Brasil, por não serem considerados títulos, não foram listados.

Outros títulos

  • Taça do Centenário do Clássico dos Clássicos 2009
  • Taça do Centenário dos clássicos das Emoções (Taça Gena) 2017

Campanhas de destaque em campeonatos da CBF

Campanhas de destaque
Brasil Campeonato Posição
CBF - Taça Brasil.svg Taça Brasil de Futebol Vice-campeão (1967), 3º lugar (1965, 1966), 4º (1968, 1961)
B Series Brazilian Championship Trophy.png Série B do Campeonato Brasileiro Vice- campeão (1988, 2011), 3º (1996, 1997, 2005 e 2006)
Série C do Campeonato Brasileiro Campeão (2019), 3º (1999)
Copa do Brasil (2013-2017).png Copa do Brasil Semifinalista (1990)

Títulos no Futebol Feminino

Estaduais
Pernambuco Campeonato Pernambucano de Futebol Feminino 2 2005, 2006

Estatísticas

Participações

Ver artigo principal: Temporadas do Náutico
Participações em 2020
Competição Temporadas Melhor campanha Estreia Última P Aumento R Baixa
Pernambuco Campeonato Pernambucano 105 Campeão (22 vezes) 1916 2020
BandeirasNordesteBrasil.gif Copa do Nordeste 12 Semifinal (2001, 2002 e 2019) 1994 2020
Brasil Campeonato Brasileiro 34 Vice-campeão (1967) 1961 2013 4
Série B 21 Vice-campeão (1988 e 2011) 1971 2020 4 2
Série C 3 Campeão (2019) 1999 2019 2
Copa do Brasil 25 Semifinal (1990) 1989 2020
Flags of the Union of South American Nations.gif Copa Libertadores da América 1 1ª fase (1968) 1968
Copa Sul-Americana 1 2ª fase (2013) 2013

Campanhas de destaque

Destaques
Torneio Campeão Vice-campeão Terceiro colocado Quarto colocado
Brasil Copa do Brasil Não possui Não possui 1 (1990) Não possui
Brasil Campeonato Brasileiro Não possui 1 (1967) 2 (1965 e 1966) 2 (1961 e 1968)
Brasil Campeonato Brasileiro – Série B Não possui 2 (1988 e 2011) 4 (1996, 1997, 2005 e 2006) Não possui
Brasil Campeonato Brasileiro – Série C 1 (2019) Não possui Não possui 1 (1999)
Brazil Region Nordeste.svg Copa do Nordeste Não possui Não possui 3 (2001, 2002 e 2019) Não possui
Mapa das Regiões Norte e Nordeste do Brasil.svg Torneio dos Campeões do Norte–Nordeste 1 (1952) Não possui 1 (1951) Não possui
Brazil Region Norte.svg Copa dos Campeões do Norte 1 (1966) Não possui Não possui Não possui
Pernambuco Campeonato Pernambucano 22 vezes 31 vezes 27 vezes 13 vezes

Honrarias

Honraria
Pernambuco Campeonato Pernambucano
Hexacampeão 1 vez
Campeão do Cinquentenário 1 vez
Campeão do Centenário 1 vez


Símbolos

Escudo

O primeiro escudo data de 1901 e representava o esporte que originou o clube: o remo. Continha uma âncora, dois remos e o diagrama das iniciais do clube: CNC. Em 1931, o clube substituiu o antigo escudo no uniforme por apenas a bandeira, símbolo que ficaria famoso com o reconhecimento nacional do clube mais tarde. Em 1976, foram adicionadas seis estrelas ao redor da bandeira, representando o hexacampeonato da década de 1960.

Em 1996, foi retirado o mastro da bandeira no escudo, ficando apenas a flâmula estilizada, com o nome Náutico abaixo. Em 2008, o clube incrementou a cor vermelha do escudo, substituindo o Náutico pela data de fundação, 1901.

Em 2010, no entanto, o escudo foi mais uma vez mudado: agora o vermelho aparece mais, sendo 3 faixas nessa cor na parte direita do escudo e uma maior que ocupa toda a parte de baixo, com o ano de fundação do clube e uma estrela, como título do centenário. Os remos, a bola e as iniciais CNC continuam, menos inclinados dessa vez. A fonte das letras foi mudada, assim como o desenho dos remos e da bola. Em cima, ainda existem as 6 estrelas vermelhas, representando o hexacampeonato nunca conquistado por nenhuma outra equipe pernambucana.

Apesar das mudanças, foi mantido durante todo o tempo o tradicional símbolo do clube: os dois remos, com uma bola de futebol em cima, e as iniciais CNC entre os remos.

Mascote

O Didelphis albiventris, popularmente conhecido como Timbu.

O Náutico tem como mascote o Timbu (Didelphis albiventris), um marsupial comumente encontrado no Brasil inteiro. Vive em vários ecossistemas, como o cerrado, a caatinga, os banhados e o pantanal, habitando capoeiras, capões, matas e áreas de lavoura, além de se adaptar muito bem à zona urbana, onde encontra farta e variada alimentação em meio aos dejetos domésticos.

Na parte oriental do Nordeste do Brasil (Sergipe, Alagoas, Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do Norte e Ceará), é conhecido por timbu ou cassaco. Nas regiões Norte e Sul brasileiras, é denominado popularmente mucura, e na Bahia é chamado sarigué, sariguê, saruê ou ainda sarigueia, enquanto que no Paraguai e Mato Grosso é conhecido como micurê. Nos Estados Unidos se denomina opossum.

A escolha do Timbu como mascote ocorreu durante um jogo entre Náutico e América/PE, no campo da Jaqueira, em 19 de agosto de 1934.

No intervalo, em virtude da chuva e da falta de condições no vestiário, o técnico alvirrubro preferiu conversar com os jogadores no centro do gramado. Um dirigente do Náutico levou para os jogadores uma garrafa de conhaque e pediu que eles bebessem um gole para aguentar o frio. Com isso, a torcida adversária gritava "Timbu! Timbu!" para provocar os jogadores alvirrubros, pois o animal aprecia a bebida alcoólica.

O Náutico venceu o América por 3 a 1. Quando os jogadores do Náutico saíram de campo, foram perturbar a torcida adversária, gritando "Timbu, 3 a 1!".Após este jogo, o Timbu foi o mascote escolhido pelo Clube Náutico Capibaribe, que então organizou um bloco criado pelo pessoal do remo em 1934 - o Timbu Coroado - que sai aos domingos de carnaval, da sede alvirrubra, e percorre o bairro dos Aflitos.

Hino

De autoria do compositor Tovinho o atual hino do Náutico é um frevo canção.

Letra:

Da união de duas cores mágicas

Nasceu a força e a raça

Vermelho de luta

Branco de paz

Quem olha não esquece jamais

Da união de sete letras mágicas

N-A-U-T-I-C-O

Nasceu um time que encanta

Que manda e desmanda

Que faz o nosso Carnaval

Náutico teu caminho é de luz

Tua força, tua garra

Fascina e seduz

No meu coração

Brotou o esplendor

De te adorar com emoção

No meu coração

Brotou o esplendor

De te adorar com muito amor

Bandeira

A bandeira do Náutico possui seis listras vermelhas na horizontal e seis listras brancas. No canto superior esquerdo há um quadrado de fundo branco com os tradicionais remos cruzados - que fazem referência aos esportes náuticos -, a inscrição CNC e uma bola, a qual faz referência ao futebol.

Ídolos


Década de 1930
Brasil Fernando Carvalheira
Década de 1940
Brasil Orlando Pingo de Ouro
Década de 1950
Brasil Ivson de Freitas
Década de 1960
Brasil Bita
Brasil Nado
Brasil Nino
Brasil Lala
Brasil Ivan Brondi
Brasil Salomão
Brasil Lula Monstrinho
Brasil Gena
Década de 1970
Brasil Jorge Mendonça
Brasil Marinho Chagas
Brasil Neneca
Década de 1980-90
Brasil Lourival
Brasil Bizu
Brasil Mirandinha
Uruguai Cláudio Milar
Brasil Denô
Brasil Baiano
Brasil Mário Tilico
Brasil Nivaldo
Brasil Chapecó
Brasil Formiga
Brasil Lúcio Surubim
Brasil Adriano
Atualidade
Brasil Kuki
Uruguai Acosta
Brasil Sangaletti
Brasil Kieza

Treinadores

Década de 2010
Treinador Período Principais feitos Ref.
Brasil Guilherme Macuglia 2010 [25]
Brasil Alexandre Gallo 2010 [26]
Brasil Roberto Fernandes 2010 – 2011 [27]
Brasil Waldemar Lemos 2011 – 2012 Vice-campeão da Série B de 2011 [28]
Brasil Alexandre Gallo 2012 – 2013 Classificação para Copa Sul-Americana de 2013 [29]
Brasil Vágner Mancini 2013 [30]
Brasil Silas 2013 [31][32]
Brasil Zé Teodoro 2013 [33]
Brasil Jorginho 2013 [34]
Brasil Marcelo Martelotte 2013 [35]
Brasil Lisca 2014 Vice-campeão do Campeonato Pernambucano 2014 [36]
Brasil Sidney Moraes 2014 [37][38]
Brasil Dado Cavalcanti 2014 [39][40][41]
Brasil Moacir Júnior 2015 [42][43]
Brasil Lisca 2015 [44]
Brasil Gilmar Dal Pozzo 2015 – 2016 [45]
Brasil Alexandre Gallo 2016 [46][47]
Brasil Givanildo Oliveira 2016 [48][49]
Brasil Dado Cavalcanti 2017 [50]
Brasil Milton Cruz 2017 [51][52]
Brasil Waldemar Lemos 2017 [53]
Brasil Beto Campos 2017 [54][55]
Brasil Roberto Fernandes 2017 – 2018 Campeão do Campeonato Pernambucano de 2018 [56]
Brasil Márcio Goiano 2018 – 2019 [57]
Brasil Gilmar Dal Pozzo 2019 – Campeão do Campeonato Brasileiro de Futebol de 2019 - Série C [58]

Uniforme

O fardamento do Náutico mudou muito pouco ao longo dos anos, sendo preservado o seu desenho tradicional: camisa com listras verticais em branco e vermelho, calção branco e meias brancas. Na camisa listrada a numeração dos jogadores costuma ter a cor azul.

Tradicional uniforme listrado do Náutico. Este foi utilizado em 1985 pelo atacante Baiano.
Tradicional camisa branca do Timbu. Esta foi utilizada em 1993.


Uniformes atuais

Os uniformes da Temporada 2017/18 foram apresentados oficialmente no dia 18 de agosto na sede do clube. [59]

  • Camisa listrada em vermelho e branco, calções e meias vermelhas;
  • Camisa branca, calções e meias brancas;
Cores do Time Cores do Time Cores do Time
Cores do Time
Cores do Time
1º Uniforme
Cores do Time Cores do Time Cores do Time
Cores do Time
Cores do Time
2º Uniforme
Material esportivo

Histórico de fornecedores de material esportivo

Fornecedor Período Ref.
Brasil Finta 1985 – 1991
Brasil Kyalami 1991 – 1994
Brasil Penalty 1996 – 1999
Brasil Finta 2001 – 2005 [60]
Estados Unidos Wilson 2006 – 2008 [60]
Brasil Champs 2009 [61]
Brasil Lupo 2009 – 2010 [62]
Brasil Penalty 2011 – 2013 [63]
Inglaterra Umbro 2014 – 2015 [64]
Brasil Topper 2016 – 2019 [65]
Brasil NSeis 2019 - Atual [66]
Camisa comemorativa do centenário do clube. Modelo fabricado pela Finta.

Patrocinadores Masters

Abaixo estão todos os patrocinadores principais, também chamados de master que apareceram na parte frontal da camisa ao longo dos anos. No período de janeiro de 2010 a março de 2013, correspondente a 39 meses, o Náutico passou 28 deles sem um patrocinador master. O último havia sido o Banco Bonsucesso, em meados de 2011.[67]

Em abril de 2013, foi anunciado o acordo de patrocínio com a Philco, até o final do ano.[68]

No dia 9 de setembro de 2016, Náutico fecha acordo com a Caixa e passa a ser o novo patrocinador MASTER do Clube. A 3 anos que o Clube Náutico Capibaribe não tinha um patrocinador master estampada em sua camisa.

Histórico de Patrocinadores

Patrocinador Período Ref.
Brasil Banorte 1985 – 1991
Estados Unidos Coca-Cola 1993 – 1994
Brasil Quartzolit 1999 – 2001 [69]
Estados Unidos Lexmark 2001 [70]
Brasil Quartzolit 2002 – 2003 [71]
Coreia do Sul LG Electronics 2004
Brasil Rapidão Cometa 2005 – 2008 [72]
Brasil Hipercard 2009 – 2010 [72]
Brasil Banco Bonsucesso 2010 – 2011 [73]
Estados Unidos Philco 2013 [74]
Brasil Caixa 2016 – 2017 [75]
Brasil Hospital Português 2019 – [76][77]

Elenco atual

Profissional

Soccerball current event.svg Última atualização: 15 de novembro de 2019.[78][79][80][81][82][83][84][85][86][87]

Legenda
  • Capitão: Capitão
  • Prata da casa: Prata da casa (Jogador da base)
  • Lesionado: Jogador contundido


Goleiros
Jogador
Brasil Jefferson Prata da casa
Brasil Luiz Carlos
Defensores
Jogador Pos.
Brasil Rafael Ribeiro Prata da casa Z
Brasil Camutanga Z
Brasil Diego Silva Z
Brasil Fernando Lombardi Z
Brasil Diogo Hereda Prata da casa LD
Brasil André Krobel LD
Brasil Bryan LD
Brasil Assis Lesionado LE
Brasil Willian Simões LE
Brasil Erick Daltro LE
Meio-campistas
Jogador Pos.
Brasil Josa V
Brasil Rhaldney Prata da casa V
Brasil Wagninho Prata da casa V
Brasil Jhonnatan V
Brasil Lucas Paraíba Prata da casa M
Brasil Maylson M
Brasil Jean Carlos M
Atacantes
Jogador
Brasil Rafael Assis Lesionado
Brasil Thiago Prata da casa
Brasil Matheus Carvalho
Brasil Jorge Henrique Lesionado
Brasil Neto Pessôa
Brasil Paulinho
Brasil Jefferson Nem Prata da casa
Brasil Rafael Oliveira Lesionado
Brasil Wallace Pernambucano
Brasil Álvaro
Brasil Salatiel
Comissão técnica
Nome Pos.
Brasil Gilmar Dal Pozzo T
Brasil Lucianinho AS
Brasil Dudu Capixaba AS
Brasil Kuki AS

Categorias de Base

O Náutico conta com um dos Centros de Treinamento mais modernos do Nordeste do país. O CT Wilson Campos fica localizado no bairro da Guabiraba no Recife. O CT tem pouco mais de 54 hectares de área construída e conta com um hotel com 2 mil metros quadrados, 22 dormitórios para duas pessoas, salão de jogos, academia, auditório com 56 assentos, sala de fisioterapia, sala de imprensa, cozinha industrial e refeitório[88].

O CT possui ainda 5 campos de futebol, 1 mini-campo, 2 campos de areia, vestiários e departamento médico moderno além de academia.

Douglas Santos foi revelado pelo Náutico. Em 2012, atuando pelo clube, foi convocado para a Seleção Brasileira principal.

Pelo CT passaram jogadores com relevância no cenário nacional como Jorge Henrique, campeão pernambucano em 2004 pelo timbu e campeão mundial pelo Corinthians, e no cenário internacional como Douglas Santos, atualmente no Zenit.

Carnaval - A paixão alvirrubra entre frevos e blocos

Um dos frevos mais entoados no carnaval pernambucano certamente é Come e Dorme, uma homenagem de Nelson Ferreira ao time tricampeão pernambucano da década de 1950.

O Náutico, mantendo-se fiel ao seu pioneirismo vitorioso dentro das quatro linhas e nas águas do Capibaribe, foi o primeiro clube pernambucano a ter um bloco de carnaval próprio: o Timbu Coroado. Fundado em 1944, o bloco é um dos mais tradicionais do carnaval de Recife. Atualmente desfila no domingo de carnaval pelas ruas do bairro dos Aflitos onde fica localizado o palacete e a sede social do Náutico. O hino do Timbu Coroado também é uma composição do maestro Nelson Ferreira, um dos maiores nomes da música pernambucana.

Hino do Timbu Coroado:

O nosso bloco é mesmo enfezado

É o Timbu, é o Timbu Coroado

Desde cedinho já está acordado

É o Timbu, é o Timbu Coroado

Entre no passo

Que o frevo é de amargar

Pois a turma é muito boa

E no frevo quer entrar

Não queira bancar o tatu

Conheço seu jeito, você é Timbu

Esse negócio de casá, casá, casá

É negócio pra maluco

Pois ninguém quer se amarrar

Timbu sabe isso de cor

Casá pode ser bom, não casá é melhor

N-Á-U-T-I-C-O

Todo mundo vai saber isso de cor

Torcida

A Torcida do Náutico ocupa a sexta colocação no Nordeste e a 21ª colocação no Brasil, contanto com cerca 1 milhão de torcedores, conforme as últimas pesquisas, ficando atrás dos rivais Sport e Santa Cruz em Pernambuco, já que há torcedores timbus espalhados em outros estados brasileiros, principalmente nos estados vizinhos da Paraíba, Rio Grande do Norte, Ceará, Piauí, Maranhão, Alagoas e Sergipe.

A história de uma torcida vinculada às classes sociais mais abastadas, de grande poder aquisitivo, tem mudado e demonstrado que a torcida do Náutico vem se modificando e crescendo nestas últimas décadas, como demonstram as recentes pesquisas. Tem-se percebido, principalmente, um crescimento bastante expressivo da torcida do Náutico nas camadas mais populareres do Recife e do estado de Pernambuco.

A pesquisa LANCE IBOPE 2010, que teve como margem de erro apenas 1,1%, identificou aproximadamente 1 milhão de torcedores do Náutico no Brasil, sendo 885.432 na Região Nordeste e 765.234 em Pernambuco, torcedores com alta presença entre os que cursaram o Ensino Superior.[89]

Já a pesquisa da PLURI CONSULTORIA de 2013, que teve como margem de erro apenas 0,68%, a menor margem em pesquisas já realizadas, identificou 1,2 milhão de torcedores do Náutico no Brasil.

Uma prova da importância da torcida para o time é o aproveitamento de 85% nos jogos em casa no Campeonato Brasileiro Série B 2006 (o melhor desempenho entre as 20 equipes) - 16 vitórias, 2 empates e apenas 1 derrota, nas 19 partidas que disputou em casa -, e uma média de público naquele campeonato de cerca de 10.000 torcedores por jogo, que já subiu no Campeonato Brasileiro 2007 da primeira divisão para cerca de 13 mil, tendo o Náutico já vendido 3.083.152 ingressos com o mando de campo em campeonatos brasileiros da primeira divisão, até 2009,[90] estando entre os vinte clubes que mais venderam ingressos na história do maior campeonato do Brasil.

Foi na torcida do Náutico que se originou o que é considerado como uma das primeiras barras do Brasil, a Alma Alvirrubra. A Alma Alvirrubra nasceu num dos momentos mais difíceis da história do clube, logo após a derrota no último jogo de 2005, o que a deixa longe de ser uma torcida de tendência efêmera, pois nasceu em um momento de crise.

Em 2011, mais um recorde conquistado jogando junto com sua torcida nos Aflitos: o Náutico foi o único clube nacional, em todas as divisões, que não perdeu nenhum jogo em casa no Campeonato Brasileiro. Foram 13 vitórias e 6 empates, mostrando mais uma vez a força da torcida alvirrubra.

A sua principal torcida organizada, a Fanáutico, é a mais antiga de Pernambuco, tendo sido fundada no ano de 1984.

Torcidas organizadas
  • Fanáutico
  • Alma Alvirrubra
  • Timbujampa - PB
  • Vermelho de Luta - AM
  • Confraria Timbu Coroado - DF
  • Timbucana
  • Nauticonet
  • Super-Raça Alvirrubra
  • Camisa 12 Timbu
  • Caravana Alvirrubra
  • Timbu Chopp
  • PetroNáutico
  • Comunidade Alvirrubra
  • Movimento Popular do Náutico
  • Naucóolicos
  • Centenários dos Aflitos
  • Metal Alvirrubro
  • Unidos Pelo Náutico
Torcedores Ilustres

Rivalidades

Ver artigo principal: Clássico dos Clássicos
Estatísticas dos principais clássicos

Clássico das Emoções (Pernambuco) - Náutico versus Santa Cruz

  • Total de Jogos - 473
  • Vitórias do Náutico - 154
  • Vitórias do Santa Cruz - 186
  • Empates - 134
  • Gols do Náutico - 612
  • Gols do Santa Cruz - 669

Clássico dos Clássicos - Náutico versus Sport

  • Total de jogos - 534
  • Vitórias do Náutico - 177
  • Vitórias do Sport - 204
  • Empates - 154
  • Gols do Náutico - 656
  • Gols do Sport - 708

Jogos históricos

Recordes

  • Das 14 vitórias conquistadas no Campeonato Brasileiro da Série A, em (2012), 13 foram nos Aflitos.
  • Nenhuma derrota em casa durante todo o Campeonato Pernambucano, em (2011)
  • Nenhuma derrota em casa durante todo o Campeonato Brasileiro da Série B, em (2011)
  • 15 jogos sem tomar gol (28 de agosto de 1974 a 27 de outubro de 1974)
  • 42 jogos oficiais invictos - 35 V, 7 E. (22 de agosto de 1974 a 11 de dezembro de 1974) + (20 de março de 1975 a 25 de maio de 1975)
  • 18 vitórias consecutivas - (31 de maio a 20 de setembro de 1964)
  • Baiano - 40 gols em um só Campeonato Pernambucano (1982 e 1983)
  • Bita e Baiano três vezes consecutivas artilheiros do Campeonato (64/65/66) e (81/82/83).
  • Bita (65) e Luís Carlos (78) fizeram três gols em um só jogo de Torneio Início.
  • Neneca é, ainda hoje, o recordista mundial como goleiro que mais tempo passou sem levar gol em jogos oficiais - exatos 1.636 minutos, em 1974.
  • Maior goleada em jogos do Campeonato Pernambucano: Náutico 21–3 Flamengo do Recife (1 de julho de 1945)
  • Maior goleada em jogos de Torneio Início - Náutico 5–0 Íbis (5 gols em 20 minutos)
  • Náutico 4–0 Santa Cruz (1963) e Náutico 4–0 América (1965).
  • Náutico 5–1 Sport (1966). Maior goleada em final de Campeonato.
  • 85 jogos pelo Campeonato Pernambucano invictos nos Aflitos. 70 vitórias e 15 empates (29 de dezembro de 1963 a 30 de março de 1969) em 5 anos e 3 meses.
  • Gol mais rápido de todos os Campeonatos Brasileiros. Nivaldo aos 8 segundos, na partida Náutico 3–2 Atlético/MG, no Campeonato Brasileiro de 1989.
  • Tará é o jogador que mais marcou em uma única partida jogando pelo clube, foram 9 gols em 1945 pelo campeonato pernambucano, na vitória por 21 a 3 contra o extinto Flamengo.
  • Maior quantidade de títulos pernambucanos consecutivos - Hexa
Maiores públicos do Náutico
Pioneirismo em Pernambuco

O Náutico foi, entre os times pernambucanos, o primeiro a:

Fatos históricos

  • Baiano foi o jogador que mais marcou gols numa mesma temporada. Em 1982 fez 52 gols, sendo 40 deles pelo Campeonato Pernambucano, quando foi Chuteira de Ouro do Brasil.
  • Allan Cole, atacante e compositor de reggae jamaicano que era amigo do estimado cantor Bob Marley, jogou no Náutico entre os anos de 1971 e 1972. O atleta foi contratado pelo Timbu após se destacar num amistoso da Seleção da Jamaica contra o próprio Náutico em Kingston, capital do país. O jogo terminou empatado em 1 a 1. Há uma história que conta que, enquanto o elenco alvirrubro esteve na Jamaica, Bob Marley pediu uma camisa do Náutico ao lateral-esquerdo Marinho Chagas. Em troca, deu alguns exemplares de seus discos ao jogador. A estreia de Cole pelo Náutico foi num clássico contra o Sport, em 28 de novembro de 1971. O placar foi 1 a 1, com Vanderlei marcando para os rubro-negros e o próprio Allan Cole assinalando o gol do Timbu. O jamaicano marcou, ao todo, 3 gols com a camisa do Náutico e foi dispensado devido ao fato de nunca deixar de fumar a famosa erva sagrada dos adeptos do rastafarianismo, o que acabou desagradando a diretoria alvirrubra.
  • Tará é o jogador que mais fez gols em uma única partida jogando pelo clube: foram 9 gols em 1945 pelo Campeonato Pernambucano, na vitória por 21 a 3 contra o extinto Flamengo-PE.
  • O volante Lourival foi quem mais atuou com a camisa alvirrubra, tendo participado em 385 jogos. Em segundo vem o zagueiro Lula, com 369 participações e em terceiro Kuki, com 363 partidas jogadas.
  • O lateral-direito Gena foi quem conquistou mais títulos com a camisa do Náutico. Participou dos seis títulos do hexacampeonato, sendo que nos dois primeiros atuou em poucos jogos.
  • Nivaldo anotou o gol mais rápido dos Campeonatos Brasileiros, em 1989. Aos oito segundos, ele marcou o primeiro gol timbu na vitória por 3 a 2 sobre o Atlético-MG.
  • O Náutico ficou 15 jogos sem tomar gols, entre agosto e outubro de 1974.
  • O time ficou 42 jogos oficiais invicto, com 35 vitórias e 7 empates, entre agosto de 1974 e maio de 1975.
  • O Náutico é detentor da maior goleada em finais de Campeonatos Pernambucanos. Em 1966 foi campeão vencendo o Sport por 5 a 1, na terceira partida da melhor de três.
  • Em 2011, o Náutico foi o único mandante invicto das 4 divisões do futebol brasileiro. Jogando em casa, o Timbu teve 13 vitórias e 6 empates em 19 jogos. Sua brilhante campanha no Estádio dos Aflitos o ajudou a ser vice-campeão da Série B, conseguindo consequentemente o acesso à Série A.

Padroeira

A padroeira do Náutico é Nossa Senhora da Conceição. Celebrada em 08 de dezembro, nessa data é sempre realizada uma procissão nas dependências do clube e uma missa na capela erguida na rua Manoel de Carvalho, por trás da arquibancada central do Estádio dos Aflitos.

A construção do capela foi uma promessa feita pelos jogadores pelo título do Pernambucano de 2001[102].

Ver também

O Commons possui uma categoria contendo imagens e outros ficheiros sobre Clube Náutico Capibaribe

Referências

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