Campeonato Pernambucano de Futebol - Série A3

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Campeonato Pernambucano de Futebol - Série A3
Pernambucano - Série A3
Bandeira de Pernambuco.svg
Dados gerais
Organização Federação Pernambucana de Futebol (FPF)
Edições 7 (2 edições amadoras e 5 na modalidade profissional)
Outros nomes Pernambucano - Série A3
Terceira Divisão Pernambucana
Local de disputa Pernambuco Pernambuco, Brasil Brasil
Número de equipes Varia a cada edição
Sistema Misto variando conforme o REC[1]
Divisões
Série A1Série A2Série A3
Soccerball current event.svg Edição atual
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O Campeonato Pernambucano de Futebol - Série A3, oficialmente conhecido também como Campeonato Pernambucano da Terceira Divisão[2] ou simplesmente Pernambucano - Série A3, foi uma competição esportiva pernambucana de futebol entre clubes de Pernambuco inicialmente criada como Copa do Interior das Ligas Municipais, que reunia clubes amadores vencedores das ligas desportivas do estado, filiadas a Federação Pernambucana de Futebol. Com o rápido crescimento e população da competição, foi a partir da edição de 1998, que a federação resolveu organizar o campeonato de forma profissional e dando a oportunidade do clube campeão e do vice, de se profissionalizar e promove-los a segunda divisão pernambucana, passando a ser considerada como o terceiro nível futebolístico do campeonato estadual de Pernambuco.

Tendo sua primeira edição oficial em 1996, teve como o seu primeiro campeão o clube Ramalat Sport Club, clube do município de Ouricuri no interior de Pernambuco. E a partir da edição de 1998, o próprio Ramalat foi o primeiro clube a ganhar a edição inaugural da competição que já tinha o aval de competição profissional de âmbito estadual e a oportunidade de ganhar uma promoção a divisão superior, mais devido a competição ser nova no quesito havia incertezas e o clube preferiu continuar na última divisão, aceitando subir pra A2 e se profissionalizar no ano seguinte, isso depois da equipe de Ouricuri ter se consolidado como maior campeã da competição, ganhando as edições de 1996, 1997, 1998 e a última que deu sua promoção, a edição de 1999. Outras equipes como; Ferroviário do Cabo, Itacuruba e Vera Cruz, foram outros que conseguiram se profissionaliza e a ganharem o direito de disputar a segunda divisão.

Foi em 2002, que o Vera Cruz Futebol Clube viria a disputar e ganhar a última edição da competição, que a partir do ano seguinte só seria disputado apenas pelas seleções municipais campeãs de suas ligas de cada município pernambucano. Atualmente, a federação dividiu a competição em dois torneios; a Copa do Interior de Seleções[3] e Copa dos Clubes Campeões das Ligas do Interior. Em 2019 foi cogitado o retorno da competição. A própria federação já tinha dado aval para o seu retorno mas, devido a problemas financeiros que alguns clubes poderiam enfrentar e que outros clubes não concordaram com o regulamento que seria imposto, a competição foi cancelada e os clubes que foram rebaixados em 2018 da série A2, permaneceram na mesma. A federação e a sua direção de competições, estudam o seu retorno para 2020.

História[editar | editar código-fonte]

Criada em 1994 como Copa do Interior das Ligas Municipais, a série A3 era exclusivamente disputada por clubes amadores campeões das Ligas Desportivas Municipais, ligas desportivas filiadas a Federação Pernambucana de Futebol, (FPF). Com a profissionalização, o crescimento e a organização da elite profissional do estado de Pernambuco, teve-se a ideia de profissionalizar as demais divisões, proporcionando aos clubes se regulamentarem com as normas trabalhistas e a saída do amadorismo e a chance de despontar nos cenários nacionais e internacionais.

A partir de 1996, a federação pernambucana cria de forma mais organizada, um campeonato que reunisse esses clubes a se profissionalizassem mais sem um acesso a uma divisão superior como nus outros estaduais a fora no país, alguns clubes ainda optavam em não se profissionalizar. Neste ano o Ramalat Sport Club, clube do município de Ouricuri no interior do estado, sagrava-se como campeão da primeira edição do estadual. Mesmo sendo campeão de uma competição oficial da federação pernambucana, o clube só passou a se profissionalizar somente no ano de 2000, quando estreou na segunda divisão.

Com uma melhor organização do futebol pernambucano, em 1998, a terceira divisão passaria a promover dois clubes amadores, campeão e vice-campeão intermunicipal e davam a chance de ser um clube profissional, disputando competições oficiais em âmbito estadual e nacional, competições organizadas e regulamentadas pela federação pernambucana e pela CBF Confederação Brasileira de Futebol.

A exclusão da competição[editar | editar código-fonte]

A série A3 do Pernambucano, teve suas atividades em 2002, ano que marcaria o fim de quatro anos de profissionalização de clubes amadores municipais do estado, tendo seu último campeão o Vera Cruz Futebol Clube, equipe do município de Vitória de Santo Antão, última equipe a se profissionalizar no futebol pernambucano e encerrando a última divisão. Em 2003, passa a ser chamada de Copa de Seleções das Ligas Municipais, competição disputada por seleções campeãs das ligas municipais do estado. Dessa forma, a segunda divisão se tornaria a última divisão de fato e nenhum outro clube fora rebaixado ou promovido e a forma de com que os clubes participavam da série A2, era através de ranqueamento, lista de espera, rebaixamento da série A1 ou interesse dos clubes que por muitas vezes desistiam de participar da competição por problemas financeiros ou por não ter estádio em condições adequadas com laudos e licenciamento na federação.

O ressurgimento[editar | editar código-fonte]

Com a baixa média de públicos em suas competições, tendo clubes se licenciando por motivos estruturais ou financeiros e com o intuito de reformular o campeonato de Pernambuco, a direção de competições da Federação Pernambucana de Futebol, estuda a redução de equipes participantes da Primeira divisão para 10 equipes e também estuda reduzir e fixar em dez o número de equipes na Segunda divisão. Com isso, após as reuniões arbitrarias para a organização da próxima edição da Série A2 de 2018[4], a federação após quase 17 anos,[5] estudava o retorno da Terceira divisão Campeonato Pernambucano de Futebol, fazendo a competição voltar a ter um terceiro nível em seu futebol em 2019. Dessa forma, a Série A2 rebaixarias as duas piores equipes de sua competição e a terceira divisão iria promover o mesmo número no ano seguinte. Dessa forma, tanto a primeira quanto a segunda divisão teriam 10 equipes cada e a terceira divisão teria um número ilimitado conforme estabelecido pela direção de competições da federação.[6] No começo de 2019, a federação e a direção de competições se reuniram com os representeantes das associações para discutirem o regulamento da competição. Clubes como a Associação Garanhuense de Atletismo, Araripina Futebol Clube e Sete de Cupira, assim como novos clubes como Sport Club Araripina e Caruaru City Sport Club, que viam a competição como uma vitrine para divulgarem suas marcas, não entraram em um acordo mutuo com as outras agremiações que foram rebaixadas para a série A3. Pois, outros clubes que surgiam ou queriam sair do licenciamento, queriam disputar a segunda divisão sem antes passarem pela terceira divisão e devido também a problemas financeiros dos demais clubes, a federação suspendeu a realização do campeonato e as equipes rebaixadas, permaneceram para a edição da série A2 de 2019. A federação estuda o seu retorno para 2020, assim, a edição da segunda divisão ira rebaixar um número de clubes que menos pontuarem, para se adequar a um número de dez equipes assim como na primeira divisão. Assim, caso algum clube queira jogar a segundona, antes terá que jogar o último nível do futebol pernambucano.

Formato da competição[editar | editar código-fonte]

A série A3 do campeonato pernambucano não tem um número fixo, podendo variar a cada edição. As edições com mais participantes, foram as edições de 2000 e de 2003, que contavam com 22 equipes.

Desde a primeira edição em 1996 até a sua ultima em 2002, o formato de disputa da competição era semelhante ao da Copa do Brasil, no sistema "mata-mata", no qual dois times se enfrentam, em dois jogos, no caso da Copa do Brasil, cada equipe tem o mando de campo em uma das partidas. O vencedor, time com maior saldo na soma dos placares, avança para próxima fase, até o jogo decisivo, a Final.

Campeões[editar | editar código-fonte]

Ano Part Campeão Vice-campeão Terceiro colocado Quarto colocado
1996 ? Bandeira Ouricuri PE.jpg Ramalat
(Ouricuri)
(1)
não informado não informado não informado
1997 ? Bandeira Ouricuri PE.jpg Ramalat
(Ouricuri)
(2)
não informado não informado não informado
19981 ? Bandeira Ouricuri PE.jpg Ramalat
(Ouricuri)
(3)
não informado não informado não informado
1999 20 Bandeira Ouricuri PE.jpg Ramalat
(Ouricuri)
(4)
Bandeira-cabodesantoagostinho.png Ferroviário do Cabo
(Cabo de Santo Agostinho)
Bandeira de São Bento do Una-Pernambuco.jpg
ASA
(São Bento do Una)
Bandeira Camaragibe.jpg
Atlético Camaragibe
(Camaragibe)
2000 22 Bandeira-cabodesantoagostinho.png Ferroviário do Cabo
(Cabo de Santo Agostinho) (1)
Bandeira-pesqueira-pernambuco.jpg Comercial de Pesqueira
(Pesqueira)
Bandeira petrolina.svg Náutico E.C.
(Petrolina)
Bandeira do Município da Gameleira-PE.png Gameleira E.C.
(Gameleira)
2001 6 Flag of None.svg
Itacuruba
(Itacuruba) (1)
não informado não informado não informado
2002 22 Bandeira vitoria de santo antao.jpg
Vera Cruz
(Vitória de Santo Antão) (1)
Bandeira do Município da Gameleira-PE.png
Vila Rica
(Gameleira)
Bandeira belem sao francisco pe.jpg Grêmio Belenenses
(Belém de São Francisco)
não informado
(?) Número de participantes e formato do campeonato, não informado.
(1) Primeiro campeonato profissional que dava acesso ao campeão e ao vice para a segunda divisão pernambucana de futebol.

Títulos[editar | editar código-fonte]

Títulos por clube[editar | editar código-fonte]

Clube Campeão Anos do Títulos Vice Anos dos Vices
Bandeira Ouricuri PE.jpg Ramalat (Ouricuri) 4 1996, 1997, 1998 e 1999 0
Bandeira-cabodesantoagostinho.png Ferroviário do Cabo (Cabo de St. Agostinho) 1 2000 1 1999
Itacuruba Itacuruba (Itacuruba) 1 2001 0
Bandeira vitoria de santo antao.jpg Vera Cruz (Vitória de Santo Antão) 1 2002 0

Títulos por Cidade[editar | editar código-fonte]

Cidade Títulos Vices
Ouricuri Ouricuri 4 0
Cabo de Santo Agostinho Cabo de Santo Agostinho 1 1
Itacuruba Itacuruba 1 0
Vitória de Santo Antão Vitória de Santo Antão 1 0

Estatísticas[editar | editar código-fonte]

Campeões consecutivos[editar | editar código-fonte]

Tetracampeonatos

Competições relacionadas[editar | editar código-fonte]

A Copa do Interior das Ligas Municipais de futebol, é um campeonato disputado por seleções das Ligas Municipais filiadas a Federação Pernambucana de Futebol. É um campeonato amador disputado desde 2003 e não da acesso a Série A2 do Campeonato Pernambucano de Futebol, tornando a segunda divisão de pernambuco como a última divisão profissional.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Regulamento Especifico da Competição. O sistema da competição variava a cada edição. Podendo ter um formato misto de Pontos corridos, (Primeira Fase) e seguido de Mata-Mata, (Segunda Fase) ou apenas Pontos corridos ou só mata-mata, como no formato da Copa do Brasil.
  2. «Série A-3 do Campeonato Pernambucano». Postado por Blog Extracampo. 11 de dezembro de 2009. Consultado em 6 de julho de 2019 
  3. «Resumão - Copa do Interior de Seleções 2018» (PDF). Por Federação Pernambucana de Futebol. 8 de janeiro de 2019. Consultado em 6 de julho de 2019 
  4. Série A2: FPF altera data de reunião do Conselho Arbitral
  5. «O Campeonato Pernambucano volta a ter 3ª divisão após 17 anos. Precisa?». Publicado por Cassio Zirpoli. 9 de maio de 2018. Consultado em 6 de julho de 2019 
  6. «Série A1, A2 e A3 no Campeonato Pernambucano a partir de 2019». por Cassio Zirpoli. 23 de agosto de 2018. Consultado em 22 de maio de 2019 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]