Waldemar Lemos

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Waldemar Lemos
Informações pessoais
Nome completo Waldemar Lemos de Oliveira
Data de nasc. 5 de junho de 1954 (65 anos)
Local de nasc. Rio de Janeiro (RJ),  Brasil
Informações profissionais
Equipa atual Brasil Anapolina
Posição Treinador
ex-Futebolista
Clubes de juventude
1969–1971 Brasil Vasco da Gama
Times/Equipas que treinou
1986
1987
2000
2001
2002
2003
2006
2006
2007
2007
2008
2008
2009
2009
2010
2011
2011
2011–2012
2012
2013
2013
2014
2014
2015
2016
2016
2017
2017
2017
2018
2018–2019
2019
Brasil Mesquita
Brasil Brasil (categorias de base)
Brasil São Cristóvão
Brasil Goytacaz
Brasil Fluminense B
Brasil Flamengo (interino)
Brasil Flamengo
Brasil Figueirense
Brasil Cabofriense
Brasil Paulista
Brasil Joinville
Jamaica Harbour View
Brasil Náutico
Brasil Atlético Paranaense
Coreia do Sul Pohang Steelers
Brasil Cabofriense
Brasil Duque de Caxias
Brasil Náutico
Brasil Sport
Brasil Atlético Goianiense
Brasil ABC
Brasil América-PE
Brasil Vila Nova
Brasil Boavista
Brasil Anápolis
Brasil Remo
Brasil River-PI
Brasil Anápolis
Brasil Náutico
Brasil Altos
Brasil Anápolis
Brasil Capital Clube

11
18
28
11
10

Waldemar Lemos de Oliveira[1] (Rio de Janeiro, 5 de junho de 1954), também conhecido apenas como Waldemar Lemos ou Senhor Waldemar, é um treinador e ex-futebolista brasileiro.

Carreira[editar | editar código-fonte]

Waldemar Lemos iniciou sua carreira dirigindo o Mesquita no Campeonato Carioca de 1986.

Sua segunda experiência foi com as divisões de base da Seleção Brasileira, quando treinou os times sub-23, sub-17 e sub-20. O treinador também comandou o São Cristóvão e o Goytacaz.

Outra experiência profissional foi com a equipe B do Fluminense no polêmico Campeonato Carioca de 2002, enquanto seu irmão, Oswaldo de Oliveira, comandava a equipe principal do Tricolor no Torneio Rio-São Paulo daquele ano.

Flamengo[editar | editar código-fonte]

Em seguida, Waldemar teve duas passagens pelo Flamengo. Na primeira, de outubro a dezembro de 2003, assumiu, interinamente, o lugar do próprio irmão, que acabara de ser demitido do clube.[2]

Nesta passagem, Waldemar assumiu o Flamengo em um momento de crise, já que o clube fazia campanha ruim no Campeonato Brasileiro, o treinador não foi bem recebido na Gávea, já que no dia do anúncio, alguns torcedores presentes receberam a notícia com insatisfação e até xingamentos contra os dirigentes.[2]

Porém, em pouco mais de dois meses de trabalho interino, Lemos calou os críticos. Pegou o Flamengo em frangalhos e comandou uma reação espetacular que fez o time terminar o Brasileirão na 8ª colocação.[2]

Em dezembro, a torcida já estava mais calma, e todos esperavam a efetivação do técnico.[2]

Contudo, apesar do bom desempenho, Waldemar acabou seguindo o mesmo destino do irmão, e terminou o ano dispensado pela diretoria do clube. Deixou o clube com 6 vitórias, 3 empates e só 2 derrotas em seus 11 jogos (um aproveitamento de 63,64%).[2]

O segundo comando de Lemos na Gávea aconteceu entre março e maio de 2006, quando o técnico levou a equipe rubro-negra à decisão da Copa do Brasil de 2006.

Porém, apesar dos bons resultados, a diretoria do clube avaliou que o desempenho do time dentro de campo não era satisfatório e, antes da realização das finais da Copa do Brasil, o técnico foi substituído[3]por Ney Franco.

Figueirense[editar | editar código-fonte]

Depois do Flamengo, Waldemar comandou o Figueirense durante o Campeonato Brasileiro de 2006[4], tendo contribuído para que o clube catarinense terminasse em sétimo lugar.

Cabofriense[editar | editar código-fonte]

Em 2007, Lemos iniciou o ano à frente da Cabofriense, para a disputa do Campeonato Carioca daquele ano. Novamente, mostrou sua capacidade de dar um padrão de jogo eficiente ao seu time e, com isso, levou o modesto time da Região dos Lagos à final da Taça Rio de 2007.

Paulista[editar | editar código-fonte]

Terminado o Campeonato Carioca, passou a treinar o Paulista, na disputa da Série B, ainda em 2007. Dessa vez, porém, acabou não tendo sucesso, tendo sido demitido na metade da pífia campanha do time de Jundiaí, que acabou o ano rebaixado para a Série C do ano seguinte.

Joinville[editar | editar código-fonte]

Em 2008, assumiu o comando do Joinville, para a disputa do Campeonato Catarinense que se aproximava[5][6] e, no segundo semestre, foi para o Harbour View,[7], time da Jamaica.

Náutico[editar | editar código-fonte]

No dia 29 de março de 2009, foi anunciado pelo Náutico[8] como seu novo treinador. Comandou o Timbu em onze partidas, com aproveitamento de 48,5% (4 vitórias, 4 empates e 3 derrotas).

Athletico Paranaense[editar | editar código-fonte]

Em seguida, o treinador foi anunciado no dia 9 de junho de 2009 pelo Atlético Paranaense[9], e pediu demissão do clube no dia 29 de julho do mesmo ano.

Pohang Steelers[editar | editar código-fonte]

No dia 6 de novembro de 2009, foi anunciado como novo coordenador técnico do Departamento de Futebol do Resende[10], mas desistiu e foi anunciado como novo comandante do sul-coreano Pohang Steelers[11], onde comandou o time em 18 partidas (6 vitórias, 4 empates e 8 derrotas).

Times do Rio de Janeiro[editar | editar código-fonte]

Em 25 de janeiro de 2011, foi anunciado como novo técnico da Cabofriense para o Campeonato Carioca. Mas após 3 derrotas em 3 jogos, foi demitido.

Pouco mais de um mês depois, acertou com o Duque de Caxias para assumir a vaga de Arthur Bernardes[12]. Fez boa campanha e ganhou a confiança dos torcedores tricolores, que queriam sua permanência para a disputa da Série B do Brasileirão, que estava prestes a começar.

Segunda passagem pelo Náutico[editar | editar código-fonte]

No dia 4 de maio de 2011, assumiu pela segunda vez a equipe do Náutico, dessa vez para a disputa do Campeonato Brasileiro - Série B. Faltando poucas rodadas para o término da competição, esteve próximo de levar a equipe novamente à elite do futebol Brasileiro. além de conquista o título estadual da Copa Pernambuco de 2011 em cima do rival Santa Cruz atual campeão pernambucano do mesmo ano.

No dia 19 de novembro de 2011, confirmando o favoritismo, acabou o campeonato na segunda posição, classificando o Timbu à Série A de 2012.

No dia 1º de dezembro do mesmo ano, renovou contrato por mais um ano para continuar comandando a equipe do Náutico no Estadual, na Copa do Brasil e no Brasileirão. Para a temporada seguinte, além de se preocupar em comandar a equipe profissional nestas competições, o treinador também demonstrou estar preocupado em contribuir para a melhor estruturação nas divisões de base do clube. "Vamos seguir apostando na base. Não só na promoção de atletas ao profissional, como também em melhorias na estrutura"[13], afirmou Waldemar Lemos em entrevista coletiva na qual anunciou a sua renovação. "Teremos toda uma atenção com o CT, por exemplo, e vou participar disso"[14], concluiu.

Durante a disputa do Campeonato Pernambucano de 2012, após perder para o Serra Talhada, nos Aflitos, chegando ao sexto jogo sem vitórias, a diretoria do Náutico anunciou a saída de Waldemar[15].

Sport[editar | editar código-fonte]

Voltou a treinar um time pernambucano no dia 17 de agosto de 2012, como treinador do Sport, com a missão de tirar o time da zona de rebaixamento, mantendo o clube na Série A do Brasileirão. E logo em sua primeira partida no comando do Leão da Ilha do Retiro, teve como adversário nada menos que o clube que deixara meses antes. No início da partida, cumprimentou praticamente todos os jogadores do Timbu, aos quais Waldemar dizia ter como filhos. Porém, o Clássico dos Clássicos acabou empatado sem gols.

Vila Nova[editar | editar código-fonte]

O treinador foi anunciado no dia 12 de maio de 2014 pelo Vila Nova[16], onde obteve 4 derrotas seguidas.[17]

Boavista[editar | editar código-fonte]

Em 20 de Fevereiro de 2015 Waldemar Lemos foi contratado pelo Boavista para a sequência do carioca 2015, sendo demitido em 22 de março de 2015, após a derrota para o Bonsucesso de 4 a 0, válida pelo campeonato carioca de 2015.[18]

Náutico[editar | editar código-fonte]

Em 8 de Maio de 2017, Após passagens pelo River-PI e Anápolis-GO, Waldemar é contratado pelo Timbu para disputa da série B do Campeonato Brasileiro de 2017. Em 14 de Junho do mesmo ano, é demitido após um mau início no torneio nacional.

Altos-PI[editar | editar código-fonte]

No dia 13 de outubro de 2017, o Altos-PI anunciou Waldemar Lemos para comandar o clube em 2018, visando a montagem e preparação da equipe para a disputa da Copa do Brasil, do estadual e a Copa do Nordeste.[19] No fim de fevereiro de 2018, Lemos foi demitido do Altos-PI, após a derrota para o Bragantino na Copa do Brasil, ele somou 37% de aproveitamento no comando do time do nordeste.[20]

Anápolis[editar | editar código-fonte]

Ainda no fim de fevereiro, Waldemar Lemos acertou com o Anápolis para o restante do estadual, a equipe tradicional no território de Goiás vem de uma campanha ruim no Goiano lutando contra o rebaixamento, somando apenas uma vitória em 10 partidas no estadual, será o terceiro comandante que o clube do interior goiano terá em 2018. Com toda sua experiência e uma passagem positiva pelo Galo da Comarca em 2016, Waldemar soma bons números e confiança para reverter o estado que o Anápolis se encontra.[21]

Capital Clube[editar | editar código-fonte]

Em 18 de fevereiro de 2019, Waldemar foi contratado pelo Capital Clube para o Campeonato Brasiliense, substituindo Rafael Toledo.[22]

Anapolina

Acertou com o Anapolina para a disputa da Série D do Campeonato Brasileiro 2019[23]

Clube Jogos Vitórias Empates Derrotas
Fluminense 11 3 3 5
Flamengo 29 14 8 7
Náutico 60 28 18 14
Sport 10 3 4 3
Atlético-GO 24 15 5 4
Remo 12 4 4 4

Títulos[editar | editar código-fonte]

Como treinador[editar | editar código-fonte]

Náutico
Fluminense
Seleção Brasileira

Campanhas de destaque[editar | editar código-fonte]

Finalista da Copa do Brasil 2006

Vice campeão Brasileiro série B 2011

Vice campeão Goiano 2013 e 2016

Referências

  1. TerceiroTempo. «Que Fim Levou? Waldemar Lemos». Consultado em 28 de agosto de 2012 
  2. a b c d e «espn.uol.com.br/»  Sr. Waldemar lembra apresentação desastrada e diz: "Trabalho foi melhor da história do Fla"
  3. UolEsporte. «Flamengo demite Lemos e contrata Ney Franco, ex-Ipatinga» 
  4. Terra. «Waldemar Lemos assume o comando Figueirense» 
  5. ÚltimoSegundo Esportes. «Waldemar Lemos chega ao JEC, por indicação de Luxemburgo» 
  6. DiárioCatarinense. «Joinville confirma Waldemar lemos como técnico». Consultado em 28 de agosto de 2012 
  7. YahooEsportes. «Waldemar lemos é o novo técnico de time jamaicano» 
  8. GloboEsporte.com. «Diretoria confirma Waldemar Lemos como novo treinador do Timbu» 
  9. Estadão. «Waldemar Lemos deixa Náutico para treinar Atlético-PR» 
  10. ResendeFC.com. «Resende contrata novo coordenador» 
  11. GloboEsporte.com. «Waldemar Lemos é anunciado como novo técnico do Pohang Steelers» 
  12. SouDuque. «Técnico Arthur Bernardes deixa o Duque de Caxias» 
  13. Náutico-PE.com. «Waldemar garante atenção especial à base alvirrubra» 
  14. Náutico-PE.com. «Após renovação, Waldemar também trabalhará fora das 4 linhas» 
  15. GloboEsporte.com. «Waldemar Lemos não é mais treinador do Náutico» 
  16. «Vila Nova contrata Waldemar Lemos, que chega a Goiânia nesta terça-feira». 22h18. 12 de maio de 2014. Consultado em 17 de maio de 2014 
  17. «Após demitir Roy, Boavista anuncia a contratação de Waldemar Lemos» 
  18. «Boavista demite Waldemar Lemos e fecha com Rodrigo Beckham». FutebolInterior.com.br. 22 de março de 2015. Consultado em 22 de março de 2015 
  19. «Altos encerra mistério e anuncia Waldemar Lemos como novo técnico». Globoesporte 
  20. «Senhor Waldemar é demitido do Altos, que anuncia Paulinho Kobayashi». www.futebolinterior.com.br. Consultado em 23 de fevereiro de 2018 
  21. «Irmão de Oswaldo de Oliveira, Waldemar assume o goiano Anápolis». www.futebolinterior.com.br. Consultado em 27 de fevereiro de 2018 
  22. «Waldemar Lemos é o novo técnico do Capital para a disputa do Campeonato Brasiliense». Globoesporte. Consultado em 23 de março de 2019 
  23. «Anapolina acerta com experiente técnico Waldemar Lemos». O treinador chega para comandar a equipe goiana na disputa da competição nacional que começa dia 5 de maio. 9 de abril de 2019. Consultado em 9 de abril de 2019 
Precedido por
Oswaldo de Oliveira
Técnico do Fluminense
2002
Sucedido por
Robertinho
Precedido por
Oswaldo de Oliveira
Valdir Espinosa
Técnico do Flamengo
2003
2006
Sucedido por
Abel Braga
Ney Franco
Precedido por
Roberto Fernandes
Roberto Fernandes
Milton Cruz
Técnico do Náutico
2009
2011–2012
2017–
Sucedido por
Márcio Bittencourt
Alexandre Gallo
Precedido por
Geninho
Técnico do Atlético-PR
2009
Sucedido por
Antônio Lopes
Precedido por
Sérgio Farias
Técnico do Pohang Steelers
2010
Sucedido por
Park Chang-Hyun (interino)
Precedido por
Arthur Bernardes
Técnico do Duque de Caxias
2011
Sucedido por
Alfredo Sampaio
Precedido por
Marcelo Veiga
Técnico do Remo
2016
Sucedido por
Josué Teixeira