Sporting Clube da Covilhã

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Sporting da Covilhã
Logo Sporting da Covilhã.png
Nome Sporting Clube da Covilhã
Alcunhas Leões da Serra, Serranos
Fundação 2 de junho de 1923 (93 anos)
Estádio Estádio Municipal José Santos Pinto
Capacidade 2.055
Localização CVL.png Covilhã,  Portugal
Presidente Portugal José Oliveira Mendes
Treinador Portugal Filipe Gouveia
Patrocinador Tricots Brancal, Natura IMB Hotels, Joalto
Material esportivo Portugal Lacatoni
Competição Segunda Liga
Website [1]
Cores do Time Cores do Time Cores do Time
Cores do Time
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Uniforme
titular
Cores do Time Cores do Time Cores do Time
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Uniforme
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Temporada atual
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O Sporting Clube da Covilhã é um clube de futebol de Portugal com sede na cidade da Covilhã, tendo sido fundado em 2 de junho de 1923.

Participou 15 épocas na 1ª Divisão, onde alcançou posições de destaque, como um 5º lugar nos anos 50. Jogou a final da Taça de Portugal da temporada 1956/57, onde foi derrotado pelo SL Benfica por 3-1.

Breve Historial[editar | editar código-fonte]

A Beira Baixa, onde se inserem o distrito de Castelo Branco e o concelho da Covilhã viu, um pouco mais tarde, o nascimento de vários clubes, ansiosos de desenvolver o desporto que começava a abraçar multidões e que outras regiões já praticavam.

No concelho da Covilhã, o futebol teve o seu alvorecer a partir de 1920/22 quando se começaram a organizar os primeiros grupos. Clubes como o “Montes Hermínios”, “Victória Luso Sporting”, “União Desportiva da Covilhã”, “Estrela Football Club” e o “Grupo Desportivo Escola Industrial”, todos da Covilhã.

Não era fácil porquanto, não havia grande organização e os meios de que dispunham eram escassos. As dificuldades avolumavam-se porque também não havia grandes recursos financeiros e instalações próprias para se poderem reunir.

As primeiras reuniões realizavam-se, por falta de sede própria, nos pátios das casas, decorrendo com mais frequência no extinto Hotel Castela, no Pelourinho, unidade hoteleira que existiu ao lado da Farmácia Pedroso.

Na Covilhã, o meio fabril da sua monoindústria de então - os lanifícios - definiam no futebol dois traços distintos, com a formação de clubes enraizados na classe operária, uns, que se batiam energeticamente com outros que integravam elementos de maior poder económico, formados por atletas que, ao mesmo tempo eram os seus dirigentes, oriundos da classe média e média alta, como os gestores, proprietários e filhos de industriais de lanifícios da Covilhã e região, caso do “Estrela Football Club”. Havia uma rivalidade que passava então a substituir entre o “rico” e o “pobre” e acentuava-se, daí que os encontros e torneios que podiam realizar eram vivamente participados, num grande entusiasmo dos atletas, bem como de todo um mundo de pessoas que se deslocava a pé, por caminhos ou estradas de terra batida, em direcção ao campo de futebol.

Os jogadores não recebiam nada em troca, depois da saírem dos seus trabalhos, geralmente nas fábricas, iam treinar principalmente para o Calvário e treinavam toda a semana incluindo sábados.

O campo destinado aos jogos oficiais era na Várzea.

Como nem todos os sábados havia futebol, mas só de vez em quando, os jogadores ou “rapazes da bola” iam treinar de manhã, aos domingos para o referido campo. Levavam a bola e cada um o seu equipamento, bem como a broa, para se alimentarem.

Os clubes que mais caíram na simpatia dos covilhanenses foram o “montes Hermínios Sport Club” e o “Estrela Futebol Clube”.

A alma leonina estava bem patente em figuras influentes e notórias deste concelho. Algumas delas, acabam por ter contactos com dirigentes do Sporting Clube de Portugal que, nesse tempo, vivia fase eufórica de criação de filiais, sendo então seu dinâmico Presidente da Direcção, Júlio Araújo.

Em 23/ 06/1923, tornava-se oficial a confirmação da filiação do S.C.Covilhã no S.C.Portugal, como 8ª filial.

8ª Filial, em 02/06/1923- Sporting Clube da Covilhã

Eram então 70 sócios do S.C.C. e a sua Direcção era a seguinte:

Presidente- José Jacinto Ferreira Vice- Presidente- José Mendes Salgueiro 1º Secretário- Albino Albuquerque Castro 2º Secretário- Mário Pintassilgo Tesoureiro- António Rebelo Matos Vogal- José Alves da Silva Vogal- António Marques Suplente- José Cruz Tavares Suplente- Manoel Ramos Gonçalves

Final da Taça de Portugal

Surge entretanto a época 1955/56 e o Sporting Clube da Covilhã, já sem André Simonyi, atinge a sua melhor classificação de sempre- um 5.º lugar, sendo precedido do Sporting, Belenenses, Benfica e F.C.Porto, com 11 vitórias, 7 empates e 8 derrotas, com 52 golos marcados e 44 sofridos, totalizando 29 pontos, em 26 jogos.

O melhor marcador foi então o espanhol Suarez, que substitui André Simonyi, com 251 golos marcados.

Mas a adversidade haveria de surgir na época seguinte- 1956/57- em que o 13.º lugar fazia baixar à II divisão os Leões da Serra, ainda com Suarez na liderança dos melhores marcadores da turma serrana, com 19 golos marcados.

Entretanto, o treinador Janos Szabo que há vários anos conduzia os destinos do clube, rescinde com o S.C.C., após uma crise que se instala no seio da colectividade, e os seus dirigentes substituem-no por Fernando Cabrita, passando a desempenhar as funções de jogador- treinador, e pelo Dr. Tavares da Silva, como orientador técnico, que acumulava com as funções de seleccionador nacional da altura.

No entanto, na Taça de Portugal, os Leões da Serra cometem a façanha, algo inesperada, de, pela primeira e única vez no seu historial, chegara uma final da Taça. Isso aconteceu exactamente no ano da descida de divisão.

Efectivamente, o S.C.C. depois de ter eliminado o União de Montemor, por 6-1 e 6-0, estava-lhe reservada uma surpresa com o próximo adversário- o Lusitano de Évora- que ganhou ao S.C.C., no seu terreno, por 4-0. Os eborenses deslocaram-se à Covilhã, para a 2ª mão, já com as “malas Feitas”, mas foi com grande admiração e enorme euforia que, no Estádio Santos Pinto, os Leões da Serra eliminaram o Lusitano de Évora, vencendo o encontro por 7-2.

E o êxito dos covilhanenses continuaria na Taça, pois no sorteio coube-lhe defrontar o F.C.Porto, tendo sido o S.C.C. ido ganhar ao Estádio das Antas por 2-1 e, depois na Covilhã, nova vitória por 1-0.

Depois de na eliminatória seguinte (meias finais) ter ultrapassado facilmente o Vitória de Setúbal, vencendo na Covilhã por 3-0 e perdendo em Setúbal por 1-0, chega à final que se realizou no Estádio Nacional, em Lisboa, exactamente no dia em que o S.C.C. completava 34 anos- em 2 de Junho de 1957- defrontando o Benfica.

O Sporting da Covilhã perdeu o encontro, por 3-1, mas deixou boa impressão.

O jogo foi dirigido pelo árbitro portuense, Francisco Guerra.

As equipas alinharam da seguinte forma:

S.C.C.- José Rita dos Mártires; Helder Toledo e Jorge Nicolau; Fernando Cabrita, Amílcar Cavém e António Lourenço; Manteigueiro, Pedro Martin, Vitoriano Suarez, Carlos Ferreira e Fernando Pires.

S.L.B.- José Bastos; Jacinto Marques e Ângelo Martins; Vasco Pegado, Manuel Serra e José Martins “Zézinho”; Francisco Palmeiro, Mário Coluna, José Águas, Salvador Martins e Domiciano Cavém.

In "Sporting Clube da Covilhã - Passado e Presente", João Jesus Nunes.

A temporada 2007/2008[editar | editar código-fonte]

Na temporada 2007/2008 disputou a série C da 2ª Divisão, tendo terminado no primeiro lugar da mesma. A promoção à Liga de Honra, foi disputada a duas mãos com o primeiro classificado da série D, o Olivais e Moscavide. No primeiro jogo, disputado na Covilhã o resultado foi de 1-0 para os serranos, tendo a 2ª mão sido vencida pelo Olivais e Moscavide por 2-1. No desempate através da marca de grandes penalidades o Sporting da Covilhã acabou por sagrar-se vencedor, garantindo a subida à Liga de Honra.

O jogo para determinar o campeão da 2ª divisão da época 2007/08, disputou-se na cidade de Pombal entre as equipas do Sporting da Covilhã e da Oliveirense. A equipa de Oliveira de Azeméis venceu a partida por 1-0.

O Sporting Clube da Covilhã disputou os seus jogos no Complexo Desportivo (3.000 lugares) durante alguns anos, mas a vontade dos sócios foi preponderante para o regresso ao mitico Estádio José Santos Pinto, situado a cerca de 800 metros de altitude.

A temporada de 2014/2015 foi de sonho, onde até à última jornada 4 equipas disputaram a subida de divisão incluindo "Os Serranos".

Histórico[editar | editar código-fonte]

Nº Presenças Títulos
Temporadas na 1ª 15
Temporadas na 2ª 6
Temporadas na 2ªB 44
Temporadas na 3ª 6
Taça de Portugal 63
Taça da Liga 2

Classificações[editar | editar código-fonte]

Escalão 00/01 01/02 02/03 03/04 04/05 05/06 06/07 07/08 08/09 09/10 10/11 11/12 12/13
Liga Sagres - - - - - - - - - - - - -
Liga de Honra - - 11º 17º - 14º - - 14º 14º 15º 20º
II Divisão - - - - - - - - -
III Divisão - - - - - - - - - - - - -

Plantel 2016-2017[editar | editar código-fonte]

Elenco atual[editar | editar código-fonte]

Legenda
  • Capitão: Capitão
  • PenalizadoExpulso: Jogador suspenso
  • Lesionado: Jogador lesionado


Goleiros
Jogador
1 Portugal Igor Araújo
38 Angola Hugo Marques
55 Portugal Igor Rodrigues
Defensores
Jogador Pos.
2 Portugal Zé Pedro Z
13 Portugal Joel Z
29 Argélia Kheireddine Zarabi Z
30 Guiné-Bissau Agostinho Soares LD
37 Gana Richard Ofori LD
22 Portugal Diogo Gaspar LE
23 Portugal Mike Moura LE
Meio-campistas
Jogador Pos.
6 Mali Mamadou Djikiné V
21 Mali Boubakary Diarra V
8 Portugal Gilberto Capitão M
10 Portugal Pintassilgo M
20 Gana Prince Agyemang M
70 Portugal Filipe Chaby M
91 Brasil Davidson M
Atacantes
Jogador
7 Portugal Luís Pinto
11 República Democrática do Congo Wim Bokila
14 Gana Henry Medarious
18 Portugal Cristian Ponde
24 São Tomé e Príncipe Harramiz
Comissão técnica
Nome Pos.
Portugal Filipe Gouveia T
Portugal Sérgio Carvalho AS
Portugal Leandro Monteiro PF
Portugal Luciano Vítor TG

Jogadores ilustres[editar | editar código-fonte]

Referências

Ligações externas[editar | editar código-fonte]