Diamang

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A Companhia de Diamantes de Angola (DIAMANG) foi uma empresa de capitais mistos dedicada à prospecção de diamantes em Angola, tendo operado de 1917 até 1975, quando foi dissolvida na sequência da independência da República Popular de Angola.

A sede era em Lisboa, mas possuía escritórios em Bruxelas, Londres e Nova Iorque.

Foi um dos cinco maiores produtores de diamantes do mundo[1].

História[editar | editar código-fonte]

A exploração sistemática e industrial de diamantes em Angola começou em 1917 com o surgimento, a 16 em Outubro deste ano, da uma empresa de capitais mistos de grupos financeiros de vários países[2]:

A Diamang foi criada em sucessão à PEMA – Pesquisas Mineiras de Angola, uma empresa de prospecção constituída em 1912, cujo propósito consistia na delimitação de jazidas diamantíferas no Nordeste de Angola, na bacia do Cassai.

Em 1929 o seu conselho de administração faziam parte:

  • Banco Nacional Ultramarino;
  • Ernesto de Vilhena como Administrador-Delegado;
  • Banco Burnay;
  • representantes da Société Génerale de Belgique;
  • um representante da empresa mineira belga, Forminière;
  • o Presidente do Sindicato de Diamantes de Londres;
  • um representante da Anglo American Corp.;
  • um representante da Banque de L’Union Parisienne;
  • outras individualidades em destaque na alta finança portuguesa e estrangeira.

Nacionalização[editar | editar código-fonte]

Em 1981, as autoridades angolanas passaram a ter o controlo total da produção de diamantes no país e criaram a Empresa Nacional de Diamantes (Endiama).

Área de exploração[editar | editar código-fonte]

A Diamang ocupou uma área significativa de cerca de 52.000 Km2 que quase cobria as actuais províncias das Lundas Norte e Sul. Confinava a oeste e sul com o restante território de Angola, a sudeste com a Zâmbia (Rodésia do Norte) e a norte e nordeste com a República Democrática do Congo (o então Congo Belga e depois Zaire). A Diamang fundou uma povoação, Dundo, a cerca de doze quilómetros da República Democrática do Congo. Este aglomerado constituiu o seu centro administrativo na Lunda[3].

Em 1953 o sociólogo brasileiro Gilberto Freyre visitou os territórios concessionados à Companhia de Diamantes de Angola, a convite do governo português, e constatou que se tratavam de explorações capitalistas e intensivas de mão-de-obra africana, existindo racismo. Os defensores da Diamang não o negaram[4].

Referências

  1. https://www.rtp.pt/programa/tv/p34875/e2
  2. Matos, P. F. (2009). Projectos coloniais e seus efeitos: o caso do trabalho de José Redinha desenvolvido no Museu do Dundo. Poiésis, 4 (2), 42-61
  3. Matos, P. F. (2009). Projectos coloniais e seus efeitos: o caso do trabalho de José Redinha desenvolvido no Museu do Dundo. Poiésis, 4 (2), 42-61
  4. Revista E n.º 2410 (5 de Janeiro de 2019), Diogo Ramado Curto. "Um intelectual fascista ao serviço do colonialismo", pág. 68.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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