Endiama

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A Empresa Nacional de Diamantes de Angola (Endiama E.P), sediada em Angola, é uma empresa de capital público angolano fundada em 1981 com o objectivo de ser a concessionária nacional dos direitos de mineração de diamantes em todo o território angolano. A estatal de Angola produziu 8,55 milhões de quilates de diamantes em 2010.[1]

Isabel dos Santos tem 24,5% da Endiama, a empresa concessionária da exploração mineira no norte do país – criada por decreto presidencial, que exigia a formação de um consórcio com parceiros privados. Os parceiros privados da filha do Presidente, que incluíam negociantes israelitas de diamantes, criaram a Ascorp, registada em Gibraltar.[2]

História[editar | editar código-fonte]

A história da ENDIAMA E.P está ligada ao início da exploração dos diamantes em África, numa trajectória iniciada no século XIX:[3]

  • 1867: Data oficial da descoberta dos primeiros diamantes em África, nomeadamente na África do Sul, nas margens do rio Orange, próximo da cidade de Kimberley.
  • 1912: Mr. Jonhston e Mac Vey aumentam as certezas da existência de diamantes em Angola, com a descoberta de sete diamantes no riacho de Mussalala, afluente do rio Tchiumbe, na região das Lundas e em 4 de Setembro fundou-se a Companhia de Pesquisa Mineira de Angola (PEMA).
  • 1917/18: Surgimento a 16 de Outubro de 1917 da Companhia de Diamantes de Angola (Diamang), uma empresa de capitais mistos de grupos financeiros de Portugal, Bélgica, Estados Unidos da América, Reino Unido e África do Sul e a 6 de Junho deste ano, todos os direitos mineiros de PEMA foram tranferidos para a Diamang.
  • 1937: Inicia o processo de mecanização da indústria diamantífera em Angola.
  • 1952: Descoberta do primeiro Kimberlito em Angola, o Camafuca - Camazambo.
  • 1977/79: É nacionalizada a maior parte do capital da Diamang, através dos decretos 61/77, de 24 de Agosto, e 255/79, de 11 de Dezembro.
  • 1981: Criação da Empresa Nacional de Diamantes de Angola (ENDIAMA).
  • 1988: É dissolvida a Diamang por escritura pública saída a 17 de Fevereiro.
  • 1995: ENDIAMA deixa de ser uma Unidade Económica Estatal, com a aprovação da Lei das Empresas Públicas.
  • 2000: Começo do Processo Kimberley que visa a certificação de diamantes.
  • 2006: Constituição da Associação dos Países Produtores de Diamantes (ADPA).
  • 2007: Aprovado em Conselho de Ministros, a nova marca da Endiama E.P.

Órgãos Sociais[editar | editar código-fonte]

Os órgãos da sociedade são a Assembleia Geral, a Comissão Executiva e o Conselho Fiscal.[4]

Conselho de Administração[editar | editar código-fonte]

O Conselho de Administração actual é composto por:[5]

  • Engenheiro António Carlos Sumbula - Presidente do Conselho de Administração
  • Engenheiro Luís Quitamba - Administrador para a Área de Geologia
  • Engenheiro Paulo N’Vika - Administrador para a Área de Gestão das Participações
  • Engenheiro Osvaldo Van-Dúnem - Administrador para Área de Assuntos Jurídico e Recursos Humanos
  • Dr. Fernando Augusto Sebastião - Administrador para Área de Administração e Finanças

Participações[editar | editar código-fonte]

A Endiama participa dos seguintes empreendimentos mineiros:

Referências[editar | editar código-fonte]

  1. DIB Online: Endiama produzui 8.55 millioes de quilates em 2010 22. de março 2011 (inglês)
  2. É o Presidente de Angola que faz da sua filha uma milionária, acusa a Forbes. publico.pt, 14 de agosto 2013
  3. Endiama - Quem Somos, História Endiama
  4. Decreto Presidencial n.º 210/13 - Presidente da República Secretariado do Conselho de Ministros da República de Angola, 13 Dezembro 2013
  5. Endiama - Quem Somos, Conselho de Administração Endiama

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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