Pinaceae

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Representação das principais características de Pinaceae em Pinus banksiana: folhas em agulha e pinhas (cones).

Representação das principais características de Pinaceae em Pinus banksiana: folhas em agulha e pinhas (cones).
Classificação científica
Reino: Plantae
Divisão: Pinophyta
Classe: Pinopsida
Ordem: Pinales
Família: Pinaceae
Géneros
Ver texto.

A família Pinaceae pertence ao grupo das Coníferas, compõem o maior agrupamento nas  Acrogimnospermas -gimnospermas viventes- e tratam do início do Carbonífero, há 300 milhões de anos. As Pinaceae são o grupo mais importante dentro das Coníferas em termos ecológicos e econômicos, tendo sua madeira utilizada em diversas indústrias de construção e o fornecimento de resinas específico de algumas espécies utilizado na indústria farmacêutica. Elas têm ocorrência natural no hemisfério norte e foram cultivadas com sucesso no hemisfério sul, sendo Pinus e Cedrus os gêneros mais conhecidos

Morfologia[editar | editar código-fonte]

Pinaceae é uma família que contém representantes arbóreos e arbustivos com a casca e as folhas geralmente aromáticas. Os ramos são opostos ou verticilados e suas folhas podem ser do tipo escamiformes ou aciculiformes que, em Pinus, surgem de 2 a 5 acículas em cada fascículo, e são presas a ramos curtos laterais [1].

Os representantes dessa família são monóicos e as estruturas reprodutivas são denominadas cones que tem como umas das funções facilitar a dispersão das sementes. O cone é um eixo reprodutivo com escamas e brácteas organizadas em um arranjo espiralado. As folhas são modificadas em brácteas e podem ser maiores ou menores que as escamas, que são um ramo fértil reduzido, onde os óvulos se encontram na superfície adaxial nos cones femininos, e os microsporângios na superfície abaxial nos cones masculinos .

O cone masculino (microstróbilo) é pequeno, alongado e disposto em cacho, e o cone feminino (megastróbilo) possui uma morfologia cilíndrica e com um aspecto mais esférico, com escamas lenhosas persistentes e com o ápice espesso, contendo 2 sementes aladas que amadurecem em um período de 2 a 3 anos [2].

Diversidade Taxonômica[editar | editar código-fonte]

Pinaceae é uma família de Pinophyta pertencente às Spermatophyta, incluídas dentro das Acrogimnospermas e essa família possui 12 gêneros: Abies, Cedrus, Keteleeria, Larix, Pseudotsuga, Pseudolarix, Cathaya, Nothotsuga, Hesperopeuce, Picea, Pinus e Tsuga.

Sistemática e filogenética[editar | editar código-fonte]

Na evolução das coníferas, a análise de dados morfológicos como a inversão dos óvulos e a presença de asa terminal na semente derivadas do material da escama inferem que Pinaceae é um grupo monofilético e considerado grupo irmão das demais coníferas, que são chamadas Cupressophyta e incluem as famílias Araucariaceae, Podocarpaceae, Taxaceae, Cupressaceae e Sciadopityaceae. Tais inferências são corroboradas por análises moleculares em genes dos plastídeos das coníferas.

Árvore filogenética dos gêneros de Pinaceae baseada em caracteres moleculares [3].

Dentro da família Pinaceae, análises baseadas em caracteres de anatomia microscópica e morfologia de cones, pólen, sementes e folhas apontam a formação de quatro subfamílias: Pinoideae (Pinus), Piceoideae (Picea), Laricoideae (Larix, Cathaya e Pseudotsuga) e Abietoideae (Abies, Cedrus, Pseudolarix, Keteleeria, Northotsuga e Tsuga) [4]. Porém, análises moleculares realizadas recentemente mostraram que o gênero Cathaya está mais próximo do gênero Picea, e o gênero Cedrus está mais para grupo irmão dos demais gêneros [3].

Distribuição geográfica e ocorrência no Brasil[editar | editar código-fonte]

Pinaceae são encontradas em ampla distribuição principalmente no Hemisfério Norte, ocupando desde regiões temperadas até o Círculo Polar Ártico, e desde solos bem drenados até os permanentemente saturados de água [1].

Podem ser encontradas também no Hemisfério Sul, mas não são endêmicas [5]. No Brasil, as sete espécies estão distribuídas no Centro-Oeste (Distrito-Federal e Goias), no Sudeste (Espirito Santo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo) e no Sul do país (Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina). Os principais domínios fitogeográficos são Cerrado e Mata Atlântica [6].

Lista de espécies brasileiras[6][editar | editar código-fonte]

Todas as espécies de Pinaceae existentes no Brasil não são endêmicas, ou seja, são espécies não nativas de nosso território. As únicas espécies viventes no Brasil são pertencentes ao gênero Pinus.

Cones e folhas aciculadas em Picea abies.

- Pinaceae Spreng ex. F. Rudolphi

Pinus

  •    Pinus caribaea Morelet
  •    Pinus clausa (Chapm ex. Engelm) Sarg
  •    Pinus elliotti L.
  •    Pinus glabra Walter
  •    Pinus oocarpa Schiede ex. Schldl
  •    Pinus pseudstrobus Lindl
  •    Pinus taeda L.

Importância ecológica e econômica[editar | editar código-fonte]

Muitos animais, como aves e esquilos por exemplo, se alimentam das sementes do pinheiro, assim como alguns povos indígenas do Oeste dos Estados Unidos [1].

A madeira de árvores como Pinus, Pseudotsuga, Picea, Tsuga, Larix, Abies e Cedrus são mundialmente valorizadas para a construção, e as fibras longas do Pinus são utilizadas como celulose para a fabricação de vários tipos de papéis. Além disso são usadas como plantas ornamentais [2].

Referências[editar | editar código-fonte]

  1. a b c Judd; et al. (2009). Plant systematics: a phylogenetic approach. [S.l.]: Sunderland. pp. 172–173 
  2. a b Reyes, Andrés E.L. «Gimnospermas». www.esalq.usp.br. Consultado em 13 de dezembro de 2017 
  3. a b Wang, X.-Q.; Tank, D. C.; Sang, T. (1 de maio de 2000). «Phylogeny and Divergence Times in Pinaceae: Evidence from Three Genomes». Molecular Biology and Evolution (em inglês). 17 (5): 773–781. ISSN 0737-4038. doi:10.1093/oxfordjournals.molbev.a026356 
  4. Price, Robert A.; Olsen-Stojkovich, Jeanine; Lowenstein, Jerold M. (1987). «Relationships Among the Genera of Pinaceae: An Immunological Comparison». Systematic Botany. 12 (1): 91–97. doi:10.2307/2419217 
  5. Simpson, M.G. (2010). Plant Systematics. Amsterdam: Elsevier. pp. 148–151 
  6. a b «Pinaceae in Flora do Brasil 2020 em construção». Jardim Botânico do Rio de Janeiro. Consultado em 02 Novembro 2017  Verifique data em: |acessodata= (ajuda)
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