Sequoioideae

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Como ler uma infocaixa de taxonomiaSequoioideae
Ocorrência: Noriano–recente
Classificação científica
Reino: Plantae
Divisão: Pinophyta
Clado: Tracheophyta
Classe: Pinopsida
Ordem: Pinales
Família: Cupressaceae
Subfamília: Sequoioideae
(Luerss.) Quinn
Géneros

Sequoioideae é uma subfamília de coníferas da família Cupressaceae que inclui algums das maiores árvores do mundo. O mais antigo registo fóssil do grupo é conhecido em depósitos do Noriano.[1]

Descrição[editar | editar código-fonte]

Na sua presente circunscrição taxonómica a subfamília Sequoioideae inclui três géneros: (1) Sequoia, nativo das regiões costeiras da Califórnia e Oregon; (2) Sequoiadendron, nativa da Sierra Nevada da Califórnia; e (3) Metasequoia, oriunda da China. Entre as espécies que integram esta subfamília contam-se as maiores e mais altas árvores do mundo, que podem viver alguns milhares de anos. Apesar dessa longevidade, algumas das espécies encontram-se ameaçads no seu habitat natural devido à actividade madeireira ilegal, supressão dos fogos florestais,[2] mudanças climáticas, cultivo ilegal de marijuana e apanha furtiva de cecídios (galhas).[3][4][5]

Apenas os dois géneros norte-americanos, Sequoia e Sequoiadendron, produzem árvores gigantes. Os exemplares de Metasequoia glyptostroboides, a única espécie extante do género Metasequoia, são muito menores.

Filogenia e sistemática[editar | editar código-fonte]

Vários estudos de caracteres morfológicos e moleculares apoiam fortemente a asserção de que subfamília Sequoioideae constitui um agrupamento monofilético.[6][7][8][9]

A maioria das filogenias modernas coloca Sequoia como grupo irmão de Sequoiadendron e Metasequoia como o grupo externo.[7][9][10] Com base em evidências não moleculares, tal modelo leva à seguinte relação entre as espácies extantes do grupo:[11]


Sequoioideae

Metasequoia

M. glyptostroboides




Sequoia

S. sempervirens



Sequoiadendron

S. giganteum







Taxodioideae



No entanto, a origem de um artefato genético peculiar das Sequoioideae, a poliploidia do género Sequoia, gerou uma excepção notável que questiona as especificidades desse consenso relativo,[9] pois a poliploidia, apesar de ser rara entre as gimnospermas, é percebida como bastante comum entre as retantes plantas, com estimativas indicando que de 47% a 100% das plantas com flor e das pteridófitas extantes são derivadas de antigos eventos de poliploidia.[12] Neste caso, a presença de poliploidia indicaria a possibilidade de evolução reticulada entre as Sequoioideae, ou seja que estes táxons se tenham originado por fusão entre linhagens ancestrais.

Referências[editar | editar código-fonte]

  1. Wan, Mingli; Yang, Wan; Tang, Peng; Liu, Lujun; Wang, Jun (2017). «Medulloprotaxodioxylon triassicum gen. Et sp. Nov., a taxodiaceous conifer wood from the Norian (Triassic) of northern Bogda Mountains, northwestern China». Review of Palaeobotany and Palynology. 241: 70–84. doi:10.1016/j.revpalbo.2017.02.009 
  2. https://www.nps.gov/redw/learn/management/rxfire.htm
  3. Save the redwoods: threats.
  4. Burl poaching.
  5. Kurland, Justin; Pires, Stephen F; Marteache, Nerea (2018). «The spatial pattern of redwood burl poaching and implications for prevention». Forest Policy and Economics. 94: 46–54. doi:10.1016/j.forpol.2018.06.009 
  6. Brunsfeld, Steven J; Soltis, Pamela S; Soltis, Douglas E; Gadek, Paul A; Quinn, Christopher J; Strenge, Darren D; Ranker, Tom A (1994). «Phylogenetic Relationships Among the Genera of Taxodiaceae and Cupressaceae: Evidence from rbcL Sequences». Systematic Botany. 19 (2). 253 páginas. JSTOR 2419600. doi:10.2307/2419600 
  7. a b Gadek, P.A.; Alpers, D.L.; Heslewod, M.M.; Quinn, C.J. (2000). «Relationships Within Cupressaceae Sensu Lato: A Combined Morphological and Molecular Approach». American Journal of Botany. 87 (7): 1044–57. JSTOR 2657004. PMID 10898782. doi:10.2307/2657004Acessível livremente  Parâmetro desconhecido |doi-access= ignorado (ajuda)
  8. Takaso, T.; Tomlinson, P.B. (1992). «Seed cone and ovule ontogeny in Metasequoia, Sequoia and Sequoiadendron (Taxodiaceae-Coniferales)». Botanical Journal of the Linnean Society. 109: 15–37. doi:10.1111/j.1095-8339.1992.tb00256.x 
  9. a b c Yang, Z.Y.; Ran, J.H.; Wang, X.Q. (2012). «Three Genome-based Phylogeny of Cupressaceae s.l: Further Evidence for the Evolution of Gymnosperms and Southern Hemisphere Biogeography». Molecular Phylogenetics and Evolution. 64 (3): 452–470. PMID 22609823. doi:10.1016/j.ympev.2012.05.004 
  10. Mao, K.; Milne, R.I.; Zhang, L.; Peng, Y.; Liu, J.; Thomas, P.; Mill, R.R.; Renner, S.S. (2012). «Distribution of Living Cupressaceae Reflects the Breakup of Pangea». Proceedings of the National Academy of Sciences. 109 (20): 7793–7798. Bibcode:2012PNAS..109.7793M. PMC 3356613Acessível livremente. PMID 22550176. doi:10.1073/pnas.1114319109 
  11. Schulz; Stützel (August 2007). «Evolution of taxodiaceous Cupressaceae (Coniferopsida)». Organisms Diversity & Evolution. 7 (2): 124–135. doi:10.1016/j.ode.2006.03.001  Verifique data em: |data= (ajuda)
  12. Soltis, D.E.; Buggs, R.J.A.; Doyle, J.J.; Soltis, P.S. (2010). «What we still don't know about polyploidy». Taxon. 59 (5): 1387–1403. JSTOR 20774036. doi:10.1002/tax.595006 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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