Habitat

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Disambig grey.svg Nota: Para outros significados de Habitat, veja Habitat (desambiguação).
Este recife de corais na Área Protegida das Ilhas Fénix é um rico habitat para a vida marinha.
Poucas criaturas fazem das prateleiras de gelo da Antártica seu habitat.

Um habitat[nota 1] é uma área ecológica ou ambiental que é habitada por uma determinada espécie de animal, planta ou outro organismo. O termo refere-se tipicamente à zona em que o organismo vive e onde pode encontrar alimento, abrigo, proteção e companheiros para reprodução. É o ambiente natural em que vive um organismo, ou o ambiente físico que envolve uma população de espécies.

Um habitat é composto de fatores físicos como solo, umidade, intervalo de temperatura e intensidade da luz, bem como fatores bióticos, como a disponibilidade de alimentos e a presença ou ausência de predadores. Cada organismo tem certas necessidades de habitat para as condições em que irá prosperar, mas alguns são tolerantes a grandes variações, enquanto outros são muito específicos em suas exigências. Um habitat não é necessariamente uma área geográfica, podendo ser o interior de um tronco, um tronco podre, uma rocha ou um aglomerado de musgo, e para um organismo parasitário é o corpo de seu hospedeiro, parte do corpo do hospedeiro, como o aparelho digestivo, ou uma única célula dentro do corpo do hospedeiro.

Tipos de habitat incluem polar, temperado, subtropical e tropical. O tipo de vegetação terrestre pode ser floresta, estepe, campo, semiárido ou deserto. Os habitats de água doce incluem marismas, córregos, rios, lagos, lagoas e estuários, e os habitats marinhos incluem pântanos salgados, costa, zona entremarés, recifes, baías, mar aberto, leito do mar, águas profundas e respiradouros submarinos.

Os habitats mudam ao longo do tempo. Isto pode ser causado devido a um evento violento, como a erupção de um vulcão, um terremoto, um tsunami, um incêndio ou uma mudança nas correntes oceânicas; ou a mudança pode ser mais gradual ao longo de milênios com alterações no clima, como o avanço e recuo de mantos de gelo e geleira, e como diferentes padrões meteorológicos trazem mudanças de precipitação e radiação solar. Outras mudanças vêm como resultado direto das atividades humanas; o desmatamento, o arado de pastagens antigas, o desvio e represamento de rios, a drenagem de pântanos e a dragagem do fundo do mar. A introdução de espécies exóticas pode ter um efeito devastador sobre a fauna nativa, através de uma maior predação, pela competição por recursos ou pela introdução de pragas e doenças às quais as espécies nativas não têm imunidade.

Conceitos relacionados[editar | editar código-fonte]

  • Um biótopo é a menor parcela ecológica que é possível discernir geograficamente (por exemplo: um dos biótopos da truta é a Ribeira das Casas na ilha das Flores).
  • Um bioma é o conjunto da flora e fauna que vive num determinado habitat e ocupa uma determinada região geográfica e topográfica.
  • Um micro-habitat é a vizinhança imediata do local onde vive um determinado espécime animal ou vegetal.
  • O nicho ecológico é a forma de vida de determinada espécie ou população dentro de um ecossistema, que determina o seu efeito em outras espécies ou populações.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Notas

  1. Embora o Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa (5a ed., 2009, link) da Academia Brasileira de Letras adote a forma latina "habitat", é comum encontrar em algumas publicações a forma aportuguesada "hábitat".

Referências

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • Frederic Clements, Frederic E., and Victor E. Shelford. 1939. Bio-ecology. John Wiley & Sons, New York. 425 pp.
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