Himba

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Uma jovem da etnia Himba na Namíbia.

Os Himba são um grupo étnico de aproximadamente 20.000 a 50.000 pessoas que vivem no sul de Angola, na região de Cunene (antes Kaokoland). São povos nômades e pastoris, que são estreitamente relacionados aos Hererós, e falam a mesma língua. São os últimos povos semi-nômades da África. Migraram de Angola para a Namibia a cerca de 200 anos na busca por solos mais férteis. As mulheres Himbas são hábeis artesãs e por isso são a alma da tribo, já que mantêm a economia das suas casas e criam os filhos à sua maneira, com um carinho extremoso. Por vezes deslocam-se aos grandes centros urbanos (mais na parte da Namíbia) com o objectivo de venderem a sua arte, regressando depois ao seu mundo rústico. A responsabilidade de ordenha das vacas é das mulheres, sendo elas também as responsáveis por cuidar das crianças umas das outras. As mulheres tendem a realizar tarefas mais árduas que os homens, como o transporte de água para as casas da aldeia e até tarefas de construção. Para manter a tradição elas nunca tomam banho, mas passam várias horas do dia em rituais de beleza (cobrindo-se com otjize). As himbas comandam também uma sociedade poligâmica, em que cada mulher pode ter relações sexuais com vários homens. O gado bovino é o principal símbolo de status de uma família himba, por isso são consideradas mais ricas e mais importantes as mulheres que possuem mais cabeças de gado. O roubo de gado é punido com a morte.

Quando os missionários alemães que colonizaram o norte da Namíbia lhes quiseram fazer ver a "vergonha" de andar vestidos com pouca roupa, e que os seus hábitos e tradições não eram “os mais adequados”, os Himba retiraram-se para o mais profundo do deserto do Namibe e assim não se deixaram contaminar com a forma de pensar dos missionários, que nunca entenderam que a religião que lhes estavam a querer impor ia acabar por modificar as suas ancestrais raízes e tradições, que felizmente perduram até aos dias de hoje.

Religião[editar | editar código-fonte]

Os Himba são um povo monoteísta que adoram o deus Mukuru. Cada família tem seu próprio fogo ancestral, que é mantido pelo fogo mantendor. Este se aproxima do fogo ancestral a cada sete ou oito dias, a fim de se comunicar com Mukuru e os ancestrais. Muitas vezes, quando Mukuru está ocupado num reino distante, os ancestrais atuam como representantes dele.[1] No entanto, a diferença entre Mukuru e os ancestrais é que, enquanto Mukuru apenas abençoa e nunca amaldiçoa, os antepassados ​​fazem as duas coisas.[2]

Referências

  1. Crandall 2000, p. 47
  2. Crandall 2000, p. 188

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

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