Prince

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Editado pela última vez em 29 de abril de 2016.

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Prince
Prince em 2008.
Informação geral
Nome completo Prince Rogers Nelson
Nascimento 7 de junho de 1958
Local de nascimento Minneapolis, Minnesota
 Estados Unidos
Data de morte 21 de abril de 2016 (57 anos)[1]
Local de morte Chanhassen, Minnesota
 Estados Unidos
Gênero(s) Pop, rock, funk, R&B, soul, new wave
Instrumento(s) Vocal, guitarra elétrica, baixo, teclado, bateria, caixa de ritmos
Período em atividade 1976 - 2016
Gravadora(s) NPG, Columbia Records, Universal Records, Arista, Paisley Park, Warner Bros. Records
Afiliação(ões) The Revolution
Wendy and Lisa
New Power Generation
The Time
Morris Day
Sheila E.
Kate Bush
Vanity 6
Apollonia 6
Mazarati
The Family
94 East
Madhouse
Jill Jones
Candy Dulfer
Támar
Prince em 1990.

Prince Rogers Nelson (Minneapolis, 7 de junho de 1958 — Chanhassen, 21 de abril de 2016)[2] foi um músico multi-instrumentista e dançarino norte-americano, considerado por muitos um dos maiores ícones pop de todos os tempos, assim como um dos mais talentosos e conhecidos mundialmente, após de ter vendido mais de 100 milhões de álbuns e 60 milhões de singles. Os singles e álbuns de Prince, especialmente os lançados nos anos 1980, estão quase sempre entre as cinco primeiras posições de todas as listas de melhores canções ou discos de todos os tempos, com destaque para o álbum Purple Rain, lançado em 1984. Sua música mistura diversos gêneros musicais como funk, R&B, soul, psicodelia, synthpop, new wave, jazz, rock, pop e hip hop. Foi considerado o 33.º melhor guitarrista de todos os tempos pela revista norte-americana Rolling Stone.[3] O solo de guitarra na canção Purple Rain, segundo a mesma revista "é possivelmente o melhor solo de guitarra em uma balada na história."[4]

Em 2004, foi induzido ao Hall da Fama do Rock and Roll. Na sua apresentação, ele tocou “While My Guitar Gently Weeps”. Conforme a Revista Rolling Stone "o solo de guitarra de tirar o fôlego que Prince fez ao fim de “While My Guitar Gently Weeps” pode ser o maior momento musical de qualquer cerimônia da história do evento."[5]

Prince tinha a habilidade de juntar elementos de todos estes estilos musicais fazendo uso de sintetizadores e bateria eletrônica desde o início da sua carreira no fim dos anos 1970, tornando conhecido o som de Minneapolis, influenciando todos os novos artistas até hoje.

Prince tinha a reputação de ser um workaholic, seja a trabalhar nas suas canções ou a produzir outros artistas até o ponto de deixar muito material inédito na gaveta. Considerado um perfeccionista, tinha a imagem de uma pessoa difícil de se trabalhar e por ser altamente protector de sua música. Escrevia, compunha e produzia todas as suas canções. Também toca todos os instrumentos nos seus álbuns. Muitos críticos elogiavam seu trabalho pela sua versatilidade compor, tocava, cantava e dançava, fazendo da sua performance em palco algo extraordinário.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Prince Rogers Nelson era filho de John L. Nelson e Mattie Shaw. O pai tocou num trio de jazz chamado Prince Rogers Trio, daí a inspiração para o seu nome. Ambos os seus pais são afro-americanos. Após o nascimento da sua irmã, Tika Evene em 1960, os pais de Prince foram-se distanciando até se separarem. A mãe se casou novamente mas a convivência com seu padrasto não era boa, o que o fez morar temporariamente com o pai, que lhe comprou a primeira guitarra. Nesse tempo, Prince fez amizade com uma família vizinha, os Andersons, especificamente com o filho deles, Andre Anderson. Prince e Andre juntaram-se a um primo de Prince, Charles Smith e formaram uma banda chamada Grand Central. Prince encarregou-se da parte instrumental da banda, tocando em pequenos clubes de Minneapolis. O conhecimento musical de Prince foi-se desenvolvendo e rapidamente se tornou no principal membro da banda e também no vocalista. Era então influenciado por James Brown, Jimi Hendrix, Earth, Wind & Fire, Sly and Family Stone, Miles Davis, George Clinton e Parliament-Funkadelic, Carlos Santana, Jimi Hendrix e Todd Rundgren.

Em 1976, Prince começa a trabalhar como aprendiz no estúdio de Chris Moon, que o apresenta a Owen Husney. Husney percebe o potencial de Prince e investe em sua carreira junto com Pepe Willie. O primeiro álbum de Prince sai pela Warner Bros. em 1978 e chama-se For You. Todas as canções deste álbum foram escritas e executadas por Prince, exceto Soft and Wet. O álbum teve vendagem modesta, não entrando nem entre as 200 da Bilboard, sendo Soft and Wet o único hit que até foi bem executado nas paradas R&B.

Em 1979, Prince organizou sua banda com Andre Cymone (nome artístico de Andre Anderson) no baixo, Gayle Chapman e Matt Fink nos teclados, Bobby Z na bateria e Dez Dickerson na guitarra. Prince propositalmente formou uma banda multi racial, misturando brancos e negros como uma banda que o influenciou muito, Sly and Family Stone. Seu segundo álbum, intitulado " Prince" entrou no Bilboard 200 e teve dois hits, Why You Wanna Treat Me So Bad? e I Wanna Be Your Lover.

Estes dois hits foram tocados ao vivo em 26 de Janeiro de 1980 na televisão no programa American Banstand. Prince chamou a atenção pelas suas roupas coloridas, que vestiam seu 1,57 m de altura, turbinados pelas botas de salto alto. Quando questionado pela imprensa a respeito de seu figurino, ele declarou que se sentia bem com seu visual.

Era Controversy e 1999 (1980-1984)[editar | editar código-fonte]

Em 1980, Prince lança Dirty Mind, seu terceiro álbum. Na banda, Lisa Coleman substitui Chapman, que sai após seus principios religiosos falarem mais alto em protesto às letras de teor sexual de Prince. Dirty Mind é notavelmente conhecido por seu conteúdo sexualmente explícito. Prince abriu os shows para Rick James em 1980 sob o rótulo de "punk funk" aplicado a ambos. Em Dirty Mind Prince abandonou a postura disco para adotar uma atitude mais roqueira. Este fato, mais a ostentação de se expressar sexualmente no palco e nas letras de suas canções fizeram o público questionar sua orientação sexual. Isto lhe trouxe problemas como na ocasião em que abriu os shows dos Rolling Stones em Los Angeles no Los Angeles Coliseum em 1981, quando a plateia atirou lixo nele quando vestia um casaco e cueca, sendo vaiado até sair do palco.

Controversy é lançado em 1981, com o single de mesmo nome entrando pela primeira vez nas paradas internacionais em fevereiro de 1981.

Prince na década de 80 teve a banda The Revolution acompanhando-o e na década de 90 formou The New Power Generation. Em 1982 lança 1999, um álbum duplo que vendeu mais de 10 milhões de cópias. Os hits deste álbum, como Little Red Corvette e 1999 o consagraram como um dos principais artistas negros da época, ao lado de Michael Jackson e Lionel Richie na ainda iniciante MTV. Delirious, outro hit, alcançou o top 10 da Bilboard Hot 100.

The Revolution e Purple Rain (1984-1987)[editar | editar código-fonte]

Prince em 1986.

Em 1984 Prince passa a chamar sua banda de "The Revolution", que consistia de Lisa Coleman e Dr. Fink nos teclados, Bobby Z na bateria, Brown Mark no baixo e Wendy Melvoin na guitarra. Purple Rain então é lançado junto com o filme de mesmo nome. O disco vendeu mais de 20 milhões de cópias e ficou 24 semanas consecutivas na parada do Bilboard 200. O filme, definido pelo crítico Joe Queena como "sexista, juvenil e mentecapto", arrecadou somente nos EUA, 80 milhões de dólares nas bilheterias. Purple Rain provou que Prince era um sucesso, um superstar. Duas faixas de Purple Rain, "When Doves Cry" e "Let´s Go Crazy" chegaram ambas no topo dos singles dos EUA e viraram hits internacionais, enquanto a faixa título chegaria ao número 2 do Bilboard Hot 100. Simultaneamente, Prince aparecia como estrela do filme, single e álbum número 1 dos EUA. Prince ganha ainda o prêmio de melhor canção original da Academia por Purple Rain além de melhor trilha sonora de filme, e o álbum foi escolhido pela Rolling Stone como um dos 500 melhores álbuns de todos os tempos.

O logo "Parental Advisory - explicit content" foi criado por conta da canção Darling Nikki

Neste álbum também esta a canção Darling Nikki. Segundo consta, Tipper Gore, mulher de Al Gore, então vice-presidente dos EUA, ficou escandalizada ao encontrar sua filha de 11 anos ouvindo esta canção. O problema todo esta na letra da canção, que fala sobre o encontro de um homem com uma mulher viciada em sexo e muito mais... Isso teria sido a gota d´água para a criação de sua Parents Music Resource Center, responsável por colocar avisos sobre letras de músicas consideradas “explícitas” nos discos.[6]

Subsequente a Purple Rain, em 1985, Prince lança Around The World In A Day, que chegou ao número 3 das paradas americanas. A faixa "Raspberry Beret" chega ao número 2 do Bilboard Hot 100.

Mas nem tudo era sucesso, e em 1986 Prince lança seu segundo filme Under The Cherry Moon, que foi um retumbante fracasso, que lhe fez ganhar o "Framboesa de Ouro", prêmio dado ao pior ator daquele ano. A trilha sonora, denominada Parade atingiu os 12 milhões de cópias vendidas, sendo a faixa "Kiss" número 1 da parada norte-americana. Promovendo este álbum, Prince dá início a uma turnê europeia e asiática que consistia de shows esporádicos, anunciados poucas horas antes de sua performance.

A tensão entre os membros da banda aumentava e após a turnê, Prince demite todos, sendo o a continuar com ele (em sua banda de fundo) foi Dr. Fink como tecladista.

ELE Solo, renascimento espiritual, Lovesexy e Sign O' the Times (1987-1991)[editar | editar código-fonte]

Sign O´The Times, lançado em 1987 como álbum duplo recebe várias críticas positivas e entra para a lista dos 100 melhores álbuns de todos os tempos da Rolling Stone e da revista Time, sendo eleito ainda o melhor dos anos 80. Tentando promover o álbum (que apesar de sucesso da crítica, falhava em vendas), Prince lança seu terceiro filme, homônimo ao disco. Em 1987 Michael Jackson convida Prince para um dueto em seu álbum Bad, mas diferenças artísticas puseram fim ao projeto.

Também em 1987 Prince lança The Black Album, feito para o público negro que supostamente ele perdera por ter feito muitos álbuns para o público branco. Já haviam sido impressas quinhentas mil cópias quando o álbum foi cancelado pelo próprio Prince, após uma epifania. The Black Album foi lançado somente em 1994, numa edição limitada.

Seu álbum seguinte, Lovesexy desaponta nas paradas, chegando apenas em décimo primeiro, sendo o único single de destaque Alphabet St., que alcançou o oitavo lugar na Billboard. Lovesexy também causou polêmica por sua capa, onde Prince posava nu. Uma turnê foi realizada para promover o álbum, mas gerou prejuízo devido à sua espalhafatosidade.

Em 1989 Prince volta ao número 1 com o hit "Batdance" da trilha sonora do filme Batman. No mesmo ano, ele gravaria Like a Prayer com Madonna, sendo coautor (mas não creditado) das canções "Like a Prayer", "Keep It Together", "Act of Contrition" e "Love Song", sendo este último com sua participação nos vocais. No ano seguinte, ele experimentou um sucesso mundial "por tabela" com uma canção sua, que se tornou uma das mais executadas no planeta na época: "Nothing Compares 2 U", gravada por Sinead O'connor, teve execução maciça nas rádios FM dos cinco continenetes.

Seu álbum seguinte Graffiti Bridge fica em sexto nos EUA e em primeiro na Inglaterra e é trilha sonora do filme homônimo. Inicialmente, a Warner não queria financiar o projeto, até Prince declarar que seria uma sequência de Purple Rain. Apesar do álbum receber críticas relativamente positivas (com destaques à Thieves in the Temple e Elephants and Flowers), o filme foi duramente criticado, sendo um fracasso comercial.

The New Power Generation e troca de nome (1991-1994)[editar | editar código-fonte]

Diamonds and Pearls, álbum lançado em 1991, marca a estreia de sua nova banda, "The New Power Generation". Seu álbum seguinte, décimo segundo de sua carreira, conhecido como The Love Symbol Album, que chega ao décimo lugar da parada americana. Em sua capa, não havia nenhum nome, apenas um símbolo impronunciável.

Em 1993, ele mudou seu nome para o mesmo símbolo impronunciável Prince logo.svg, que junta os símbolos masculino (♂) e feminino (♀) e o usou até 2000. Como o nome é impronunciável, ele preferia ser chamado "o artista anteriormente conhecido como Prince" ou simplesmente "o Artista". Prince tomou esta atitude por causa da briga judicial com sua gravadora Warner Bros. a respeito dos direitos sobre suas canções.

Cquote1.svg "A Warner Bros tornou o nome "Prince" uma marca registrada dela, e usou-o como uma ferramenta de marketing principal para promover todas as músicas que eu escrevi. A empresa possui o nome "Prince" e toda a música relacionada comercializada sob o "Prince". Assim, eu me tornei meramente uma peça de penhor utilizada para produzir mais e mais dinheiro para a Warner Bros... Eu nasci com o nome "Prince", e não quero adotar outro nome convencional. O único substituto aceitável para o meu nome e minha identidade, é um símbolo sem pronúncia, que é uma representação de mim, e de minha música. Este símbolo estará presente em meu trabalho ao longo dos anos; é um conceito que tem evoluído a partir de minha frustração; é quem eu sou. É o meu nome."[7] Cquote2.svg
Prince, sobre a mudança de seu nome para um símbolo impronunciável.

Segundo o critico musical Alexandre Matias, "Prince se considerava escravo de um sistema que era dono de suas próprias composições. Quando descobriu que os originais de suas gravações não lhe pertenciam, resolveu encerrar seu contrato entregando suas piores músicas em discos fracos no início dos anos 90, para apenas cumprir tabela. Quando percebeu que o mercado podia faturar até mesmo com discos que ele não considerava suficientemente bons, resolveu trocar de nome e batizou-se com um símbolo impronunciável apenas para dificultar o trabalho de sua gravadora para vendê-lo."[8]

Em 1993, por requisição da Warner Bros., Prince lança uma caixa com 3 CDs chamada The Hits/The B-Sides. Lançado em 1994, Come foi um fracasso comercial.

Reclusão (1994-2003)[editar | editar código-fonte]

Em 1994, a atitude do Prince com relação à sua produção artística passava por uma mudança notável. Ele começou a fazer álbuns sucessivamente como forma de escapar de suas obrigações contratuais com a Warner Bros. Ele acreditava que a gravadora tentava limitar sua liberdade artística, obrigando-o a lançar álbuns em grande velocidade. Ele também culpou a Warner Bros para o fraco desempenho comercial do Love Symbol Album, alegando que não foi promovido o suficiente pela Warner. Foi a partir desta euforia que o até então cancelado The Black Album foi lançado oficialmente, cerca de sete anos após a sua gravação inicial.

Logo depois, a Warner Bros sucumbiu aos desejos de Prince para lançar um álbum de inéditas, que seria chamado de Come. Come, quando foi finalmente lançado, confirmou todos os temores da Warner. Tornou-se um dos álbuns de Prince mais fracos em vendas até hoje, que vendeu 500,000 cópias com sufoco. Mais frustrante ainda foi o fato de que Prince insistiu em estampar no álbum "Prince 1958-1993".

Em 1995 lançou "The Gold Experience" que emplaca um único hit "The Most Beautiful Girl In The World", que não serviu de modelo para lançamentos posteriores. A Warner Bros ainda resistiu ao lançar The Gold Experience, temendo baixas vendas e alegando "saturação do mercado" como uma defesa. Quando finalmente lançado em setembro de 1995, The Gold Experience não vendeu bem, embora tenha atingido o top 10 da Billboard 200 e o melhor álbum de Prince desde Sign O' the Times (de acordo com a mídia) estava fora de circulação. Seu álbum seguinte Chaos And Disorder é o último pelo selo Warner Bros. Livre das obrigações contratuais, lança ainda em 1996 o álbum Emancipation.No Valentine´s day de 1996 Prince se casa com Mayte Garcia, uma dançarina de sua banda. Em 1997 nasce seu filho, mas infelizmente morre após o nascimento, vítima de Síndrome de Pfeiffer. Este evento trágico desencadeou problemas conjugais que levaram a anulação de seu casamento em 1998.

Ainda em 1997 Prince aproximou-se do baixista Larry Graham, um dos seus ídolos de infância, com perguntas sobre sua fé como Testemunha de Jeová. Em uma entrevista posterior, Graham afirmou que Prince tinha necessidade de respostas bíblicas e conselhos, e que ele estava feliz em responder. Em 2003, Prince foi batizado como Testemunha de Jeová, religião da qual foi membro ativo, inclusive divulgando suas crenças ‘de casa em casa’, até sua morte em abril de 2016.[9]

Em 1999, Prince assina novamente com uma grande gravadora, Arista Records, para lançar um novo álbum, Rave UN2 The Joy Fantastic. Em uma tentativa de fazer seu novo álbum um sucesso, Prince realizou mais entrevistas do que em qualquer outro ponto em sua carreira, aparecendo no Total Request MTV ao vivo, Larry King Live (com Larry Graham) e outros meios de comunicação. No entanto, Rave UN2 The Joy Fantastic não conseguiu um bom desempenho comercial. Alguns meses antes, a Warner Bros também tinha lançado The Vault: Old Friends 4 Sale, uma coleção de material inédito gravado pelo Prince ao longo de sua carreira, e o último lançamento de seu contrato com a Warner.

O show por pay-per-view Rave UN2 The Year 2000 foi transmitido em 31 de dezembro de 1999. O show contou com aparições de muitos músicos convidados, incluindo Lenny Kravitz, George Clinton, Jimmy Russell, e The Time. Foi lançado em vídeo no ano seguinte. Um álbum de remixes, Rave In2 The Joy Fantastic (em oposição a "UN2") foi lançado exclusivamente pela internet através do NPG Music Club em Abril de 2000.

Em 16 de maio de 2000, Prince deixou de usar o símbolo impronunciável como nome e voltou a usar "Prince" novamente, depois de seu contrato com a Warner / Chappell expirado. Em conferência de imprensa, ele afirmou que, depois de ser libertado de relações indesejáveis associados com o nome "Prince", ele formalmente voltar a usar seu nome real. Prince ainda utiliza frequentemente o símbolo como um logotipo e nas capas de seus álbuns, bom como uma guitarra com o formato em questão.

Por vários anos após o lançamento de UN2 Rave do Joy Fantastic, Prince liberava novas canções principalmente através de seu serviço de assinatura Internet, NPGOnlineLtd.com (mais tarde NPGMusicClub.com). Dois álbuns que mostram a influência do jazz de fundo estavam disponíveis comercialmente em lojas: O "The Rainbow Children", em 2001 e em 2003, N.E.W.S, um registro instrumental que foi nomeado para o prêmio Grammy de Melhor Álbum Pop Instrumental. Outro álbum que foi fortemente influenciado pelo Jazz foi Xpectation, lançado em 2003 via download para os membros do NPGMusicClub.

Em 2002, Prince lançou seu primeiro álbum ao vivo, One Nite Alone ... Live!, Que apresenta performances da turnê One Nite Alone. Um conjunto de três CDs, que também inclui um disco de "bônus" com a canção intitulada "It Ain't Over!", Falhou em entrar nas paradas. Durante este tempo, Prince procurou dar mais atenção aos fãs via NPGMusicClub, como vídeos de ensaio, "comemorações" em Paisley Park (sua mansão) onde fãs foram convidados para passeios, entrevistas, discussões e shows. Algumas dessas discussões fãs foram filmadas para um documentário inédito, dirigido por Kevin Smith..

Volta por cima (2004-2005)[editar | editar código-fonte]

Prince em 2008.

Em 8 de fevereiro de 2004, Prince se apresentou no Grammy Awards, com Beyoncé Knowles. Em uma performance que abriu o show, Prince e Knowles cantaram uma mash-up de "Purple Rain", "Let's Go Crazy", "Baby I'm a Star", e "Crazy in Love", de Beyoncé, recebendo críticas positivas. No mês seguinte, Prince foi indicado ao Rock and Roll Hall of Fame. O prêmio foi entregue a ele por Alicia Keys, juntamente com Big Boi e André 3000 de OutKast.

Em abril de 2004, Prince lançou Musicology através de um contrato pela Columbia Records. O álbum foi o primeiro das paradas em cinco países(incluindo os EUA, Reino Unido, Alemanha e Austrália) sendo que o sucesso nas paradas dos EUA se deve ao fato que o CD foi incluído como um brinde na compra dos ingressos da turnê de mesmo nome que o disco.

Nesse mesmo ano, a revista Rolling Stone nomeu Prince como o músico que mais ganhou dinheiro no mundo, com uma renda anual de 56,5 milhões dólares, em grande parte devido à sua turnê Musicology, que Pollstar classificou como um dos melhores show nos EUA. Prince teve um executar a marca impressionante de 96 concertos, sendo preço que médio do ingresso para um show foi de 61 dólares EUA. Ressaltando ainda mais o sucesso do álbum, Musicology, Prince ganhou dois Grammy, Best Male R&B Vocal Performance para "Call My Name" e Best Traditional R&B Vocal Performance para a faixa título. Musicologia foi também nomeado para Best R & B Song e Best R & B Album, enquanto "Cinnamon Girl" foi nomeado para Best Male Pop Vocal Performance. O álbum se tornou o álbum de Prince mais bem sucedido comercialmente desde Diamonds and Pearls. Em 2005, a Rolling Stone também classificou Prince como o 27º melhor artista de todos os tempos.

No rescaldo do furacão Katrina que devastou a cidade de Nova Orleans em 29 de agosto de 2005, Prince gravou duas canções novas, "SST" e a instrumenta "Brand New Orleans", gravadas na madrugada de 2 de setembro, em Paisley Park. Essas canções foram rapidamente distribuídas ao público através NPGMusicClub, e "SST" mais tarde foi vendida pelo iTunes, onde atingiu No.1 nas paradas R & B. Em 25 de outubro, a Sony Records lançou uma versão do single em CD.

Em 2007 lançou o CD Planet Earth, do qual no lançamento ofereceu três milhões de cópias com a edição de 15 de Julho do jornal britânico Mail On Sunday.

Superbowl[editar | editar código-fonte]

Em 2007 Prince fez o tradicional show de intervalo da final da NFL, o Superbowl. O show é considerado um dos maiores da história do torneio. [10]

Morte[editar | editar código-fonte]

Prince faleceu, em casa, a 21 de abril de 2016, uma semana após ser hospitalizado com sintomas de gripe.[11]

Legado[editar | editar código-fonte]

Cquote1.svg "Prince Rogers Nelson era mais do que um músico, mais do que um compositor, mais do que um vencedor do Grammy, Globo de Ouro e Oscar. Ele era um artesão genuíno, com músicas híbridas de R&B, soul, funk, rock e hip-hop, que não soam igual a nada que já existiu antes."[12] Cquote2.svg
E! News, sobre o artista Prince

Para Alan Correia, da revista Universo AA, Prince foi "Emblemático. Icônico. Criativo. Desafiou padrões estéticos e sexuais com seu estilo autêntico e excêntrico. Tudo isso, somado a um estilo único e inconfundível, fizeram de Prince um ícone cultural, o único que competia páreo a páreo com Michael Jackson em uma época em que ele se consagrou como Rei."[13]

Os legados na moda foram assim descritos pos Vivian Whiteman, da revista M de Mulher, "o visual de Prince sempre foi um ponto central em sua performance. Dos looks caricatos, cheios de brilho, colantes de leopardo, casacos de pele e rendas, meio cafetão meio glam dândi, à afrontosa capa de Lovesexy (em que ele aparece nu como uma fadinha sentado sobre uma flor), passando pelo momento em que substituiu sua foto e seu nome por um símbolo impronunciável, também chamado de o símbolo do amor."[6]

Segundo a revista Veja, "seja pela genialidade ou pela atitude na década de 1980, Prince construiu uma carreira comparável à de nomes como David Bowie, Michael Jackson e Madonna. Porém, ao contrário dos colegas, o músico manteve uma relação conturbada com sites de streaming e vídeos como Spotify e YouTube, o que o prejudicou e, na era da música online, ofuscou seu legado para novas gerações."[14]

Equipamentos[editar | editar código-fonte]

Guitarras[editar | editar código-fonte]

The Cloud Guitar, uma das guitarras famosas do Prince.

Como um autêntico Guitar Hero, Prince tinha guitarras famosas, e muitas deles excêntricas. As mais famosas são[15] :

  • The Cloud Guitar - A primeira guitarra Cloud surgiu no filme “Purple Rain”. As cores são bastantes variadas, indo desde o básico como o branco, dourado e preto, e passando por cores mais extravagantes como um amarelo berrante. O site PortalMusica.com elencou esta guitarra na posição 26 da sua lista "As Guitarras Mais Famosas do Mundo."[16]
  • MadCat Guitar - Usada na apresentação do Hall da Fama
  • Love Symbol Guitar - a guitarra mais distinta de Prince. foi construída por Jerry Auerswald, luthier alemão.
  • MODEL "C" Auerswald - Usada no videoclipe de Alphabet St. e na turnê The Nude Tour.[17]

Discografia[editar | editar código-fonte]

Filmografia[editar | editar código-fonte]

Ano Filme Papel Diretor
1984 Purple Rain Kid Magnoli, AlbertAlbert Magnoli
1986 Under the Cherry Moon Christopher Tracy Prince
1987 Sign "☮" the Times ele mesmo Prince
1990 Graffiti Bridge Kid Prince

Prêmios e Indicações[editar | editar código-fonte]

Oscar Awards[editar | editar código-fonte]

Ano Prêmio Indicação Categoria Resultado Ref.
1985 Oscar Awards "Purple Rain" Oscar de melhor musical original Venceu [18]

Golden Globe Awards[editar | editar código-fonte]

Ano Indicação Categoria Resultado Ref.
1985 "When Doves Cry" Best Original Song Indicado [19]
2007 "The Song of the Heart" Best Original Song Venceu [19]

Grammy Awards[editar | editar código-fonte]

Prince recebeu 32 indicações ao Grammy Awards, e venceu em 7 oportunidades. Dois albuns (1999 e Purple Rain) foram inclusos no Hall da Fama do Grammy Awards.

Ano Indicação Categoria Resultado Ref.
1984 "International Lover" Best Male R&B Vocal Performance Indicado
1985 Purple Rain Album of the Year Indicado
1985 Purple Rain Best Rock Performance by a Duo or Group with Vocal Venceu
1985 Purple Rain Best Score Soundtrack for Visual Media Venceu
1985 "I Feel for You" Best R&B Song Venceu
1987 "Kiss" Best R&B Performance by a Duo or Group with Vocals Venceu
1987 "Kiss" Best R&B Song Indicado
1988 Sign o' the Times Album of the Year Indicado
1988 "U Got the Look" Best R&B Performance by a Duo or Group with Vocals Indicado
1988 "U Got the Look" Best R&B Song Indicado
1990 Batman Best Male Pop Vocal Performance Indicado
1990 "Batdance" Best Male R&B Vocal Performance Indicado
1991 "Nothing Compares 2 U" Song of the Year Indicado
1992 "Gett Off" Best R&B Performance by a Duo or Group with Vocals Indicado
1993 "Diamonds and Pearls" Best Pop Performance by a Duo or Group with Vocals Indicado
1995 "The Most Beautiful Girl in the World" Best Male Pop Vocal Performance Indicado
1996 "I Hate U" Best Male R&B Vocal Performance Indicado
1996 The Gold Experience Best R&B Album Indicado
2004 N.E.W.S Best Contemporary Instrumental Album Indicado
2005 "Cinnamon Girl" Best Male Pop Vocal Performance Indicado
2005 "Call My Name" Best Male R&B Vocal Performance Venceu
2005 "Call My Name" Best R&B Song Indicado
2005 "Musicology" Best Traditional R&B Performance Venceu
2005 Musicology Best R&B Album Indicado
2007 "Black Sweat" Best Male R&B Vocal Performance Indicado
2007 "Black Sweat" Best R&B Song Indicado
2007 "Beautiful, Loved and Blessed" Best R&B Performance by a Duo or Group with Vocals Indicado
2007 "3121" Best Urban/Alternative Performance Indicado
2007 3121 Best R&B Album Indicado
2008 "Future Baby Mama" Best Male R&B Vocal Performance Venceu
2008 "The Song of the Heart" Best Song Written for Visual Media Indicado
2010 "Dreamer" Best Solo Rock Vocal Performance Indicado

MTV Video Music Awards[editar | editar código-fonte]

Prince recebeu 12 indicações ao VMA, e venceu em 4 oportunidades.

Ano Indicação Categoria Resultado Ref.
1985 "When Doves Cry" Best Choreography in a Video Indicado
1986 "Raspberry Beret" Best Choreography in a Video Venceu
1988 "U Got the Look" Best Male Video Venceu
1988 "U Got the Look" Best Stage Performance in a Video Venceu
1988 "U Got the Look" Best Choreography in a Video Indicado
1988 "U Got the Look" Best Editing in a Video Indicado
1989 "I Wish U Heaven" Best Special Effects in a Video Indicado
1990 "Batdance" Best Video from a Film Indicado
1992 "Cream" Best Dance Video Venceu
1993 "7" Best R&B Video Indicado
2004 "Musicology" Best Male Video Indicado
2006 "Black Sweat" Best Cinematography in a Video Indicado


Em Portugal[editar | editar código-fonte]

Prince actuou ao vivo em Portugal quatro vezes. O seu primeiro concerto foi em 1993 no desaparecido Estádio José Alvalade a 15 de Agosto e depois no Pavilhão Atlântico a 15 de Dezembro de 1998. Voltou actuar e, pela terceira vez em Portugal, no dia 18 de Julho de 2010, no âmbito do festival Super Bock Super Rock no Meco, Sesimbra.[20] A sua última actuação foi um concerto-surpresa em 2013, no coliseu dos Recreios, em Lisboa. Este concerto foi anunciado depois de Prince ter estado em Portugal a assistir a um concerto da fadista e amiga Ana Moura.[21]

No Brasil[editar | editar código-fonte]

Em 1991, fez duas apresentações no Rock in Rio, nos dias 18 de janeiro e 23 de janeiro. No primeiro dia, o show teve mais de uma hora de atraso, o que deixou o público furioso e resultou em vaias. Porém, Prince compensou o atraso com um show considerado espetacular por esse mesmo público e pela crítica. Prince iria fazer sua terceira apresentação no Brasil no Festival Back2Black, no dia 27 de agosto de 2011, mas acabou sendo cancelada por Prince, sem explicações.[22]

Segundo boatos, a canção "The Most Beautiful Girl In The World" foi escrita para a modelo fluminense Marianne Cotrin (que estrelou o clipe da canção, em 1994), de apenas 16 anos na época.[23]

Referências

  1. «Dead at 57». tmz.com. 21 de abril de 2016. Consultado em 21 de abril de 2016. 
  2. Bream, Jon (4 de março de 2015). «The real story behind Prince's junior high basketball photo». StarTribune [S.l.: s.n.] 
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Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • Matthew Carcieri (2004). Prince: A Life in Music iUniverse [S.l.] ISBN 9780595320127. 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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