Janelle Monáe

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Janelle Monáe
Janellemonae (300dpi).jpg
Janelle em 2009
Informação geral
Nascimento 1 de dezembro de 1985 (35 anos)
Origem Kansas
País  Estados Unidos
Gênero(s) R&B, soul psicodélico, funk, art rock
Instrumento(s) Voz
Extensão vocal Soprano
Afiliação(ões) Prince, Diddy
Página oficial jmonae.com

Janelle Monáe Robinson (Kansas, 1 de Dezembro de 1985), conhecida apenas como Janelle Monáe, é uma cantora, compositora, bailarina e atriz estadunidense. Monaé tem oito indicações ao Grammy.[1]

Em 2008, lançou Metropolis: Suite I (The Chase). Monáe recebeu mais cinco nomeações para o Grammy Awards: em 2011, de novo para Best Urban/Alternative Performance, pelo single "Tightrope", e para Best Contemporary R&B Album (Melhor Álbum de R&B Contemporâneo), e em 2013, pela sua participação no single "We Are Young", da banda Fun. "We Are Young" foi nomeado para Album of The Year (Melhor Álbum do Ano), Record of the Year (Melhor Gravação do Ano) e Best Pop Duo/Group Performance (Melhor Performance Pop Por Uma Dupla ou Um Grupo).

Biografia[editar | editar código-fonte]

Monaé nasceu nos subúrbios de Kansas City, em uma família com dificuldades financeiras. A mãe trabalhava como zeladora e o pai estava no meio de uma batalha de 21 anos contra o vício em crack. O casal se separou quando Janelle tinha menos de 1 ano de idade, e a mãe mais tarde se casou com o pai da irmã mais nova de Janelle, Kimmy. Ela cresceu em uma comunidade de trabalhadores chamada Quindaro. O local foi estabelecido como um assentamento de nativos norte-americanos e abolicionistas logo antes da Guerra Civil, e se tornou um refúgio para afro-americanos escapando da escravidão.[2]

Aprendeu a cantar na igreja, auxiliando a família com o dinheiro que ganhava nas competições de canto. Em 2004 mudou-se para Nova Iorque, já depois de ter criado um disco, The Audition, produzido por si e que nunca chegou a ser editado. Lá ela consegiu uma bolsa da American Musical & Dramatic Academy, mas no processo desistiu de seguir carreira como atriz da Broadway. Se mudou para Atalanta, onde, depois de um dos seus espectáculos, foi convidada por Big Boi dos OutKast a participar no álbum Idlewild, concebido como um musical. Depois de um tempo, foi contactada pelo rapper Puff Daddy através da sua página do MySpace. Janelle pensou que era brincadeira. Mas acabou por assinar pelo selo Bad Boy, dirigido por Puff, subsidiária da Atlantic Records.[3]

Percurso[editar | editar código-fonte]

O primeiro EP de Janelle Monaé, Metropolis: Suit I, foi lançado em 2007 e seu título faz referência ao filme homônimo Metrópolis, de Fritz Lang. A personagem principal da história é uma espécie de mulher robô que vai influenciar o alter-ego adotado por Monaé na sua estreia: Cindi Mayweather. A cantora adotou uma estética inspirada por essa ficção científica e mesclou com o afrofuturismo para fazer um paralelo entre a narrativa fictícia de subjugação de androides com a escravidão. Na continuação do EP, ela lançou seu disco de estréia, The ArchAndroid (Suites II and III), como uma segunda e terceira parte da narrativa.[4] O EP foi bem recebido pela crítica, dando a Monáe uma nomeação para o Grammy de Best Urban/Alternative Performance (Melhor Performance Urban/Alternative), pelo single "Many Moons", em 2009,[5] e ficou eme 17º lugar no ranking da Billboard.[1]

Contudo, Monaé fez sua estreia televisiva apenas em 2010, no programa Late Show de David Letterman, aos 24 anos, com uma versão da sua música Tightrope.[3] Monaé também chamou atenção por se apresentar de terno, por sua dança e foi comparada desde o início pela mídia com músicos como James Brown, David Bowie e Prince.[6]

Em 2011, Janelle Monaé começou a abrir os shows da cantora britânica Amy Winehouse em diversas cidades do mundo, inclusive no Brasil. Na época, ela também fez concertos de abertura para No Doubt, Paramore e Erykah Badu na Europa e nos Estados Unidos. [7][8]

Ativismo[editar | editar código-fonte]

Monaé é conhecida por seu ativismo e envolvimento político nas questões raciais e LGBTQIA+, bem como no feminismo. Em 2016, antes do movimento #MeToo ou Time’s Up surgirem, a artista criou a organização Fem the Future como resposta à sua frustração com a falta de oportunidades para as mulheres na indústria da música. Depois disso, atuou na histórica Marcha das Mulheres em Washington em 2017, onde milhares se manifestaram contra o então na altura presidente Donald Trump com o objetivo de chamar a atenção para os direitos das mulheres, um dia após as eleições.[9]

No seu videoclip Pink, com a participação da atriz Tessa Thompson, Janelle aborda o empoderamento da vulva - literalmemente retratadas em calças que remetem à genitália feminina.[10][11]

Ela se apresentou no AltaMed Power Up Gala em 2016 para angariar dinheiro para cuidados médicos de mulheres e meninas. No mesmo ano ela também se apresentou no evento #JusticeForFlint, relacionado a uma tragédia da morte da população predominantemente negra de Flint por contaminação da água local.[1][12]

Em 2018, a artista deu uma entrevista para a Rolling Stones, na qual falou sobre como se identificava tanto com aspectos da bissexualidade e da pansexualidade, se pronunciando publicamente como um membro da comunidade LGBTQIA+.[13]

No ano de lançamento de Dirty Computer, 2019, ela saiu como capa da edição Pride (Mês do Orgulho) da revista Papper Magazine e saiu pela primeira vez na Parada LGBT, em Nova Orleans. O disco fala sobre suas experiências como uma mulher negra queer. Quando ela apresentou a faixa Americans no programa The Late Show with Stephen Colbert ela levou a estrela do seriado Pose Mj Rodriquez para a apresentação como parte de um grupo de mulheres trans negras. Ela também dedicou a indicação ao Grammy desse disco ao elenco de Pose.[14][15]

Discografia[editar | editar código-fonte]

Álbum Detalhes do Álbum Melhores posições Vendas
US AUS CAN DIN ALE IRL HOL SUI RU
The ArchAndroid (Suites II and III)
  • Lançamento: 18 de maio de 2010
  • Formato(s): CD, digital download, LP
  • Gravadora(s): Bad Boy
17 15 12 24 65 36 51
  • EUA: 187,000
The Electric Lady 5 22 10 11 68 7 28 30 14
  • EUA: 200,000
Dirty Computer
  • Lançamento: 27 de abril de 2018
  • Formato(s): CD, digital download, LP
  • Gravadora(s): Bad Boy
6 12 8 30 29 9 20 11 8
  • EUA: 370,000

EPs[editar | editar código-fonte]

Álbum Detalhes do Álbum Melhores posições
US
Metropolis: Suite I (The Chase)
  • Lançamento: 24 de agosto de 2007
  • Formato(s): CD, digital download, LP
  • Gravadora(s): Bad Boy
115
iTunes Festival: London 2013
Wondaland Presents: The Eephus
  • Lançamento: 14 de agosto de 2015
  • Formato(s): CD, digital download, LP
  • Gravadora(s): Wondaland Records, Epic, Sony
22

Singles[editar | editar código-fonte]

  • 2005 "Peachtree Blues"
  • 2006 "Lettin' Go"
  • 2007 "Violet Stars Happy Hunting!"
  • 2008 "Sincerely, Jane"
  • 2008 "Many Moons"
  • 2009 "Come Alive (The War of the Roses)"
  • 2010 "Tightrope" (featuring Big Boi)[16]
  • 2010 "Cold War"
  • 2013 "Q.U.E.E.N. (feat. Erykah Badu)"
  • 2013 "Dance Apocalyptic"
  • 2013 "PrimeTime (feat. Miguel)"
  • 2014 "Electric Lady (feat. Solange)"
  • 2015 "Yoga (feat. Jidenna)"
  • 2018 "Make Me Feel"
  • 2018 "Django Jane
  • 2018 "PYNK"
  • 2018 "I Like That"
  • 2021 "Say Her Name (Hell You Talmbout)"

Colaborações[editar | editar código-fonte]

Digressões e concertos[editar | editar código-fonte]

Em Portugal[editar | editar código-fonte]

Janelle Monae. Made in america 2012. September 2012. Philadelphia.

Actuou em Lisboa no Teatro Tivoli a 4 de Dezembro de 2010[20] e em 2011 fez parte do cartaz do Sudoeste TMN. Em 2013 atuou no Meo Sudoeste, no dia 9 de Agosto de 2013.[21]

Voltou a atuar em Portugal no dia 20 de Agosto de 2014, no festival Vodafone Paredes de Coura.

No Brasil[editar | editar código-fonte]

Janelle Monáe apresentou-se em Janeiro de 2011 no Brasil, precedendo Amy Winehouse em Jurerê, (Florianópolis),[22]em São Paulo, no Summer Soul Festival (Arenha Anhembi), no Recife e no Rio de Janeiro.

Em Setembro de 2011 regressou ao Rio de Janeiro, para o Rock in Rio IV.

Referências[editar | editar código-fonte]

  1. a b c «Janelle Monae». GRAMMY.com (em inglês). 23 de novembro de 2020. Consultado em 25 de janeiro de 2021 
  2. Internet (amdb.com.br), AMDB. «Rolling Stone · A Libertação de Janelle Monáe». Rolling Stone. Consultado em 25 de janeiro de 2021 
  3. a b Belanciano, Vítor. «Janelle Monae é tão pequena e já tão grande». PÚBLICO. Consultado em 25 de janeiro de 2021 
  4. Frota, Gonçalo. «Janelle Monáe não é pesadelo, é o "american dream"». PÚBLICO. Consultado em 25 de janeiro de 2021 
  5. «Janelle Monáe Interview». Grammy blog. Consultado em 12 de Agosto de 2010. Arquivado do original em 29 de julho de 2010 
  6. «Janelle Monáe é a nova salvação da música pop?». O Globo. 28 de maio de 2010. Consultado em 25 de janeiro de 2021 
  7. «Conheca Janelle Monae Cantora que Abre os Shows de Amy Winehouse». 10 de novembro de 2011. Consultado em 25 de janeiro de 2021 
  8. G1, Do; Paulo, em São (6 de janeiro de 2011). «'Eu te amo Brasil! Vamos ter um momento incrível', diz Janelle Monáe». Pop & Arte. Consultado em 25 de janeiro de 2021 
  9. s.r.o, RECO. «As oito magníficas: Janelle Monáe». Vogue.pt (em eslovaco). Consultado em 25 de janeiro de 2021 
  10. «Janelle Monáe lança clipe fantástico em homenagem às vaginas». CLAUDIA. Consultado em 25 de janeiro de 2021 
  11. «Empoderada! Em novo clipe, Janelle Monaé faz ode à vagina». Revista Glamour. Consultado em 25 de janeiro de 2021 
  12. «Flint Police Department will have Black Lives Matter advisory council». mlive (em inglês). 1 de junho de 2020. Consultado em 25 de janeiro de 2021 
  13. «Janelle Monáe revela a sua orientação sexual: "Já namorei com homens e com mulheres"». Blitz. 26 de abril de 2018. Consultado em 26 de abril de 2018 
  14. «Janelle Monáe defende: "Devemos usar nosso privilégio ao proteger os trans"». www.uol.com.br. Consultado em 25 de janeiro de 2021 
  15. «Janelle Monáe: Trans Folks to the Front». PAPER (em inglês). 25 de junho de 2019. Consultado em 25 de janeiro de 2021 
  16. http://www.jmonae.com/
  17. [www.ofmontreal.net/ «of Montreal»] Verifique valor |URL= (ajuda) 
  18. «Janelle Monáe, Fun featured in Chevy Sonic Super Bowl commercial 2012 (video)». Examiner. Consultado em 10 de abril de 2012 
  19. «Estelle - Do My Thing Feat Janelle Monáe». SoundCloud. Consultado em 10 de abril de 2012 
  20. «O dia em que Janelle Monáe tomou Lisboa». Público (jornal). Consultado em 10 de abril de 2012 [ligação inativa]
  21. «O Janelle Monáe vai regressar ao Sudoeste». Público (jornal). Consultado em 10 de agosto de 2013 
  22. amy-show-impecavel Arquivado em 12 de janeiro de 2011, no Wayback Machine. Yahoo notícias
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Ligações externas[editar | editar código-fonte]