Música católica popular

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A música católica popular é um estilo musical de cunho religioso que vem ganhando força desde o Concílio Vaticano II.

Tem como principais características a utilização de instrumentos musicais populares (violão, teclado, bateria, etc.), em vez dos tradicionais (órgão, cravo, etc.), uso da língua vernácula e grande emotividade.

No Brasil[editar | editar código-fonte]

Década de 1960: Padre Zezinho[editar | editar código-fonte]

No Brasil, a pioneira nesse ramo é a gravadora Paulinas-COMEP, que inicia suas atividades na década de 1960 e até hoje é a maior no segmento. O grande êxito da COMEP deve-se, em parte, ao sucesso da música de Padre Zezinho, que foi extremamente revolucionário, e até hoje, arrasta multidões onde quer que se apresente. Padre Zezinho foi essencial na música católica, uma vez que, nessa época, era o único cantor católico com tal visibilidade. Suas canções estão entre as mais conhecidas do público, cantadas não só pelos mais velhos como também pelos jovens.

De 1981 a 1995[editar | editar código-fonte]

No final da década de 1970 e começo da década de 1980, com a ascensão da Renovação Carismática Católica, a música católica começa a ganhar variedade. O padre Jonas Abib, da Comunidade Canção Nova, desponta no cenário musical, e começa timidamente com suas próprias canções em 1977, depois gravando as músicas que eram compostas, e também inserindo músicas do Pentecostalismo e Neopentecostalismo, até pela escassez de músicas que se adequassem à nova realidade.

Para incentivar o surgimento de compositores católicos, começam a acontecer Festivais da Música Católica, dos quais saem grandes compositores da atualidade como Eugênio Jorge. Padre Jonas, então, começa a dar prioridade a estes, fazendo sucesso com canções como: "Vem Maria Vem", "Mexe e Remexe", "Estás Entre Nós", "Escolhida", "Brisa Leve", "Te Dar a Paz", "Vem, Espírito de Deus" e "Quem é Esta que Avança como a Aurora".

Depois de Padre Jonas, a Associação do Senhor Jesus, por uma iniciativa do intérprete Kater, começa a produzir a coletânea Louvemos o Senhor, em 1977. Essa coleção segue os moldes do iniciante Padre Jonas, trazendo músicas regionais e levando-as para a realidade católica nacional, junto de algumas canções pentecostais e neopentecostais. São famosas as canções "Senhor, Tu és o Meu Deus Forte", "Pelos Prados e Campinas", "A Alegria", "Glória a Deus", "Porque Ele Vive", "Quero Louvar-Te". A coleção até hoje ajuda às pessoas a se encontrarem com Deus, sendo editada anualmente pela ASJ.

Juntando-se a Padre Jonas e Kater, a Paulinas-COMEP lança, em 1985, a Banda Agnus Dei. Esta segue o mesmo roteiro do Louvemos ao Senhor, e posteriormente, começa a lançar canções de autoria própria. São famosas as músicas: "Estás Assentado", "Meu Deus Está Vivo", "Canto de Comunhão", "Só Em Ti Viver", "Podes Reinar", "Israel, Eis o que diz o Senhor", "Glória ao Nosso Deus", "Vem Espírito Santo" e "Jesus Cristo Está Passando Por Aqui".

Em 1990 surge o Community Studio, idealizado por Eraldo Mattos, e como uma forma de marketing é produzido o álbum intitulado Alerta, da banda Cristoatividade. A ideia é um sucesso e no mesmo ano a banda é formada, com Eraldo Mattos (baixo e voz), boy (guitarra e teclados), Nelsinho Corrêa (voz), Eugênio Jorge (voz), Aldison Sabará (voz), Gildete Leal (voz), Alexandre Guidini (bateria) e boina (guitarra).

Com isso, ainda em 1990 surge a gravadora Codimuc (Cooperativa de Distribuição da Música Católica), com o objetivo de divulgar e incentivar mais a música católica. Trazendo assim um conceito diferenciado e abrindo as portas da igreja para uma nova ideia e revolução da forma de se fazer música católica.

Em 1991, a freira carmelita Kelly Patrícia ganha destaque. Surgida independentemente, gravava canções para conventos religiosos. Com a popularização de suas músicas, ganha apoio da então pouco conhecida Comunidade Católica Shalom, que a torna conhecida em todo o país. Entre suas canções mais populares estão: "Regaço Acolhedor" e "Passarinho".

De 1995 a 2000[editar | editar código-fonte]

Em 1995, a música católica é revolucionada com a formação de uma banda, vinda da Renovação Carismática Católica, que usa do pop para cativar os jovens. Lançada pela Paulinas-COMEP, a banda Vida Reluz, liderada pelo cantor Walmir Alencar, mudou o curso da música católica com canções como: "De Coração", "Perfeito É Quem Te Criou", "Como És Lindo", "Deus Quero Louvar-Te", "Confia em Mim", "Deus Imenso", entre outras.

Surge, para concorrer com a Vida Reluz, a Banda Canção Nova (que logo se encerrou, tendo seus membros - Adriana, Dunga e Flavinho - seguindo carreira solo) e Nelsinho Corrêa, lançados pela Comunidade Canção Nova.

Em 1997, gravadoras seculares, vendo o sucesso da música católica, decidem investir em padres simpáticos. A Universal Music Group lança Padre Antônio Maria e a Sony BMG lança Padre Marcelo Rossi. A Sony levou a melhor: o carisma de Padre Marcelo arrasta multidões, tornando-se um dos maiores vendedores de discos do país, ultrapassando até cantores seculares famosos.

Tempos atuais (2001 - presente)[editar | editar código-fonte]

Nos tempos atuais, a música católica popular tem crescido substancialmente. Em 2008, o DVD de Padre Marcelo Rossi, é o mais vendido de todos os gêneros no Brasil, com mais de 50 mil cópias vendidas, e mais de 3 milhões de pessoas comparecem ao histórico evento "Paz sim violência não", gravado no autódromo de Interlagos/SP. Na música, ganham destaque bandas de white metal, como Aeternum Dei e Rosa de Saron, e cresce o número de bandas e artistas de pop rock (Anjos de Resgate, Banda Dom, Banda Trinos, Banda Terceiro Anjo, Banda Bom Pastor, Dunga, Eliana Ribeiro, entre outros) e de Louvor e Adoração, como Toca de Assis, Missionário Shalom, Adriana, Walmir Alencar, Ziza Fernandes, Celina Borges, Eros Biondini, Cleidimar Moreira e os padres Fábio de Melo e Reginaldo Manzotti.

Entre as músicas mais populares estão Sacramento da Comunhão (Diácono Nelsinho Corrêa e Dalvimar Gallo, 2004), Neste Nome Há Poder (Pe. Cleidimar Moreira, 2003), Invocamos (Eros Biondini, 2004), O Que Agrada a Deus (Ziza Fernandes, 2002), Anjos de Resgate (Anjos de Resgate, 2001), A chave do coração (Adriana, 2001), Tudo Posso (Celina Borges, 2004), entre muitas outras.

Prêmio Nacional da Música Católica[editar | editar código-fonte]

Em 2009, a Associação do Senhor Jesus cria o Troféu Louvemos o Senhor, o Prêmio Nacional da Música Católica.[carece de fontes?]

Idealizado por Ricardo Mari, o prêmio busca valorizar a música católica e é constituído por categorias de voto popular e voto exclusivo de jurados. O prêmio recebe indicações de gravadoras católicas e seculares, além de artistas independentes. Entre seus maiores vencedores estão: Padre Fábio de Melo, Rosa de Saron, Adriana Arydes, Cantores de Deus e Missionário Shalom. Além das premiações anuais, há, algumas vezes, condecorações pelo conjunto da obra ou pela relevância na história da música; nessas homenagens, já foram premiados: Padre Zezinho, a banda Agnus Dei e o compositor Waldeci Farias.[carece de fontes?]

Ver também[editar | editar código-fonte]