Dulia

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No cristianismo, Dulia (do grego δουλεια, "douleuo" que significa "honrar"), é um termo teológico que significa a honra e culto de veneração devotados aos santos. A veneração especial devotada a Maria chama-se hiperdulia (‘υπερδουλεια). É praticado pelas Igrejas Católica, Ortodoxa e alguns grupos anglo-católicos da Igreja Anglicana.

Este culto aos Santos e à Nossa Senhora é feito através da liturgia, que é o culto oficial e obrigatório da Igreja Católica, e também, em maior intensidade, através da piedade popular, que é o culto católico privado. No campo da piedade popular, destacam-se a veneração de imagens (desde que não se trate de idolatria) - chamada iconodulia -, as procissões, as peregrinações e as múltiplas devoções feitas à Virgem Maria (Santo Rosário, Angelus, Imaculado Coração de Maria, etc.), ao Anjo da Guarda e aos Santos (novenas, trezenas).

A dulia e a hiperdulia diferenciam-se muito da latria, que é o culto de adoração prestado e dirigido unicamente a Deus.

Igreja Católica[editar | editar código-fonte]

A Igreja Católica é famosa na devoção a seus santos e principalmente a Maria. A Igreja afirma a diferença de culto a Deus, aos santos e à Maria. Assim, adora somente a Deus uno e trino (Pai, Filho e Espírito Santo), prestando-lhe o culto de "latria", a Maria somente venerar com o culto de "hiperdulia" e aos santos o culto de veneração simples denominado de "dulia", fundado no dogma da comunhão dos santos. Este dogma ensina que os habitantes do Céu, através da sua oração, são os nossos intercessores junto de Deus, sendo este facto favorável ao género humano. Logo, eles são dignos da nossa veneração.

As Igrejas Ortodoxas também veneram os seus santos e têm alguma forma de canonização de santos.

Perspectiva protestante[editar | editar código-fonte]

A maioria das denominações protestantes, não acreditam no culto de veneração aos Santos e à Virgem Maria do catolicismo, sendo que para os integrantes dessas denominações, o culto de veneração seria considerada como idolatria, acreditando em vários textos bíblicos que condenam a idolatria Êx 20: 4-5 / Sl 113 (115 Bíblia Evangélica) / Is 40:20 / l Co 6:9-10 / l Co 10:7-14 / Ap 21:8 / At 17:16 / Gl 5:20 e l Pe 4:3, aos quais acreditam que proibiria a confecção de imagens. Em alguns casos esta acusação provoca atos de intolerância e violência por parte de protestantes,[1] como a destruição de imagens na Holanda[2] e o "Chute na Santa".[3]

Mas, sobre esta questão, a Igreja Católica, além de salientar a diferença entre a adoração e a veneração, sustenta que a própria Bíblia oferece exemplos de intercessão - Lembrando que Samuel e Moisés, ainda vivos intercederam por Israel (Jer 15, 1), veneração - Se prostraram diante da arca da aliança que representava a presença de Deus (Josué 7, 6) e confecção de imagens, mas não para adorar, servir ou venérea (Ex 25,18-19), e nega que esta prática tenha qualquer relação com a idolatria, que é o culto de adoração que se presta a uma criatura, tributando-lhe a honra que é devida só a Deus. A idolatria, para os cristãos, está inclusa nos chamados pecados de superstição. O Concílio de Trento afirmou que "São ímpios os que negam que se devam invocar os santos, que gozam já da eterna felicidade no céu. Os que afirmam que eles não oram pelos homens, os que declaram que este pedido por cada um de nós é idolatria, repugna a palavra de Deus e se opõe a honra de Jesus Cristo, o único mediador entre Deus e os homens".[4]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Van der Horst, Han (2000). Nederland, de vaderlandse geschiedenis van de prehistorie tot nu (in Dutch) (3rd ed.). Bert Bakker. pp. 133. ISBN 90-351-2722-6.
  2. Spaans, J. "Catholicism and Resistance to the Reformation in the Northern Netherlands". In: Benedict, Ph.
  3. Epstein, Jack (1995-11-24). "Kicking of icon outrages Brazil Catholics". The Dallas Morning News. Visitado em 6 de janeiro de 2009.
  4. Palestra virtual pela Editora Cléofas de Dr. Felipe Aquino da Canção Nova.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]