Imaculado Coração de Maria

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Série de artigos sobre
Mariologia católica
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O Imaculado Coração de Maria é uma invocação mariana e devoção católica cujo culto foi pedido pelo Céu de modo expresso à Madre Virgínia Brites da Paixão, ganhou grande e particular destaque com as aparições de Fátima e encontrou o derradeiro reconhecimento mediante as revelações de Jesus Cristo feitas à Beata Alexandrina de Balazar. A devoção consiste na veneração do Sagrado Coração da Santíssima Virgem Maria, mãe de Jesus.

Representação do Imaculado Coração de Maria de acordo com o relato das aparições de Fátima.
Beata Alexandrina de Balazar foi a grande mensageira de Jesus para o pedido de Consagração do mundo ao Imaculado Coração de Maria realizada pelo Papa Pio XII.

Em 1935, Jesus pediu à Beata Alexandrina de Balazar que o mundo fosse consagrado ao Imaculado Coração de Sua Mãe: "Manda dizer ao teu Pai espiritual que, em prova do amor que dedicas à Minha Mãe Santíssima, quero que seja feito todos os anos um acto de consagração do mundo inteiro num dos dias das suas festas escolhido por ti: ou Assunção, ou Purificação, ou Anunciação, pedindo a esta Virgem sem mancha de pecado que envergonhe e confunda os impuros, para que eles arrecuem caminho e não Me ofendam. Assim como pedi a Santa Marga­rida Maria para ser o mundo consagrado ao Meu Divino Cora­ção, assim o peço a ti para que seja consagrado a Ela com uma festa solene"'.

O Papa Pio XII, anuindo a esses pedidos de Jesus Cristo que lhe foram endereçados pelo Padre Mariano Pinho, enquanto director espiritual de Alexandrina Maria da Costa em Balazar, efectuou um acto solene de consagração do mundo ao Imaculado Coração de Maria no dia 31 de Outubro de 1942.[1] Este acto de consagração veio, ainda, complementar o acto de consagração do Género Humano ao Sagrado Coração de Jesus, realizado algumas décadas antes pelo Papa Leão XIII, feito a pedido da Beata Irmã Maria do Divino Coração, condessa Droste zu Vischering.

De acordo com o legado dos pastorinhos de Fátima, foi Nossa Senhora quem, depois de mostrar a visão do Inferno a Lúcia dos Santos, Jacinta e Francisco Marto, lhes revelou o "Segredo". Contava a Irmã Lúcia que Nossa Senhora afirmou: "...para salvar as almas, Deus quer estabelecer no mundo a Devoção ao Meu Imaculado Coração” (in Memórias da Irmã Lúcia).

O objetivo único desta devoção ao Imaculado Coração de Maria é, portanto, a salvação das almas e a conquista da paz. "Se fizerem o que eu vos disser, salvar-se-ão muitas almas e terão a paz. A guerra vai acabar" (in Memórias da Irmã Lúcia). Com estas palavras, Nossa Senhora foi bastante clara no seu pedido, é em vista das almas que toda a sua mensagem destina-se. Também, esta é a missão da Santa Igreja, “Dai-me almas, e ficai com o resto” já dizia São João Bosco. A salvação das almas e de toda a humanidade é o fim último no que diz respeito a missão da Igreja nesta terra. ”Deus quer que; todos os homens se salvem e cheguem ao conhecimento da verdade”. (I Tim 2, 3-4)

Os católicos afirmam que a salvação de toda humanidade só é possível, porque Maria disse seu sim a Deus. Uma vez que Deus decidiu que o Salvador viesse por meio de Maria, também por meio dela, devemos nós sermos salvos. Salvos por intermédio de Maria e não salvos por ela, pois os católicos creem que só Jesus Cristo é o Salvador e Maria Sua Mãe Santíssima é, a corredentora com seu Filho Jesus. Ela colabora com Ele no plano de salvação. “Deus quer estabelecer no mundo a Devoção ao Meu Imaculado Coração” (in Memórias da Irmã Lúcia).

Deus estabeleceu um meio eficaz para salvar as almas dos seus filhos e assim devolver ao mundo a paz tão sonhada. Eu volto a repetir, Jesus é quem salva! Mas o meio pelo qual Deus utilizou para se fazer homem e habitar entre nós, foi Maria! Ela é a medianeira entre nós e Jesus Cristo, função que não diminui em nada a dignidade de Jesus Cristo como único Senhor e Salvador, Aquele que é o Caminho a Verdade e a Vida. Porém, o que não podemos por nós mesmos que é aproximarmos de Jesus, devido nossa natureza pecadora, por Maria torna-se possível, porque por ela, Deus realizou e continua a realizar grandes obras. “O Senhor fez por mim grandes coisas…” (cf. Lc 1, 49). E justamente por ela ser serva, humilde e predileta de Deus, é que todas as gerações a proclamarão Bem-Aventurada. “Maria é o meio mais seguro, mais fácil, mais rápido e mais perfeito de chegar a Jesus Cristo.” (São Luís Maria Grignion de Montfort).

É licito que Deus tenha escolhido o Imaculado Coração de Maria, sem mancha, sem pecado, para que, assim como a salvação do mundo veio por Ela na pessoa de Jesus Cristo, também, é por meio Dela que nós homens e mulheres haveremos de ser salvos. Nossa Senhora afirma: “Se fizerem o que eu vos disser, Salvar-se-ão muitas almas e terão a paz”. (in Memórias da Irmã Lúcia) Desta forma, constitui-se a segunda parte do chamado “Segredo”, que só aos poucos, foi se revelando.

Veremos agora que o Grande Segredo está distintamente dividido em três partes, sendo que, a primeira parte teve quase que uma revelação instantânea, que é a cena terrível da visão do inferno. Já a segunda e a terceira parte do Grande Segredo teve sua revelação quase que a conta-gotas, por ter sido a própria Nossa Senhora a pedir aos três pastorinhos que guardassem segredo. “Isto não o digais a ninguém. Ao Francisco, sim, podeis dizê-lo”. (in Memórias da Irmã Lúcia)

Entre os maiores apóstolos e promotores da devoção ao Imaculado Coração de Maria esteve o Padre Francisco Rodrigues da Cruz (Padre Cruz).

Consagração do mundo ao Imaculado Coração de Maria[editar | editar código-fonte]

O mundo inteiro tem sido repetidamente consagrado ao Imaculado Coração de Maria por diferentes papas:

Países consagrados ao Imaculado Coração de Maria[editar | editar código-fonte]

Várias nações foram consagradas por seus respectivos bispos ao Imaculado Coração de Maria, em particular:

Cidades consagradas ao Imaculado Coração de Maria[editar | editar código-fonte]

Dioceses consagradas ao Imaculado Coração de Maria[editar | editar código-fonte]

Santa Sé[editar | editar código-fonte]

  • Ordinariato Pessoal da Cátedra de São Pedro (15 de outubro de 2017, Mons. Steven J. Lopes)

Europa[editar | editar código-fonte]

Portugal[editar | editar código-fonte]

  • Todas as 21 dioceses portuguesas (13 de Maio 2016, Card. Manuel Clemente junto com todos os bispos de Portugal)

Polônia[editar | editar código-fonte]

  • Todas as 42 dioceses polonesas (9 de setembro de 2017, Mons. Stanisław Gądecki junto com todos os bispos da Polônia)

Países Baixos[editar | editar código-fonte]

  • Todas as dioceses holandesas (13 de Maio 2017, Card. Willem J. Eijk, junto com todos os bispos da Holanda)

Itália[editar | editar código-fonte]

  • Diocese de Chioggia, Vêneto (10 Outubro 1954, Mons. Giovanni Battista Piasentini)
  • Diocese de Reggio Emilia-Guastalla, Emília-Romanha (13 Maio 2017, Mons. Massimo Camisasca)
  • Diocese de Pavia, Lombardia (13 Maio 2017, Mons. Corrado Sanguineti)
  • Diocese de Carpi, Emília-Romanha (16 Setembro 2017, Mons. Francesco Cavina)
  • Diocese de Ischia, Campânia (13 Outubro 2017, Mons. Pietro Lagnese)
  • Diocese de Cesena-Sarsina, Emília-Romanha (8 Dezembro 2017, Mons. Douglas Regattieri)
  • Diocese de Ariano Irpino-Lacedonia, Campânia (8 Dezembro 2017, Mons. Sergio Melillo)
  • Diocese de San Miniato, Toscana (12 Maio 2017, Mons. Andrea Migliavacca)
  • Arquidiocese de Siracusa, Sicília (01 de setembro de 2018, Mons. Salvatore Pappalardo)
  • Arquidiocese de Vercelli, Piemonte (13 de outubro de 2018, Mons. Marco Arnolfo)

França[editar | editar código-fonte]

  • Diocese de Fréjus-Toulon (18 de maio de 2008, Mons. Dominique Rey)
  • Diocese de Bayonne, Lescar e Oloron (08 Junho 2014, Mons. Marc Aillet)
  • Diocese de Angoulême (07 de maio de 2017, Mons. Hervé Gosselin)
  • Arquidiocese de Bordeaux (13 de maio de 2017, Card. Jean-Pierre Ricard)
  • Arquidiocese de Avignon (08 Dezembro 2017, Mons. Jean-Pierre Cattenoz)
  • Diocese de Vannes (08 Dezembro 2017, Mons. Raymond Centène)
  • Diocese de Perpignan-Elne (08 Dezembro 2017, Mons. Norbert Turini)
  • Diocese de Tulle (30 de setembro de 2018, Mons. Francis Bestion)

Espanha[editar | editar código-fonte]

Alemanha[editar | editar código-fonte]

Áustria[editar | editar código-fonte]

Inglaterra[editar | editar código-fonte]

  • Diocese de Shrewsbury (13 de outubro de 2013, Mons. Mark Davies)

Escócia[editar | editar código-fonte]

Finlândia[editar | editar código-fonte]

América do Norte[editar | editar código-fonte]

Estados Unidos[editar | editar código-fonte]

Canadá[editar | editar código-fonte]

América do Sul[editar | editar código-fonte]

México[editar | editar código-fonte]

Venezuela[editar | editar código-fonte]

  • Arquidiocese de Maracaibo (13 Outubro 2017, Mons. Ubaldo Ramón Santana Sequera)
  • Diocese de Machiques (8 de dezembro de 2017, Mons. Ramiro Díaz)

Colômbia[editar | editar código-fonte]

  • Arquidiocese de Barranquilla (09 Junho 2018, Mons. Pablo Emiro Salas Anteliz)

Uruguai[editar | editar código-fonte]

Brasil[editar | editar código-fonte]

Oceânia[editar | editar código-fonte]

Austrália[editar | editar código-fonte]

  • Arquidiocese de Hobart, Tasmânia (13 de maio de 2017, Mons. Julian Porteous)

Nova Zelândia[editar | editar código-fonte]

Samoa[editar | editar código-fonte]

  • Arquidiocese de Samoa-Apia (07 de dezembro de 2007, Mons. Alapati Lui Mataeliga)

Ásia[editar | editar código-fonte]

Índia[editar | editar código-fonte]

África[editar | editar código-fonte]

Angola[editar | editar código-fonte]

Referências

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]