Nossa Senhora de Częstochowa

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O ícone de Nossa Senhora de Częstochowa.

Nossa Senhora de Częstochowa (em polonês/polaco: Matka Boska Częstochowska, em latim: Imago thaumaturga Beatae Virginis Mariae Immaculatae Conceptae, in Claro Monte) é um título católico de Maria Santíssima, consagrada como a padroeira da Polônia. É também conhecida no Brasil como Nossa Senhora do Monte Claro. O ícone se encontra no Mosteiro de Jasna Góra (Monte Claro) em Częstochowa, Polônia. Vários Pontífices reconheceram o ícone venerado, começando com o Papa Clemente XI que emitiu uma Coroação Canônica para a imagem em 8 de setembro de 1717.

O ícone[editar | editar código-fonte]

A pintura exibe uma composição tradicional bem conhecida nos ícones dos cristãos orientais. O ícone é uma variante do tipo "Hodegetria". Nela, a Virgem desloca a sua atenção, apontando a mão direita em direção a Jesus como a fonte da salvação. Por sua vez, a criança estende a mão direita para o espectador em sinal de benção enquanto segura um livro de evangelhos na mão esquerda. O ícone mostra a Virgem vestida com um manto de flor-de-lis.[1]

As origens do ícone e a data de sua composição ainda são contestadas entre os estudiosos. Há uma dificuldade em estudar o ícone, pois sua imagem original foi repintada após ter sido gravemente danificada por invasores hussitas (seguidores das idéias religiosas de João Huss) em 1430. As tábuas de madeira que apóiam a pintura foram quebradas. Como a tela ficou muito danificada, a solução dos restauradores medievais foi repintar a tela. As características originais de um ícone ortodoxo foram suavizadas.[1]

História[editar | editar código-fonte]

O ícone de Nossa Senhora de Częstochowa tem sido intimamente associado à Polônia nos últimos 600 anos. Sua história antes da sua chegada à Polônia está envolta em numerosas lendas que traçam a origem do ícone por São Lucas, que pintou em uma mesa de cedro na casa da Sagrada Família.[2] A mesma lenda sustenta que a pintura foi descoberta em Jerusalém em 326 por Santa Helena, que a trouxe de volta para Constantinopla e a apresentou a seu filho Constantino o Grande.[3]

Chegada em Częstochowa[editar | editar código-fonte]

Os documentos mais antigos de Jasna Góra afirmam que a imagem viajou de Constantinopla para a cidade de Belz.[4] Eventualmente entrou na posse de Władysław Opolczyk, duque de Opole, e conselheiro de Luís, o Grande, rei da Polônia e Hungria. Antigas fontes ucranianas afirmam que, a imagem foi levada para Belz com muita cerimônia e honras pelo rei Leão I da Galiza e mais tarde tirado por Władysław do castelo de Belz, quando a cidade foi incorporada ao reino polonês. Uma história popular conta que no final de agosto de 1384, Władysław estava passando em Częstochowa quando seus cavalos se recusaram a continuar. Ele foi avisado em um sonho de deixar o ícone em Jasna Góra.

Os historiadores da arte dizem que a pintura original era um ícone bizantino criado em torno do século VI ou IX. Eles concordam que o príncipe Władysław trouxe para o mosteiro no século XIV.[1]

Aprovações pontifícias[editar | editar código-fonte]

Vários Pontífices reconheceram a imagem:

  • O Papa Clemente XI foi o primeiro Pontífice a emitir a Coroação Canônica para a imagem em 8 de setembro de 1717.
  • O Papa Pio X emitiu outra coroação canônica, substituindo as coroas em 22 de maio de 1910.
  • O Papa João Paulo II emitiu outra coroação como nativa da Polônia, que foi colocada em 26 de agosto de 2005.

Veneração[editar | editar código-fonte]

Por ser padroeira da Polônia, a imagem é venerada em todo o país. Os cristãos ortodoxos também veneram o ícone de Częstochowa, sendo popular na Ucrânia e em alguns lugares da Bielorrússia e da Rússia. Os ucranianos tem uma devoção especial por Nossa Senhora de Częstochowa e é frequentemente mencionado em canções ucranianas dos séculos XVI e XVII.[4]

Fontes[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. a b c «blackmadonna». www.polamjournal.com. Consultado em 28 de março de 2018 
  2. «International Marian Research Institute Home : University of Dayton, Ohio». campus.udayton.edu (em inglês). Consultado em 28 de março de 2018. Arquivado do original em 13 de fevereiro de 2009 
  3. «blackmadonnashrine». www.franciscancaring.org. Consultado em 28 de março de 2018 
  4. a b «The Black Madonna». 26 de janeiro de 2008. Consultado em 28 de março de 2018 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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