Mártir

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"Crucificação de São Pedro" Pintura de Caravaggio. Igreja de Santa Maria del Popolo, Roma.
Tiradentes Esquartejado (Pedro Américo, 1893).

Um mártir (em grego: μάρτυς, mártys, "testemunha") é uma pessoa que sofre perseguição e morte por defender, renunciar ou por recusar a renunciar, ou ainda por recusar a defender uma causa exigida por uma força externa. Em muitos casos, o termo é atribuído a alguém que morre (seja em batalha ou por execução) em nome de um ideal social ou político. As origens da popularização do termo, contudo, tem caráter religioso, se referindo inicialmente a uma pessoa que morre por sua fé, pelo simples fato de professar uma determinada religião ou por agir coerentemente com a religião que professa.

Do ponto de vista cristão e dentro do contexto do Novo Testamento pode-se dizer que mártir é aquele que preferiu morrer a renunciar à sua fé, por defender a veracidade do que consiste "a Palavra de Deus" entregando a própria vida para este fim, para que a essência desta verdade fosse preservada.

Entre os católicos chama-se "batismo de sangue" o martírio daquele que morre pela fé antes de ter sido batizado. Assim, os Santos Inocentes, as crianças que foram mortas em Belém a mando de Herodes, o Grande, embora não tenham sido batizados na água diz-se que receberam o "batismo de sangue" porque foram mortos no lugar de Jesus Cristo e por causa dele. Estes são considerados os primeiros mártires do cristianismo. A Igreja Católica reconhece como válido o chamado "batismo de sangue" no lugar do batismo sacramental.

Em geral são considerados mártires aqueles que morrem nas perseguições religiosas.

[Filipenses 2:29,30]

Dos discípulos de Jesus, seu amado discípulo João, filho de Zebedeu, foi o único que não morreu mártir.

Uso laico[editar | editar código-fonte]

O termo pode ser utilizado também num sentido mais laico, associado a alguém que sacrifica a sua vida por uma causa.

No Brasil o termo historicamente associado à figura de Tiradentes num sentido político da palavra: Tiradentes é chamado de "mártir da Inconfidência Mineira," por ter sido o único participante do movimento a ser condenado à morte pela Coroa Portuguesa.

Ver também[editar | editar código-fonte]