Prémios Darwin

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Saltar para a navegação Saltar para a pesquisa
Disambig grey.svg Nota: Se procura a medalha real, veja Medalha Darwin.

Prêmios Darwin (do inglês Darwin Awards) são honras atribuídas de uma forma irônica, cujo nome provém de Charles Darwin, o criador da teoria da evolução.[1] Estes prêmios são atribuídos de forma simbólica àqueles que, cometendo erros altamente absurdos, morreram ou causaram a própria esterilização.[1] Estes prêmios baseiam-se no pressuposto de que estes indivíduos, com suas mortes ou subsequente incapacidade de procriar, contribuem para a melhoria do pool genético humano ao eliminarem os "maus" genes como possíveis pais que poderiam propagar com eles a estupidez na espécie humana.[1]

Estes prêmios começaram a ser atribuídos a partir de 1991, não obstante terem sido atribuídos a indivíduos que preencheram os critérios anteriormente.[2] O caso mais antigo remonta a 1874, quando o aluno de uma universidade que iria fantasiar-se de vampiro para uma festa e, para fingir que havia sido caçado, tentou prender uma estaca de madeira na camisa e acabou atravessando-a no peito.

História[editar | editar código-fonte]

Tudo começou há pelo menos 22 anos com a circulação de mails e discussões no grupo Usenet. Os primeiros registros dos Prêmios Darwin apareceram em 1985, relatando uma morte absurda relacionada com uma máquina de escrever.

Mais tarde, a partir de 1991 começaram a surgir mails autorizados intitulados "prêmios Darwin 1991", mas variando com o ano. Também apareceram vários sites relacionados com o tema. O mais conhecido é o "darwinawards.com" dirigido por Wendy Northcutt, escritora também de vários livros sobre os prêmios Darwin.

Requisitos[editar | editar código-fonte]

Wendy Northcutt, autora de livros que exploram o fenômeno virtual dos Prêmios Darwin, estabeleceu 5 parâmetros que devem ser observados para que um indivíduo mereça um Prêmio Darwin:

  • Incapacidade de gerar descendência: através da própria morte ou esterilização.
  • Excelência: errar de forma estúpida e sensacional. Péssimo uso da lógica e da razão.
  • Auto-seleção: o indivíduo deve causar o desastre sozinho, com mérito incondicionalmente próprio; ou seja, o indivíduo não pode ter a própria morte ou esterilização causadas pela estupidez de um terceiro, e tampouco causá-las a qualquer transeunte que poderia contribuir de maneira positiva com a humanidade.
  • Maturidade: O indivíduo deve ser considerado alguém com pleno uso das faculdades racionais e motoras, estar sóbrio e realizar o ato de livre e espontânea vontade.
  • Veracidade: O evento precisa ser verificável e comprovável. Excluem-se, portanto, as lendas urbanas.

Ganhadores[editar | editar código-fonte]

O padre brasileiro Adelir Antônio de Carli ficou famoso internacionalmente depois de vencer o Prémio Darwin de 2008.[3][4][5]

Referências

Ligações externas[editar | editar código-fonte]