Jejum

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Jejum é a privação de comida ou redução das refeições diárias a uma só durante um período.[1] Existem diversos motivos que levam uma pessoa a fazer jejum, sendo os principais religiosos ou medicinais. Outros motivos incluem a greve de fome política.

Motivo médico[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Jejum pré-operatório

As cirurgias requerem entre 8 a 12 horas de jejum pré-operatório. A importância deste jejum é que o paciente pode vomitar e obstruir as vias respiratórias, ocasionando a morte. Além disso, cirurgias realizadas sobre o aparelho digestivo são dificultadas pela presença de alimentos.

Motivos Religiosos[editar | editar código-fonte]

Cada religião tem um modo diferente de abordar a prática do jejum.

Católicos[editar | editar código-fonte]

Para os fiéis da Igreja Católica, a prática da abstinência e o jejum são formas de penitência interior. O Catecismo da Igreja Católica define esta interior como "uma reorientação radical de toda a vida, um retorno, uma conversão para Deus de todo nosso coração, uma ruptura com o pecado, uma aversão ao mal e repugnância às más obras ... "[2]

Evangélicos[editar | editar código-fonte]

Os Evangélicos não tem datas específicas para jejuar. Jejum é baseado no sentido bíblico literal, que é uma forma de 'matar a carne'. O jejum pode ser a abstinência não só de alimentos e líquidos, mas de qualquer coisa ou hábito que tenha se tornado 'indispensável', como forma de entrega e dependência real de Deus.

Muçulmanos[editar | editar código-fonte]

O jejum é observado durante todo o mês do Ramadão, da alvorada ao pôr-do-sol, eles não comem e não bebem nada, nem mesmo água, o jejum também aplica-se às relações sexuais. O crente deve não só abster-se dessas práticas como também não pensar nelas e manter-se concentrado em suas orações e recordações de Deus, sendo neste mês a frequência mais assídua à mesquita. Além das cinco orações diárias (salá), durante esse mês sagrado recita-se uma oração especial chamada Taraweeh (oração noturna).

Judeus[editar | editar código-fonte]

Os judeus fazem jejum no Dia do Perdão (Yom Kippur). Do pôr-do-sol de um dia ao pôr-do-sol do outro dia, não comem e não bebem nada, nem mesmo água.

Budismo (Buddha Dharma)[editar | editar código-fonte]

Os Budistas vêem o ato do jejum como uma reflexão à necessidade de consumir. O jejum muitas vezes é um ato de sacrifício pessoal em respeito ao alimento e uma forma de refletir a importância dos alimento e vícios.

Santos dos Últimos Dias[editar | editar código-fonte]

Os santos dos últimos dias (também conhecidos como mórmons) são encorajados a praticar o jejum completo (abstinência total de alimentos e líquidos) durante um período que inclua duas refeições (aproximadamente 24 horas), em todo primeiro sábado/domingo de cada mês.

Sã Doutrina Espiritual do Sétimo Dia[editar | editar código-fonte]

Os membros da Sã Doutrina Espiritual do Sétimo Dia (também conhecidos como crente-espiritual) praticam o jejum completo (abstinência total de alimentos e líquidos) durante períodos determinados, normalmente aos sábados, iniciando ao amanhecer, e concluindo ao meio dia, ou ainda às 18:00 horas).

Fé Bahá'í[editar | editar código-fonte]

O Jejum Bahá'í, consiste em que no último mês do Calendário bahá'í, que compreende o período de 2 a 21 de março, os bahá'ís abstêem-se de alimentos e bebidas do nascer ao pôr-do-sol.

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  1. Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha] (2008-2013). «"jejum"». Consultado em 15-11-2016. 
  2. «Catecismo da Igreja Católica. Parágrafos 1210-1419». www.vatican.va. Consultado em 2016-09-06.