Línguas turcomanas

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Países (azul escuro) e subdivisões autónomas (azul claro) onde uma língua à famílias turcomana tem estatuto oficial.

As línguas turcomanas, também ditas túrquicas, túrcicas ou turco-tártaras,[1]totalizam cerca de trinta idiomas, que são falados desde o Leste Europeu até a parte mais ocidental da China e o norte da Sibéria, com cerca de 140 milhões de falantes nativos.

Tradicionalmente têm sido consideradas como um ramo da família de línguas altaicas, mas atualmente há controvérsias entre os linguistas.[2][3][4][5]

Divide-se em cinco ramos principais: o kipchak, o oguz, o arghu, o uigur e o siberiano. Entre as principais línguas turcomanas estão línguas nacionais, como o turco, o azeri, o turcomeno, o cazaque, o usbeque e o quirguiz, além de línguas minoritárias, como o gagauz.

Referências

  1. Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa: (1899) ling. ramo da família altaica de línguas que inclui o turco, o azeri, o oguz, o nogai, o tártaro, o uzbeque, o cazaque, o iacuto e muitas outras; turco [As línguas turcomanas caracterizam-se por serem aglutinantes e pela existência da harmonia vocálica.]
  2. "While 'Altaic' is repeated in encyclopedias and handbooks most specialists in these languages no longer believe that the three traditional supposed Altaic groups, Turkic, Mongolian and Tungusic, are related." Lyle Campbell & Mauricio J. Mixco, A Glossary of Historical Linguistics (2007, University of Utah Press), p. 7.
    Tradução: "Embora o termo 'altaico' seja repetido em enciclopédias e manuais, a maioria dos especialistas nessas línguas não mais acredita que os três supostos grupos altaicos - túrquico, mongólico e tungúsico - estejam relacionados."
  3. "When cognates proved not to be valid, Altaic was abandoned, and the received view now is that Turkic, Mongolian, and Tungusic are unrelated." Johanna Nichols, Linguistic Diversity in Space and Time (1992, Chicago), p. 4.
    Tradução: "Quando os cognatos não se mostraram válidos, o altaico foi abandonado, e a opinião atualmente aceita é que o turco, o mongol e o tungúsico são independentes."
  4. "Careful examination indicates that the established families, Turkic, Mongolian, and Tungusic, form a linguistic area (called Altaic)... Sufficient criteria have not been given that would justify talking of a genetic relationship here." R.M.W. Dixon, The Rise and Fall of Languages (1997, Cambridge), p. 32.
    Tradução: "O exame cuidadoso indica que as famílias estabelecidas - túrquica, mongólica e tungúsica - formam uma área linguística (chamada altaica) ... Não foram apresentados critérios suficientes que justificassem uma relação genética neste caso."
  5. "...[T]his selection of features does not provide good evidence for common descent" and "we can observe convergence rather than divergence between Turkic and Mongolic languages--a pattern than is easily explainable by borrowing and diffusion rather than common descent", Asya Pereltsvaig, Languages of the World, An Introduction (2012, Cambridge)
    Tradução': "Esta seleção de características não fornece boas evidências de ascendência comum" e "podemos observar convergência e não divergência entre línguas túrquicas e mongólicas - um padrão que é mais facilmente explicável por empréstimos e difusão do que pela origem comum". O livro de Pereltsvaig apresenta uma boa discussão sobre a hipótese altaica (pp. 211-216).

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