Campeonato Brasileiro de Futebol de 1967 (Torneio Roberto Gomes Pedrosa)

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IX Campeonato Brasileiro de Futebol
Torneio Roberto Gomes Pedrosa de 1967
Dados
Participantes 15
Organização FPF e FFD
Local de disputa  Brasil
Período 5 de março – 8 de junho
Gol(o)s 316
Partidas 117
Média 2,7 gol(o)s por partida
Campeão São Paulo Palmeiras (2º título)
Vice-campeão Rio Grande do Sul Internacional
Melhor marcador 15 gols:
Melhor ataque (fase inicial) São Paulo Palmeiras – 31 gols
Melhor defesa (fase inicial) Rio Grande do Sul Grêmio – 11 gols
Público 2 403 765
Média 20 545 pessoas por partida
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O Campeonato Brasileiro de Futebol de 1967, originalmente chamado de Torneio Roberto Gomes Pedrosa e também conhecido por Robertão, foi o primeiro Torneio Roberto Gomes Pedrosa, que teve como campeão o Palmeiras. Desde 2010, é considerado pela CBF como a nona edição do Campeonato Brasileiro.

Histórico[editar | editar código-fonte]

Até 1966, o Torneio Roberto Gomes Pedrosa foi disputado apenas por clubes do Rio de Janeiro e de São Paulo, sendo conhecido como Torneio Rio-São Paulo. Porém, os clubes participantes já demonstravam algum desinteresse pela competição, com a escalação de times mistos por alguns deles. Para piorar, a edição de 1966 terminou com quatro campeões, devido à falta de datas para que se jogasse um torneio de desempate.

Um plano para inclusão de clubes mineiros e gaúchos foi divulgado em outubro, ainda sem fórmula de disputa definida. Foi sugerido que os campeões paulista e cariocas aguardassem a disputa de uma primeira fase entre os quatro clubes com melhores renda tanto de São Paulo como do Rio de Janeiro, além de três clubes mineiros e dois gaúchos, com um hexagonal final sendo realizado para definir o campeão.[1] A princípio, as rendas seriam divididas igualmente entre os clubes participantes.[1]

Em dezembro, entretanto, em nova reunião, clubes paulistas e cariocas exigiram uma compensação quando fossem jogar em Belo Horizonte ou Porto Alegre. Ficou, então, acertada uma cota fixa de cinco milhões de cruzeiros para jogos de times paulistas e cariocas nessas localidades, com o clube mandante bancando ainda as passagens e a estadia de uma delegação de até 22 pessoas do clube visitante.[2] Os times mineiros foram contra a proposta,[3] mas acabaram tendo de aceitar a dedução de quatro milhões de cruzeiros do borderô de jogos nessas condições, para cobertura de gastos.[4] As cotas acabariam, mais tarde, reduzidas para três milhões de cruzeiros. O presidente da Federação Pernambucana de Futebol, Rubem Moreira, também participou da reunião e pleiteou a inclusão de dois clubes de seu estado, mas a distância de Recife em relação às demais cidades e a ausência de um grande estádio na capital pernambucana sabotaram seus planos.[5]

O escopo final foi decidido em 15 de dezembro, com a inclusão de um clube do Paraná, o Ferroviário, graças à proposta da Federação Paranaense, que sugeriu que os jogos em Curitiba fossem incluídos como "escala" para clubes paulistas, cariocas e mineiros.[4] Os representantes mineiros pleitearam mais uma vaga, para o América, oferecendo em contrapartida uma sexta vaga tanto para São Paulo como para a Guanabara, o que ainda teria como atrativo o número par de participantes.[6] Tal mudança abriria vagas para o America do Rio e para o Comercial de Ribeirão Preto, sextos colocados em renda em seus respectivos estados,[6] mas o presidente da Federação Paulista, João Mendonça Falcão, rechaçou a ideia, argumentando que pretendia reduzir o número de clubes no torneio em 1968, então não faria sentido aumentá-lo naquele momento.[7]

A tabela só foi divulgada em 11 de janeiro de 1967, com previsão de início do torneio para 5 de março, com cinco jogos, sendo um em cada cidade com clubes participantes. Por motivos de economia, a distribuição dos jogos foi irregular: por exemplo, o Cruzeiro iria a São Paulo duas vezes, mas o Atlético Mineiro não iria nenhuma. O Cruzeiro chegou a cogitar desistir de sua participação no Robertão, para dar prioridade a sua participação na Libertadores, que considerava mais viável economicamente, especialmente se aceitasse também excursões à Europa e aos Estados Unidos, propostas por um empresário.[8] O clube mineiro acabou não desistindo de nenhuma das competições, ao contrário do Santos, que abriu mão de sua participação no torneio continental, pois as datas previamente marcadas pela Conmebol para seus jogos conflitavam com uma excursão que o clube pretendia fazer em janeiro e fevereiro.[9] [10]

Com a entrada de outros estados, manteve o nome oficial de Roberto Gomes Pedrosa, mas passaria a ser conhecido extra-oficialmente como "Robertão". A Federação Mineira tentou batizar o torneio de Taça Tiradentes, sem receber apoio ao nome.[11]

Unificação como edição do Campeonato Brasileiro[editar | editar código-fonte]

Apesar da participação na competição das maiores equipes do futebol nacional,[12] [13] a unificação do Torneio Roberto Gomes Pedrosa — assim como da Taça Brasil — é uma questão polêmica. O torneio não era visto por pelo menos dois dos principais dirigentes da época como um verdadeiro torneio nacional. Para Mendonça Falcão, um dos objetivos da competição era estudá-la "sob vários ângulos, para transformá-la em campeonato nacional".[14] O presidente da CBD, João Havelange, partilhava da mesma ideia como relatado pelo jornal O Estado de S. Paulo em março: "[Havelange] disse que o torneio, como foi idealizado e está se processando, é uma verdadeira preparação para um futuro campeonato nacional, com a participação de outros clubes, dos mesmos estados e até de outros, desde que as perspectivas financeiras aconselhem a inclusão."[15]

A intenção era de transformar o Robertão num torneio nacional já em 1968. "[No segundo semestre de 1968] será disputado o Campeonato Nacional de Clubes, que será o atual Torneio Roberto Gomes Pedrosa ampliado, com a inclusão de pelo menos mais dois concorrentes", escreveu Aroldo Chiorino, editor de Esportes da Folha de S.Paulo.[16] Mas, em 1968, a ideia já tinha mudado, e Mendonça Falcão defendia a instituição do Campeonato Nacional, regido pela CBD, apenas em 1970,[17] com a participação de até trinta clubes, divididos em grupos, "num processo de integração futebolística".[18] (Porém, esta competição planejada só teria início em 1971, com a participação de apenas vinte clubes[19] e com o mesmo formato do Torneio Roberto Gomes Pedrosa[20] [21] — embora a fórmula tenha sido modificada com a competição em andamento.)

Em dezembro de 1968, a Folha lamentava o fato de Brasil ser "o único país sem campeonato nacional",[22] lamento repetido quatro meses depois, seguido de uma constatação: "Um campeonato brasileiro de futebol, com lei de acesso atualizada, será a salvação do futebol nacional."[23]

Mesmo dois anos depois do início da experiência do Robertão, ele ainda era visto como embrião de um campeonato nacional. "Não há dúvidas de que estamos caminhando para o Campeonato Brasileiro Interclubes", escreveria Chiorino, em 1969. "A primeira e boa experiência está sendo feita com o Robertão, que nos primeiros 32 jogos deste ano está com uma média de noventa mil cruzeiros novos por partida, o que não deixa de representar sucesso financeiro. O certame nacional é a solução que todos estão procurando encontrar para o futebol brasileiro. Quando menos se esperar, a fórmula será encontrada, salvando-se os clubes da [má] situação econômica, motivada, principalmente, pelos deficitários certames regionais."[24] Ele apontava a ampliação do Robertão, transformando-o em um campeonato nacional, como solução para a sobrevivência do futebol brasileiro.[25]

O Torneio Roberto Gomes Pedrosa também pode ser considerado uma verdadeira competição nacional, por englobar os principais times do país, assim como o atual Campeonato Brasileiro, que já não conta mais com a participação de clubes de todos os Estados brasileiros. A edição do Torneio Roberto Gomes Pedrosa de 1970 foi a base para a criação do Campeonato Nacional de Clubes, em 1971, que também pode ser considerado o primeiro Campeonato Brasileiro. As únicas alterações foram a inclusão de um clube do Ceará e de mais uma vaga para Minas Gerais e outra para Pernambuco. Os defensores desta visão alegam que o motivo de a CBD ter criado o Campeonato Nacional de Clubes em 1971, deixando de lado Taça Brasil e Torneio Roberto Gomes Pedrosa, competições que ela própria organizara, foram questões políticas. "O Brasil vivia uma ditadura que descobria como o futebol podia ser usado para promover o ufanismo e a imagem de integração nacional", escreveu o jornalista e historiador Roberto Assaf. "Era interessante para o governo da época vender a ideia de que estava sendo criado algo inédito."[26]

O rompimento entre o que já existia e o que surgiu criou um paradoxo: ao mesmo tempo em que existia a noção de que os vencedores da Taça Brasil e do Torneio Roberto Gomes Pedrosa eram campeões nacionais, a imprensa da época também debatia a respeito da falta de um campeonato verdadeiramente nacional. "A própria CBF não sabe o que a CBD determinou na transição de 1970 para 1971", afirma o jornalista Paulo Vinícius Coelho. "A documentação da época está na Granja Comary [em Teresópolis, RJ], e o responsável pelo arquivo histórico da entidade ainda não teve condições de procurar esse material." João Havelange, presidente da CBD que criou o Campeonato Brasileiro, declarou em 2010 ser favorável à unificação dos títulos da Taça Brasil e do Torneio Roberto Gomes Pedrosa. Em evento oficial do Santos, ele afirmou que "se os títulos existiram é porque as competições foram oficiais e, se foram oficiais, devem ser respeitadas".[26]

Por fim, em 2010, com a unificação promovida pela CBF, o torneio passou a ser considerado a nona edição do Campeonato Brasileiro, atribuindo o título de campeão brasileiro aos vencedores da competição, exatamente como fazia em seus boletins oficiais entre 1971 e 1973, excluindo esta informação a partir do boletim de 1974.[27]

Fórmula de disputa[editar | editar código-fonte]

Embora tenha sido organizado pelas federações Paulista e Carioca de Futebol a partir do Torneio Rio-São Paulo, foi o primeiro certame a reunir as principais forças do futebol brasileiro, tendo sido disputado por quinze clubes de cinco estados:

A fórmula de disputa desta edição da competição já era semelhante às dos Campeonatos Brasileiros posteriores, com as equipes divididas em grupos e mais de uma fase para definir o campeão. Cada clube disputava um mínimo de catorze partidas, o que já obrigava o campeonato a ter um espaço grande no calendário.[26]

Primeira fase: os quinze participantes jogaram todos contra todos, em turno único, mas divididos em dois grupos (um com sete e outro com oito equipes) para efeito de classificação. Classificaram-se os dois primeiros de cada grupo para a fase final.

Fase final: os quatro clubes classificados jogaram todos contra todos, em dois turnos, com inversão de mando de campo. O clube com maior número de pontos nesta fase foi declarado campeão.

Critérios de desempate: saldo de gols, goal average e sorteio.

Classificação da primeira fase[editar | editar código-fonte]

Grupo A
Clube PG J V E D GP GC SG
São Paulo Corinthians 22 14 9 4 1 29 16 13
Rio Grande do Sul Internacional 16 14 5 6 3 18 16 2
Minas Gerais Cruzeiro 14 14 6 2 6 23 19 4
Guanabara Bangu 14 14 5 4 5 16 21 -5
São Paulo São Paulo 13 14 3 7 4 18 13 5
Guanabara Fluminense 11 14 4 3 7 21 29 -8
Guanabara Botafogo 9 14 1 7 6 12 21 -9


Grupo B
Clube PG J V E D GP GC SG
São Paulo Palmeiras 19 14 7 5 2 31 21 10
Rio Grande do Sul Grêmio 18 14 6 6 2 20 11 9
São Paulo Portuguesa 17 14 6 5 3 24 18 6
São Paulo Santos 15 14 5 5 4 21 16 5
Minas Gerais Atlético Mineiro 14 14 5 4 5 18 21 -3
Guanabara Flamengo 12 14 3 6 5 23 24 -1
Guanabara Vasco da Gama 12 14 3 6 5 10 21 -11
Paraná Ferroviário 4 14 0 4 10 9 26 -17

Fase final[editar | editar código-fonte]

Foram finalistas dois clubes paulistas (Corinthians e Palmeiras) e dois gaúchos (Internacional e Grêmio). O Palmeiras conquistou o título na última rodada da fase final, ao enfrentar o Grêmio em São Paulo no dia 8 de junho, uma quinta-feira. O Palmeiras precisava apenas de um empate e venceu por 2 a 1. Se o Grêmio vencesse, daria o título para o seu rival Internacional, que na noite anterior havia vencido o Corinthians por 3 a 0 em Porto Alegre.

Jogos[editar | editar código-fonte]

  • 20 de maio, em São Paulo: Corinthians 2×1 Grêmio
  • 21 de maio, em Porto Alegre: Internacional 1×2 Palmeiras
  • 24 de maio, em São Paulo: Corinthians 2×2 Palmeiras
  • 24 de maio, em Porto Alegre: Grêmio 1×1 Internacional
  • 28 de maio, em São Paulo: Corinthians 0×1 Internacional
  • 28 de maio, em Porto Alegre: Grêmio 1×1 Palmeiras
  • 1 de junho, em São Paulo: Palmeiras 0×0 Internacional
  • 1 de junho, em Porto Alegre: Grêmio 0×1 Corinthians
  • 4 de junho, em São Paulo: Palmeiras 1×0 Corinthians
  • 4 de junho, em Porto Alegre: Internacional 0×0 Grêmio
  • 7 de junho, em Porto Alegre: Internacional 3×0 Corinthians
  • 8 de junho, em São Paulo: Palmeiras 2×1 Grêmio

Classificação da fase final[editar | editar código-fonte]

Clube PG J V E D GP GC SG
São Paulo Palmeiras 9 6 3 3 0 8 5 3
Rio Grande do Sul Internacional 7 6 2 3 1 6 3 3
São Paulo Corinthians 5 6 2 1 3 5 8 -3
Rio Grande do Sul Grêmio 3 6 0 3 3 4 7 -3

Campeão[editar | editar código-fonte]

Campeonato Brasileiro de 1967 (Robertão)
Bandeira do estado de São Paulo.svg
Sociedade Esportiva Palmeiras
(2º título)

Referências

  1. a b (20 de outubro de 1966) "Pronto o plano do Rio–SP" (em português). O Estado de S. Paulo (28 071): 19. São Paulo: S.A. O Estado de S. Paulo. ISSN 15162931.
  2. (3 de dezembro de 1966) "Cruzeiro Quer a Cota Igual à Dos Cariocas". Última Hora (5 230): 5, segundo caderno. Editora Última Hora.
  3. (4/5 de dezembro de 1966) "Clubes mineiros, do luto à ameaça, reagem contra novo regulamento do Rio–São Paulo". Jornal do Brasil (285, ano LXXV): 32.
  4. a b (16 de dezembro de 1966) "Paraná também está no torneio". Folha de S. Paulo (13 697): 8, segundo caderno. São Paulo: Empresa Folha da Manhã S/A. ISSN 14145723.
  5. (2 de dezembro de 1966) "Aprovado plano do nôvo [sic] torneio" (em português). O Estado de S. Paulo (28 107): 14. São Paulo: S.A. O Estado de S. Paulo. ISSN 15162931.
  6. a b (28 de dezembro de 1966) "Mineiros forçam a inclusão do America [sic]". Folha de S. Paulo (13 709): 10, segundo caderno. São Paulo: Empresa Folha da Manhã S/A. ISSN 14145723.
  7. (29 de dezembro de 1966) "Falcão veta a inclusão do Comercial" (em português). O Estado de S. Paulo (28 130): 16. São Paulo: S.A. O Estado de S. Paulo. ISSN 15162931.
  8. (20 de janeiro de 1967) "Cruzeiro quer sair do torneio" (em português). O Estado de S. Paulo (28 149): 12. São Paulo: S.A. O Estado de S. Paulo. ISSN 15162931.
  9. (11 de feverneiro de 1967) "Libertadores começa sem Brasil" (em português). O Estado de S. Paulo (28 167): 14. São Paulo: S.A. O Estado de S. Paulo. ISSN 15162931.
  10. (20 de janeiro de 1967) "Santos fora da Taça Libertadores" (em português). O Estado de S. Paulo (28 149): 12. São Paulo: S.A. O Estado de S. Paulo. ISSN 15162931.
  11. (2 de dezembro de 1966) "Aprovado torneio com 14 clubes". Folha de S. Paulo (13 683): 8, segundo caderno. São Paulo: Empresa Folha da Manhã S/A. ISSN 14145723.
  12. "TORNEIO ROBERTO GOMES PEDROSA" (em português). Terceiro Tempo. Consult. 6 de janeiro de 2016. 
  13. "A Taça Brasil, o Torneio Roberto Gomes Pedrosa" (em português). Consult. 6 de janeiro de 2016. 
  14. (5 de março de 1967) "Falcão vê três motivos" (em português). O Estado de S. Paulo (28 186): 30. São Paulo: S.A. O Estado de S. Paulo. ISSN 15162931.
  15. (24 de março de 1967) "Havelange e Carvalho voltam a se encontrar" (em português). O Estado de S. Paulo (28 202): 30. São Paulo: S.A. O Estado de S. Paulo. ISSN 15162931.
  16. Aroldo Chiorino. (4 de junho de 1967). "Uma vitória do futebol". Folha de S. Paulo (13 867): 7, Ilustrada. São Paulo: Empresa Folha da Manhã S/A. ISSN 14145723.
  17. (15 de maio de 1968) "Lei do Acesso não será derrubada". Folha de S. Paulo (14 213): 10, segundo caderno. São Paulo: Empresa Folha da Manhã S/A. ISSN 14145723.
  18. (21 de maio de 1968) "Lei do Acesso não será derrubada". Folha de S. Paulo (14 219): 16, segundo caderno. São Paulo: Empresa Folha da Manhã S/A. ISSN 14145723.
  19. "Campeonato Brasileiro 1971" (em português). BOLA NA ÁREA. Consult. 6 de janeiro de 2016. 
  20. "Um olhar weberiano sobre a unificação dos títulos brasileiros a partir de 1959" (PDF) (em português). USP. Consult. 6 de janeiro de 2016. 
  21. "Perguntas e respostas sobre o Torneio Roberto Gomes Pedrosa" (em português). Consult. 6 de janeiro de 2016. 
  22. Pedro Luís. (2 de dezembro de 1969). "Triste futuro do futebol". Folha de S. Paulo (14 414): 6. São Paulo: Empresa Folha da Manhã S/A. ISSN 14145723.
  23. Pedro Luís. (27 de abril de 1969). "Campeonato nacional de futebol". Folha de S. Paulo (14 560): 28. São Paulo: Empresa Folha da Manhã S/A. ISSN 14145723.
  24. Aroldo Chiorino. (28 de setembro de 1969). "Futebol: mais dois torneios". Folha de S. Paulo (14 714): 32. São Paulo: Empresa Folha da Manhã S/A. ISSN 14145723.
  25. Aroldo Chiorino. (31 de agosto de 1969). "Campeonato nacional, a solução". Folha de S. Paulo (14 686): 28. São Paulo: Empresa Folha da Manhã S/A. ISSN 14145723.
  26. a b c "Antes do Big Bang" (em português). Revista Trivela. Consult. 6 de janeiro de 2016. 
  27. [Boletins oficiais da CBD entre 1971 e 1974]