Dino Sani

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Dino Sani
Dino Sani
Dino Sani em 2008
Informações pessoais
Nome completo Dino Sani
Data de nasc. 23 de maio de 1932 (88 anos)
Local de nasc. São Paulo (SP), Brasil
Nacionalidade brasileiro
Altura 1,74 m
ambidestro
Informações profissionais
Equipa atual Aposentado
Posição Volante
Função Técnico
Clubes de juventude
Palmeiras
Clubes profissionais
Anos Clubes Jogos (golos)
1950–1951
1951
1952–1953
1954–1960
1960–1961
1961–1964
1965–1968
Palmeiras
XV de Jaú (emp.)
Comercial
São Paulo
Boca Juniors
Milan
Corinthians
0015 000(5)


0322 0(113)
0014 000(4)
0063 00(14)
0115 00(32)
Seleção nacional
1957–1966 Brasil 0015 000(1)
Times/Equipas que treinou
1969–1970
1971–1974
1974
1975
1976
1977–1980
1981
1982
1982
1983–1984
1984
1985
1989–1990
1991–1992
Corinthians
Internacional
Goiás
Palmeiras
Coritiba
Peñarol
Flamengo
Fluminense
Ponte Preta
Internacional
Boca Juniors
Coritiba
Qatar
Grêmio
121

Dino Sani (São Paulo, 23 de maio de 1932) é um ex-técnico e ex-futebolista brasileiro que atuava como volante.[1]

Com suas roubadas de bolas e seus passes precisos, foi um dos maiores volantes da história do São Paulo e do Milan. Era conhecido por sua habilidade com a bola no pé, pela técnica, inteligência nos passes e a criatividade na armação das jogadas.[2]

Carreira[editar | editar código-fonte]

Como jogador[editar | editar código-fonte]

Começou sua carreira no Palmeiras e depois passou pelo Comercial, onde jogou ao lado de Gino Orlando.

Depois foi para o São Paulo, um ano depois que seu companheiro Gino seguira esse caminho, onde se destacou. Foi campeão paulista em 1957. Inicialmente jogava mais avançado, mas depois se tornou um grande volante, sendo tricampeão pela Seleção Paulista em 1955 e indo para a Seleção Brasileira que foi campeã do mundo em 1958.[3] Iniciou a Copa de 1958 como titular, mas foi substituído por Zito depois que se machucou na véspera do jogo contra a URSS.

Depois atuaria na Argentina (no Boca Juniors, ao lado de cinco brasileiros do nível de Almir Pernambuquinho e Paulo Valentim) e na Itália (campeão europeu pelo Milan), onde se tornou grande admirador de Alfredo Di Stéfano, o único comparável a Pelé, segundo Dino Sani.

Encerrou a carreira no Corinthians depois de jogar três anos, assumindo o cargo do técnico Osvaldo Brandão quando foi desafiado por este a fazê-lo.

Como técnico[editar | editar código-fonte]

Na carreira de técnico, lançou vários craques do futebol brasileiro como Falcão (que dizia que tinha seu estilo), Paulo César Carpeggiani, Cláudio (lateral-direito do Internacional), Leandro (do Flamengo) e Rubén Paz (Peñarol). Também era considerado um excelente montador de equipes. Foi ele quem armou o time do Internacional bicampeão brasileiro em 1975 e 1976. Como técnico do Palmeiras, indicou o atacante Jorge Mendonça e o centroavante catarinense Toninho para o clube, armando o time campeão paulista de 1976. Mas deixou o cargo antes dos jogos finais, sendo substituído pelo ex-craque Dudu. Foi bicampeão uruguaio com o Peñarol. Também participou da armação do time do Coritiba, campeão brasileiro em 1985, mas deixou o time para treinar a Seleção do Qatar.

Amigo de João Saldanha, foi-lhe oferecido o cargo de treinador da Seleção Brasileira para a Copa do Mundo de 1970 quando ele foi demitido, mas não aceitou.

Ao completar 75 anos, foi homenageado por um programa especial da série Grandes Momentos do Esporte, da TV Cultura.

Títulos[editar | editar código-fonte]

Como jogador[editar | editar código-fonte]

São Paulo
Seleção Brasileira
Milan
Corinthians

Como técnico[editar | editar código-fonte]

Internacional
Peñarol

Referências

  1. «Dino Sani - Que fim levou?». Terceiro Tempo. Consultado em 30 de março de 2020 
  2. «Especial Copa de 58». UOL Esporte. Consultado em 30 de março de 2020 
  3. «Todos os brasileiros - Copa do Mundo de 1958». Folha de S.Paulo. 9 de dezembro de 2005. Consultado em 30 de março de 2020 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]