Cuca (treinador de futebol)

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Cuca
Cuca
Cuca em 2021
Informações pessoais
Nome completo Alexi Stival
Data de nasc. 7 de junho de 1963 (59 anos)
Local de nasc. Curitiba, Paraná, Brasil
Nacionalidade brasileiro
Altura 1,83 m
destro
Apelido Cuca
Informações profissionais
Clube atual sem clube
Posição ex-atacante
Função treinador
Clubes profissionais
Anos Clubes Jogos (golos)
1984
1985–1987
1987–1989
1990
1990
1991
1992
1993
1994
1994
1995
1996
1996
Santa Cruz-RS
Juventude
Grêmio
Valladolid
Grêmio
Internacional
Palmeiras
Santos
Portuguesa
Remo
Juventude
Chapecoense
Coritiba
jogos (golos)
Seleção nacional
1991 Brasil
Times/clubes que treinou
1998
1999
1999
2000
2000
2001
2001
2002
2002
2003
2003
2004
2004
2005
2005
2005
2006–2008
2008
2008
2009
2009–2010
2010–2011
2011–2013
2014–2015
2016
2017
2018
2019
2020–2021
2021
Uberlândia
Avaí
Brasil de Pelotas
Avaí
Inter de Limeira
Remo
Inter de Lages
Gama
Criciúma
Paraná
Goiás
São Paulo
Grêmio
Flamengo
Coritiba
São Caetano
Botafogo
Santos
Fluminense
Flamengo
Fluminense
Cruzeiro
Atlético Mineiro
Shandong Luneng
Palmeiras
Palmeiras
Santos
São Paulo
Santos
Atlético Mineiro
Última atualização: 4 de março de 2021

Alexi Stival (Curitiba, 7 de junho de 1963), mais conhecido como Cuca,[1][2] é um treinador e ex-futebolista brasileiro que atuava como atacante. Atualmente está sem clube.

Ao lado de Luiz Felipe Scolari, é um dos dois técnicos que conquistou a tríplice coroa clássica (principal copa continental, campeonato e copa nacional) por um mesmo clube brasileiro, feito que obteve dirigindo o Atlético Mineiro; Cuca comandou a equipe nos títulos: Libertadores de 2013, Campeonato Brasileiro de 2021 e Copa do Brasil de 2021.[3][4]

Carreira como jogador[editar | editar código-fonte]

Cuca iniciou sua carreira de jogador no Santa Cruz (RS), em 1984, e depois jogou os dois anos seguintes no Juventude, antes de chegar ao Grêmio.

No tricolor gaúcho, atuou de 1986 a 1989, e novamente em 1990, após breve passagem pelo Valladolid, da Espanha. Cuca destacou-se como um atacante de gols decisivos, como o da final da Copa do Brasil de 1989, que deu o título ao Grêmio.

Em 1991, Cuca atuou num amistoso da Seleção Brasileira contra a Seleção Paraguaia. Nesse único jogo que o atacante disputou pela Seleção, não marcou gols e o Brasil empatou em 1–1.

Depois de deixar o Grêmio, Cuca teve passagens menos marcantes por outros clubes, como Internacional, Palmeiras[5] e Santos. Até que, em 1996, aos 33 anos de idade, e mesmo sendo declaradamente torcedor do Athletico Paranaense, decidiu encerrar sua carreira no Coritiba.

Carreira como treinador[editar | editar código-fonte]

Início[editar | editar código-fonte]

Dois anos após parar de jogar, formou-se em educação física e ciências do esporte, para logo depois iniciar sua carreira de treinador à frente do Uberlândia. A notoriedade como treinador somente veio durante o Campeonato Brasileiro de 2003, quando Cuca aceitou o convite para treinar o Goiás, que havia terminado o 1º turno na última posição. Em uma recuperação impressionante, o time do Goiás acabou a competição na nona colocação, classificando-se para a Copa Sul-Americana do ano seguinte.

São Paulo[editar | editar código-fonte]

Após o excelente trabalho no Goiás, a grande chance de Cuca surgiu com o interesse do São Paulo em tê-lo como treinador para a temporada seguinte. No comando do São Paulo, Cuca chegou até as semifinais da Libertadores de 2004, quando seu time foi eliminado pelo modesto Once Caldas, da Colômbia.[6] Desgastado com a diretoria do São Paulo, deixou o clube no mesmo ano, contudo, foi responsável pela contratação de jogadores como Fabão, Grafite e Danilo, que levariam o São Paulo à conquista da Copa Libertadores e do Mundial de Clubes de 2005.[7][8] Cuca saiu do São Paulo em agosto de 2004.

Grêmio[editar | editar código-fonte]

O treinador seguiu sua carreira no Grêmio, de setembro a dezembro de 2004, mas não obteve sucesso. O time foi rebaixado para a Série B do Campeonato Brasileiro.[9]

Flamengo[editar | editar código-fonte]

Contratado pelo Flamengo em 2005, estreou pela equipe no dia 15 de fevereiro, num empate de 1–1. Cuca não fez sucesso no clube carioca e foi demitido dois meses depois, em 16 de abril.[10]

Coritiba[editar | editar código-fonte]

Chegou ao Coritiba em 5 de maio de 2005, para a disputa do Campeonato Brasileiro. Após três derrotas consecutivas, foi demitido no dia 12 de outubro.[11]

São Caetano[editar | editar código-fonte]

Foi anunciado pelo São Caetano no dia 9 de novembro de 2005.[12] No entanto, sem conseguir repetir os bons trabalhos que o haviam credenciado como um bom treinador, teve uma passagem curtíssima pelo Azulão e foi demitido no dia 12 de dezembro.[13]

Botafogo[editar | editar código-fonte]

Foi neste contexto que, em 2006, Cuca iniciou seu trabalho no Botafogo, um trabalho de dois anos que o recolocou no patamar dos melhores treinadores do Brasil. Responsável pela montagem de um time que contava com Dodô, Zé Roberto, Lúcio Flávio e Jorge Henrique, Cuca resgatou o Glorioso para a disputa de títulos nacionais.

Em 2007, o Botafogo era tido como o time de futebol mais vistoso no Brasil, e não foi à toa que aquela equipe liderou o Campeonato Brasileiro da 6ª até a 18ª rodada.[14] No final, porém, o título acabou nas mãos do São Paulo, enquanto o Botafogo acabava a competição na nona posição. Paralelamente ao declínio no Brasileiro, o Botafogo viveu o drama da eliminação na Copa Sul-Americana, quando foi derrotado nas oitavas de final para o River Plate.[15] Vencendo a partida por 2–1 e com o adversário com dois jogadores a menos, o Botafogo acabou permitindo a virada do time argentino, o que acabou desencadeando o pedido de demissão de Cuca.

Curiosamente, três jogos depois de pedir demissão, nove dias no total, Cuca aceitou retornar ao comando do Botafogo. Mantendo o bom trabalho, o treinador conseguiu levar o Botafogo às finais do Campeonato Carioca de 2008, contra o Flamengo, repetindo a decisão do ano anterior. Porém, o Botafogo perdeu o título para o Flamengo.[16]

A falta de títulos, apesar de seu reconhecido bom trabalho à frente do Botafogo, acabou por resultar em seu desligamento com o clube alvinegro depois da eliminação na Copa do Brasil.[17] Daí por diante, ainda em 2008, Cuca teve passagens ruins pelo Santos e pelo Fluminense.

Retorno ao Flamengo[editar | editar código-fonte]

Em 2009, Cuca acertou sua ida para o Flamengo, quando enfim conseguiu conquistar seu primeiro título expressivo na carreira, o Campeonato Carioca. No dia 22 de julho, após 39 partidas, o treinador foi demitido da equipe rubro-negra. No total, Cuca teve 19 vitórias, 13 empates e sete derrotas.[18]

Fluminense[editar | editar código-fonte]

Em 1 de setembro de 2009, Cuca foi anunciado novamente como novo treinador do Fluminense.[19] Quando chegou ao clube, o Flu era dado como rebaixado para Série B, com matemáticos apontando 98% de chance de rebaixamento. Foi nesse contexto que Cuca liderou o clube, que nesse ano tornou-se conhecido como time de guerreiros, e depois de ter trocado de técnico quatro vezes no mesmo ano, conseguiu a façanha: a fuga do rebaixamento em 2009. No mesmo ano, Cuca ainda conseguiu o vice-campeonato da Copa Sul-Americana.[20]

Porém, em 19 de abril de 2010, com o fracasso da equipe no Campeonato Carioca, o técnico foi demitido.[21]

Cruzeiro[editar | editar código-fonte]

Cuca foi anunciado como treinador do Cruzeiro no dia 8 de junho, com contrato até dezembro de 2011.[22] Logo em sua estreia, a equipe mineira conseguiu uma vitória de 2–0 sobre o Atlético Paranaense.[23] Durante os primeiros jogos, seu trabalho destacou-se pela melhoria na defesa da equipe. Em seis partidas, foram apenas três gols sofridos.[24]

Conseguiu garantir a classificação do Cruzeiro para a disputa da Libertadores de 2011 com antecedência, após a vitória sobre o Vasco por 3–1, em 21 de novembro. Terminou o campeonato com o clube na segunda colocação, apenas dois pontos atrás do campeão, o Fluminense. Em 2011 foi campeão mineiro; contudo, após uma eliminação precoce na Libertadores e um início ruim no Brasileirão, Cuca deixou o comando da equipe em junho de 2011, sendo substituído por Joel Santana.[25][26]

Atlético Mineiro[editar | editar código-fonte]

Em agosto foi anunciado como o novo treinador do Atlético Mineiro, em substituição a Dorival Júnior.[27] Após perder as seis primeiras partidas, sendo duas pela Copa Sul-Americana e quatro pelo Campeonato Brasileiro, ele chegou a entregar o cargo após a derrota para o arquirrival, porém foi convencido pelos jogadores a continuar como treinador da equipe.[28] Cuca conseguiu equilibrar o time e começou uma campanha de recuperação incrível, livrando o Galo do rebaixamento para a Série B.

No primeiro semestre de 2012, Cuca conquistou novamente o Campeonato Mineiro, mas desta vez pelo Atlético e de forma invicta, o que não acontecia há 36 anos no clube.[29] Nas oitavas de final da Copa do Brasil, após uma sequência de 14 jogos invictos no ano, intercalados entre Campeonato Mineiro e Copa do Brasil, o Atlético foi derrotado no Serra Dourada pelo Goiás no jogo de ida e não conseguiu reverter a situação em casa no jogo da volta, consequentemente sendo eliminado da competição.[30] Com isto o Galo focou no Campeonato Brasileiro e se reforçou com nomes de peso, como Ronaldinho Gaúcho, Victor e . Cuca conseguiu montar um time veloz e perigoso nas bolas aéreas, levando o Atlético ao vice no Campeonato Brasileiro e consequentemente à disputa da Copa Libertadores da América, o que não ocorria desde 2000. Para muitos comentaristas de futebol, o Galo apresentava o melhor futebol da competição, e depois de uma campanha espetacular no primeiro turno, com 43 pontos em 19 partidas, a equipe terminou o campeonato com 72 pontos, seis pontos atrás do Fluminense, que foi o campeão naquele ano.

Em 2013 levou o time a seu primeiro título da Libertadores, ao bater o Olimpia, do Paraguai, nas finais, em um jogo dramático, decidido nos pênaltis.[31] Ao final do ano, especulou-se a saída de Cuca do comando do Atlético Mineiro. Porém, no dia 20 de novembro, o presidente do Galo, Alexandre Kalil, deu fim às especulações. Anunciou a renovação do contrato do treinador, campeão da Libertadores, por mais um ano, até o final de 2014, quando Kalil encerraria seu mandato de presidente.[32]

No dia 18 de dezembro, após derrota por 3–1 para o Raja Casablanca na Copa do Mundo de Clubes da FIFA, o presidente Kalil confirmou a saída de Cuca do Atlético Mineiro.[33]

Shandong Luneng[editar | editar código-fonte]

Cuca estreou no comando do Shandong Luneng com vitória de 1–0 sobre o Harbin Yiteng, em partida válida pela Superliga Chinesa.[34] Logo na primeira temporada, Cuca foi campeão da Copa da China. Já no ano seguinte, conquistou a Supercopa da China. No entanto, não teve sucesso no campeonato nacional, terminando em terceiro lugar, ao menos garantindo a volta à etapa preliminar da próxima edição da Liga dos Campeões da AFC. O time não foi bem na última edição do torneio continental, sendo eliminado ainda na fase de grupos.

Deixou o time chinês no dia 6 de dezembro de 2015, sendo substituído pelo também brasileiro Mano Menezes.[35]

Palmeiras[editar | editar código-fonte]

Em 12 de março de 2016, Cuca voltou ao Brasil como técnico do Palmeiras, onde foi jogador em 1992, assinando contrato até o fim do ano.[36][37] Em abril, prometeu que seria campeão brasileiro[38] e, em 27 de novembro, a promessa tornou-se realidade: Cuca consagrou-se campeão com o Palmeiras, com uma vitória por 1–0 sobre a Chapecoense, vencendo, assim, o Campeonato Brasileiro. A conquista encerrou um jejum de 22 anos do time paulista sem aquele título.[39] Três dias depois, o Palmeiras informou que Cuca não continuaria na equipe em 2017. O treinador citou razões pessoais para não seguir no comando.[40]

Retorno ao Palmeiras[editar | editar código-fonte]

Cuca no Palmeiras em 2017

Em 5 de maio de 2017, foi anunciado o retorno de Cuca ao Palmeiras, com contrato válido até o final de 2018.[41]

Reestreou pela equipe no dia 14 de maio, goleando o Vasco por 4–0 pela primeira rodada do Campeonato Brasileiro, no Allianz Parque. Acertou sua saída do clube em 13 de outubro, após desgastes causados pela eliminação do time nas oitavas de final da Copa Libertadores para o Barcelona de Guayaquil, além de brigas envolvendo o volante Felipe Melo.[42][43]

Retorno ao Santos[editar | editar código-fonte]

Após dez anos da última passagem, foi anunciado como técnico do Santos em 30 de julho de 2018.[44] Porém, anunciou sua saída do clube ao final da temporada, motivado por problemas cardíacos e, por recomendação médica, decidiu dar uma pausa na carreira por tempo indeterminado.[45]

Retorno ao São Paulo[editar | editar código-fonte]

Em 14 de fevereiro de 2019, acertou seu retorno ao São Paulo.[46] A previsão inicial era de que ele assumiria o time após o fim do Campeonato Paulista, devido ao tratamento de problemas cardíacos ainda em andamento. Porém, assumiu o comando de forma oficial em 1 de abril, antes do prazo previsto inicialmente.[47]

Alegando não poder mais contribuir para a melhora da equipe, o treinador pediu demissão no dia 26 de setembro, após uma derrota para o Goiás, válida pelo Campeonato Brasileiro.[48]

Terceira passagem pelo Santos[editar | editar código-fonte]

Em 7 de agosto de 2020, acertou novamente com o Santos, sendo sua terceira passagem pelo clube.[49] Levou o time para a final da Copa Libertadores, onde foi expulso nos acréscimos do segundo tempo.

Em 21 de fevereiro de 2021, após o empate contra o Fluminense que garantiu o clube na disputa da Copa Libertadores da América, a diretoria anunciou sua saída do clube, recebendo um placa pelo seu bom trabalho a frente da equipe.[50]

Retorno ao Atlético Mineiro[editar | editar código-fonte]

Em 5 de março de 2021, Cuca acertou com o Atlético Mineiro por dois anos, fazendo seu retorno ao clube sete anos após encerrar a primeira passagem.[51] Dois meses após reassumir o comando do clube, Cuca chegou à final do Campeonato Mineiro, tendo como adversário o América. Devido à melhor campanha da primeira fase, o Galo tinha a vantagem de jogar por dois resultados iguais, com os jogos sendo realizados nos dias 16 e 22 de maio, respectivamente. Como ambos os confrontos foram 0 a 0, o Atlético Mineiro sagrou-se campeão estadual, o primeiro título do treinador após o retorno ao clube.[52]

No dia 2 de dezembro, após a vitória por 3 a 2 sobre o Bahia, Cuca conquistou o Campeonato Brasileiro, encerrando um jejum de 50 anos do clube sem o título nacional.[53] Foi a terceira vez que o treinador comandou a equipe em toda a competição, da 1ª à 38ª rodada. Foi assim no vice do Brasileirão de 2012 e no oitavo lugar de 2013.[54] Posteriormente, em 15 de dezembro, conquistou seu primeiro título da Copa do Brasil, após o Atlético Mineiro vencer o Athletico Paranaense por 2 a 1 na Arena da Baixada.[55] Antes, no jogo de ida realizado no Mineirão, no dia 12 de dezembro, o clube mineiro havia vencido por 4 a 0, totalizando 6 a 1 no placar agregado.[56] Com os títulos do Campeonato Mineiro, do Brasileirão e da Copa do Brasil, o treinador conquistou a tríplice coroa pelo Galo no ano de 2021.[57]

Após um grande ano, Cuca reuniu-se com a diretoria do Atlético e entregou o cargo no dia 27 de dezembro, afirmando que não seguiria na equipe em 2022. O treinador alegou problemas pessoais e familiares.[58]

Estilo de jogo[editar | editar código-fonte]

A marca mais importante da carreira de Cuca são os times que montou, não os troféus que ergueu.[59] Não à toa, o ex-futebolista e falecido treinador Mário Sérgio defendia a tese de que Cuca é o treinador brasileiro que melhor indica jogadores para serem contratados para suas equipes.

Em 2007, no Botafogo, Cuca despontou de fato para o futebol brasileiro como um "técnico inventivo, de soluções criativas para a equipe".[60] O Botafogo de 2007 destacava-se muito pela movimentação, a ponto de ser chamado de “Carrossel Alvinegro”, e pelas variações táticas, às vezes dentro de uma mesma partida.[14] No Atlético Mineiro campeão da Copa Libertadores da América, time que ficou conhecido como "Galo Doido", Cuca apostava bastante nas bolas longas e era espaçado dentro de campo, aproveitando a qualidade de como pivô, os cruzamentos dos laterais, e marcando bastante para dar liberdade para Ronaldinho Gaúcho criar. Isso causava uma certa instabilidade defensiva, que era compensada no volume de jogo extravagante quando as partidas eram disputadas no Estádio Independência.[61]

Mesmo com esses atributos, porém, o jornalista André Rocha diz que "Cuca é mais um técnico antiquado nos conceitos de jogo.[60] É um técnico híbrido, com intensidade e vocação ofensiva, mas anacrônicos encaixes individuais e ligações diretas."[62]

"Cucabol"[editar | editar código-fonte]

Em 2016, o jornalista Mauro Cezar Pereira, da ESPN Brasil, cunhou o termo "Cucabol" para definir o estilo de jogo do treinador, que vinha desde seus tempos de Atlético Mineiro. Segundo o jornalista, "quando sob pressão, precisando buscar o resultado, o Cucabol usa e abusa de cruzamentos na área adversária, inclusive com as mãos, em cobranças de lateral".[60] O blogueiro e jornalista Ricardo Perrone, defende que "Cucabol, assim como o Muricybol foi no São Paulo, não é sinônimo de pobreza tática. Expressões assim remetem a times bem treinados, que executam fundamentos com perfeição na maior parte do tempo. São casos em que o suor derramado nos treinamentos faz a estratégia estabelecida dar certo."[63]

Origem do apelido[editar | editar código-fonte]

O nome do técnico é Alexi Stival, mas o treinador recebeu o apelido por ter sido uma criança muito bagunceira na infância, vivida em Curitiba.

"Cuca é porque quando eu fazia bagunça em Curitiba, minha mãe dizia que ia chamar o Cuca, que era o delegado da cidade. Devia ser muito ruim esse Cuca. E toda hora que ela falava que o Cuca ia aparecer, eu ficava quieto. Aí ficou" — informou o técnico.[64]

Estatísticas[editar | editar código-fonte]

Como treinador[editar | editar código-fonte]

Atualizadas até 28 de dezembro de 2021

Clube Jogos Vitórias Empates Derrotas Aproveitamento
Uberlândia 22 8 11 3 53.03%
Inter de Limeira 5 1 1 3 26.67%
Inter de Lages 12 3 5 4 38.89%
Remo 15 6 3 6 46.67%
Criciúma 30 13 8 9 52.22%
Gama 10 5 4 1 63.33%
Paraná 10 4 3 3 50%
Goiás 37 17 8 12 53.15%
Coritiba 28 9 8 11 41.67%
São Paulo 77 39 18 20 58.44%
Botafogo 138 70 38 30 59.9%
Santos 85 31 27 27 47.06%
Flamengo 51 24 17 10 58.17%
Fluminense 55 30 17 8 64.85%
Cruzeiro 61 38 11 12 68.31%
Atlético Mineiro 224 128 48 48 64.29%
Shandong Luneng 80 50 20 10 70.83%
Palmeiras 85 45 18 22 60%
Grêmio 11 3 1 7 30.3%
São Caetano 5 2 2 1 53.33%
TOTAL 1041 526 268 247 59.10%

Títulos[editar | editar código-fonte]

Como jogador[editar | editar código-fonte]

Grêmio
Internacional
Remo
Chapecoense

Como treinador[editar | editar código-fonte]

Botafogo
Flamengo
Cruzeiro
Atlético Mineiro
Shandong Luneng
Palmeiras

Prêmios individuais[editar | editar código-fonte]

Controvérsias[editar | editar código-fonte]

Escândalo de Berna[editar | editar código-fonte]

Em julho de 1987, durante uma excursão à Suíça realizada pelo Grêmio, Cuca (junto com Henrique Arlindo Etges, Fernando Luís Castoldi e Eduardo Henrique Hamester) foram acusados do estupro coletivo[65] da menor Sandra Pfäffli, de 13 anos, no apartamento 204 do Hotel Metrópole, em Berna. Por conta disso, esse caso ficou conhecido como "Escândalo de Berna".[carece de fontes?]

Após sair do hotel, a jovem foi à delegacia prestar queixas contra os jogadores. Conforme publicado pelo Jornal Blick de Zurique, a menina deu o seguinte relato aos policiais: "…primeiro os quatro jogadores brasileiros expulsaram do apartamento os dois amigos que me acompanhavam e então os quatro avançaram sobre mim. Três me seguraram, enquanto o outro me violentava. Então veio um segundo brasileiro e me violentou também. Eu tenho medo de ficar grávida, eu não tomo anticoncepcionais".[66]

Algumas horas depois de receber a queixa da jovem, a polícia foi até o hotel onde a delegação do Grêmio estava hospedada e levou os quatro jogadores para depor. Conforme a versão dos jogadores, ela parecia ter mais de 18 anos e entrara no quarto deles tirando a blusa para que lhe dessem uma camisa do Grêmio. Assim, na visão deles, o que aconteceu foi consensual e provocado por ela. Além disso, o resultado dos exames de corpo de delito em Sandra, contudo, não comprovou qualquer marca de violência, dando ênfase à tese de que a relação sexual foi consensual, o que derrubou a acusação de estupro.[carece de fontes?]

Ainda assim, no entanto, os jogadores foram enquadrados no artigo 187 do Código Penal da Suíça, já que a Lei Suíça considerava crime manter relações sexuais com menores de 16 anos. Cuca e Fernando não foram reconhecidos pela menina e, por conta disso, poderiam ser libertados após pagamento de fiança, caso o juiz chegasse a estabelecer um valor.[carece de fontes?]

À época, o advogado Luis Carlos Silveira Martins, contratado pelo Grêmio para cuidar do caso, deu a seguinte declaração ao jornal Zero Hora, publicada no dia 31 de agosto de 1987: "… um dos jogadores manteve relação sexual completa, outro apenas sexo oral, enquanto um terceiro fez carícias e o quarto foi um "voyeur" conivente: apenas olhou".[66]

Após os quatro ficarem detidos por menos de trinta dias, foram liberados e voltaram ao Brasil, sendo bem recebidos por parte da imprensa e torcida gaúcha, inclusive colorados (que atacaram a vítima com ofensas e críticas, principalmente Paulo Sant'Ana, Wianey Carlet e Lauro Quadros). No dia 15 de agosto de 1989 os atletas foram condenados a 15 meses de prisão em regime aberto e a uma multa de US$ 8 mil cada,[67][68][69][70][71] mas nunca cumpriram a pena, pois não retornaram para a Suíça e após 15 anos sem o cumprimento da sentença, expirou-se a condenação.[72]

Referências

  1. «Todos pelo professor». Esporte Brasil. 7 de junho de 2009. Consultado em 30 de outubro de 2021. Arquivado do original em 1 de novembro de 2013 
  2. Gabriel Gama (8 de agosto de 2011). «Atlético fará coletiva de imprensa para anúncio de Cuca, nesta tarde». Observatório do Esporte. Consultado em 30 de outubro de 2021. Arquivado do original em 5 de outubro de 2013 
  3. João Pedro Fragoso e Marcello Neves (15 de dezembro de 2021). «Cuca iguala feito de Felipão, e Atlético-MG entra para galeria de clubes com 'tríplice coroa'; veja a lista». O Globo. Consultado em 21 de abril de 2022 
  4. Fernando Martins y Miguel (16 de dezembro de 2021). «Galo: Cuca se iguala a Felipão como técnico ao levar clássica tríplice coroa». O Tempo. Consultado em 21 de abril de 2022 
  5. «Em fotos, relembre a passagem de Cuca pelo Verdão como jogador». Gazeta Esportiva. Consultado em 30 de outubro de 2021 
  6. «São Paulo sofre gol no fim, perde e dá adeus ao tri da Libertadores». UOL. 16 de junho de 2004. Consultado em 30 de outubro de 2021 
  7. Eduardo Arruda (12 de janeiro de 2004). «São Paulo apresenta hoje Cuca e sua "legião goiana"». Folha de S.Paulo. Consultado em 30 de outubro de 2021 
  8. Gonçalo Junior (20 de fevereiro de 2019). «Passagem de Cuca no São Paulo teve polêmicas e base para títulos de 2005; relembre». Terra. Consultado em 30 de outubro de 2021 
  9. Marinho Saldanha (19 de outubro de 2016). «45 dias para esquecer. Como foi Cuca no comando do Grêmio». UOL. Consultado em 30 de outubro de 2021 
  10. Eduardo Peixoto (15 de abril de 2005). «Por falar demais, diretoria do Flamengo demite o técnico Cuca». UOL. Consultado em 30 de outubro de 2021 
  11. Daniel Neves (12 de outubro de 2005). «Coritiba demite técnico Cuca após terceira derrota seguida». UOL. Consultado em 30 de outubro de 2021 
  12. «Cuca é o novo técnico do São Caetano». Estadão. 9 de novembro de 2005. Consultado em 4 de fevereiro de 2022 
  13. «São Caetano demite o técnico Cuca». Gazeta do Povo. 12 de dezembro de 2005. Consultado em 4 de fevereiro de 2022 
  14. a b «Especial 2007: a beleza, a tática e o auge do Carrossel Alvinegro». Terra. 5 de setembro de 2017. Consultado em 30 de outubro de 2021 
  15. «Em duelo dramático, River Plate elimina Bota da Sul-Americana». UOL. 27 de setembro de 2007. Consultado em 30 de outubro de 2021 
  16. «Dupla sai do banco, marca, e Fla é campeão». GloboEsporte.com. 4 de maio de 2008. Consultado em 17 de março de 2022 
  17. «Após derrota, Cuca pede demissão e deixa o Botafogo». Portal A Tarde. 29 de maio de 2008. Consultado em 30 de outubro de 2021 
  18. «Após reunião nesta tarde, Flamengo demite o técnico Cuca». ESPN Brasil. 23 de julho de 2009. Consultado em 30 de outubro de 2021 
  19. Cahê Mota (1 de setembro de 2009). «Desmotivado, Renato Gaúcho é demitido do Flu, e dirigente confirma Cuca». GloboEsporte.com. Consultado em 30 de outubro de 2021 
  20. Thiago Lavinas (3 de dezembro de 2009). «Fluminense luta até o fim, mas título fica novamente com a LDU, verdadeiro algoz». GloboEsporte.com. Consultado em 30 de outubro de 2021 
  21. Cahê Mota (19 de abril de 2010). «Cuca é demitido do Fluminense. Muricy Ramalho é o mais cotado». GloboEsporte.com. Consultado em 30 de outubro de 2021 
  22. «Cuca chega ao Cruzeiro com a meta de fazer trabalho de longo prazo». UOL. 9 de junho de 2010. Consultado em 30 de outubro de 2021 
  23. «Cruzeiro se reabilita na estreia de Cuca e derruba o Atlético Paranaense». iG. 14 de julho de 2010. Consultado em 30 de outubro de 2021 
  24. «Defesa é o ponto forte do Cruzeiro comandado pelo técnico Cuca». GloboEsporte.com. 9 de agosto de 2010. Consultado em 30 de outubro de 2021 
  25. «Diretoria confirma demissão de Cuca e contratação de Joel Santana». GloboEsporte.com. 19 de junho de 2011. Consultado em 30 de outubro de 2021 
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