Dorival Júnior

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Dorival Júnior
Dorival Júnior
Dorival Júnior pelo Santos em 2015
Informações pessoais
Nome completo Dorival Silvestre Júnior
Data de nasc. 25 de abril de 1962 (60 anos)
Local de nasc. Araraquara, São Paulo, Brasil
Nacionalidade brasileiro
Altura 1,86 m
destro
Informações profissionais
Clube atual sem clube
Posição ex-volante
Função treinador
Clubes profissionais
Anos Clubes Jogos (golos)
1982–1983
1983–1984
1984–1985
1985–1986
1986–1987
1988
1988
1989–1992
1993
1994–1995
1997
1998
Ferroviária
Marília
Guarani
Avaí
Joinville
São José-SP
Coritiba
Palmeiras
Grêmio
Juventude
Matonense
Botafogo-SP
0045 0000(5)
0000 0000(0)
0015 0000(3)
0045 0000(2)
0055 0000(0)
0056 0000(4)
0063 0000(1)
0157 0000(4)
0035 0000(0)
0042 0000(0)
0020 0000(2)
0011 0000(0)
Times/clubes que treinou
2002
2003–2004
2005
2005
2005
2006
2006
2006–2007
2007
2008
2009
2010
2010–2011
2011–2012
2012–2013
2013
2013
2014
2015–2017
2017–2018
2018
2020
2022
2022
Ferroviária
Figueirense
Fortaleza
Criciúma
Juventude
Sport
Avaí
São Caetano
Cruzeiro
Coritiba
Vasco da Gama
Santos
Atlético Mineiro
Internacional
Flamengo
Vasco da Gama
Fluminense
Palmeiras
Santos
São Paulo
Flamengo
Athletico Paranaense
Ceará
Flamengo
Última atualização: 25 de novembro de 2022

Dorival Silvestre Júnior (Araraquara, 25 de abril de 1962) é um treinador e ex-futebolista brasileiro que atuava como volante. Atualmente está sem clube.

Carreira como jogador[editar | editar código-fonte]

Quando era jogador, Dorival era conhecido apenas como Júnior. Começou sua carreira profissional na própria cidade natal em 1982, jogando pela Ferroviária.[1] Posteriormente passou pelo Marília, antes de se destacar e transferir-se para o Guarani. Em 1985, começou a fazer história em Santa Catarina, primeiro jogando pelo Avaí e, em seguida, pelo Joinville. Em 1988, retornou ao interior paulista, dessa vez para jogar no São José-SP. No mesmo ano, transferiu-se para o Coritiba. Em 1989 foi para o Palmeiras, onde se destacou e permaneceu até 1992. Em 1993 foi vendido ao Grêmio e, no ano seguinte, continuou no Rio Grande do Sul, dessa vez no Juventude. Em 1998 defendeu o Botafogo-SP, tendo sido inclusive capitão.

Carreira como treinador[editar | editar código-fonte]

Ferroviária[editar | editar código-fonte]

No ano de 2002, a Ferroviária disputava a Série A3 do Paulistão, e a campanha foi terrível até o final do primeiro turno. A pressão política sobre o time eram enormes, e só se falava em escapar do rebaixamento. Em apenas 15 partidas, já haviam passado três treinadores pelo time: Zé Humberto, Polozzi e Edson Mariano.

Formado em educação física, Dorival Júnior, então auxiliar-técnico no Figueirense, aceitou o desafio por amor à Ferroviária e já estreou exatamente num estádio bem familiar: O Parque Antarctica. O adversário foi o Palmeiras B. A Locomotiva jogou muita bola nesse dia, com muita marcação no meio-campo e saídas em contra-ataque velozes, características do treinador. O goleiro palmeirense Sérgio fez grandes defesas, enquanto pelo lado grená, Wagner falhou em dois dos três lances alviverdes que foram convertidos. Fim de jogo: 3–2 para o Palmeiras.

No jogo seguinte, na Fonte Luminosa, a Ferrinha conseguiu bater o Barretos. Foi a primeira vitória de Dorival Júnior no comando da equipe. Entretanto, no outro jogo, contra o ECO de Osasco, a Ferroviária acabou cedendo um gol no último minuto de jogo e foi derrotada novamente.

Na sequência, veio um outro resultado péssimo: empate em 1–1 contra o Sertãozinho em casa. Então, quando já se falava na necessidade de um comando com mais experiência para um momento tão turbulento, veio novamente um triunfo. O Taquaritinga tinha uma equipe superior e, em plena Fonte Luminosa, fez 3–0 em 16 minutos. Inabalado mesmo com o clima tenso no estádio, Júnior fez alterações ousadas e a Ferrinha conseguiu uma virada inesquecível, vencendo por 4–3. Com a heroica virada, Dorival e seus comandados foram à Bebedouro enfrentar a Inter de Bebedouro confiantes e, apesar de voltar para Araraquara apenas com um modesto empate sem gols, a Locomotiva ainda conseguiu colocar três bolas na trave.

As duas últimas partidas de Dorival, apesar de terem resultado em derrotas (3–1 para o Garça, em Garça), e 3–2 para o XV de Jaú, na Fonte Nova), acabaram determinando o retorno de Dorival ao Figueirense, só que no cargo de gerente de futebol. Dorival comandou a equipe araraquense em apenas oito partidas: duas vitórias, dois empates e quatro derrotas. Mas, no fim das contas, a Ferroviária escapou do rebaixamento em 2002.

Figueirense[editar | editar código-fonte]

Após trabalhos como auxiliar-técnico e gerente de futebol no Figueira, Dorival estreou efetivamente como técnico no clube em 2003, logo faturando o campeonato estadual no ano seguinte.

Fortaleza, Criciúma e Juventude[editar | editar código-fonte]

Em 2005, comandou o Fortaleza, onde foi demitido na reta final do Campeonato Cearense. No mesmo ano, ainda treinou dois de seus ex-clubes dos tempos de volante: Criciúma e Juventude.

Sport, Avai e São Caetano[editar | editar código-fonte]

Em 2006, conquistou o Campeonato Pernambucano pelo Sport. No mesmo ano, comandou Avaí e São Caetano. No comando do clube paulista, conquistou um desagradável 18º lugar no Brasileirão, resultado que rebaixou o Azulão para a Série B.

Permanência e ascensão no São Caetano[editar | editar código-fonte]

Apesar do rebaixamento, Dorival Júnior permaneceu e fez ótima campanha no São Caetano no ano seguinte, eliminando o São Paulo nas semifinais do Campeonato Paulista e, em seguida, terminando como vice na competição, perdendo a final para o Santos. No dia seguinte, Dorival deixou o Azulão e transferiu-se para o Cruzeiro.

Ida ao Cruzeiro e crescimento no cenário nacional[editar | editar código-fonte]

No Cruzeiro, que havia perdido o Campeonato Mineiro de 2007 para o maior rival, administrou um princípio de crise e pôs o time entre os favoritos ao título do Campeonato Brasileiro. No entanto, nas últimas onze rodadas do campeonato, o time mineiro sofreu uma queda de rendimento que quase o afastou da zona de classificação à Libertadores de 2008. Por essa razão, os dirigentes do Cruzeiro deixaram de renovar o contrato do treinador.

Coritiba[editar | editar código-fonte]

No final de 2007, Dorival Júnior foi cotado para assumir o Palmeiras, mas acabou acertando com o Coritiba para a temporada de 2008.

Vasco da Gama e título da Série B de 2009[editar | editar código-fonte]

No final de 2008, Dorival não renovou seu contrato com o Coritiba, e assinou com o Vasco da Gama para enfrentar um grande desafio: devolver o clube carioca à elite do futebol brasileiro.[2]

O objetivo foi alcançado com algumas rodadas de antecedência, ao vencer o Juventude por 2–1. O título da Série B veio poucas semanas depois, com o triunfo sobre o América de Natal, também por 2–1. No final de novembro, Dorival e a diretoria do clube decidiram não renovar o contrato para a temporada de 2010.[3]

Santos[editar | editar código-fonte]

Assim que o presidente Luis Álvaro de Oliveira Ribeiro assumiu a presidência, em 15 de dezembro, Dorival foi contratado pelo Santos por dois anos, em substituição a Vanderlei Luxemburgo. O presidente do clube depositou nele muita confiança para 2010. Com uma equipe extremamente ofensiva, com jogadores como Robinho, Neymar e Paulo Henrique Ganso, Dorival levou o Santos à conquista do Campeonato Paulista de 2010, superando o Santo André numa final muito disputada. No mesmo ano também foi campeão da Copa do Brasil, ao derrotar o Vitória na final.[4]

Rixa com Neymar e saída[editar | editar código-fonte]

Após rixa com o atacante Neymar, em episódio no qual o jovem jogador xingou o então técnico por ter sido proibido de cobrar um pênalti, Dorival disse que deixaria o atacante fora do clássico contra o Corinthians, declaração essa que não agradou à diretoria santista e resultou em sua demissão por "insubordinação".[5] Após ser demitido, acertou com o Atlético Mineiro, com a missão de salvar a equipe do descenso para a Série B.[6]

Atlético Mineiro e salvação do rebaixamento em 2010[editar | editar código-fonte]

O Atlético Mineiro, quando da apresentação de Dorival, se encontrava há mais de 20 rodadas na zona de rebaixamento, a sete pontos do primeiro time fora do chamado Z-4 e, segundo estatísticas especializadas, com 89% de chances de rebaixamento. Dorival Júnior conseguiu restabelecer a confiança da equipe, trabalhou a parte psicológica dos jogadores, ficando célebres os clássicos disputados contra um grande rival, o Flamengo, onde o Galo venceu por 4–1; e contra o maior rival, o Cruzeiro, em 24 de outubro de 2010, onde a palestra pré-jogo feita por Paulo Storani, ex-capitão do BOPE,[7] fez com que a equipe revertesse uma série de vitórias do Cruzeiro sobre o Atlético (nos 16 dérbis anteriores, a equipe do Cruzeiro havia vencido 13, empatado dois e perdido apenas um, quando jogou com uma equipe reserva). O Atlético acabou vencendo o Cruzeiro por 4–3, com três gols de Obina e um de Réver.[8]

Em 28 de novembro, Dorival Júnior conseguiu livrar o Atlético do rebaixamento, faltando apenas uma rodada para o final do Campeonato Brasileiro: em 12 jogos comandando o Galo, obteve 24 pontos, a mesma quantidade de pontos que seu antecessor, Vanderlei Luxemburgo, havia conquistado com o dobro de jogos.

Internacional[editar | editar código-fonte]

No dia 12 de agosto de 2011, o Internacional acertou a contratação de Dorival Júnior.[9] Dias antes, Fernandão, diretor técnico e ex-jogador do Inter, se reuniu com o técnico em um hotel na cidade de Florianópolis, e ambos selaram as bases salariais do treinador. Ele foi apresentado oficialmente na terça-feira, 16 de agosto. Sua estreia como comandante do clube foi no dia 17 de agosto, na vitória por 1–0 sobre o Botafogo, com gol de Leandro Damião.[10] Uma semana depois, comandou a equipe na conquista do título da Recopa Sul-Americana, conquistada sobre o argentino Independiente, no Beira-Rio, por 3–1.[11] No final do ano, o treinador conseguiu classificar o time para a Copa Libertadores da América graças a uma vitória na última rodada por 1–0 contra o rival Grêmio, com gol de Andrés D'Alessandro.

Conquistou o Campeonato Gaúcho no dia 13 de maio de 2012, também no Beira-Rio, sobre o Caxias.[12] A equipe colorada, que venceu por 2–1, havia empatado o primeiro jogo por 1–1, realizado no Estádio Centenário. Já no dia 20 de julho, depois de pesadas críticas por parte da torcida colorada, foi anunciada a sua demissão. O cargo seria ocupado pelo ex-diretor de futebol, Fernandão.[13]

Flamengo[editar | editar código-fonte]

Em 25 de julho de 2012, cerca de uma semana após ser demitido do Internacional, o Flamengo, que também havia demitido seu até então treinador (Joel Santana, que foi demitido em 23 de julho) acertou a contratação de Dorival, inicialmente até o fim de 2013.[14] Mesmo sem tempo para treinar o time, Dorival estreou pelo Flamengo logo no dia seguinte ao acerto, numa partida contra a Portuguesa, e comandou o time no empate sem gols em 0–0.

O treinador foi demitido no dia 16 de março de 2013, por falta de acordo na redução de seus rendimentos.[15]

Retorno ao Vasco[editar | editar código-fonte]

Em 10 de julho de 2013, Dorival Júnior foi anunciado como o novo treinador do Vasco da Gama.[16]

Após uma sequência de resultados negativos que levaram o clube ficar entre os quatro últimos do Campeonato Brasileiro, Dorival foi demitido no dia 28 de outubro.

Fluminense[editar | editar código-fonte]

Comandou o clube a partir de 11 de novembro de 2013, em substituição à Vanderlei Luxemburgo, com a missão de tirar o time da zona de rebaixamento nas últimas rodadas do Campeonato Brasileiro.[17] Com o caso do Flamengo[18][19] perder quatro pontos no STJD pela escalação irregular do jogador André Santos, Dorival teve êxito.

Palmeiras[editar | editar código-fonte]

No dia 3 de setembro de 2014, assumiu o comando do Palmeiras e assinou contrato até dezembro.[20] A equipe conseguiu se salvar do rebaixamento para a série B apenas na última rodada, com a pior pontuação do primeiro time fora da zona dos quatro últimos rebaixados desde a edição de 2006, com 40 pontos.[21] No dia seguinte foi demitido.[22]

Retorno ao Santos[editar | editar código-fonte]

Em 9 de julho de 2015, o técnico acertou seu retorno ao Santos até o final de 2017.[23] Dorival assumiu o time em crise, ocupando o 18° do Campeonato Brasileiro.[24] Em pouco tempo recuperou os resultados, tirando o time da zona de rebaixamento. Encerrou o Brasileirão em 7º lugar e ficou com o vice na Copa do Brasil, perdendo para o Palmeiras na final.

No primeiro semestre de 2016, Dorival levou o Santos ao título do Campeonato Paulista. Já pela Copa do Brasil, o time acabou sendo eliminado pelo Internacional nas quartas de finais. Mesmo com um orçamento limitado, o Peixe terminou o Campeonato Brasileiro como vice-campeão, garantindo assim, após cinco anos, uma vaga na Copa Libertadores da América.

O treinador foi demitido do Santos no dia 4 de junho de 2017, após uma derrota por 2–0 diante do Corinthians, pela 4ª rodada do Campeonato Brasileiro.[25] No total, somando as duas passagens, Dorival comandou o Peixe em 189 partidas, com 111 vitórias, 34 empates e 44 derrotas.[26]

São Paulo[editar | editar código-fonte]

Em 5 de julho de 2017, foi anunciado pelo presidente Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco, como novo treinador do São Paulo, assinando até o fim de 2018 para substituir Rogério Ceni.[27]

Em 9 de março de 2018, um dia após derrota no clássico para o Palmeiras, foi demitido. No total, comandou o São Paulo em 40 partidas, com 17 vitórias, 11 empates e 12 derrotas.[28]

Retorno ao Flamengo e trabalho a curto prazo[editar | editar código-fonte]

Em 28 de setembro de 2018, acertou o seu retorno ao Flamengo para comandar a equipe nos últimos doze jogos do Campeonato Brasileiro.[29]

Athletico Paranaense[editar | editar código-fonte]

No dia 27 de dezembro de 2019, foi anunciado como novo treinador do Athletico Paranaense para 2020.[30]

Foi demitido em 28 de agosto de 2020, após uma sequência de quatro derrotas seguidas no Campeonato Brasileiro.[31]

Ceará[editar | editar código-fonte]

Depois de pouco mais de um ano e meio do seu último trabalho, foi anunciado como novo treinador do Ceará no dia 28 de março de 2022.[32]

Flamengo (terceira passagem)[editar | editar código-fonte]

Após a demissão do português Paulo Sousa, Dorival foi anunciado pelo Flamengo no dia 10 de junho de 2022.[33] O treinador reestreou pela equipe rubro-negra no dia seguinte, na derrota por 3–1 contra o Internacional, fora de casa, válida pela 11ª rodada do Campeonato Brasileiro.[34]

Em 7 de setembro, após o Flamengo eliminar o Vélez Sarsfield, chegou a sua primeira final de Copa Libertadores da América. Depois de assumir o lugar de Paulo Sousa, que comandou o Rubro-Negro na fase de grupos, o treinador chegou na final com 100% de aproveitamento, com seis vitórias em seis jogos da fase mata-mata.[35]

Conquistou seu primeiro título pelo Rubro-Negro no dia 19 de outubro, após superar o Corinthians na final da Copa do Brasil. As equipes, que já haviam empatado em 0–0 no jogo de ida,[36] novamente empataram no jogo da volta, dessa vez por 1–1. No entanto, o Flamengo venceu por 6–5 na disputa por pênaltis e conquistou seu quarto título da competição, o segundo de Dorival.[37] Já no dia 29 de outubro, após a vitória por 1–0 sobre o Athletico Paranaense na final realizada em Guaiaquil, o treinador sagrou-se campeão da Copa Libertadores da América.[38]

Saída[editar | editar código-fonte]

Dorival anunciou sua saída do Flamengo no final da noite de 25 de novembro. Com contrato até o final de 2022, o treinador não teve seu vínculo renovado para 2023 e deixou o clube rubro-negro pouco mais de cinco meses após sua chegada.[39][40] Pesou na decisão a queda técnica que o time apresentou nas duas finais disputadas, contra Corinthians e Athletico-PR, além das quatro rodadas finais do Campeonato Brasileiro, em que perdeu três jogos e empatou um.[41]

Controvérsias[editar | editar código-fonte]

Ganso e Neymar[editar | editar código-fonte]

Dorival esteve envolvido em episódios polêmicos com o meio-campista Paulo Henrique Ganso e o atacante Neymar:

  • Em 2 de maio de 2010, na decisão do Campeonato Paulista de 2010, Ganso se recusou a obedecer a uma ordem direta de substituição de Dorival Júnior e permaneceu em campo até o final.[42]
  • Já no dia 15 de setembro, em uma partida contra o Atlético Goianiense, ao receber ordens de Dorival, para não bater o pênalti, Neymar, furioso, discutiu com o treinador.[43] Segundo o site esportivo Lance!, a fúria de Neymar continuou após o jogo, no vestiário, chegando, inclusive, a atirar um copo com isotônico no auxiliar de Dorival.[44] O técnico da equipe goiana, René Simões, disse nunca ter visto um jogador tão "mal-educado" como Neymar e que estão "criando um monstro". O técnico da Seleção Brasileira, Mano Menezes, repudiou a atitude de Neymar.[45][46] O episódio acabou culminando com a demissão de Dorival.[47]
  • Em 6 de outubro do mesmo ano, o periódico esportivo Lance! publicou uma reportagem na qual afirma que noitada de Neymar e de outros jogadores santistas com garotas de programa após um jogo contra o Grêmio, em Porto Alegre, iniciou queda de Dorival pois este, ao saber do ocorrido que foi registrado por câmeras de segurança do hotel em que a equipe estava hospedada, ficou revoltado e pediu punição a Neymar e os outros jogadores à diretoria do Santos, mas não foi atendido;[48]
  • Em 5 de janeiro de 2011, numa entrevista, o ex-volante santista Roberto Brum fez uma revelação polêmica sobre a demissão de Dorival: segundo o jogador, o elenco foi ameaçado de "não ganhar salário se Neymar não jogasse contra o Corinthians" e afirmou que "nem o presidente (Luis Álvaro de Oliveira Ribeiro) e nem o diretor de futebol (Pedro Luiz Nunes Conceição) queriam a demissão dele (Dorival). Mas a ordem veio lá de cima, de São Paulo. Ordem acima do presidente". Brum acrescentou que "o Dorival precisava ganhar o comando do grupo, e isso só ia acontecer com a punição ao Neymar. O Dorival precisava ser respeitado. Ele é uma autoridade e o Neymar tinha que entender isso".[49]

Vida pessoal[editar | editar código-fonte]

Dorival Júnior é casado e pai de três filhos, dois meninos e uma menina. É sobrinho de Dudu, ex-volante e ídolo do Palmeiras nas décadas de 1960 e 1970. Desde 2010, seu filho Lucas Silvestre trabalha como auxiliar do treinador.[50]

Estatísticas como treinador[editar | editar código-fonte]

Atualizadas até 12 de novembro de 2022

Clube Jogos Vitórias Empates Derrotas Aproveitamento
Ferroviária 8 2 2 4 33.33%
Figueirense 81 31 23 27 47.74%
Fortaleza 25 13 8 4 62.67%
Criciúma 7 3 1 3 47.62%
Juventude 4 1 0 3 25%
Sport 37 19 10 8 60.36%
Avaí 9 3 1 5 37.03%
São Caetano 32 16 5 11 55.21%
Cruzeiro 40 19 6 15 52.5%
Coritiba 67 32 15 20 55.22%
Vasco da Gama 91 47 24 20 69.89%
Santos 189 111 34 44 64,73%
Atlético Mineiro 51 25 10 16 55.56%
Internacional 63 32 18 13 60.31%
Fluminense 5 3 1 1 66.67%
Palmeiras 20 6 5 9 38.33%
São Paulo 40 17 11 12 51.67%
Athletico Paranaense 18 9 3 6 55.56%
Ceará 18 11 4 3 68.52%
Flamengo[51] 90 47 22 21 60.37%

Títulos como jogador[editar | editar código-fonte]

Joinville
Grêmio
Juventude
Matonense

Títulos como treinador[editar | editar código-fonte]

Figueirense
Sport
Coritiba
Vasco da Gama
Santos
Internacional
Athletico Paranaense
Flamengo

Prêmios individuais[editar | editar código-fonte]

Honrarias[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. «Dorival (ou melhor, Júnior) brilhou como jogador nas páginas de PLACAR». Placar. 14 de julho de 2022. Consultado em 30 de outubro de 2022 
  2. «Dorival Júnior é o novo técnico do Vasco». GloboEsporte.com. 12 de dezembro de 2008. Consultado em 3 de agosto de 2022 
  3. Márcio Iannacca (27 de novembro de 2009). «Dorival Júnior não permanece no Vasco em 2010». GloboEsporte.com. Consultado em 3 de agosto de 2022 
  4. Gabriel Carneiro e Eder Traskini (10 de março de 2020). «Santos de 2010 foi mais importante do que você lembra no futebol brasileiro». UOL. Consultado em 3 de agosto de 2022 
  5. Adilson Barros e Marcelo Prado (21 de setembro de 2010). «Santos demite Dorival Júnior por insubordinação». GloboEsporte.com. Consultado em 3 de agosto de 2022 
  6. Bernardo Lacerda (25 de setembro de 2010). «Atlético-MG anuncia Dorival Júnior como substituto de Luxemburgo». UOL. Consultado em 3 de agosto de 2022 
  7. «Conheça Paulo Storani, o ex-capitão do Bope que foi a inspiração do Galo». GloboEsporte.com. 27 de outubro de 2010. Consultado em 31 de outubro de 2022 
  8. «Você se lembra? Com três gols de Obina e um de Réver, Atlético-MG vence o Cruzeiro, em 2010». GloboEsporte.com. 16 de setembro de 2018. Consultado em 31 de outubro de 2022 
  9. «Confira a trajetória de Dorival Júnior, novo técnico do Inter». GZH. 12 de agosto de 2011. Consultado em 30 de outubro de 2022 
  10. «A diferença é Damião: Inter bate o Botafogo na estreia de Dorival». GloboEsporte.com. 17 de agosto de 2011. Consultado em 30 de outubro de 2022 
  11. «Em noite mágica de Damião, Inter vence Independiente e é campeão da Recopa». GZH. 24 de agosto de 2011. Consultado em 30 de outubro de 2022 
  12. Diego Guichard (13 de maio de 2012). «Em jogo duro no Beira-Rio, D'Ale incendeia, e Inter é campeão gaúcho». GloboEsporte.com. Consultado em 30 de outubro de 2022 
  13. Diego Guichard (20 de julho de 2012). «Ídolo no comando: Fernandão é confirmado como técnico do Inter». GloboEsporte.com. Consultado em 3 de agosto de 2022 
  14. Janir Júnior (25 de julho de 2012). «Dorival Júnior acerta com o Fla e assina até o fim de 2013». GloboEsporte.com. Consultado em 3 de agosto de 2022 
  15. Richard Souza (16 de março de 2013). «Sem acordo por redução salarial, Dorival não é mais técnico do Fla». GloboEsporte.com. Consultado em 3 de agosto de 2022 
  16. Gustavo Rotstein (10 de julho de 2013). «Dorival Júnior é o novo técnico do Vasco». GloboEsporte.com. Consultado em 3 de agosto de 2022 
  17. «Diretoria do Flu age rápido e anuncia a contratação do técnico Dorival Junior». GloboEsporte.com. 11 de novembro de 2013. Consultado em 3 de agosto de 2022 
  18. «Classificação - Campeonato Brasileiro de Futebol - Série A 2013». Confereção Brasileira de Futebol 
  19. Richard Souza e Vicente Seda (16 de dezembro de 2013). «Flamengo perde quatro pontos no STJD, mas segue na Série A». GloboEsporte.com. Consultado em 3 de agosto de 2022 
  20. Luan de Sousa (3 de setembro de 2014). «Sobrinho de Dudu, Dorival Júnior é o novo técnico do Palmeiras». Site oficial do Palmeiras. Consultado em 1 de setembro de 2022 
  21. «Palmeiras se salva, mas é pior do que Corinthians rebaixado». Terra. 8 de dezembro de 2014. Consultado em 1 de setembro de 2022 
  22. «Palmeiras muda comando do futebol». Site oficial do Palmeiras. 8 de dezembro de 2014. Consultado em 1 de setembro de 2022 
  23. Bruno Giufrida e Marcelo Braga (9 de julho de 2015). «Dorival Júnior acerta volta ao Santos e substitui Marcelo Fernandes na Vila». GloboEsporte.com. Consultado em 1 de setembro de 2022 
  24. «No Santos, Dorival tem seu melhor início de trabalho desde... o Santos». Terra. 22 de agosto de 2015. Consultado em 3 de agosto de 2022 
  25. Lucas Musetti (4 de junho de 2017). «Santos demite técnico Dorival Júnior». GloboEsporte.com. Consultado em 3 de agosto de 2022 
  26. Gabriela Brino e Russel Dias (4 de junho de 2017). «Caiu! Após nova derrota em clássico, Santos demite Dorival Júnior». LANCE!. Consultado em 3 de agosto de 2022 
  27. Marcelo Hazan (5 de julho de 2017). «São Paulo anuncia Dorival Júnior como novo técnico; acordo vai até fim de 2018». GloboEsporte.com. Consultado em 3 de agosto de 2022 
  28. Leandro Canônico e Marcelo Hazan (9 de março de 2018). «Dorival Júnior é demitido pelo São Paulo». GloboEsporte.com. Consultado em 3 de agosto de 2022 
  29. Amanda Kestelman, Cahê Mota e Eric Faria (28 de setembro de 2018). «Dorival assume o Fla e já comanda contra o Bahia; desejo de papo com Barbieri segura anúncio». GloboEsporte.com. Consultado em 3 de agosto de 2022 
  30. «Dorival Júnior é o novo treinador do Athletico Paranaense». Site oficial do Athletico Paranaense. 27 de dezembro de 2019. Consultado em 3 de agosto de 2022 
  31. Monique Silva e Nadja Mauad (28 de agosto de 2020). «Dorival Júnior é demitido no Athletico após série de quatro derrotas no Brasileirão». GloboEsporte.com. Consultado em 3 de agosto de 2022 
  32. Beatriz Carvalho (28 de março de 2022). «Ceará anuncia Dorival Júnior como novo treinador». GloboEsporte.com. Consultado em 3 de agosto de 2022 
  33. Letícia Marques (10 de junho de 2022). «Flamengo oficializa contratação do técnico Dorival Júnior». UOL. Consultado em 28 de novembro de 2022 
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