Gilson Kleina

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Gilson Kleina
Gilson Kleina
Kleina na Chapecoense em 2022
Informações pessoais
Nome completo Gilson Kleina
Data de nasc. 30 de março de 1968 (54 anos)
Local de nasc. Curitiba, (PR), Brasil
Nacionalidade brasileiro
Apelido Fred Flintstone, Ulisses Costa
Informações profissionais
Período em atividade 1999–presente
Clube atual Chapecoense
Função Treinador
Times/Equipas que treinou
2001
2002
2003
2004
2004
2005
2005
2005
2005
2006
2006–2007
2007
2007
2007–2008
2009
2009
2010
2010
2011–2012
2012–2014
2014
2015
2016
2016–2017
2017
2017–2018
2018
2019
2019–2020
2020
2021–2022
2022–
Villa Nova
Iraty
Criciúma
Paraná
Iraty
Caldense
Cianorte
Paysandu
Coruripe
Gama
Ipatinga
Paraná
Caxias
Vila Nova
Duque de Caxias
Boavista-RJ
Ipatinga
Duque de Caxias
Ponte Preta
Palmeiras
Bahia
Avaí
Coritiba
Goiás
Ponte Preta
Chapecoense
Ponte Preta
Criciúma
Ponte Preta
Náutico
Ponte Preta
Chapecoense
Última atualização: 21 de março de 2022

Gilson Kleina (Curitiba, 30 de março de 1968) é um treinador de futebol brasileiro. Atualmente comanda a Chapecoense.

Carreira[editar | editar código-fonte]

Início[editar | editar código-fonte]

Iniciou sua carreira como auxiliar técnico de Abel Braga, no Coritiba, no Olympique de Marselha, no Atlético-MG e no Botafogo.

Já treinou vários clubes como: Villa Nova, Iraty, Criciúma, Paraná Clube; Caldense, Cianorte, Paysandu, Coruripe, Gama; Sampaio Corrêa; Ipatinga, Caxias e ultimamente esteve no Vila Nova, Duque de Caxias, Boavista-RJ e novamente no Ipatinga.

No Duque de Caxias, recuperou o clube de situações ruins e foi ídolo da torcida do tricolor da Baixada Fluminense.

Ponte Preta[editar | editar código-fonte]

Posteriormente, assumiu em 2010 o comando da Ponte Preta, equipe de Campinas, cidade localizada no interior do estado de São Paulo.

Em março de 2011, chegou a ser anunciado como novo comandante do Fluminense,[1] mas recusou o convite e continuou no clube campineiro.

No dia 19 de novembro de 2011, levou a Ponte Preta de volta a Série A do Brasileirão, após 6 anos, em um jogo ganho por 4-1 diante da equipe do ABC de Natal em Campinas.

No ano seguinte, levou a Ponte Preta às semifinais do Campeonato Paulista. Saiu da Ponte em setembro de 2012, chamado de traidor e mercenário pela torcida por ter deixado o time no meio do Campeonato Brasileiro e ter aceitado proposta do Palmeiras por questões financeiras.[carece de fontes?]

Palmeiras[editar | editar código-fonte]

2012[editar | editar código-fonte]

Em setembro de 2012, assinou contrato até o fim de 2013 com o Palmeiras, em substituição a Luiz Felipe Scolari, que foi demitido devido a maus resultados.[2] Ao assumir o comando do alviverde, o clube encontrava-se na penúltima colocação do Campeonato Brasileiro, com apenas 20 pontos conquistados em 25 rodadas.[3] Sua estreia foi contra o Figueirense, em Santa Catarina, onde o Palmeiras venceu por 3–1.[4]

O Palmeiras engatou uma boa sequência de vitórias,[5] vencendo a Ponte Preta pelo Campeonato Brasileiro[6] e o Millonarios pela primeira partida das oitavas-de-final da Copa Sul-Americana de 2012.[7] Entretanto, após uma derrota para o São Paulo pelo Brasileiro, o Palmeiras entrou em mais uma espiral de maus resultados, foi eliminado da Sul-Americana,[8] e não conseguiu mais se recuperar no Brasileiro,[5] sendo rebaixado para a Série B de 2013 após empate contra o Flamengo na antepenúltima rodada.[9]

2013[editar | editar código-fonte]

"Trabalhar no Palmeiras é igual morar em Israel. Ao primeiro toque da sirene, você já tem que ficar alerta para ver o que vai acontecer."

Kleina, em 2013, sobre treinar o Palmeiras[10]

Apesar do rebaixamento, Kleina permaneceu no Palmeiras para a reestruturação do clube para o ano de 2013. Em março, pela primeira fase do Campeonato Paulista, o clube sofreu uma derrota vexatória para o Mirassol. O treinador, entretanto, foi respaldado pelo então presidente do Palmeiras, Paulo Nobre.[11]

Embora com um elenco limitado, Kleina conseguiu classificar o Palmeiras à fase eliminatória do Campeonato Paulista e da Libertadores.[12] Entretanto, foi eliminado pelo Santos[13] e Tijuana, respectivamente.[14]

Com um elenco levemente reforçado após a parada para a Copa das Confederações de 2013,[15] Kleina fez o Palmeiras conseguir bons resultados na Série B e manter-se entre os primeiros colocados durante boa parte do torneio. Conseguiu o acesso à primeira divisão em outubro, ao empatar com o São Caetano em casa.[16] Sagrou-se campeão com o Alviverde semanas depois, em novembro, ao vencer o Boa Esporte, na antepenúltima rodada.[17]

Mesmo com a boa campanha na Série B, o técnico não era a prioridade da diretoria para comandar o Palmeiras no ano do centenário.[18] O clube chegou a negociar com o técnico argentino Marcelo Bielsa, mas o alto salário exigido pelo técnico não foi aceito pela cúpula Alviverde.[18] Após o fracasso com Bielsa, a diretoria procurou Kleina e ofereceu um contrato por produtividade, no qual, o salário seria inferior aos oferecidos no mercado, porém, se alcançasse os objetivos estipulados pela diretoria, poderia aumentar.[18] Após longa reunião sobre discussões de salários, Kleina e Palmeiras chegaram a um denominador comum e o treinador assinou sua renovação até o fim de 2014.[18]

2014[editar | editar código-fonte]

Completou 100 jogos comandando o Palmeiras no dia 30 de março, em partida das semifinais do Campeonato Paulista diante do Ituano, onde o Palmeiras foi derrotado por 1–0 e eliminado da competição.[19]

Em 8 de maio, após derrota para o Sampaio Corrêa, do Maranhão, pela Copa do Brasil, Kleina foi demitido do Palmeiras.[20]

Bahia[editar | editar código-fonte]

Acertou com Bahia, após dias de indefinição.[21]

Gilson Kleina entrou em um acordo com a diretoria do Bahia e deixou o clube no penúltimo colocado e com 39% de aproveitamento.[22]

Avaí[editar | editar código-fonte]

Em 24 de março de 2015, Gilson Kleina é contratado para tentar livrar o Avaí da lanterna do quadrangular do Campeonato Catarinense.[23]

No dia 10 de novembro de 2015, após 7 partidas sem vencer pelo Campeonato Brasileiro, e com a equipe ameaçada de rebaixamento, Gilson Kleina foi demitido.[24]

Coritiba[editar | editar código-fonte]

No dia 11 de Dezembro de 2015, Gilson Kleina é oficializado como novo treinador do Coritiba para a temporada de 2016.[25]

No dia 1 de Junho de 2016 Gilson Kleina é demitido do Coritiba após uma derrota de 4 x 3 para Chapecoense na Vila Capanema, pela 5ª rodada do Campeonato Brasileiro.[26]

Goiás[editar | editar código-fonte]

Em 04 de setembro de 2016, Gilson Kleina acertou com o Goiás para comandar a equipe no restante da temporada, .[27] salvando-a do rebaixamento para a série C. No dia 23 de novembro de 2016, Gilson Kleina acertou sua renovação com Goiás para 2017.[28]

Retorno à Ponte Preta[editar | editar código-fonte]

Em 23 de março de 2017 foi contratado pela Ponte Preta.[29] Foi demitido em 16 de setembro de 2017 após uma derrota em pleno Moisés Lucarelli para o Atlético-GO pelo Campeonato Brasileiro.[30]

Chapecoense[editar | editar código-fonte]

Em 16 de Outubro de 2017, foi anunciado como novo treinador da Chapecoense.[31]

Em 6 de agosto, após o empate com o Sport, foi demitido do clube.[32]

Náutico[editar | editar código-fonte]

Em 14 de agosto de 2020, foi anunciado como novo treinador do Náutico.[33] Rescindiu seu contrato em novembro.[34]

Quinta passagem pela Ponte Preta[editar | editar código-fonte]

Em maio de 2021, Kleina foi anunciado como técnico da Ponte Preta para a disputa da Série B do Campeonato Brasileiro de 2021.[35] Foi demitido em fevereiro de 2022, após derrota por 0—3 no Derby Campineiro pelo Campeonato Paulista; foi a quinta passagem do treinador pela equipe.[36]

Retorno à Chapecoense[editar | editar código-fonte]

No dia 20 de março de 2022, Kleina foi apresentado como novo treinador da equipe da Chapecoense[37]

Estatísticas como treinador[editar | editar código-fonte]

Atualizado até 28 de agosto de 2019.

Clube Jogos Vitórias Empates Derrotas Aproveitamento
Ponte Preta 161 70 44 47 52.59%
Palmeiras 105 56 20 29 59.68%
Bahia 23 6 7 10 36.23%
Avaí 41 13 10 18 39.84%
Coritiba 28 13 5 10 52.38%
Goiás 26 13 5 8 56.41%
Chapecoense 51 21 20 10 54.25%
Criciúma 21 7 5 9 41.27%

Títulos[editar | editar código-fonte]

Como treinador[editar | editar código-fonte]

Palmeiras
Coruripe
Iraty

Referências

  1. Globoesporte.com. «"Gilson Kleina assume o Flu. 'Não tenho nada a ver com isso', diz Abel"». Consultado em 21 de março de 2011 
  2. «Gilson Kleina se despede da Ponte e é o novo técnico do Palmeiras». Globo Esporte. 19 de setembro de 2012. Consultado em 20 de maio de 2021 
  3. «Gilson Kleina é o novo técnico do Palmeiras». O Globo. 19 de setembro de 2012. Consultado em 7 de junho de 2021 
  4. «ASSUNÇÃO BRILHA, WILSON FALHA, E VERDÃO VENCE 'FINAL' CONTRA O FIGUEIRA». Globo Esporte. 22 de setembro de 2012. Consultado em 27 de junho de 2021 
  5. a b Leo Miranda (10 de maio de 2014). «A cronologia tática da "Era Kleina" no Palmeiras». Blog Painel Tático - Globo Esporte. Consultado em 27 de junho de 2021 
  6. «COM CASA CHEIA, VERDÃO BATE PONTE E DÁ NOVO PASSO PARA SAIR DO BURACO». Globo Esporte. 29 de setembro de 2012. Consultado em 27 de junho de 2021 
  7. «RESERVAS DECIDEM, E VERDÃO ABRE BOA VANTAGEM CONTRA O MILLONARIOS». Globo Esporte. 2 de outubro de 2012. Consultado em 27 de junho de 2021 
  8. «APÁTICO, PALMEIRAS É ATROPELADO PELO MILLONARIOS E SAI DA SUL-AMERICANA». Globo Esporte. 23 de outubro de 2012. Consultado em 28 de setembro de 2021 
  9. «Dez anos depois, Palmeiras repete vexame e é rebaixado no Brasileiro». Terra Esportes. 19 de novembro de 2012. Consultado em 7 de junho de 2021 
  10. «Trabalhar no Palmeiras é como morar em Israel, diz Kleina». Folha. 22 de março de 2013. Consultado em 7 de junho de 2021 
  11. «Nobre considera goleada em Mirassol uma "fatalidade que acontece"». Terra Esportes. 28 de março de 2013. Consultado em 7 de junho de 2021 
  12. «Empurrado por 35 mil, Palmeiras vence Libertad e está nas oitavas da Libertadores». ESPN. 11 de abril de 2013. Consultado em 8 de junho de 2021 
  13. «RAFAEL BRILHA NOS PÊNALTIS, SANTOS VENCE O PALMEIRAS E CHEGA À SEMI». Globo Esporte. 27 de abril de 2013. Consultado em 8 de junho de 2021 
  14. «COM FRANGO DE BRUNO, PALMEIRAS PERDE PARA O TIJUANA E É ELIMINADO». Globo Esporte. 14 de maio de 2013. Consultado em 8 de junho de 2021 
  15. «Eguren conta com gringos Valdivia e Mendieta para se entrosar no Verdão». Globo Esporte. 8 de julho de 2013. Consultado em 8 de junho de 2021 
  16. «VOLTOU! EM JOGO POLÊMICO, PALMEIRAS EMPATA COM AZULÃO E FESTEJA ACESSO». Globo Esporte. 26 de outubro de 2013. Consultado em 7 de junho de 2021 
  17. «Missão cumprida: Palmeiras vence o Boa Esporte e conquista a Série B». Globo Esporte. 16 de novembro de 2013. Consultado em 7 de junho de 2021 
  18. a b c d «Kleina aceita oferta, renova e será o técnico do Palmeiras no centenário». Globo Esporte. 26 de novembro de 2013. Consultado em 7 de junho de 2021 
  19. «No jogo 100 de Kleina, Palmeiras dá vexame e cai para o Ituano com gol de ex-corintiano». ESPN. 30 de março de 2014. Consultado em 20 de maio de 2021 
  20. «Gilson Kleina é demitido do Verdão: "Acabou o ciclo", afirma treinador». Globo Esporte. 8 de maio de 2014. Consultado em 7 de junho de 2021 
  21. Fim da novela no Tricolor: Gilson Kleina é o novo treinador do Bahia
  22. Gilson Kleina e Bahia entram em acordo, e treinador deixa o clube
  23. Avaí altera planejamento e anuncia Gilson Kleina como novo treinador
  24. «Avaí acerta a saída de Gilson Kleina e busca "fato novo" com Raul Cabral». Consultado em 2 de julho de 2016 
  25. «Gilson Kleina confirma acerto para treinar o Coritiba na temporada 2016». Consultado em 2 de julho de 2016 
  26. «Coritiba oficializa demissão de Gilson Kleina após nova derrota no Brasileirão». Consultado em 2 de julho de 2016 
  27. «Goiás e Gilson Kleina se acertam e técnico assume o time nesta segunda». globoesporte.com 
  28. «Gilson Kleina fica no Goiás e já planeja pré-temporada para o ano que vem». globoesporte.com 
  29. «Ponte encerra novela e anuncia Gilson Kleina com brincadeira sobre apelido». globoesporte.com 
  30. «Gilson Kleina não resiste a nova derrota e é demitido da Ponte Preta». ESPN 
  31. «Com missão de seguir na Série A, Gilson Kleina acerta com a Chapecoense». Consultado em 16 de outubro de 2017 
  32. «Após novo empate, Gilson Kleina é demitido da Chapecoense». Globo Esporte. 6 de agosto de 2018. Consultado em 20 de maio de 2021 
  33. «Gilson Kleina é oficializado como o novo técnico do Náutico». Lancepress. 15 de agosto de 2020. Consultado em 20 de maio de 2021 
  34. «Empresário confirma saída de Gilson Kleina do Náutico; clube se pronuncia nesta quarta». Globo Esporte. 17 de novembro de 2020. Consultado em 20 de maio de 2021 
  35. «Ponte Preta anuncia retorno de Gilson Kleina para disputar a Série B». ESPN. 28 de maio de 2021. Consultado em 6 de junho de 2021 
  36. «Ponte Preta define saída de Gilson Kleina após derrota no dérbi». GE. 19 de fevereiro de 2022. Consultado em 20 de fevereiro de 2022 
  37. «Chapecoense anuncia Gilson Kleina». GloboEsporte.com. 20 de março de 2022. Consultado em 21 de março de 2022 

Precedido por
Lori Sandri
Marcelo Chamusca
Treinador do Criciúma
2003
2019
Sucedido por
Doriva
Waguinho Dias
Precedido por
Saulo de Freitas
Zetti
Treinador do Paraná
2004
2007
Sucedido por
Paulo Campos
Saulo de Freitas
Precedido por
Rodney Gonçalves
Joelton Urtiga (interino)
Treinador do Duque de Caxias
2009
2010
Sucedido por
Álvaro Miranda
Arthur Bernardes
Precedido por
Givanildo Oliveira
Felipe Moreira (interino)
Marcelo Chamusca
Jorginho
Fábio Moreno (interino)
Treinador da Ponte Preta
2011–2012
2017
2018
2019–2020
2021–2022
Sucedido por
Guto Ferreira
Eduardo Baptista
Mazola Júnior
João Brigatti
Hélio dos Anjos
Precedido por
Luiz Felipe Scolari
Treinador do Palmeiras
2012–2014
Sucedido por
Ricardo Gareca
Precedido por
Marquinhos Santos
Treinador do Bahia
2014
Sucedido por
Charles Fabian (interino)
Precedido por
Geninho
Técnico do Avaí
2015
Sucedido por
Raul Cabral (interino)
Precedido por
Pachequinho (interino)
Treinador do Coritiba
2016
Sucedido por
Pachequinho (interino)
Precedido por
Leonardo Condé
Treinador do Goiás
2016–2017
Sucedido por
Sílvio Criciúma (interino)
Precedido por
Emerson Cris (interino)
Bolívar (interino)
Treinador da Chapecoense
2017–2018
2022–
Sucedido por
Guto Ferreira
Precedido por
Gilmar Dal Pozzo
Treinador do Náutico
2020
Sucedido por
Hélio dos Anjos