Eduardo Baptista

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Eduardo Baptista
Informações pessoais
Nome completo Eduardo Alexandre Baptista
Data de nasc. 30 de março de 1972 (47 anos)
Local de nasc. Campinas (SP), Brasil
Nacionalidade brasileiro
Informações profissionais
Equipa atual Sem clube
Posição Ex-zagueiro
Função Técnico
Clubes de juventude
1985 Juventus
Ponte Preta [1]
Times/Equipas que treinou
1998–1999
1999–2001
1999–2001
2001–2002
2002–2003
2003
2003
2003–2005
2005
2006
2006–2007
2007
2007–2009
2009–2011
2011
2012–2014
2014
2014–2015
2015–2016
2016
2017
2017
2017–2018
2018
2019
Campinas (prep. físico)
Portuguesa (coordenador físico)
Santo André (prep.físico)
Goiás (prep.físico)
Flamengo (prep.físico)
São Caetano (prep.físico)
Nagoya Grampus (prep.físico)
Santos (prep.físico)
São Caetano (prep.físico)
Ponte Preta (prep.físico)
Corinthians (prep.físico)
Sport (prep.físico)
Kashiwa Reysol (prep.físico)
Paulista (prep.físico)
Sport (prep.físico)
Sport (interino)
Sport
Fluminense
Ponte Preta
Palmeiras
Atlético Paranaense
Ponte Preta
Coritiba
Sport
Vila Nova
Última atualização: 14 de julho de 2019

Eduardo Alexandre Baptista, mais conhecido apenas como Eduardo Baptista (Campinas, 30 de março de 1972), é um técnico e ex-futebolista brasileiro que atuava como zagueiro. Atualmente está sem clube.

Eduardo é filho do também treinador Nelsinho Baptista.

Carreira[editar | editar código-fonte]

Começo como jogador[editar | editar código-fonte]

Nascido em Campinas, começou sua carreira de jogador como zagueiro jogando pelo Juventus, mas, por ter sido um zagueiro, seu pai, Nelsinho Baptista, convenceu Eduardo a seguir outro rumo.

Como preparador físico[editar | editar código-fonte]

Após várias passagens por outros clubes para adquirir experiência, em 2002 aceitou o convite de seu pai para se juntar à equipe dele no Goiás, como preparador físico. Eduardo ficou trabalhando ao lado de Nelsinho por nove anos, porém, em função do tsunami que se abateu sobre o Japão em 2011, quando trabalhava no Kashiwa Reysol, ele acabou retornando ao Brasil, para ficar mais perto da família.[2] Em 2012, voltou ao Sport, onde já havia trabalhado ao lado de seu pai entre 2007 e 2009, enquanto Nelsinho continuou no Kashiwa.

Carreira como técnico[editar | editar código-fonte]

Sport[editar | editar código-fonte]

Em janeiro de 2014, foi nomeado técnico interino do Sport, após a demissão de Geninho e, pouco tempo depois, foi efetivado no clube.[3][4] Meses depois, consagrou-se campeão da Copa do Nordeste e do Campeonato Pernambucano.[5]

Eduardo fez grande campanha com o Sport no Nacional, deixando o clube em 11º lugar, a melhor classificação em campeonatos desde que o mesmo se tornou a ser disputado por pontos corridos, igualando o feito de seu pai, Nelsinho Baptista, terminando o Nacional com uma sequência de 8 jogos sem derrotas.

Já em 2015, após um início complicado, ficando em 3º no Estadual e sendo eliminado precocemente na Copa do Nordeste, conseguiu emplacar uma sequência de 10 jogos sem derrotas, levando o Sport a ficar entre os 4 primeiros colocados do campeonato, sendo, até o final do turno, o treinador que mais tempo ficou com seu clube no G4, os 4 melhores classificados do Campeonato, por 14 rodadas, e sendo elogiado por toda a mídia especializada por seu grande conhecimento tático e pela disposição tática e ofensiva do Sport.

No dia 13 de junho de 2015, no jogo que terminou Sport 2 a 1 Joinville, válido pelo Campeonato Brasileiro, o técnico atingiu uma grande marca, completando 100 jogos pelo Sport.

Em agosto de 2015, o nome de Eduardo apareceu entre os 100 melhores treinadores do mundo, em um ranking divulgado pelo site inglês, Coach World Ranking.[6]

Fluminense[editar | editar código-fonte]

Após uma vitoriosa passagem pelo Sport, Eduardo Baptista foi anunciado como novo treinador do Fluminense no dia 17 de setembro de 2015, com contrato até o final de 2016. A equipe vinha em crise por conta de maus resultados, e apostou no técnico para dar a volta por cima.[7] Em sua apresentação, o técnico disse que sempre viu no Fluminense uma filosofia muito parecida com a maneira de ver o futebol que ele tem: "O Fluminense tem uma filosofia muito parecida com a maneira de ver o futebol que eu tenho. Quando eu direcionei minha carreira para treinador, tracei um perfil, e sempre vi no Fluminense um clube com esse pensamento, de ter uma base forte, de ter equilíbrio, uma paciência maior com os meninos. Tudo isso está dentro do que penso no futebol. Não que o Sport não tenha isso. Mas senti que estava chegando meu fim no Sport. Vim para o Rio de Janeiro para jogar contra o Vasco, ainda pelo Sport, e recebi um telefonema do Peter Siemsen. Me senti à vontade e me deu confiança para assumir esse desafio. Estou muito feliz e honrado com essa oportunidade." - disse Eduardo Baptista.

Primeira temporada[editar | editar código-fonte]

Campeonato Brasileiro 2015[editar | editar código-fonte]

Com apenas um dia como técnico do Fluminense, ele comandou a equipe diante da Ponte Preta em Campinas, e saiu derrotado por 3x1.[8] Em crise por conta dos maus resultados, o Fluminense levou os treinos para a Escola de Educação Física do Exército, para se preparar para o jogo contra o Grêmio, pela Copa do Brasil.[9] Após um empate na Copa do Brasil, Eduardo conseguiu sua primeira vitória pelo Fluminense, por 2 a 0 contra o Goiás, encerrando um jejum de 9 jogos no clube.[10]

Após a frustrante eliminação na Copa do Brasil, só restava ao técnico livrar a equipe de qualquer chance de rebaixamento no Campeonato Brasileiro, e o Fluminense garantiu a permanência na primeira divisão após a vitória por 3x1 contra o Avaí, pela 36ª sexta rodada do Brasileirão.[11] Com essa vitória, o técnico já poderia começar o planejamento pra temporada seguinte.

Copa do Brasil 2015[editar | editar código-fonte]

Com a situação complicada no Brasileirão, Eduardo Baptista chegou com a principal missão de levar a equipe ao título da Copa do Brasil. Após uma derrota na estreia e com o clube em crise, o Fluminense levou os treinos para a Escola de Educação Física do Exército, para se preparar para o jogo de ida das oitavas-de-final da Copa do Brasil. Em seu segundo jogo pelo Fluminense, contra o Grêmio, pelo jogo de ida nas oitavas-de-final, e a equipe empatou por 0 a 0, levando a decisão para Arena do Grêmio.[12] O técnico conseguiu fortalecer o sistema defensivo, que havia levado 7 gols nos últimos 2 jogos.[13] No segundo jogo do confronto, o Fluminense conseguiu uma classificação heroica na Copa do Brasil, em um duelo em que o Grêmio era considerado o favorito pela imprensa.[14] O time enfrentou o Grêmio fora de casa, resistiu a uma grande pressão nos minutos finais e, com o empate por 1 a 1, a equipe avançou às semi-finais da competição. Eduardo vibrou muito após o apito final.[15] Nas semi-finais, enfrentou o Palmeiras e a equipe carioca venceu o primeiro jogo por 2 a 1, no segundo, em uma partida que o tricolor foi bastante pressionado pelo adversário, perdeu pelo mesmo placar e foi eliminado nos pênaltis.[16] O técnico avaliou a eliminação como injusta, pois, em sua opinião, a equipe foi superior ao adversário nos dois confrontos.[17]

Campeonato Carioca 2016[editar | editar código-fonte]

Após um péssimo começo de Campeonato Carioca, com apenas 2 vitórias, 1 empate e 3 derrotas, Eduardo Baptista é demitido do Fluminense no dia 25 de fevereiro, um dia após a derrota no clássico contra o Botafogo, por 2x0. No total, dirigiu a equipe em 26 partidas, com um pífio retrospecto de apenas 37% de aproveitamento.[18]

Ponte Preta[editar | editar código-fonte]

Após Alexandre Gallo ter sido demitido do comando da Ponte Preta, no dia 15 de abril de 2016, Eduardo Baptista foi anunciado como novo treinador da Macaca.[19] No dia 2 de dezembro de 2016, acertou sua saída da Ponte.[20]

Palmeiras[editar | editar código-fonte]

No dia 2 de dezembro de 2016, acertou sua saída da Ponte Preta para assumir o Palmeiras em 2017.[21] Foi apresentado no novo clube em 5 de janeiro de 2017. Quatro meses depois, em 4 de maio, foi demitido após o Palmeiras ser derrotado na Bolívia pelo Jorge Wilstermann, na quinta rodada da Copa Libertadores da América.[22]

Atlético Paranaense[editar | editar código-fonte]

Em 23 de maio foi contratado como novo técnico do Atlético Paranaense.[23]

Já no dia 10 de julho de 2017, foi demitido do Atlético Paranaense.[24]

Retorno à Ponte Preta[editar | editar código-fonte]

Em 20 de setembro de 2017, acertou seu retorno a Ponte Preta, assinando até o fim de 2018. O mesmo não conseguiu livrar a Macaca do rebaixamento para a segunda divisão, e o clube disputou a Série B em 2018.

No dia 9 de março de 2018 foi demitido da Ponte Preta, após uma campanha muito fraca no Campeonato Paulista.

Coritiba[editar | editar código-fonte]

No dia 16 de abril de 2018, foi anunciado como novo técnico do Coritiba, em substituição a Sandro Forner. [25]

Já no dia 10 de agosto de 2018, após empatar em 0 a 0 contra o Sampaio Corrêa, foi demitido do clube.[26]

Retorno ao Sport[editar | editar código-fonte]

Em 15 de agosto de 2018, foi anunciado como novo treinador do Sport. Eduardo retornou após três anos desde a sua saída do clube.[27] No entanto, pediu demissão com apenas 40 dias de trabalho e 16% de aproveitamento.[28][29]

Estatísticas[editar | editar código-fonte]

Atualizado até 13 de julho de 2019.

Clube Jogos Vitórias Empates Derrotas Aproveitamento
Sport 135 56 36 43 52,5%
Fluminense 26 8 5 13 37,2%
Ponte Preta 71 23 20 28 28,1%
Palmeiras 23 14 4 5 66%
Atlético Paranaense 13 5 3 5 46,1%
Coritiba 18 6 8 4 48,1%
Vila Nova 22 5 10 7 37%

Títulos[editar | editar código-fonte]

Como técnico[editar | editar código-fonte]

Sport

Como preparador físico[editar | editar código-fonte]

Kashiwa Reysol
Paulista
Sport
Goiás
Portuguesa

Como jogador[editar | editar código-fonte]

Juventus

Campanhas de destaque[editar | editar código-fonte]

Como preparador físico[editar | editar código-fonte]

Flamengo[editar | editar código-fonte]

Como técnico[editar | editar código-fonte]

Sport[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. WERLANG, Hector & LIAUSU, Lucas (26 de junho de 2015). «Detalhista e filho de mestre: Eduardo Baptista, o técnico longevo do Brasil». GloboEsporte.com. Consultado em 25 de julho de 2015 
  2. MORAES, Lula (31 de março de 2012). «Eduardo Baptista quer sair da sombra do pai famoso». GloboEsporte.com. Consultado em 25 de julho de 2015 
  3. TAVARES, Paulo Henrique & ALCOFORADO, Rômulo (31 de janeiro de 2014). «Com Geninho demitido, Eduardo Baptista assume interinamente». FolhaPE.com. Consultado em 25 de julho de 2015 
  4. Brisa Comunicação e Arte (14 de fevereiro de 2014). «Sport efetiva Eduardo Baptista como treinador para temporada 2014». Terra.com. Consultado em 25 de julho de 2015. Arquivado do original em 25 de setembro de 2015 
  5. JORGE, Thaís (9 de abril de 2014). «Neto Baiano marca, Sport arranca empate e é tricampeão do Nordestão». GloboEsporte.com. Consultado em 25 de julho de 2015 
  6. BARBOSA, Danielle (4 de agosto de 2015). «Eduardo Baptista aparece entre os melhores técnicos do mundo; veja o ranking». Torcedores.com. Consultado em 18 de agosto de 2015 
  7. «Eduardo Baptista deixa o Sport e é o novo técnico do Fluminense». Consultado em 18 de setembro de 2015 
  8. «Fluminense troca de técnico, mas segue calvário e perde da Ponte Preta». www.lancenet.com.br. Consultado em 25 de setembro de 2015 
  9. «Sob os olhares de Peter e Bittencourt, Fluminense realiza treinamento na Urca - Fluminense - O Dia». Consultado em 25 de setembro de 2015 
  10. «Com golaço e Fred decisivo, Flu encerra jejum de 9 jogos». Consultado em 1 de outubro de 2015 
  11. «Com golaço de Fred, Fluminense vence o Avaí e dá ajudinha ao Vasco - Futebol - UOL Esporte». esporte.uol.com.br. Consultado em 29 de novembro de 2015 
  12. «Fluminense não sai do zero, empata com o Grêmio e completa nove jogos sem vencer». ESPN. Consultado em 2 de novembro de 2015 
  13. «Eduardo Baptista elogia defesa do Flu, mas lamenta empate contra o Grêmio». www.folhavitoria.com.br. 24 de setembro de 2015. Consultado em 2 de novembro de 2015 
  14. «Alex Escobar vê Grêmio como favorito no duelo com o Fluminense». ZH 2014. Consultado em 2 de novembro de 2015 
  15. «Grêmio x Fluminense - Copa do Brasil 2015 - globoesporte.com». globoesporte.com. Consultado em 2 de novembro de 2015 
  16. «Fred marca, Fluminense luta, leva jogo para os pênaltis mas acaba eliminado - Fluminense - O Dia». O Dia. Consultado em 2 de novembro de 2015 
  17. «Eduardo Baptista classifica derrota do Fluminense como injusta». Terra. Consultado em 2 de novembro de 2015 
  18. «Vice demitido banca saída de técnico; Eduardo diz que não foi comunicado». Consultado em 2 de julho de 2016 
  19. Ponte Preta demite Gallo e fecha com Eduardo Baptista para o Brasileirão
  20. Ponte confirma saída, e Eduardo tem caminho livre para treinar o Palmeiras
  21. «Eduardo Baptista assina por um ano e é o novo técnico do Palmeiras». Site oficial do Palmeiras. Consultado em 16 de dezembro de 2016 
  22. Palmeiras oficializa saída do técnico Eduardo Baptista
  23. «Autuori vira diretor, e Eduardo Baptista é o novo técnico do Atlético-PR». ESPN 
  24. «Fim da linha: Atlético-PR demite o técnico Eduardo Baptista». Globoesporte.com 
  25. «Técnico chega ao clube para sequência da temporada com o objetivo de comandar a equipe na busca pelo acesso à Série A». Site oficial do Coritiba. Consultado em 16 de abril de 2018 
  26. «Coritiba demite Eduardo Baptista, diretor Augusto Oliveira e gerente Pereira». Gazeta do Povo 
  27. «Após três anos, técnico Eduardo Baptista retorna ao comando do Sport». ESPN.com 
  28. Gomes, Daniel (24 de setembro de 2018). «Eduardo Baptista pede demissão e deixa comando do Sport». GloboEsporte.com. Consultado em 14 de julho de 2019 
  29. «Reformulação: Diretoria de Futebol e técnico deixam o Sport». Site oficial do Sport. 24 de setembro de 2018. Consultado em 14 de julho de 2019 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Precedido por
Geninho
Claudinei Oliveira
Treinador do Sport
2014–2015
2018
Sucedido por
Paulo Roberto Falcão
Milton Mendes
Precedido por
Enderson Moreira
Treinador do Fluminense
2015–2016
Sucedido por
Levir Culpi
Precedido por
Alexandre Gallo
Gilson Kleina
Treinador da Ponte Preta
2016
2017–2018
Sucedido por
Felipe Moreira (interino)
Doriva
Precedido por
Cuca
Treinador do Palmeiras
2017
Sucedido por
Cuca
Precedido por
Paulo Autuori
Treinador do Atlético Paranaense
2017
Sucedido por
Fabiano Soares
Precedido por
Sandro Forner
Treinador do Coritiba
2018
Sucedido por
Tcheco
Precedido por
Umberto Louzer
Treinador do Vila Nova
2019
Sucedido por
Marcelo Cabo