Gradim (treinador de futebol)

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Gradim
Informações pessoais
Nome completo Francisco de Souza Ferreira
Data de nasc. 15 de junho de 1908
Local de nasc. Vassouras (RJ),  Brasil
Nacionalidade brasileiro
Falecido em 12 de junho de 1987 (78 anos)
Local da morte Rio de Janeiro (RJ),  Brasil
Apelido Amélia
Gradim
Gradym
Gradin
Gradín
Informações profissionais
Posição Treinador
(ex-Atacante)
Clubes profissionais
Anos Clubes Jogos (golos)
1931–1933
1933
1933–1935
1936–1947
Brasil Bonsucesso
Brasil Flamengo
Brasil Vasco da Gama
Brasil Santos
Brasil Jabaquara

5 (3)

212 (97)
Seleção nacional
1932 Brasil Brasil 1 (0)
Times/Equipas que treinou

1954
1955–1956
1957–1959
1959–1960
1961–1962
1963–1964
1966
1967
1969
1969–1970
1972
1973



Brasil Fluminense[1]
Brasil Fluminense
Brasil Fluminense
Brasil Vasco da Gama
Brasil Brasil Olímpico [2][3]
Brasil Bangu[4]
Equador Barcelona de Guayaquil
Brasil Atlético Mineiro
Brasil Campo Grande
Brasil Vasco da Gama (olheiro)
Brasil Náutico
Brasil Náutico
Brasil Náutico
Brasil Bonsucesso
Brasil Botafogo
Brasil Rio Negro
Brasil Santa Cruz

Francisco de Souza Ferreira[5][6][7], mais conhecido como Gradim (Vassouras, 15 de junho de 1908Rio de Janeiro, 12 de junho de 1987), foi um treinador e ex-futebolista brasileiro, que atuou como atacante.

Carreira[editar | editar código-fonte]

Como jogador[editar | editar código-fonte]

Bonsucesso e Vasco

Gradim foi o primeiro atleta vascaíno autor de um gol na era profissional (em vitória por 2–1, em 1933, contra o America). Antes de atuar pelo Vasco da Gama, jogou no Bonsucesso, quando foi convocado ao lado de seu companheiro de clube, o jovem Leônidas da Silva, para disputar a Copa Rio Branco no Uruguai, em dezembro de 1932, que o Brasil acabaria conquistando. Na temporada seguinte, chegou ao Gigante da Colina, tendo sido figura importante na conquista do Estadual de 1934. Naquele campeonato, marcou nove gols nos 12 jogos em que atuou na vitoriosa campanha cruz-maltina. Seu antigo parceiro Leônidas, o Diamante Negro, havia se transferido para a equipe de São Januário naquele ano, contundindo-se, no entanto, logo no início da competição.

Santos

Pouca gente sabe, mas o termo "Curinga" teve início nos anos 40 com Gradim. Conhecido como Amélia, o jogador não se importava de ficar no banco, e, quando era preciso, aparecia em qualquer posição, da quarta zaga ao comando de ataque (posição que ele mais jogou). Como diz a música: Amélia não tinha a menor vaidade (...)[nota 1].

Segundo a nova contagem de gols do Santos, foi ele o autor do gol número 2.000 do Santos, no dia 30 de abril de 1939, em uma excursão santista pela Bahia, na vitória alvinegra por 3–1 diante do Ypiranga-BA. O gol de Gradim (que foi o segundo gol, convertido numa penalidade máxima) provocou uma enorme confusão que acarretou na morte de um soldado baiano.

Gradim foi o artilheiro máximo do Santos em 1937 e 1938, com 19 e 20 gols, respectivamente. Quando deixou o alvinegro, foi defender o Jabaquara, onde encerrou sua carreira.

Como treinador[editar | editar código-fonte]

Penduradas as chuteiras, Gradim logo tornou-se técnico de futebol, estando à frente do Vasco nas conquistas do ano de 1958: o Torneio Rio-São Paulo e o Estadual (no famoso Super-supercampeonato). Porém, um de seus maiores feitos ainda estava por acontecer: em 1969, atuando como "olheiro", ele trouxe das peladas de Duque de Caxias, direto para a escolinha do Vasco, um certo garoto de 14 anos, chamado Carlos Roberto, que viria a ser nada menos do que Roberto Dinamite, um dos maiores ídolos da torcida vascaína em todos os tempos[nota 2]. O artilheiro da camisa 10, inclusive, dedicou a ele o seu gol de número 500, assinalado em 1982.

Além de Roberto Dinamite, Gradim também é conhecido por ser, praticamente, aquele que lançou ao futebol Dadá Maravilha, quando este ainda dava seus primeiros passos no Campo Grande[8].

Morte[editar | editar código-fonte]

Gradim faleceu no dia 12 de junho de 1987, três dias antes de completar 79 anos, na capital carioca.

Títulos[editar | editar código-fonte]

Como jogador[editar | editar código-fonte]

Seleção brasileira
Vasco

Como treinador[editar | editar código-fonte]

Vasco
Barcelona de Guayaquil[9]

Notas

  1. A música em questão é um samba-canção muito popular, de autoria de Ataulfo Alves e Mário Lago.
  2. Algumas fontes da Internet afirmam que foi um outro Gradim quem teria trazido Roberto Dinamite ao Vasco. Trata-se de Fernando Ramos Soares, conhecido como "Seu Gradim", que morreu no dia 23 de abril de 2010.

Referências

  1. NASSIF, Túlio. «Que Fim Levou? Jael Faria». TerceiroTempo.com. Consultado em 3 de agosto de 2013 
  2. NAPOLEÃO, Antônio Carlos; ASSAF, Roberto (2004). Seleção brasileira: 1914–2006. 1. [S.l.]: Mauad Editora Ltda. ISBN 857478186X 
  3. «Arquivo da categoria 'x Peru Restritivo'». JogosDaSeleçãoBrasileira.com. Consultado em 3 de agosto de 2013. Arquivado do original em 10 de setembro de 2013 
  4. «Futebol - Técnicos». Bangu.net. Consultado em 3 de agosto de 2013 
  5. «Gradim». Sambafoot. Consultado em 3 de agosto de 2013 
  6. «Gradim». Sambafoot. Consultado em 3 de agosto de 2013 
  7. «Gradim». Bet365.com. Consultado em 3 de agosto de 2013 [ligação inativa]
  8. NOBLAT, Ricardo (1976). «O ídolo Dadá». Revista Fatos e Fotos. Consultado em 3 de agosto de 2013 
  9. VIANA, Edson Viana & COSTA, Felippe (18 de abril de 2017). «Barcelona de Guayaquil: um clube que leva o futebol brasileiro em sua história». GloboEsporte.com. Consultado em 30 de agosto de 2017 
  10. LAROCCA LIMA, Demétrius (18 de janeiro de 2016). «A antiga relação entre técnicos brasileiros e a liga equatoriana». Alambrado.net. Consultado em 30 de agosto de 2017 
Precedido por

Zezé Moreira
Zezé Moreira
Técnico do Fluminense

1954
1955–1956
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Zezé Moreira
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Martim Francisco
Técnico do Vasco da Gama
1957–1959
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1959–1960
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1961–1962
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1963–1964
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