Bangu Atlético Clube

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Bangu
Bangu Atletico Clube.svg
Nome Bangu Atletico Clube
Alcunhas Alvirrubro
Banguzão
Gigante do Oeste
O Verdadeiro Time do Povo
Mulatinhos Rosados
Bicolor
Torcedor/Adepto Banguense
Mascote Castor
Fundação 17 de abril de 1904 (111 anos)
Estádio Proletário Guilherme da Silveira
Capacidade 9 564[1]
Localização Rio de Janeiro, (RJ), Brasil
Presidente Brasil Jorge Varela
Patrocinador Brasil Fibrolar
Brasil Frango Chic
Brasil Util
Material esportivo Brasil WA Sport
Competição Rio de Janeiro Campeonato Carioca
Rio de Janeiro Copa Rio
Divisão 2012 Rio de Janeiro A 13º colocado
Rio de Janeiro CR a disputar
Divisão 2011 Brasil CB 29º colocado
Rio de Janeiro A 13º colocado
Rio de Janeiro CR 4º colocado
Ranking nacional Aumento (4) 118º lugar, 425 pontos
Website Bangu Atlético Clube
Cores do Time Cores do Time Cores do Time
Cores do Time
Cores do Time
Uniforme
titular
Cores do Time Cores do Time Cores do Time
Cores do Time
Cores do Time
Uniforme
alternativo
Cores do Time Cores do Time Cores do Time
Cores do Time
Cores do Time
Uniforme
alternativo
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Bangu Atlético Clube (fundado como The Bangu Athletic Club) é uma agremiação esportiva brasileira, sediada no bairro Bangu na cidade do Rio de Janeiro, fundado em 17 de abril de 1904.

O clube utiliza as cores vermelha e branca, o que lhe dá a alcunha de alvirrubro. Manda seus jogos no Estádio Proletário Guilherme da Silveira, mais conhecido como Moça Bonita, com capacidade para cerca de 10 mil pessoas.

Seu maior rival no futebol é o America, com o qual disputou por muitas décadas a primazia de ser a quinta maior força do futebol fluminense e com o qual faz o clássico America versus Bangu.

É um dos clubes mais tradicionais do futebol do Rio de Janeiro[2] [3] e um dos pioneiros do futebol nacional a contar com jogadores negros e operários em seu elenco, o que contribuiu de maneira decisiva para a democratização do esporte - então elitista em seus primórdios - no Brasil.[4] [5]

Suas maiores glórias foram as conquistas do Campeonato Carioca nos anos de 1933 e 1966. Além disso, os banguenses somam outros seis vice-campeonatos estaduais e um vice-campeonato no Campeonato Brasileiro de 1985, que foi seu maior feito em uma competição de porte nacional.

História[editar | editar código-fonte]

Equipe profissional do Bangu vice-campeã da Copa Rio em 2010 e que se classificou para a Copa do Brasil. Foto de André Luiz Pereira Nunes

A origem do clube de futebol surge na Fábrica Bangu, que existia no bairro de mesmo nome, localizado na zona oeste da cidade do Rio de Janeiro, antes de mudar-se para a cidade de Petrópolis, no Estado do Rio de Janeiro. Alguns britânicos que trabalhavam no local, especialmente o escocês Thomas Donohoe, apresentaram o esporte para os brasileiros, trazendo bolas de futebol ao Brasil, ainda no Século XIX.

A primeira partida disputada no bairro de Bangu foi em 1894, embora a história "oficial" do início do futebol brasileiro não registre o fato, que conta com farta documentação reunida pelo historiador banguense Carlos Molinari. A versão que indica Charles Miller como introdutor do futebol no Brasil procura desqualificar esse momento, alegando que os jogos realizados anteriormente não ocorreram em campos com medidas oficiais, tampouco com uma organização que previa, entre outras coisas, uniformes às equipes.

Em dezembro de 1903, o inglês Andrew Procter sugeriu a fundação de um "club", após observar o entusiasmo de seus colegas. A fundação ocorreu em 17 de abril de 1904, quando foi fundado oficialmente o Bangu Atlético Clube.

O primeiro jogo aconteceu no dia 24 de julho] de 1904, contra o Rio Cricket, clube de origem inglesa de Niterói, com derrota por 5 a 0. Contudo, já no jogo seguinte, o Bangu conquistou sua primeira vitória: 6 a 0 contra o Andaraí.

Em 1905, o Bangu foi um dos fundadores da primeira Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro e, desde o início, teve seu nome vinculado à classe operária fabril e ao bairro que carrega no nome.

No Campeonato Carioca de 1916 o Bangu terminou empatado com o Botafogo na segunda colocação. O campeão foi o America, com quem o Bangu faz o importante clássico, menos visado na atualidade, mas com uma história gloriosa, America versus Bangu.

O Bangu sempre teve tradição de revelar grandes jogadores e, no final da década de 1920, lançou Domingos da Guia, lenda do futebol brasileiro conhecido como El Divino Mestre, com passagens em outros grandes clubes do Brasil, da Argentina e do Uruguai e pai de outra grande revelação do Bangu, Ademir da Guia.

Em 1921, três importantes jogadores banguenses, Claudionor Corrêa, Américo Pastor e José de Mattos, foram convocados para defender a Seleção Brasileira no Sul Americano, na Argentina, mas como eram operários da Fábrica Bangu, não foram liberados por seus chefes para disputar a competição. Em 1921, o aniversário de 17 anos do clube, o Bangu derrota o Botafogo por 3 a 1 e ganha a Taça James Hartley.

No ano de 1929 o Bangu ganhava o curioso apelido de Mulatinhos Rosados . Há duas versões para a história. Na primeira, o apelido levava em conta que o time do Bangu era formado basicamente por mulatos. Como suas camisas desbotavam ao suarem, as listras vermelhas pareciam rosadas, surgiu o nome. Na segunda versão, o presidente da época, Antônio Pedroso, para responder a um dirigente adversário que dissera "Como tem crioulo neste time!", respondeu: "Crioulos não, mulatinhos rosados". A história ocorrida com o clube brasileiro pioneiro na luta contra o racismo no futebol brasileiro, ainda em 1905, deve ser entendida de maneira extremamente simpática e singela, se não folclórica.

Em 1933, a superioridade do Bangu na conquista de seu primeiro Campeonato Carioca foi incontestável, pois, em 10 jogos, venceu 7, empatou 2 e perdeu apenas 1, com 35 gols em 10 jogos, uma média impressionante de 3,5 gols por jogo. Na final Fluminense versus Bangu, vitória sobre o tricolor por 4 a 0.

Estádio Proletário Guilherme da Silveira Filho, conhecido como Moça Bonita.

Um dos grandes jogadores da história do Bangu foi Zizinho [4], tendo liderado o Bangu no final da década de 1940 e início da de 1950, conquistando o Torneio Início de 1950, o primeiro título de um clube no Maracanã, o vice-campeonato carioca de 1951 e o Torneio Início do Torneio Rio-São Paulo, também em 1951, na final carioca contra o rival America. Em 2001 Zizinho foi reconhecido e recebeu um diploma oficial do clube como a maior expressão Banguense nos gramados [5], é considerado por muitos até hoje como maior ídolo do Bangu. [6]

Em 1959 o Bangu foi vice-campeão carioca empatado com o Botafogo, tendo os dois clubes feito uma partida extra para decidir a segunda vaga carioca para a Taça Brasil. Alguns sites, erroneamente, apontam essa partida como decisão do segundo lugar.

Status de Campeão Mundial. Em 1960, novamente uma conquista pioneira: a International Soccer League de 1960 ao enfrentar a Sampdoria (Itália), Rapid Wien (Áustria), Sporting (Portugal), Estrela Vermelha de Belgrado (Iugoslávia), IFK Norrköping (Suécia), e Kilmarnock (Escócia). Sob o comando de Tim, o Bangu conquistara, de maneira invicta, o primeiro torneio de futebol profissional realizado em terras norte-americanas. Uma bela campanha, composta de 5 vitórias e 1 empate, 16 gols a favor e 3 contra (saldo de 13 gols). Ademir da Guia ainda foi eleito o melhor jogador do torneio. Também participaram desta competição, embora o Bangu não tenha chegado a enfrentar, Bayern Munique (Alemanha), Nice (França), Burnley (Inglaterra), New York Americans (EUA) e Glenavon (Irlanda do Norte).

Segundo o jornal norte-americano The New York Times, a ISL era reconhecida e tinha a aprovação da FIFA.[6] . A própria FIFA cita esse torneio em seu site oficial.[7] Tanto a imprensa [8] [9] quanto os torcedores dos clubes campeões reconhecem o torneio como mundial de clubes.

Entre 11 de junho de 1961 e 17 de abril de 1963 o Bangu realizou a sua maior série invicta internacional, com 17 jogos (12 vitórias e 5 empates), enfrentando times e seleções da Inglaterra, Canadá, Escócia, Suriname, Bolívia, Colômbia, Equador e Grécia.

Depois dos vice-campeonatos de 1964 e 1965, finalmente o Bangu reconquistaria o título do Campeonato Carioca de 1966, com 15 vitórias e 2 empates em 18 jogos, e com um 3 a 0 na decisão contra o Club de Regatas do Flamengo, já aos 3 minutos do segundo tempo, fazendo com que o atacante Almir Pernambuquinho, do Flamengo, arrumasse uma enorme briga para acabar de vez com o jogo e não sofrer uma humilhação ainda maior.

Em 1967, o Bangu seria novamente vice-campeão no Campeonato Carioca, perdendo o título no último jogo para o Botafogo pelo placar de 2 a 1.

Em 14 de março de 1970, jogando no Estádio de Moça Bonita, o Bangu empatou com a Seleção Brasileira que seria tricampeã mundial: 1 a 1 .

Em 1984, o Bangu foi campeão da XIV President's Cup da Coréia do Sul, um torneio internacional disputado em Seul, na Coreia do Sul.

Foi vice-campeão no Campeonato Carioca de 1985 e vice-campeão no Campeonato Brasileiro, ao perder a final para o Coritiba nos pênaltis, após empate por 1 a 1 no tempo normal.

Fachada do Bangu Atlético Clube.

Participou, pela primeira vez, da Taça Libertadores da América de 1986. Todavia, seus resultados não foram nada convincentes: dois empates(1 a 1 com o Coritiba e 3 a 3 com o Deportivo Quito) e quatro derrotas (1 a 0 e 2 a 1 para o Barcelona de Guayaquil, 3 a 1 para o Deportivo Quito e 2 a 0 para o Coritiba).

Além dos títulos conquistados, o Bangu teve também, os artilheiros dos campeonatos cariocas de 1920, (Claudionor, 17 gols), 1922, (Pastor, 10 gols), 1930, (Ladislau da Guia, 20 gols), 1933, (Tião, 15 gols), 1935, (Ladislau da Guia, 18 gols), 1963, (Bianchini, 18 gols), 1966, (Paulo Borges, 16 gols), 1967, (Paulo Borges, 13 gols) e em 1984, (Cláudio Adão, 12 gols).

Ladislau da Guia é até hoje o maior artilheiro da história do Bangu, com 217 gols. Irmão de Domingos da Guia, e dos também jogadores do Bangu, Médio e Luiz Antônio, além de tio de Ademir da Guia, formam duas gerações de craques que o Bangu revelou para o futebol brasileiro. Outro jogador da época de Ladislau que merece ser lembrado é Fausto dos Santos, um volante de muita técnica e espírito de liderança, que na Copa do Mundo de 1930, ganhou o apelido de a Maravilla Negra da imprensa uruguaia.

O Bangu no Século XXI[editar | editar código-fonte]

No ano de 2001, o Bangu ganhou a Medalha Tiradentes, honraria concedida pela Assembleia Legislativa do estado do Rio de Janeiro, por ter sido o Primeiro Clube Brasileiro a escalar atletas negros em seu time, ainda em 1905. Essa foi, é, e será eternamente, a maior conquista do Bangu, dentro ou fora de campo [7].

Em 2004, o Bangu viveu um momento negro em sua gloriosa história. Foi rebaixado para a Série B do Estadual do Rio de Janeiro no ano de seu centenário, após ser goleado pelo America Football Club. O treinador era Marcelo Cabo.

Em 2008, o Bangu consegue voltar à elite do futebol carioca ao vencer a Série B, competição de que vinha participando nos últimos quatro anos.

No Campeonato Carioca de 2009, depois de um péssimo início, sendo o único time sem vencer, o Bangu mostrou uma excelente recuperação na reta final da Taça Guanabara e da Taça Rio, terminando em sexto lugar e conseguindo uma vaga na Série D, competição que o clube, devido a dificuldades financeiras, abriu mão de disputar.

Em 2010, o clube terminou o campeonato carioca novamente na 6ª colocação. Foi ainda vice-campeão da Copa Rio, tendo perdido a decisão para o Sendas Pão de Açúcar Esporte Clube. Com o vice- campeonato, o Bangu conseguiu uma vaga para a Copa do Brasil de 2011.

Em 2011, o Bangu teve uma campanha pífia no Carioca, ficando na 13ª posição. Na Copa do Brasil o clube conseguiu a sua melhor classificação de sempre, ficando na 29ª posição (eliminando na primeira fase a Portuguesa-SP e sendo eliminado pelo Náutico-PE na segunda fase). Na Copa Rio o Bangu teve um desempenho regular ficando em 4º lugar com 6 vitórias, 4 empates e 6 derrotas.

Em 2011, a equipe do Bangu de Futebol de 7 teve um ano brilhante: foi vice-campeã brasileira, 3ª colocada na Copa do Brasil, campeã do Torneio Rio-Niterói da 3ª divisão e vice-campeã do Torneio Municipal da 4ª divisão.

Em 2012, O clube investiu na reforma de seu estádio, visando receber os clubes grandes nas partidas do Campeonato Carioca. Após um mau início na competição, com duas derrotas nos dois primeiros jogos, o Presidente do Time demitiu seu técnico Marcão e contratou Carlos César para assumir o cargo.[10] Carlos César é demitido na 1ª rodada da Taça Rio e o time contrata Cleimar Rocha, que consegue 4 vitórias, 3 empates e 1 derrota, evitando o rebaixamento e levando o time às semifinais da Taça Rio na maior recuperação da história do Campeonato Carioca. Na semifinal o time perde para o Botafogo por 4 a 2.

No 2º semestre o Bangu fez uma excursão com amistosos pela Europa, contra times da Alemanha, Hungria e também Israel, disputando um total de 10 jogos, com 3 vitórias, 4 empates e 3 derrotas. Neste 2º semestre também foi disputada a Copa Rio, competição na qual o Bangu se sagrou vice campeão, conquistando vaga para disputar a Copa do Brasil de Futebol de 2013.

Pioneirismo[editar | editar código-fonte]

  • Primeiro clube do Rio de Janeiro a escalar um atleta negro, em 1905.

Francisco Carregal foi escalado em 1905. O feito rendeu a Medalha Tiradentes ao clube.

Apenas Fluminense, Botafogo e Bangu são os clubes em atividade que participaram desse campeonato.

O campeonato realizado pela Liga Carioca de Futebol foi o primeiro campeonato profissional do Rio de Janeiro.

O título conquistado no Estádio de São Januário completou a festa do Campeonato Carioca de 1933.

  • Primeiro clube com patrocínio na camisa, em 1948.

Pioneirismo do markenting e no uniforme começando em 1948, o Bangu passou a ser o primeiro clube do Brasil e talvez do mundo a ter três uniformes de jogo e a ter patrocínio estampado na camisa.[11] [12]

  • Primeiro clube a conquistar um título no Maracanã, em 1950.

A conquista aconteceu no dia 30 de julho quando o Bangu bateu o Vasco da Gama na final por 3 a 2.

  • Primeiro clube de futebol a ter vinculo informal com uma escola de samba no Brasil, em 1966.

As cores oficiais da Unidos de Bangu eram o azul e o branco. A cor vermelha e branca somente foi adotada em 1966, em homenagem, após o segundo título do campeonato carioca conquistado pelo Bangu Atlético Clube. Pioneirismo este copiado no Estado de São Paulo, como pela Gaviões da Fiel e Camisa 12 (Corinthians), Mancha Verde e TUP (Palmeiras), Dragões da Real e Torcida Independente (São Paulo), Torcida Jovem (Santos), entre as principais.

  • Primeiro clube com mascote na camisa, em 1981.

Em 1981 críticos de futebol diziam que faltava "peso na camisa" do Bangu para enfrentar os grandes clubes do Brasil. Castor de Andrade (presidente do clube) tratou de colocar seu símbolo (um Castorzinho) no uniforme alvirrubro. O fato é que o Bangu se tornou o primeiro clube estampar o mascote na camisa.[11]

Fatos históricos[editar | editar código-fonte]

  • Pelé, o maior jogador de todos os tempos, esteve para ser contratado pelo Bangu em 1956 antes de ir para o Santos. Tim era o treinador do alvirrubro e esteve em Bauru-SP, quando já estava tudo certo para ele vir jogar no Bangu. A mãe de Pelé Dona Celeste não aceitou que ele se mudasse para tão longe de São Paulo, e Pelé acabou indo parar no Santos. Este fato também é relatado com grande destaque no filme Pelé Eterno.[13]
  • Leônidas da Silva atuou pelo Bangu em 1951. Foi em um combinado entre Bangu e São Paulo, onde as equipes fizeram 13 jogos na europa; Leônidas da Silva era o treinador do São Paulo, mas em um momento especial a pedidos da torcida francesa em Paris, o Diamante Negro acabou atuando pelo Combinado em uma partida. A adoração dos franceses por Leônidas da Silva se justifica. Na Copa de 1938, o futebol do "homem borracha" encantou o mundo. Em 19.04.1951, em Paris, o Combinado São Paulo-Bangu venceu por 3 a 2 o Racing, com dois gols de Moacir e um de Zizinho, ambos do Bangu. E foi assim que que o Bangu teve Leônidas da Silva e Zizinho jogando juntos no mesmo time.[14] [15]

Títulos[editar | editar código-fonte]

International Soccer League de 1960
Troféu do Campeonato Carioca de 1966
Honrarias
Competição Títulos Temporadas
Scudetto chile.jpg Taça de Invencibilidade 1 1950 Cscr-featured.png
Onu .png Fita Azul Internacional 1 1962 Cscr-featured.png
Brasão do estado do Rio de Janeiro.svg Medalha Tiradentes 1 2001 - Primeiro clube do Rio de Janeiro a escalar um atleta negro, em 1905.
Intercontinental
Competição Títulos Temporadas
MLS Cup.svg International Soccer League 1 1960
Nacional
Competição Títulos Temporadas
Cbf brazilian championship trophy.svg Vice-campeão Brasileiro 1 1985
Regional
Competição Títulos Temporadas
CBF - Taça Brasil.svg Copa dos Campeões Estaduais 1 1967 Cscr-featured.png
Trophy(transp).png Torneio Início do Rio-São Paulo 1 1951 Cscr-featured.png
Estadual
Competição Títulos Temporadas
Rio de Janeiro Campeonato Carioca 2 1933 e 1966
Rio de Janeiro Vice-campeonato Carioca 6 1951, 1959, 1964, 1965, 1967 e 1985
Rio de Janeiro Taça Rio 1 1987 Cscr-featured.png
Rio de Janeiro Vice-campeonato da Taça Rio 3 1983,1985 e 2015
Rio de Janeiro Torneio Seletivo da 1ª Divisão 1 2006
Rio de Janeiro Taça Orlando Leal Carneiro 1 1979
Rio de Janeiro Campeonato Carioca - Série B 3 1911, 1914 Cscr-featured.png e 2008
Rio de Janeiro Torneio Início 4 1934 Cscr-featured.png, 1950 Cscr-featured.png, 1955 Cscr-featured.png e 1964 Cscr-featured.png
Outros Torneios Internacionais
Competição Títulos Temporadas
Equador Brasil Torneio do Equador 2 1957 e 1962
Luxemburgo Itália Brasil Torneio de Luxemburgo 1 1958
Venezuela Suécia Brasil Torneio de Caracas 1 1958
Costa Rica República Checa Brasil Torneio da Costa Rica 1 1959
Áustria Brasil Torneio da Áustria 1 1961
Coreia do Sul Brasil Copa do Presidente da Coreia do Sul 1 1984
El Salvador Brasil Torneio de El Salvador 1 1998
Brasil Estados Unidos Torneio de Inverno de Moça Bonita 1 1999
Juniores
Competição Títulos Temporadas
Rio de Janeiro Campeonato Carioca 4 1952, 1953, 1959 e 1987
Rio de Janeiro Campeonato Carioca - Série B 1 2008
Rio de Janeiro Torneio Otávio Pinto Guimarães 1 2003
Rio de Janeiro Torneio Início 4 1952 Cscr-featured.png, 1954 Cscr-featured.png, 1958 Cscr-featured.png e 1966 Cscr-featured.png
Rio de Janeiro Liga Rio Copa 1 2012
Juvenil
Competição Títulos Temporadas
Rio de Janeiro Campeonato Carioca Série Especial 2 2011 e 2012

Estatísticas[editar | editar código-fonte]

Participações
Participações em 2015
Competição Temporadas Melhor campanha Estreia Última P Aumento R Baixa
Rio de Janeiro Campeonato Carioca 101 Campeão (1933 e 1966) 1906 2015 1
Série B do Carioca 7 Campeão (1911, 1914 e 2008) 1910 2008 3
Brasil Campeonato Brasileiro 11 Vice-campeão (1985) 1967 1988 1
Série B 8 8º colocado (1995 e 2000) 1980 2000 1 1
Série C 5 7º colocado (1990) 1990 2003 1
Copa do Brasil 4 2ª Fase (2011) 2003 2013
Flags of the Union of South American Nations.gif Copa Libertadores da América 1 Grupos (1986) 1986 1986

Últimas dez temporadas[editar | editar código-fonte]

Brasil Brasil Rio de Janeiro Rio de Janeiro
Ano Campeonato Brasileiro Copa do Brasil Campeonato Carioca
Div. Pos. Pts J V E D GP GC Fase Máxima Taça GB Taça Rio Pos.
2006 C Não classificado 14º [B]
2007 C Não classificado 17º [B]
2008 C Não classificado [B]
2009 D Desistência 1F 1F
2010 D Não classificado 1F 1F
2011 D Não classificado 2F 1F 1F 13º
2012 D Não classificado 1F SF 13º
2013 D Não classificado 1F 1F 1F 11º
2014 D Não classificado 10º [P] 10º
2015 D Não classificado [P]


Legenda:
     Campeão.
     Vice-campeão.
     Eliminado na semifinal.
     Rebaixado à divisão inferior.
     Promovido à divisão superior.
Notas
  • P. ^ Edições em que a Taça Rio não foi disputada como segundo turno do Campeonato Carioca, mas como um torneio paralelo dos clubes "pequenos", considerando apenas os jogos entre si ao longo da competição.

Elenco atual

Soccerball current event.svg Última atualização: 23 de junho de 2015.[16] [17]

Goleiros
Jogador
Brasil André
Brasil Márcio
Defensores
Jogador Pos.
Brasil Anderson Penna Z
Brasil Kerlyson Z
Brasil Luis Felipe Z
Brasil Rafael Sales Z
Brasil Sérgio Raphael Z
Brasil Iago Costa LD
Brasil Luciano LD
Brasil Guilherme LE
Meio-campistas
Jogador Pos.
Brasil David V
Brasil Ives V
Brasil Magno V
Brasil Mauro V
Brasil Carlos Alberto M
Brasil Paulinho Fernandes M
Brasil Raphael Augusto M
Brasil Wendell M
Atacantes
Jogador
Brasil Cicero
Brasil Igor
Brasil Igor Alves
Brasil Lucas
Brasil Marcos Vinicius
Brasil Matheus Pimenta
Comissão técnica
Nome Pos.
Inglaterra Dermot Drummy T
Brasil Ado Souza AS
Brasil Carlos Renan AS
Brasil Jefferson Rocha AS
Brasil Fernando Pinheiro PF
Brasil Robson Lima PF
Brasil Ronaldo Santos TG
Brasil Gabriel Peres FT
Brasil Pedro Beltrão FT
Brasil Gilmar Guarany RP
Brasil Alex Benevides SF
Brasil Roberto Pedro SF
Legenda
  • Capitão : Capitão
  • Lesionado : Jogador lesionado/contundido
  • PenalizadoExpulso: Jogador suspenso

Transferências 2015[editar | editar código-fonte]

Legenda

Jogadores destacados[editar | editar código-fonte]

Farm-Fresh award star gold 2.png Jogadores que, no mundo, só jogaram pelo Bangu Atlético Clube

Farm-Fresh award star silver 2.png Jogadores que, no Brasil, só jogaram pelo Bangu Atlético Clube

Farm-Fresh award star bronze 2.png Jogadores que, no Rio de Janeiro, só jogaram pelo Bangu Atlético Clube

Esta é uma lista de jogadores de destaque que já passaram pelo Bangu:

Seleção de todos do tempos do Bangu[editar | editar código-fonte]

Seleção do Bangu. Treinador: Tim.
Formação da seleção 4-3-3.
Goleiros Defesa Meio Ataque

Brasil Ubirajara Motta

Brasil Gilmar

Brasil Euclides

Brasil Fidélis

Brasil Domingos da Guia

Brasil Zózimo

Brasil Nilton dos Santos

Brasil Ademir Batista

Brasil Mauro Galvão

Brasil Luiz da Guia

Brasil Ari Clemente

Brasil Fausto dos Santos

Brasil Zizinho

Brasil Arturzinho

Brasil Médio da Guia

Brasil Ademir da Guia

Brasil Aladim

Brasil Paulo Borges

Brasil Marinho

Brasil Ladislau da Guia

Brasil Plácido

Brasil Moacir Bueno

Brasil Nívio Gabrich

  • Seleção de todos os tempos do Bangu [8]
  • Seleção do Centenário do Bangu [9]

Treinadores[editar | editar código-fonte]

Zagallo foi um dos principais técnicos da história do Bangu.

Esses são os principais treinadores:

Uniformes[editar | editar código-fonte]

Time profissional em 2012. Foto de André Luiz Pereira Nunes

O seu uniforme é composto por camisas com listras verticais vermelhas e brancas, calções brancos e meias com listas horizontais na mesma cor da camisa, sendo que desde sua fundação o clube tem por meta se desenvolver em três setores: o social, o cultural e o esportivo, pois tanto isso é verdade que no seu escudo, as letras B, A, C não são simples desenhos, cada qual representa um objeto.

O "B" significa um pincenê, espécie de monóculos muito usado no século XX, e que representa o lado "intelectual" do clube.

O "A" é um suporte para pintura de telas, mostrando uma vocação para o lado cultural.

O "C" representa uma ferradura, desejando sorte nas atividades esportivas, tudo isso sobreposto sobre faixas diagonais vermelhas e brancas, desenhado em 1904, pelo chefe da seção de gravura da Fábrica Bangu, o português José Villas Boas.

Ranqueamento CBF[editar | editar código-fonte]

O Bangu é atualmente o 118º colocado no ranking da CBF e o sexto nos rankings cariocas de títulos e de pontos ganhos, entre outros.

Rivalidades[editar | editar código-fonte]

Clássico Bisavô
America x Bangu
America 108 vitória(s), 509 gol(s)
Bangu 103 vitória(s), 439 gol(s)
Empates 68
Total de jogos 279
Total de gols 948
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Históricamente seu maior rival é o America, pois ambos os clubes brigam para ser a quinta maior força do futebol carioca.

Também existe uma grande rivalidade com o Campo Grande, naquele que é chamado Clássico Rural ou Clássico da Zona Oeste.

Com a decadência do Campo Grande, seu atual "rival local" (são clubes de regiões diferentes do Rio de Janeiro) é o Madureira.

Principais adversários

Símbolos[editar | editar código-fonte]

Hino[editar | editar código-fonte]

Foi em 1949 que o compositor Lamartine Babo, famoso por suas "marchinhas" de carnaval compôs os hinos dos clubes do Rio. A gravação, porém, só seria comercializada no ano seguinte, aproveitando a realização da Copa do Mundo no Brasil.

O mais curioso foi como Lamartine teve que escrever os hinos. Há muito tempo, o compositor vinha "enrolando" a gravadora com a entrega das músicas. Com a paciência esgotada, os diretores da indústria fonográfica tiveram a idéia de convidar Lamartine para um baile fictício. Ao chegar no lugar, não havia festa alguma, mas sim irritados empresários que prenderam o boêmio e só o deixariam sair depois que escrevesse a letra dos hinos de todos os clubes da cidade do Rio de Janeiro.

E foi assim que o "malandro" Lamartine Babo, enfim, entregou as músicas à gravadora. Torcedor fanático do America, deixou para compor o hino do seu clube por último, e com certeza o fez um dos mais belos do país. O hino do Bangu também ficou pronto naquela noite, e como curiosidade, cita em sua letra o nome do grande craque Domingos da Guia.

Mascote[editar | editar código-fonte]

O seu mascote é um castor, em alusão ao bicheiro Castor de Andrade, que foi presidente de honra e grande financiador do Bangu até o fim da década de 80, com recursos provenientes do jogo do bicho, sendo o grande responsável pela conquista do título de campeão carioca de futebol de 1966 e pelo vice-campeonato brasileiro de 1985, perdendo a decisão para o Coritiba na final, na disputa de pênaltis, no Maracanã.

Torcida[editar | editar código-fonte]

A torcida do Bangu, concentrada no bairro que o clube carrega no nome, foi identificada pela pesquisa de torcidas IBPS 2008 (antes disso, 2% da cidade do Rio de Janeiro em 1954, 1% no Estado do Rio de Janeiro em 1983), como tendo 0,3% dos torcedores do município do Rio de Janeiro, cerca de 20.000 pessoas, número que pode ser ainda maior, dadas as margens de erros das pesquisas.[23]

Timemania

Posição do Bangu na Timemania da Loteria Federal:

Ano Posição Nº de Apostas %
2009 42º 413.696 0,75%
2010 41º 472.450 0,78%
2011 40º 679.315 0,85%
2012 35º 1.168.579 0,93%
Torcidas organizadas
  • Super Bangu - Fundada em 19/02/2002
  • Bangoró - Fundada em 22/05/2009
  • Banfiel - Fundada em 22/10/2005
  • Banguçalo - Fundada em 20/08/2000
  • Castores da Guilherme (Barra brava) - Fundada em 21/11/2011

Livros sobre o Bangu[editar | editar código-fonte]

  • Bangu - Cantos do Rio, por Roberto Assaf, 2004
  • Nós é que somos banguenses, por Carlos Molinari, 2004
  • Almanaque do Bangu, por Carlos Molinari, 2006
  • Eternamente Bangu, por José Rezende, 2006

Presidentes[editar | editar código-fonte]

Jorge Varela, o atual presidente
Ano(s) Presidente
1904 Inglaterra William French
1905 Portugal José Villas Boas
1906 - 1907 Inglaterra William French
1908 - 1909 Inglaterra James McGregor
1909 - 1910 Inglaterra Andrew Procter
1911 - 1914 Inglaterra James Hartley
1915 - 1917 Brasil Noel de Carvalho
1918 Portugal José Villas Boas
1919 Brasil Firmino de Carvalho
1920 - 1921 Brasil Ary de Azevedo Franco
1922 - 1928 Inglaterra James Schofield
1929 - 1930 Brasil Antonio Pedroso Reis
1931 - 1934 Brasil José Alberto Guimarães
1935 - 1936 Brasil Miguel José Pedro
1937 - 1949 Brasil Guilherme da Silveira Filho
1949 Brasil Eugênio Barbosa Paixão
1949 - 1956 Brasil José Ramos Penedo
1957 - 1958 Brasil Fausto Guimarães de Almeida
1959 - 1962 Brasil Maurício Cesar Buscácio
1963 - 1968 Brasil Euzébio Gonçalves de Andrade e Silva
1969 - 1970 Brasil Elias Gaze
1970 Brasil Orlando Lopes
1971 Brasil José Augusto Salgado de Carvalho
1972 Brasil José Vital
1973 - 1974 Brasil Rubens de Freitas
1975 - 1976 Brasil Maurício Cézar Buscácio
1977 - 1979 Brasil Sergio Carlos Soares Saraiva
1980 - 1982 Brasil Antenor Vicente Corrêa Filho
1983 - 1988 Brasil Rui Esteves das Dores Filho
1989 - 1991 Brasil Rubens Lopes da Costa Filho
1992 - 1993 Brasil Carlos Teixeira Martins
1994 - 1998 Brasil Antídio Vieira Dantas Filho
1999 - 2000 Brasil Jorge Francisco Varela da Costa
2001 - 2002 Brasil Rubens Lopes da Costa Filho
2003 Brasil João Paulo Giancristóforo
2003 - 2006 Brasil Rita de Cássia Trindade
2007 - 2014 Brasil Jorge Francisco Varela da Costa

Sobre escolha das cores da camisa[editar | editar código-fonte]

  • As cores vermelha e branca instituídas como as cores do Clube, são devidas a iniciativa dos próprios ingleses que fundaram o Bangu, em homenagem, por certo, a São Jorge, padroeiro da Inglaterra, ou relembrando, segundo outra teoria, o Southampton FC, clube da Inglaterra fundado em 1885, cujo Brasão é representado por três rosas (duas vermelhas e uma branca) e as camisas são iguais.

Ver também[editar | editar código-fonte]

O Commons possui uma categoria contendo imagens e outros ficheiros sobre Bangu Atlético Clube

Referências

  1. CBF.
  2. Globoesporte.com (01 de julho de 2008). Clubes tradicionais do Rio lutam pela sobrevivência e contra o ostracismo (em português) Globoesporte.com.
  3. Raphael Zarko (17 de abril de 2009). Exposição celebra os 105 anos do Bangu, um pioneiro do futebol brasileiro (em português) Globoesporte.com.
  4. Waldenyr Caldas. Pontapé Inicial: Memória do futebol brasileiro (1894-1933) (em Português). São Paulo: Ibrasa, 1990. 234 p. ISBN 8534810923
  5. Marcelo Monteiro (23 de março de 2011). A contribuição do Vasco para a integração racial e social no futebol (em português) Globoesporte.com.
  6. Bangu, Karlsruhe Play Tonight In Polo Grounds Soccer Game; Permission is Received by International League to Continue its Schedule.
  7. [1]
  8. Bangu, Campeão Mundial! - Jornal dos Sports, 6-8 de Agosto de 2010, página 11
  9. Bangu, Campeão Mundial de 1960 - Jornal O Lance!, 13 de Agosto de 2010, página 39
  10. http://www.bangu.net/novidades/120129_2.php
  11. a b [2]
  12. [3]
  13. Site Lancenet
  14. Site Cacellain
  15. Livro Nós é que somos banguenses
  16. Elenco atual de Futebol (em português) Site oficial do Bangu Atlético Clube. Visitado em 23 de junho de 2015.
  17. Comissão Futebol Profissional (em português) Site oficial do Bangu Atlético Clube. Visitado em 23 de junho de 2015.
  18. Bruno Braz (31 de dezembro de 2014). Vasco acerta com lateral esquerdo que atuou pelo Vila Nova na Série B (em português) UOL. Visitado em 23 de junho de 2015.
  19. Dirigente do ABC confirma acerto com volante e atacante até o final do ano (em português) GloboEsporte.com (4 de abril de 2015). Visitado em 23 de junho de 2015.
  20. Flamengo contrata Almir (em português) Site oficial do Clube de Regatas do Flamengo (13 de abril de 2015). Visitado em 23 de junho de 2015.
  21. Macaé contrata Bruno Miranda, goleiro do Bangu, para compor seu elenco (em português) GloboEsporte.com (7 de maio de 2015). Visitado em 23 de junho de 2015.
  22. Site bangu.net
  23. Histórico de pesquisas de torcidas no Estado do Rio de Janeiro

Ligações externas[editar | editar código-fonte]