Felipe Jorge Loureiro

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Felipe
Informações pessoais
Nome completo Felipe Jorge Loureiro
Data de nasc. 2 de setembro de 1977 (41 anos)
Local de nasc. Rio de Janeiro (RJ),  Brasil
Altura 1,75 m[1]
Canhoto
Apelido Maestro
Informações profissionais
Equipa atual Sem Clube
Posição Meia
Função Treinador
Clubes de juventude
19871996 Brasil Vasco da Gama
Clubes profissionais
Anos Clubes Jogos (golos)
19962002
2001
2001
20022003
20032004
2005
20052010
20102012
2013
Brasil Vasco da Gama
Brasil Palmeiras (emp.)
Brasil Atlético Mineiro (emp.)
Turquia Galatasaray
Brasil Flamengo
Brasil Fluminense
Catar Al-Sadd
Brasil Vasco da Gama
Brasil Fluminense

Total

0268 000(42)
0000 0000(0)
0007 0000(0)
0014 0000(2)
0077 000(19)
0008 0000(0)
0107 000(45)
0110 000(13)
0042 0000(0)

0633 000(121)

Seleção nacional3
1999
19982004
Brasil Brasil Sub-23
Brasil Brasil
0001 0000(0)
0007 0000(0)
Times/Equipas que treinou3
2017 Brasil Tigres

Felipe Jorge Loureiro (Rio de Janeiro, 2 de setembro de 1977) é um treinador e ex-futebolista brasileiro que atuava como meia. Atualmente, está sem clube.

Chegou ao Vasco da Gama ainda menino, aos seis anos de idade, onde iniciou sua trajetória dentro do clube no futsal em 1983. Tendo logo se destacado, a transição para o campo foi inevitável. Considerado por muitos o melhor lateral esquerdo da história do clube (posição pela qual iniciou a carreira profissional e se tornou ídolo), é um dos jogadores mais habilidosos já revelados por este.[2] O meia tem mais de 350 jogos pela equipe,[2] e com oito títulos de expressão conquistados com a camisa cruzmaltina, é o jogador mais vitorioso da história vascaína.[3] Em sua carreira, soma passagens rápidas e discretas por Palmeiras, Atlético Mineiro e Galatasaray-TUR, bem como passagens de destaque por Flamengo e Al-Sadd do Qatar, além de polêmica passagem por Fluminense, onde anos depois, atuou profissionalmente pela última vez antes de encerrar sua carreira. Também possui convocações para a Seleção Brasileira em 1998 e 2004.

Carreira[editar | editar código-fonte]

Vasco da Gama[editar | editar código-fonte]

Início e era de ouro: A consagração como ídolo[editar | editar código-fonte]

1996[editar | editar código-fonte]

Felipe surgiu no cenário nacional durante o Campeonato Brasileiro de 1996, quando ainda atuava como lateral esquerdo. Com todo seu talento, pode ser facilmente incluído entre os maiores dribladores do futebol brasileiro desta geração. Em 1996, Felipe já demonstrava grande futebol e habilidade com a bola nos pés, porém com a fase não muito agradável que vivia a equipe cruzmaltina, o time acabou por passar o ano em branco. Todavia Felipe era novo e muito promissor, razão pela qual muitos frutos iria colher.

1997[editar | editar código-fonte]

No ano seguinte, em 1997, as coisas começariam a acontecer não só para o Vasco da Gama como para Felipe. Denominado "um ano perfeito", o clube conseguiu sagrar-se campeão do Campeonato Brasileiro de 1997 em uma grande campanha, em final contra o Palmeiras, com as duas pratas da casa brilhando na equipe, Felipe na lateral, e o seu melhor amigo Pedrinho no meio-campo, com quem jogava junto desde os seis anos de idade. Entretanto, o peso da conquista estava sobre as costas do grande craque daquele time, artilheiro e principal responsável pelo título, Edmundo.Felipe, no entanto, já consagrado como melhor lateral esquerdo do País, caía nas graças da torcida, e era sensação no País, principalmente entre os mais jovens.

1998[editar | editar código-fonte]

Em 1998, a excelente sina do clube continuou, e a grande fase de Felipe também. O clube foi campeão do Campeonato Carioca e campeão da Copa Libertadores da América pela primeira vez, com o Felipe a ser importantíssimo na conquista, no ano do centenário do clube. Classificado para o Mundial de Clubes disputado no Japão, no qual enfrentaria o atual campeão europeu, Real Madrid, a equipe em si não conseguiu cumprir as expectativas no Campeonato Brasileiro daquele ano, poupando-se para a partida no fim do ano. O bom futebol lhe proporcionou algumas chances na Seleção Brasileira, onde foi usado como meio-campo por opção do então treinador Vanderlei Luxemburgo, que por sua vez pediu a Felipe para que assim atuasse no Vasco, todavia o clube possuía em seu plantel outros grandes jogadores na posição como Juninho Pernambucano, Ramon Menezes e Pedrinho. Assim, para não existir concorrência quanto a titularidade, Felipe ainda se manteve como lateral. No dia 1 de Dezembro de 1998, o Vasco da Gama enfrenta o Real Madrid no Estádio Olímpico de Tóquio. Felipe faz uma partida memorável, desferindo seus dribles rápidos e talentosos, faz o lateral direito da equipe adversária Christian Panucci sofrer para marcá-lo, sendo protagonista de diversas oportunidades que não resultaram em gol por capricho do destino. Além disso, é tachado como o melhor jogador da equipe vascaína. Porém, a exibição de Felipe não foi o reflexo do resultado do jogo, que terminou com um placar de 2 a 1 para a equipe do Real Madrid que sagrou-se campeão mundial. Anos depois, Felipe daria uma entrevista se referindo ao jogo e ao prêmio de melhor jogador daquela partida com os seguintes dizeres: "O Vasco jogou muito melhor, massacrou. Eu tenho a consciência de que fui o melhor [daquele jogo]. Se tivesse vencido, eu ganharia o carro, e não o Raúl. É uma perda muito grande e que não tem cura."

1999[editar | editar código-fonte]

Em 1999, Felipe não parou de conquistar titulo. Mesmo a equipe perdendo o Campeonato Carioca e sendo eliminado na fase mata-mata do Campeonato Brasileiro, Felipe levantaria um troféu no ano ainda, o do Torneio Rio-São Paulo, em final contra o Santos, sendo um dos principais jogadores da competição.

Neste mesmo ano, Felipe foi alvo de uma grande polêmica que chegou aos tribunais da FIFA. Depois de ter concretizado sua transferência para a Roma da Itália por nada menos que US$ 22 milhões (maior valor de uma transferência do futebol brasileiro na época), Felipe foi recusado pelo novo treinador da equipe. Depois de consultar observadores brasileiros, o técnico Fabio Capello convenceu os dirigentes romanos que o investimento em Felipe seria excessivo, devido ao caráter e ao estilo de jogo do atleta (Capello achava que Felipe não se adaptaria ao futebol italiano bem como acreditava que se tratava de um jogador problemático). Por causa do imbróglio entre Vasco e Roma, Felipe ficou três meses parado e retornou ao Vasco.

2000[editar | editar código-fonte]

Em 2000, logo no início da temporada, Felipe teve um atrito com o então técnico da Seleção Brasileira, Vanderlei Luxemburgo. O jogador pediu para apresentar-se ao time Sub-23, que disputaria o Pré-Olímpico de Londrina, somente depois da final do Mundial de Clubes da Fifa (uma semana após o início do treinamento da Seleção para a competição qualificatória). Luxemburgo não aprovou o pedido e acabou cortando Felipe da equipe, que venceu o Pré-Olímpico e obteve vaga para os Jogos Olímpicos de Verão de 2000. Com a saída do treinador do comando da seleção, Felipe deixou de ser convocado.

O Vasco acaba perdendo o mundial em pleno Maracanã para o Corinthians em decisão por pênaltis. Após isso, o clube foca em conquistar outros títulos pela temporada e começa muito bem. A equipe cruzmaltina aplica uma goleada histórica no maior rival, Flamengo, por 5 a 1, com Felipe a marcar um gol. Jogo esse que consagrou o Vasco como campeão da Taça Guanabara 2000. Porém a equipe perde a final do Estadual para o próprio Flamengo, e ainda mais tarde viria a perder o Torneio Rio-São Paulo para o Palmeiras. O segundo semestre seria incrível para o Vasco da Gama mas não muito para Felipe. Os títulos perdidos no primeiro semestre seriam compensados com a conquista da Copa Mercosul em final histórica contra o Palmeiras e com a conquista do campeonato brasileiro no formato de Copa João Havelange contra o São Caetano. Porém durante a disputa do campeonato, o jogador sofreu uma grave fratura no tornozelo e ficou afastado três meses da equipe. Não retornou com o mesmo ímpeto e acabou amargando o banco de reservas, o que não lhe tirou o mérito de sagrar-se campeão. Durante a temporada, em algumas ocasiões, o jogador foi improvisado no meio-campo.

Empréstimos a Palmeiras, Atlético-MG, e retorno ao Vasco da Gama[editar | editar código-fonte]

A transição definitiva para o meio-campo[editar | editar código-fonte]

Felipe já consolidado como camisa 10 pelo Vasco, cercado por três adversários, dribla de forma sensacional para sair jogando em clássico contra o Flamengo válido pelo Torneio Rio-São Paulo de 2002.

Felipe foi emprestado pelo Vasco e teve rápidas passagens por Palmeiras e Atlético Mineiro em 2001. No Palmeiras, contratado para a Copa Libertadores da América, chegou a ser semi-finalista da competição, caindo frente a equipe do Boca Juniors da Argentina em disputa de pênaltis. Neste tempo, manifestou o desejo de ser utilizado como meio-campo e não mais na lateral como vinha sendo. Por conta desse impasse, ficou 3 meses sem atuar antes de transferir-se para o Atlético Mineiro onde foi semi-finalista do Campeonato Brasileiro. No entanto, acabou não sendo relevante para nenhum dos clubes em decorrência do pouco tempo em que permanecera. Assim, em 2002, Felipe regressa ao Vasco da Gama, e com a saída dos meias Juninho Pernambucano e Pedrinho, o clube aproveitando-se da habilidade de Felipe e de sua imensa criatividade para armar jogadas, lança o craque definitivamente como o cérebro e maestro do time. Assim, o jogador deixa de usar a camisa 6 com a qual se consagrou no clube, e recebe a camisa 10. Permanecendo no clube também por pouco tempo, somente o inicio do primeiro semestre, Felipe ainda antes de ir embora, faz algumas belas partidas com a camisa do clube, dentre as quais, uma contra o arquirrival Flamengo em partida válida pelo Torneio Rio-São Paulo, onde o Vasco venceu por 3 a 1 com direito a assistências e belos lances do craque.

Galatasaray (Turquia)[editar | editar código-fonte]

A única experiência na Europa[editar | editar código-fonte]

Com as excelentes exibições do meia, e principalmente com problemas relacionados a gestão do então presidente Eurico Miranda, Felipe foi respirar novos ares. Com seu excelente futebol, Felipe tinha tudo para se firmar em um grande clube do alto escalão europeu e fazer sucesso por lá também, todavia isso não aconteceu. O meia é comprado pelo Galatasaray da Turquia, mas por conta de atrasos de salário, jogou apenas meia temporada pelo clube. Dessa forma, surge o desejo de regressar ao Brasil, porém, dessa vez atuaria pelo Flamengo, maior rival do clube que o revelara e do qual havia se tornado ídolo, uma vez que o clube da gávea o procurou, enquanto o Vasco não se manifestou. Assim, após rescindir junto a FIFA o seu contrato com o Galatasaray, retorna ao Brasil.

Flamengo[editar | editar código-fonte]

Protagonismo[editar | editar código-fonte]

2003[editar | editar código-fonte]

Felipe chega ao Flamengo em 2003 assinando contrato por dois anos, recebendo a camisa 10 e a faixa de capitão da equipe rubro-negra. Entretanto, mesmo com o protagonismo do jogador, o Flamengo não consegue atingir os objetivos na temporada, não chegando sequer a final do Campeonato Carioca, assistindo o maior rival Vasco ser campeão. Após isso, a equipe vem em uma crescente, e tem a chance de conquistar um título nacional. Sob a regência do meia, conseguem chegar a final da Copa do Brasil, porém acabam por amargar o vice perdendo o título para o Cruzeiro no Mineirão. Restando desta forma, apenas o Campeonato Brasileiro, onde o clube fez campanha mediana.

2004[editar | editar código-fonte]

Já em 2004, Felipe faz um campeonato estadual inesquecível, sendo o principal responsável pela conquista do Flamengo em cima do ex-clube e agora arquirrival Vasco da Gama, onde ainda antes da final, no primeiro turno, em duelo também contra o Vasco, válido pela semi-final da Taça Guanabara faz uma partida memorável, marcando um belo gol, esbanjando seus dribles desconsertantes e ficando parado com a bola por vários segundos na frente do marcador sem sofrer tentativa de desarme, o que sugeria medo do adversário em ser driblado. A incrível performance dentro de campo e seus atos, como a comemoração extravasada, deixaram no ar algum tipo de raiva contra o ex clube. Felipe continuou desfilando seu inquestionável futebol frente aos adversários. Seus dribles, passes e gols foram fonte de inspiração para a adaptação da música "Poeira, levantou poeira", hit de sucesso lançado pela cantora Ivete Sangalo que, cantado pela torcida, embalou o time no estadual. Além disso, passou a ser comparado a Garrincha por conta de seu estilo irreverente frente aos adversários dentro de campo. Ao final do campeonato, foi coroado como o melhor jogador da competição.

O craque ainda conduziu o Flamengo para mais uma decisão de Copa do Brasil, dessa vez contra a inexpressiva equipe do Santo André. Porém, a atuação do meia foi despercebida, a equipe sofre apagão e amarga o vice da competição novamente, deixando escapar o título em pleno Maracanã, causando-lhe contestações.

A excelente fase individual, lhe rendeu bons frutos, Felipe foi convocado por Carlos Alberto Parreira para a disputa da Copa América pela Seleção Brasileira, repetindo assim o feito dos tempos de Vasco da Gama. Sagrou-se campeão da competição frente a Seleção Argentina.

Ainda mais tarde, no Campeonato Brasileiro, o Flamengo passaria um grande sufoco, pois brigava na zona de rebaixamento e o elenco era limitado. Assim, na última rodada do campeonato, o Flamengo precisaria de uma vitória para se livrar do rebaixamento e enfrentaria o Cruzeiro no Rio de Janeiro. Felipe, craque da equipe, era alvo de críticas por parte de alguns torcedores que não esqueciam o vexame da final da Copa do Brasil daquele ano, bem como não admitiam a situação que se encontrava o clube no campeonato. Além disso, há quem diga que, um dia antes do jogo na concentração rubro-negra se envolveu em uma polêmica com os companheiros que o provocaram com atitudes que deixou o camisa 10 "mordido". No dia seguinte, o Flamengo venceu incontestavelmente a partida por um placar de 6 a 2, com um show do camisa 10, que por sua vez deu duas assistências e marcara um gol antológico, na ocasião driblando o zagueiro adversário e encobrindo o goleiro com um toque magistral, onde na comemoração jogou a camisa do Flamengo no chão como um ato de extravaso e resposta a torcida, garantindo assim a permanência do clube na primeira divisão. Porém, para alguns torcedores, a atitude foi tida como desrespeito, abalando assim a relação do meia com o Flamengo. O mal entendido só foi resolvido tardiamente, quando o craque estava de malas prontas para deixar a Gávea, rumo ao rival Fluminense.

As duas temporadas de Felipe pelo Flamengo foram suficientes para algumas pessoas afirmarem que lá o jogador viveu o auge de seu futebol, superando os tempos de Vasco da Gama. Afirmação essa, refutada por outros que acreditam que no Vasco o jogador teve o seu melhor momento. No entanto, o próprio quando uma vez questionado sobre onde viveu sua melhor fase, respondeu que prefere respeitar a opinião dos torcedores dos clubes, ressaltando que pra si, no Vasco era mais um entre outras estrelas, enquanto no Flamengo era o craque do time.

Fluminense[editar | editar código-fonte]

Passagem curta e problemática[editar | editar código-fonte]

Em 2005, Felipe vai jogar pelo Fluminense. Sua passagem foi rápida e extremamente problemática. Dado como a grande a grande contratação da temporada do clube, participa das primeiras vitórias do time no Campeonato Carioca, onde o clube viria a conquistar o titulo depois. Entretanto, o primeiro problema se dá em partida válida pela Copa do Brasil contra o Campinense Clube. Felipe, que marcara um golaço na partida, agride o jogador adversário Marcos Mendes com um soco no rosto e é expulso, aguçando ainda mais a sua fama de jogador "bad boy". Em julgamento pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva, o craque é punido com cerca de 4 meses de suspensão, colocando assim o seu contrato em risco. Porém o Fluminense resolve manter Felipe no clube. Outro problema se dá por conta do número da camisa. Felipe, contratado para ser o grande astro da equipe, recebeu a camisa 10. Porém, mais tarde, o clube trouxe outro jogador de peso, Dejan Petković, que havia pedido a camisa 10 e Felipe, por sua vez, disse que cederia. Porém, não cedeu, lembrando-se que tinha contrato com a Nike para um programa de televisão. criando assim um certo desconforto, que foi superado depois. Como Felipe estava regressando de sua longa suspensão, Petkovic que já era o grande protagonista da equipe e vivia grande fase acabou por "roubar" a camisa 10 do jogador. O regresso de Felipe durou pouco, pois o último problema estava pra acontecer. Pouco tempo após o seu retorno da suspensão, o meia é multado por faltar a um treino, todavia não concorda, reclama da multa e critica o trabalho do preparador físico Cristiano Nunes publicamente, atitude que gerou insatisfação dos dirigentes, rompendo o vínculo do meia com o clube, alegando pouco retorno pelo alto investimento no atleta e chegando a insinuar que o jogador forjava lesões, restando dessa forma a rescisão contratual.

Al-Saad (Qatar)[editar | editar código-fonte]

2005-2010[editar | editar código-fonte]

Não podendo mais atuar por equipes brasileiras na temporada após a saída do Fluminense e com a janela de transferências pro exterior aberta, Felipe recebeu diversas propostas de clubes, mas por razões financeiras optou por jogar no Oriente Médio. O craque arrumou as malas e foi jogar pelo Al-Sadd do Qatar. No Qatar, o meia conseguiu facilmente se adaptar e exibir o seu excelente futebol. Deixando a camisa 10 de lado, e usando a camisa 23, conquistou titulos já na primeira temporada pelo clube, e foi premiado como o craque das competições disputadas. Permaneceu cinco anos no Al-Sadd do Qatar, onde conquistou titulos, recebeu premiações, foi apelidado de "O mágico", além de ficar eternizado como ídolo.

Vasco da Gama[editar | editar código-fonte]

O bom filho a casa torna[editar | editar código-fonte]

2010[editar | editar código-fonte]

Após muito tempo fora, Felipe recebeu diversas propostas de clubes do Brasil e a renovação no Al-Sadd, porém em 9 de junho de 2010 anunciou seu retorno ao Vasco da Gama, assinando contrato até o fim de 2012. Adotando a mesma camisa com a qual começou a carreira, o número 6, o craque deu a seguinte declaração: "O bom filho a casa torna".[4]

Felipe foi recebido com muita festa da torcida, pois é um dos grandes eternos ídolos do Vasco da Gama e esteve presente nas maiores conquistas do clube.

A estréia de Felipe foi muito esperada, pois todos estavam na expectativa de ver o craque desfilar futebol novamente em terras brasileiras. Assim, no dia 1 de Agosto de 2010, Felipe faz a sua estréia pelo Vasco da Gama contra o arquirrival Flamengo, em partida válida pelo Campeonato Brasileiro, em um placar que ficou 0 a 0. Na ocasião, o meia deu um lindo drible, a famosa "caneta" no então atacante do Flamengo Cristian Borja que foi vitima da habilidade do craque. Porém, a readaptação de Felipe ao futebol brasileiro não foi tão simples, começou a jogar no segundo semestre de 2010, e mesmo atuando mantendo uma boa média em suas atuações, não teve como ajudar a equipe que fez campanha mediana no campeonato.[5]

2011[editar | editar código-fonte]

Em 2011, o clube inicia o pior começo de temporada da história, com 4 derrotas e 1 empate nos 5 primeiros jogos da Taça Guanabara. Felipe então, foi alvo de questionamentos e hostilidade por parte de alguns torcedores, o que culminou no seu afastamento por curto período de tempo e na queda do então técnico da equipe PC Gusmão. Com a chegada do novo técnico Ricardo Gomes, Felipe é reintegrado novamente na equipe, e começa a mostrar o seu grande futebol denovo.[6]

Na Taça Rio, o time está em uma ascensão incrível e Felipe começa a desfilar pelos gramados novamente, sendo o cérebro da equipe e comandando o meio-campo, as boas atuações do meia e da equipe, levaram o Vasco até a final da taça, que acabou por ser derrotado nos pênaltis para o maior rival Flamengo.[7] Como recompensa do futebol demonstrado, Felipe é premiado como o melhor meia (esquerda) do Campeonato Carioca.

Com o maestro nas graças da torcida, e a boa fase do time nas competições disputadas, Felipe comanda a equipe para a segunda decisão de Copa do Brasil da história do clube, onde pela primeira vez o meia e o Vasco são campeões da Competição, em pleno Couto Pereira contra o Coritiba.[8][9]

Questionado sobre se teria algo a declarar com relação as criticas do inicio do ano, o craque foi categórico e simples em dizer:

A conquista inédita proporcionou dias de festas no Brasil inteiro, e colocou o meia como o maior campeão na galeria dos maiores vencedores pelo clube.

2012[editar | editar código-fonte]

Em 2012, o Vasco da Gama começa o Estadual de forma avassaladora. E assim chega a final da Taça Guanabara de forma invicta, vencendo todos os jogos, inclusive tirando o arquirrival Flamengo na semi-final de virada por um placar de 2 a 1.[10] Porém o time sofre um apagão e perde a final do primeiro turno para o Fluminense.[11] Felipe que havia ficado no banco de reservas nesses dois jogos importantes, entrando somente em uma parte do jogo, por opção do treinador, em decorrência de estar revezando com outro grande ídolo do clube, Juninho Pernambucano, demonstra certa insatisfação.

Não tarde e com o problema resolvido, o Vasco que voltara a disputar a Copa Libertadores da América vai avançando na competição mostrando a força de seu elenco, e também vai garantindo mais uma vez o seu lugar na semi-final do segundo turno do Estadual, a Taça Rio. E mais uma vez, o time enfrentaria o maior rival, o Flamengo, que "mordeu" o time do Vasco com provocações, principalmente cometidas pelo atacante rubro-negro, Vágner Love. No dia 22 de Abril, o Vasco venceu a partida por um placar de 3 a 2, de virada, com um show absolutamente inquestionável do meia, autor de dois gols na partida, sendo um deles um belo gol.[12] Assim, mais uma vez o Vasco despacha o maior rival em um jogo decisivo na temporada, dessa vez sob a regência de seu maestro, que por sua vez respondeu a provocação do jogador adversário Vágner Love com a seguinte declaração:

Porém, a equipe novamente sofre um apagão e acaba por perder a final do segundo turno para a equipe do Botafogo, concluindo assim duas derrotas na final dos dois turnos do Campeonato Carioca.[13] Mais uma vez recebeu prêmio melhor meia esquerda do Campeonato Carioca.[14]

Após a eliminação nas quartas de final da Copa Libertadores da América, e a frustração da má campanha da equipe no 2º turno do Campeonato Brasileiro, não classificando o clube pra Libertadores, Felipe que recentemente renovara seu contrato por pelo menos mais 1 ano se concentrava para uma boa temporada em 2013. No dia 21 de dezembro de 2012, Felipe tem seu contrato rescindindo com o Vasco da Gama[15] pelo então diretor René Simões que mesmo não tendo história alguma dentro do clube ganhou uma espécie de "queda-de-braço" contra o atleta.

Apesar de ter se desligado do clube, o jogador teve, através de uma carta, a permanência pedida por torcedores vascaínos junto ao gerente de futebol cruz-maltino, René Simões. O motivo alegado foram as complicações, principalmente financeiras, que avizinhavam o Vasco, fator que poderia interferir negativamente na contratação de reforços,[16] além dos fatores de idolatria e qualidade. O elenco era limitado e a torcida previa o que poderia acontecer.

Entretanto, apesar das tentativas dos fãs de demover Simões da ideia, o gerente de futebol confirmou, em 9 de janeiro de 2013, a rescisão contratual de Felipe, rescisão esta tida pelo dirigente como "amigável".[17]

Fluminense[editar | editar código-fonte]

No dia 17 de janeiro de 2013, a pedido do técnico Abel Braga, o Fluminense fechou a contratação de Felipe. Esta será a 2ª passagem dele pelo clube, que ele já havia defendido em 2005.[18][19][20][21][22] Foi apresentado ao clube no dia seguinte.[23][24][25][26]

Em 30 de janeiro, pela terceira rodada do Estadual, Felipe reestreia, depois de oito anos, com a camisa tricolor diante do Friburguense, no Engenhão.[27][28][29] E jogou a partida contra seu ex-clube Vasco em 9 de fevereiro, no Engenhão em um empate por 1 a 1.[30][31]

Não renovou seu contrato e em 31 de Dezembro se desvinculou do clube.

Aposentadoria[editar | editar código-fonte]

Em março de 2014, anunciou sua aposentadoria, aos 36 anos. Felipe esteve perto de acertar seu retorno ao Vasco, para encerrar sua carreira, mas sem chegar a um acordo com o clube, acabou encerrando fora de São Januário.[32]

Seleção Brasileira[editar | editar código-fonte]

O seu primeiro jogo pela Seleção Brasileira foi num amistoso em 1998 frente a Seleção Iugoslava. Nessa época o treinador brasileiro era Vanderlei Luxemburgo; porém com a saída de Luxemburgo do comando da seleção em 1999, Felipe deixou de ser convocado.

Em 2004, Felipe estava em boa fase no Flamengo e Carlos Alberto Parreira, então treinador brasileiro, deu uma nova chance ao jogador na Seleção Brasileira. Felipe foi convocado para a disputa da Copa América de 2004, chegando a jogar na final frente a Seleção Argentina, entrando no lugar de Alex. A Seleção Brasileira venceu a competição na disputa por pênaltis. Esta foi a sua última participação em jogos pela Seleção do Brasil.

Títulos[editar | editar código-fonte]

Brasil Vasco da Gama
Brasil Flamengo
Brasil Fluminense
Catar Al-Sadd
Brasil Seleção Brasileira

Prêmios individuais[editar | editar código-fonte]

  • Seleção do Campeonato Brasileiro: 1997 e 1998
  • Seleção da América do Sul: 1998
  • Craque do Campeonato Carioca: 2004
  • Melhor Jogador Primeira Divisão Nacional do Qatar: 2005-06 e 2006-07
  • Melhor Jogador da Qatar Crown Prince Cup: 2005-06 e 2007-08
  • Melhor Jogador da Emir Of Qatar Cup: 2006-07
  • Melhor Estrangeiro a jogar pelo Al-Sadd
  • Melhor Jogador da Copa do Brasil: 2004 e 2011
  • Seleção do Campeonato Carioca: 2004, 2011 e 2012

Referências

  1. «Perfil de Matheus Felipe Jorge Loureiro». Consultado em 17 de Janeiro de 2013 
  2. a b Felippe Costa e Rafael Cavalieri (27 de abril de 2011). «GloboEsporte.com - Emoções, títulos e carinho: Felipe faz jogo 300 com a camisa do Vasco». Consultado em 21 de abril de 2012 
  3. Fred Huber e Rafael Cavalieri (10 de junho de 2011). «GloboEsporte.com - Felipe se torna o jogador mais vitorioso da história do Vasco». Consultado em 21 de maio de 2012 
  4. «Felipe retorna do Catar e treina no Vasco; Dedé perto de alta». Consultado em 27 de novembro de 2012 
  5. «No clássico da caneta e das defesas incríveis, Fla e Vasco ficam no empate». Consultado em 1 de Outubro de 2010 
  6. «Clube inicia o pior começo de temporada da história». Consultado em 22 de Janeiro de 2011 
  7. «Nos pênaltis, de novo, Fla vence a Taça Rio e conquista o Carioca». Consultado em 1 de Maio de 2011 
  8. «EM JOGAÇO DE BOLA, VASCO É CAMPEÃO MESMO COM DERROTA PARA COXA: 3 A 2». Consultado em 8 de Junho de 2011 
  9. «Vasco domina a tensão, vence o Coritiba e abre vantagem na final». Consultado em 1 de Junho de 2011 
  10. «DE VIRADA, VASCO DESFILA COMPETÊNCIA E VAI PARA A FINAL DA TAÇA GUANABARA». Consultado em 4 de Maio de 2012 
  11. «'DANÇARINO' FRED FAZ DOIS, FLU VENCE O VASCO E LEVA A TAÇA GUANABARA». Consultado em 26 de Fevereiro de 2012 
  12. «COM SHOW DE FELIPE, VASCO ELIMINA FLA E DECIDE TAÇA RIO COM BOTAFOGO». Consultado em 22 de Maio de 2012 
  13. «COISA DE LOCO: BOTAFOGO ATROPELA O VASCO E CONQUISTA A TAÇA RIO». Consultado em 29 de Maio de 2012 
  14. «Festa do Carioca 2012». Consultado em 2 de Março de 2012 
  15. Janir Júnior e Rafael Cavalieri (21 de dezembro de 2012). «GloboEsporte.com - René Simões decide rescindir o contrato de Felipe». Consultado em 21 de dezembro de 2012 
  16. Carta aberta da torcida a René pede permanência de Felipe no Vasco
  17. René confirma rescisão de Felipe com o Vasco
  18. Felipe está de volta ao Fluminense
  19. «Felipe pode reestrear pelo Flu já contra o Botafogo». Consultado em 18 de Janeiro de 2013 
  20. «Após acerto com Felipe, Flu pode fechar com outro meia». Consultado em 19 de Janeiro de 2013 
  21. «Fluminense confirma contratação de Felipe». Consultado em 20 de Janeiro de 2013 
  22. «Felipe será apresentado na manhã de sábado nas Laranjeiras». Consultado em 21 de Janeiro de 2013 
  23. «Felipe: "Vim pra somar, se tiver que jogar 10, 20 ou 30 minutos"». Consultado em 22 de Janeiro de 2013 
  24. «Com estreias de Felipe e Monzón, Fluminense enfrenta o Friburguense». Consultado em 27 de Janeiro de 2013 
  25. «Felipe e Monzón começarão como titulares na quarta». Consultado em 28 de Janeiro de 2013 
  26. «Felipe rouba a cena e se destaca no treino desta terça». Consultado em 29 de Janeiro de 2013 
  27. Fluminense poderá ter estreias na partida contra o Friburguense
  28. «Felipe diz ter "dívida de gratidão" com o Flu». Consultado em 31 de Janeiro de 2013 
  29. «Fred é confirmado no banco do Flu; Monzón e Felipe são titulares». Consultado em 29 de Janeiro de 2013 
  30. «"Felipe não viajou porque eu não quis", dispara Abel». Consultado em 14 de Fevereiro de 2013 
  31. «Fluminense está oficialmente escalado». Consultado em 30 de Janeiro de 2013 
  32. «Felipe anuncia o fim da carreira profissional: 'Uma hora ia chegar'». Consultado em 15 de março de 2014 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]