René Simões

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René Simões
Informações pessoais
Nome completo René Rodrigues Simões
Data de nasc. 17 de dezembro de 1952 (62 anos)
Local de nasc. Rio de Janeiro, (RJ), Brasil
Informações profissionais
Clube atual Brasil Figueirense
Função Treinador
Clubes de juventude
Brasil São Cristóvão
Brasil Flamengo
Brasil Bonsucesso
Times/Equipas que treinou
1978–1979
1979
1980–1981
1981–1982
1982–1985
1985
1986–1987
1987
1987
1988
1988
1989
1989
1990–1991
1991
1991–1992
1992–1993
1993–1994
1994–2000
2001–2002
2003
2004
2004
2005
2006
2006
2006
2007
2008
2008–2009
2009
2009
2009
2010
2010–2011
2011
2011
2013
2014–2015
2015–
Brasil Serrano
Brasil Universidade Somley
Brasil Olaria
Brasil Fluminense (sub-23)
=Emirados Árabes Unidos Al Qadsia
Brasil Mesquita
Brasil Portuguesa
Brasil Brasil (sub-23)
Portugal Vitória de Guimarães
Brasil Brasil (sub-17)
Brasil Brasil (sub-20)
Brasil Bahia
Catar Al Haiah
Catar Al Rayyan
Brasil Ferroviária
Brasil Ponte Preta
Catar Al Rayyan
Catar Al Arabi
Jamaica Jamaica
Trinidad e Tobago Trinidad e Tobago
Honduras Honduras
Catar Al Khor
Brasil Brasil Feminino
Brasil Vitória
Irã Irã (sub-23)
Brasil Santa Cruz
Brasil Vila Nova
Brasil Coritiba
Jamaica Jamaica
Brasil Fluminense
Brasil Coritiba
Brasil Portuguesa
Costa Rica Costa Rica
Brasil Ceará
Brasil Atlético Goianiense
Brasil Bahia
Brasil Barueri
Brasil Atlético Goianiense
Brasil Botafogo
Brasil Figueirense
Última atualização: 17 de agosto de 2015

René Rodrigues Simões, mais conhecido como René Simões (Rio de Janeiro, 17 de dezembro de 1952), é um treinador de futebol brasileiro. Atualmente, é técnico do Figueirense.

Carreira[editar | editar código-fonte]

Início[editar | editar código-fonte]

Simões chegou a jogar pelos juniores de São Cristóvão, Flamengo e Bonsucesso, mas preferiu estudar a continuar a carreira de jogador. Formado em Educação Física, é membro do painel de instrutores da FIFA. É o único treinador do mundo que já dirigiu seleções masculinas e femininas em competições oficiais da Fifa e que já comandou todas as categorias de Seleções em Copas do Mundo da FIFA.[1] René também já comandou os selecionados Sub-17 com Trinidad e Tobago e Sub-20 com o Brasil, além da seleção principal da Jamaica na Copa do Mundo de 1998.

Jamaica[editar | editar código-fonte]

René assumiu a seleção jamaicana em 1994, com o objetivo de classificar o time para a Copa do Mundo de 1998. Para começar, procurou seus jogadores, e descobriu que muitos trabalhavam em hotéis (Warren Barrett carregava malas, Theodore Whitmore era barman). Foi para a Inglaterra e achou seis ingleses, filhos de jamaicanos, nos times de lá, jogadores que, não sendo lembrados para a seleção inglesa, se valeram da ascendência jamaicana para integrar a seleção daquele país e poder tentar disputar uma Copa. Depois arranjou financiamento, e pediu ajuda à Federação Jamaicana, criando o projeto "Adote um Jogador", que consistia em uma empresa patrocinar um jogador específico, o que atraiu grandes empresas, como Shell, Citibank e Burger King. E claro, um esquema tático bom, que levaria a Jamaica à classificação. Em 2008, René voltou a dirigir a Jamaica, sem conseguir levá-la à Copa do Mundo de 2010.

Em 2000, René é contratado pelo Flamengo (gestão Edmundo Santos Silva) como dirigente profissional, sendo um retumbante fracasso, demitido pouco menos que 3 meses após sua contratação, tal como o fracasso que ele seria anos depois como dirigente profissional do Vasco da Gama.

Seleção feminina do Brasil[editar | editar código-fonte]

Em Sidney 2000, a seleção brasileira feminina acabara em quarto lugar. Quando René Simões foi contratado, com vistas às Olimpíadas de 2004, investiu especialmente no psicológico: contratou palestrantes, colocou frases motivacionais e, especialmente, deu uma bola de tênis para cada jogadora, para que elas materializassem na bolinha o desejo pela medalha. No plano físico, concentrou totalmente as jogadoras e pediu a elas para fazer um caderno para especificarem o que tinham de melhorar. Como resultado, o time foi vice-campeão olímpico com quatro vitórias (1 a 0 sobre a Austrália, 7 a 0 sobre a Grécia, 5 a 0 sobre o México e 1 a 0 sobre a Suécia) e duas derrotas para as norte-americanas que mostraram algum progresso: na primeira fase, derrota por 2 a 0, mas dominando o primeiro tempo, e, na final, derrota por 2 a 1 na prorrogação, jogando melhor. Depois das Olimpíadas, Simões recebeu diversas propostas (ele aceitou a do Vitória), e o futebol feminino começou a mover dirigentes para criar um campeonato (antes dos jogos, as jogadoras que não atuavam no exterior viviam exclusivamente da Seleção).

O Dia em que as Mulheres Viraram a Cabeça dos Homens

Este é o título do livro lançado em 2007, em que René Simões tem como base principalmente sua própria experiência à frente do comando técnico da seleção brasileira de futebol feminino e a conquista da medalha de prata nas Olimpíadas de Atenas, em 2004. O livro valeu-lhe o prêmio literário do sindicato dos jogadores naquele ano.

Vitória[editar | editar código-fonte]

Depois do sucesso com a Seleção Feminina, René recebeu diversas propostas de clubes brasileiros e do exterior, e acabou aceitando a do time baiano, que acabara de cair para a Série B do Campeonato Brasileiro. Com discursos cheios de otimismo e conteúdo, ganhou a confiança da torcida e da imprensa local. No Campeonato Baiano daquele ano, foi campeão invicto, aumentando ainda mais as expectativas para a disputa do campeonato nacional, embora eliminado da Copa do Brasil logo na segunda fase para o Baraúnas.

O começo foi modesto, tendo o time baiano disputando apenas uma vaga para a próxima fase do certame. Com quatro rodadas para o término do campeonato, o Vitória, na oitava posição, garantindo assim a vaga para a fase seguinte, sofreu três derrotas, deixando o clube a um ponto da zona de rebaixamento. Ainda assim, empatando na última rodada, eram necessários que acontecessem, no mínimo, quatro resultados para que o Leão caísse. O que era impossível aconteceu e o Vitória caiu para a Série C, fato inédito na sua história. A diretoria foi trocada antes mesmo de René ser demitido, o que também não demorou mais de um dia para acontecer.

Coritiba[editar | editar código-fonte]

Em 6 de junho de 2007, René assumiu o comando do Coritiba. O Coxa estava em seu segundo ano na série B do Campeonato Brasileiro, e o retorno à Primeira Divisão era o grande desafio do técnico. Após a apresentação oficial, com intervalo de algumas horas, Simões seguiu viagem com a delegação para Belém do Pará, onde acompanharia ainda fora dos gramados o jogo contra o Remo, mas já orientando tecnicamente a equipe. Foi a primeira vez que ele comandou uma equipe do Sul do Brasil. Em 24 de novembro sagrou-se campeão brasileiro da Série B, conseguindo o acesso com cinco rodadas de antecedência.

Do Caos ao Topo: Uma Odisseia Coxa-Branca

Com a conquista do título e toda a saga para o clube retornar à elite do futebol brasileiro, Simões editou a sua segunda obra literária, que bateu recorde de venda numa rede de livrarias da capital paranaense durante os três dias de lançamento do livro no ano posterior ao retorno à elite, em 2008. Além do destaque como treinador, com esta obra conquistou o Troféu Literário 2008 do Sindicato de Treinadores Profissionais do Rio de Janeiro.

Fluminense[editar | editar código-fonte]

René Simões fez uma campanha de recuperação pelo tricolor carioca no Campeonato Brasileiro de 2008, conseguiu evitar o rebaixamento e ainda classificou a equipe para a Copa Sul-Americana de 2009. Em 2009, René passou por alguns altos e baixos pelo comando técnico do tricolor. Além da eliminação nas semifinais da Taça Guanabara para o Botafogo por 1 a 0, René estava ameaçado de sair do comando tricolor, caso não conseguisse ganhar o jogo contra o Nacional-PB pela Copa do Brasil, porém, mesmo com a vitória de 1 a 0 no jogo de ida e 3 a 0 no jogo de volta, René Simões foi demitido dois dias antes do jogo contra o Mesquita pelo segundo turno (Taça Rio) do Campeonato Carioca, tendo comandado o time em 21 jogos, com 60,32% de aproveitamento no total.

Volta ao Coritiba[editar | editar código-fonte]

Após ser demitido do Fluminense, René voltou ao Coxa justamente no ano de centenário do clube. Seu primeiro jogo depois da volta ao Coritiba foi pela penúltima rodada do Campeonato Paranaense, contra o Atlético-PR, uma vitória por 4 a 2 que manteve as chances de título do time. René conduziu ainda o clube às semifinais da Copa do Brasil, onde foi eliminado pelo Internacional. Com os maus resultados, que fizeram o time figurar constantemente na zona de rebaixamento, René acabou demitido dia 9 de agosto.

Portuguesa[editar | editar código-fonte]

No dia 12 de agosto, apenas três dias depois de ser demitido pelo Coritiba, assinou com o Portuguesa. Acabou pedindo demissão da Lusa após a derrota em casa para o Vila Nova. Mas a principal razão do pedido foi o fato ocorrido depois do jogo, em que conselheiros do clube entraram no vestiário com seus seguranças e ameaçaram jogadores e membros da comissão técnica para que o time voltasse a obter bons resultados.

Costa Rica[editar | editar código-fonte]

No dia 17 de setembro assinou contrato para comandar a Seleção Costarriquenha, mas após a eliminação para o Uruguai na Repescagem das Eliminatórias da Copa do Mundo de 2010, deixou o cargo.[2]

Ceará[editar | editar código-fonte]

No dia 20 de dezembro assinou contrato para comandar o Ceará,[3] mas foi demitido em 1 de fevereiro após apenas sete jogos pelo Campeonato Cearense — quando o time ocupava o décimo lugar entre doze equipes.[4]

Atlético Goianiense[editar | editar código-fonte]

No dia 31 de julho de 2010 foi anunciado como o novo treinador do Atlético Goianiense. Na frente do Atlético Goianiense conseguiu livrá-lo do rebaixamento no Brasileirão. No ano seguinte, após um começo de estadual com altos e baixos, foi demitido.

Bahia[editar | editar código-fonte]

Em abril de 2011 foi confirmado para dirigir o Bahia. Chegou a Salvador pedindo o apoio da torcida: "Com ela do nosso lado tudo fica muito fácil. Quero ver o torcedor jogando junto, vaiando o adversário." Em setembro foi demitido pela diretoria do clube, após vinte jogos, sendo quatro vitórias, nove empates e sete derrotas.[5]

Grêmio Barueri[editar | editar código-fonte]

Em setembro de 2011 René Simões assumiu o Grêmio Barueri e estreou com vitória por 2 a 1 sobre a Ponte Preta, mas foi demitido 2 meses depois após a derrota por 3 a 1 para o ABC de Natal em casa. No seu comando o Barueri fez 15 gols e sofreu 20.

São Paulo[editar | editar código-fonte]

No dia 16 de fevereiro de 2012, foi anunciado como o novo diretor-técnico das categorias de base do São Paulo. Desligou-se do cargo no dia 7 de novembro do mesmo ano.[6]

Vasco da Gama[editar | editar código-fonte]

No dia 4 de dezembro de 2012, foi anunciado como o novo diretor executivo do Vasco da Gama. Porém, após pouco meses de trabalho, foi demitido do cargo, por não conseguir desenvolver um trabalho que tenha agradado a diretoria e a torcida vascaína para o seu lugar Ricardo Gomes foi anunciado como diretor executivo.[7]

Volta ao Atlético Goianiense[editar | editar código-fonte]

Após ser demitido do cargo de diretor executivo do Vasco, René retornou como treinador, dessa vez voltando ao comando do Atlético Goianiense.[8] Porém sua passagem foi curta, após oito partidas e seis derrotas, pediu demissão.[9]

Botafogo[editar | editar código-fonte]

Foi apresentado em 17 de dezembro de 2014 como treinador do Botafogo, classificando como talvez o maior desafio da carreira.[10]

Conseguiu levar o Botafogo para a final do Campeonato Carioca de 2015, perdendo o título para o Vasco, onde o placar agregado foi de 3 a 1 para o Vasco.

Em 15 de julho de 2015 foi demitido do Botafogo por ser eliminado ainda na terceira fase da Copa do Brasil pelo Figueirense.[11] Comandou o time em 38 jogos, com 22 vitórias, oito empates e oito derrotas. Apesar dos recentes maus resultados, deixa o time na liderança da Série B, com 24 pontos, mesma pontuação de América-MG, Bahia e Náutico.

Figueirense[editar | editar código-fonte]

No dia 17 de agosto de 2015, René assinou com o Figueirense para a disputa do restante do Campeonato Brasileiro e da Copa do Brasil.[12]

Outros cargos[editar | editar código-fonte]

Estatística[editar | editar código-fonte]

Atualizado em 29 de Agosto de 2015.

Clube Jogos Vitórias Empates Derrotas
Fluminense 21 11 5 5
Portuguesa 3 0 1 2
Costa Rica 4 1 2 1
Ceará 7 2 1 4
Atlético Goianiense 41 21 7 13
Bahia 24 6 9 9
Grêmio Barueri 13 5 3 5
Atlético Goianiense 8 2 0 6
Botafogo 38 22 8 8
Figueirense 3 3 0 0

Títulos[editar | editar código-fonte]

Seleção Brasileira
Al-Rayyan
Seleção Iraniana
Seleção Jamaicana
Seleção Trinitária
Seleção Brasileira Feminina
Vitória
Coritiba
Botafogo

Condecorações[editar | editar código-fonte]

  • Condecorado pela FIFA como técnico da equipe que mais evoluiu no mundo com o time de futebol sênior da Jamaica - 1995
  • Condecorado pelo governo brasileiro com a medalha Rio Branco - 1997
  • Condecorado pelo governo jamaicano com a medalha Comenda da Distinção - 1999

Referências

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Precedido por
Evaristo de Macedo
Vágner Benazzi
Treinador do Bahia
1989
2011
Sucedido por
Carbone
Joel Santana
Precedido por
Guilherme Macuglia
Ivo Wortmann
Treinador do Coritiba
2007
2009
Sucedido por
Dorival Júnior
Édison Borges (interino)
Precedido por
Vinícius Eutrópio
Treinador do Fluminense
2008–2009
Sucedido por
Gilson Gênio
Precedido por
Vagner Mancini
Treinador do Botafogo
2015
Sucedido por
Ricardo Gomes
Precedido por
Argel Fucks
Treinador do Figueirense
2015–
Sucedido por