Associação Portuguesa de Desportos

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Portuguesa
Portuguesa de Desportos.png
Nome Associação Portuguesa de Desportos
Alcunhas Lusa,
Fabulosa,
Rubro-verde
Torcedor/Adepto Lusitano
Rubro-verde
Mascote Leão
Fundação 14 de agosto de 1920 (97 anos)
Estádio Doutor Oswaldo Teixeira Duarte – Canindé
Capacidade 21.004 Pessoas
Localização Brasão da cidade de São Paulo.svg São Paulo, São Paulo SP, Brasil Brasil
Presidente Brasil Alexandre Barros
Treinador Brasil Allan Aal
Patrocinador Brasil Armarinhos Fernando
Material (d)esportivo Brasil Icone Sports
Competição São Paulo Campeonato Paulista - Série A2
Ranking nacional Baixa (17) 49º lugar, 2.537 pontos
Website [1]
Cores do Time Cores do Time Cores do Time
Cores do Time
Cores do Time
Uniforme
titular
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Uniforme
alternativo
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Temporada atual
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Associação Portuguesa de Desportos DmCMHIHMHM é um clube poliesportivo brasileiro com sede em São Paulo que tem como modalidade esportiva principal o futebol.

Quinto maior clube paulista em títulos estaduais e participações na elite da atualidade, o clube passa por um momento de crise e declínio no futebol, desde o título do Campeonato Brasileiro - Série B de 2011 e permanência na elite nacional em 2013, até 2018, ano em que deixou de participar do Campeonato Brasileiro de Futebol pela primeira vez desde a era moderna da competição, iniciada em 1971.

O vice-campeonato Brasileiro de 1996, o Campeonato Brasileiro - Série B de 2011, os títulos do Torneio Rio-São Paulo em 1952 e 1955 (a época o único campeonato interestadual do Brasil e precursor do Campeonato Brasileiro), e os 3 títulos do Campeonato Paulista (último em 1973) ficaram marcados como os seus mais célebres momentos.

Fundada em 1920, a Lusa, como também é conhecida, já contou com grandes jogadores da história do futebol brasileiro. Djalma Santos, Julinho Botelho, Félix, Leivinha, Marinho Peres, Enéas, Roberto Dinamite, Dener e Zé Roberto foram só alguns dos grandes futebolistas que jogaram pela equipe paulistana em seus mais de 4.800 jogos.[1]

História[editar | editar código-fonte]

Fundação[editar | editar código-fonte]

No dia 14 de agosto de 1385, as tropas portuguesas, lideradas por D. João, mestre de Avis, derrotaram as tropas de D. João I de Castela em Aljubarrota. A batalha de Aljubarrota é um dos acontecimentos mais importantes da história de Portugal e marcou o início da dinastia de Avis, ligada aos descobrimentos que permaneceria no poder até 1580.

Quase cinco séculos mais tarde, no dia 14 de agosto de 1920, o jornal O Estado de S. Paulo anunciava em sua página esportiva:

Equipes do Palmeiras e da Portuguesa em partida do Campeonato Brasileiro de 2008 no Estádio do Pacaembu.

A Portuguesa surgia da fusão de cinco sociedades lusitanas já existentes: Luzíadas Futebol Club, Associação 5 de Outubro, Esporte Club Lusitano, Associação Atlética Marquês de Pombal e Portugal Marinhense. O pedido de filiação da Portuguesa à Associação Paulista de Esportes Atléticos (APEA) foi deferido no dia 2 de setembro de 1920, mas como não havia mais tempo para a inscrição no campeonato daquele ano, a Portuguesa fundiu-se ao Mackenzie, já inscrito, e participaram juntos do campeonato de 1920.

A Associação Atlética Mackenzie College foi o primeiro clube de futebol brasileiro para brasileiros. Fundada em 1898 por estudantes do Mackenzie College, era formada apenas por alunos do colégio. A Portuguesa-Mackenzie disputou os certames pela APEA até 1922.

Em 1923, a Associação Portuguesa de Esportes desligou-se do parceiro e passou a disputar jogos com sua antiga denominação. Em 1940 a Associação Portuguesa de Esportes alterou seu nome para Associação Portuguesa de Desportos.

Portuguesa de 1933[editar | editar código-fonte]

Principais jogadores deste ano, em que a Lusa foi a terceira colocada no Campeonato Paulista e também no Torneio Rio-São Paulo: Batatais, Neves e Machado.

No Torneio Rio-São Paulo, a competição mais acirrada do ano de 1933 no Brasil, a Lusa fez 30 pontos em 22 jogos, com 12 vitórias, 6 empates e apenas 4 derrotas, 57 gols pró e 33 contra, saldo favorável de 24 gols.

Portuguesa do biênio 1935/1936[editar | editar código-fonte]

A equipe da Portuguesa de 1935 e 1936 ficou marcada por ter sido bicampeã paulista.

Em 1935, a Portuguesa tinha quinze anos de história e venceu o campeonato paulista daquele ano com certa facilidade, tendo sido líder absoluta durante toda a competição, só não sendo campeã invicta daquele ano, pois tropeçou no último jogo da competição contra o Ypiranga, na rua dos Ituanos. Por causa de seu tropeço a Portuguesa voltou a enfrentar a equipe do Ypiranga numa melhor-de-três pontos, empatando com a equipe do Ypiranga por 2 a 2, mas impondo a sua melhor categoria na segunda partida, quando impôs uma goleada por 5 a 2, se tornando campeã paulista de 1935, naquele que foi seu primeiro título estadual.

No ano seguinte veio o bicampeonato, com certa facilidade, pois a Portuguesa chegou na final contra o mesmo Ypiranga que enfrentou no ano anterior, só que desta vez não foi preciso uma melhor de três, pois a Lusa goleou a equipe do bairro do Ipiranga por 6 a 1.

Escalação: Rossetti, Fiorotti e Oswaldo; Duílio, Barros e Mandico; Arnaldo, Frederico, Paschoallino, Carioca e Adolpho.

No último ano da década de 1930, em 1940, primeiro ano da Era Pacaembu, a Lusa se sagraria vice-campeã paulista.

Portuguesa da década de 1950[editar | editar código-fonte]

Djalma Santos, bicampeão do Torneio Rio-São Paulo com a Portuguesa.

O time da década de 1950 é considerado a melhor equipe de toda a história da Portuguesa, não só por ter conquistados títulos importantes dentro e fora do País, mas também por ter levado muitos jogadores para a seleção brasileira.

A Lusa conquistou um torneio disputado na cidade de Salvador no ano de 1951, torneio este disputado contra as equipes baianas do Esporte Clube Bahia, Esporte Clube Vitória e Esporte Clube Ypiranga, este último sendo na época, um dos grandes clubes da capital baiana, como os outros dois, que formam a conhecida dupla Ba-Vi[2], e também o Torneio de Belo Horizonte neste mesmo ano, disputado contra os clubes mineiros América, Atlético e Cruzeiro.[3]

Além do Torneio San Izidro 1951, conquistado na Espanha, a Portuguesa também ganhou a Fita Azul por 3 vezes, por ter feito três expedições fora do País invictas, nos anos de 1951, 1953 e 1954.

A 17 de setembro de 1954 foi feita Dama da Ordem Militar de Cristo.[4]

A Portuguesa dos anos 1950 também foi por duas vezes campeã do Torneio Rio-São Paulo, nos anos de 1952, na final contra o Clube de Regatas Vasco da Gama e em 1955, na final contra a Sociedade Esportiva Palmeiras.[5]

No último ano da década de 1950, a Lusa foi vice campeã paulista de 1960, terminando o campeonato dois pontos atrás do Santos Futebol Clube, do Rei Pelé. Uma derrota para o surpreendente Noroeste, que terminaria o campeonato estadual na quinta colocação, em Bauru, na penúltima rodada, em 11 de dezembro, foi determinante para separar os dois clubes na tabela de classificação final.[6]

Principais jogadores da Lusa na década de 1950: Brandãozinho, Djalma Santos, Ipojucan, Simão, Julinho Botelho e Pinga.

Portuguesa de 1971 a 1975[editar | editar código-fonte]

Terceira colocada do Paulista em 1971, a Lusa ainda chegaria em quarto em 1974, em duas belas campanhas estaduais.

No ano de 1971, a rubro verde conquistou o Torneio Oswaldo Teixeira Duarte, em Goiás, contra Goiânia, Goiás e Vila Nova, vencendo na final o Goiânia por 2 a 1.[7]

Em 1972 a Portuguesa venceu o Torneio Quadrangular de Istambul[8], prenúncio da glória que viria a seguir.

A Portuguesa de 1973 será lembrada por um título estadual polêmico, quando foi co-campeã paulista com o Santos Futebol Clube, após um erro do árbitro Armando Marques na contagem dos pênaltis, perante cerca de 116.000 torcedores, mas poucos citam o fato de que a Lusa teve um gol anulado neste mesmo jogo, um gol legítimo de seu centroavante Cabinho. Para se classificar para final, a Portuguesa foi campeã invicta da Taça São Paulo, com 7 vitórias e 4 empates, vindo a vencer o Palmeiras na partida decisiva disputada no Pacaembu por 3 a 0, perante 29.600 torcedores pagantes.

Era um time jovem que jogava de maneira irregular, mas com muita qualidade, tanto na defesa, quanto no ataque, que tinha ainda o centroavante Cabinho, que mais tarde seria ídolo no México.

Escalação: Zecão, Izidoro, Pescuma, Badeco, Calegari, Cardoso, Xaxá, Eneas, Wilsinho, Cabinho e Basílio.

A Lusa manteve a base nos anos seguintes, sagrando-se vice-campeã paulista em 1975, perdendo o título nos pênaltis para o São Paulo, após uma vitória de 1 a 0 para cada um dos oponentes nos dois jogos decisivos.

Portuguesa de 1984 a 1986[editar | editar código-fonte]

O time rubro-verde era liderado por Edu Marangon, criado nas categorias de base da Lusa, tendo estreado na equipe principal no ano de 1984, ano em que a Lusa foi sétima colocada no Campeonato Brasileiro. Edu foi o maestro do time vice-campeão paulista em 1985, assim como na quinta colocação do Paulistão 1986, vindo a deixar o clube em 1988.

Outro grande jogador neste período, foi o experiente zagueiro Luís Pereira, que comandava a defesa do time que teve apenas 4 derrotas em 36 jogos do Paulistão 1985, ano em que a Lusa não teve os seus jogos transmitidos pela TV que detinha dos direitos desse campeonato, inclusive a final, por não concordar em receber quantia menor pelos direitos de transmissão do que Corínthians, Palmeiras, Santos e São Paulo.[9]

A 23 de Abril de 1987 foi feita Membro-Honorário da Ordem do Infante D. Henrique.[10]

Portuguesa de 1996[editar | editar código-fonte]

A Portuguesa de 1996 não ganhou nenhum título de expressão, mas ficou marcada por estar entre as melhores equipes do país. Naquele ano, a Portuguesa conquistou o Torneio Início do Campeonato Paulista e foi vice-campeã brasileira.

A Lusa foi valente. Terminou a fase classificatória na 8ª colocação com 36 pontos. Um a mais do que o 9º, 10º e 11º colocados (Internacional-RS, Sport Recife e São Paulo, respectivamente). A Portuguesa, seguindo o regulamento da competição, pegaria o primeiro colocado, Cruzeiro, nas quartas de finais. Perguntado por jornalistas na sala de imprensa do Mineirão, logo após o jogo do Cruzeiro, o Presidente do clube ironizou: "Pegamos a Portuguesa? Então já estamos na semifinal!" Mas a Portuguesa cresceu, não se intimidou e despachou o Cruzeiro para Belo Horizonte com uma vitória convincente por 3 a 0 no estádio do Canindé. No jogo de volta a Lusa perdeu por 1 a 0, mas avançou.

Já nas semifinais a Lusa enfrentou outro time mineiro, o Atlético, mas o respeito era nítido. A Portuguesa fez o primeiro jogo no Morumbi e venceu por 1 a 0 a equipe mineira. Já no jogo da volta conseguiu um empate por 2 a 2 e avançou pela primeira vez em sua história a uma final de um campeonato brasileiro. O adversário, dessa vez seria um gaúcho, o Grêmio, sexto colocado na fase de classificação.

Na final a Lusa começou muito bem. No dia 11 de dezembro de 1996 ocorreu o primeiro jogo da grande final no estádio do Morumbi. A Lusa venceu por 2 a 0, gols de Gallo e Rodrigo. O título estava encaminhado. Mas no segundo jogo, dia 15 de dezembro de 1996, a Lusa não se encontrou nos primeiros minutos e logo aos 3' minutos tomou gol do atacante Paulo Nunes. Depois, foi entrando no jogo gradativamente. Perdeu grandes oportunidades e o futebol puniu. Aos 39' minutos do 2º tempo, no cabeceio do zagueiro César em uma bola que ia para tiro de meta, Aílton marcou o segundo gol do Grêmio, gol esse que valeu o títulos aos gaúchos, pois o regulamento previa que em caso de dois placares iguais, não haveria um terceiro jogo, sendo o título dado ao time de melhor campanha na fase de classificação.

Como a Lusa ficou em 8ª e o Grêmio em 6º, o título foi parar no Sul, trazendo revolta ao torcedor lusitano. Sentimento de injustiças pelas belas atuações, são lembrados pelos lusitanos que viveram essa fase, e tiveram orgulho de ser Lusa.

Escalação: Clemer, Walmir, Émerson, César e Carlos Roberto, Capitão, Gallo, Caio e Zé Roberto, Alex Alves (Tico) e Rodrigo Fabri. Técnico: Candinho.

A 18 de agosto de 1997 foi feita Membro-Honorário da Ordem do Mérito.[11]

Portuguesa de 2002[editar | editar código-fonte]

No Campeonato Brasileiro de Futebol de 2002, a Portuguesa de Desportos sofreu um rebaixamento pela primeira vez na sua história, inédito, em seus até então, 82 anos. Posteriormente, em 2006, a equipe sofreria o primeiro rebaixamento no Campeonato Paulista.

A Portuguesa na Série A2 paulista[editar | editar código-fonte]

O maior clube a ser campeão da série A2 até hoje, é a Portuguesa, Campeonato Paulista de Futebol de 2007 - Série A2, mostrando claramente sua grandeza na campanha realizada. Em 27 jogos disputados ao todo, somou 16 vitórias, 8 empates e apenas 3 derrotas. Foi a melhor equipe da primeira fase do campeonato, com 38 pontos em 11 vitórias e apenas 3 derrotas. Na segunda fase, no Grupo A, composto por Portuguesa, Guarani, Bandeirante e São José, foi líder absoluta de forma invicta no grupo e garantiu a vaga na série A do Paulistão na 4ª rodada, após bater o Guarani por 1 a 0 e a vaga para a final na 5ª rodada, após um empate por 2 a 2 com o São José.

O time, em 6 jogos na segunda fase, conquistou 4 vitórias e 2 empates, sendo disparada a melhor equipe da segunda fase nos dois grupos e a única invicta, com 14 pontos, somando o dobro de pontos do Guarani (7 pontos), segundo colocado no grupo e que conquistou a vaga na série A do paulistão graças à Portuguesa, pois a mesma já estava classificada para a final e jogava na última rodada de grupos no Canindé contra o Bandeirante, que precisava de uma simples vitória sobre o time luso para conquistar o segundo lugar do grupo e, consequentemente, a vaga na série A do Paulistão. Porém, a Lusa não quis saber e fez a sua parte, venceu o Bandeirante por 1 a 0, e garantiu a volta do Guarani, que teve que torcer muito pela Lusa pois sua volta à elite paulista dependia daquele jogo.

A Lusa foi para a final enfrentar o Rio Preto, 3º colocado na 1ª fase com 34 pontos e 1º colocado do Grupo B da 2ª fase com 10 pontos, quatro a menos que a Lusa no Grupo A, de onde a Lusa passou com facilidade, de forma invicta, com antecedência e com o dobro de pontos do segundo colocado (o Guarani).

O primeiro jogo, em São José do Rio Preto, terminou empatado em 1 a 1, com um público menor que 2.000 pessoas, gols de Clayton para o Rio Preto e do lateral Leonardo para a Lusa. Já no Canindé lotado em São Paulo, com um público de aproximadamente 25.000 pessoas (12.000 pagantes), a Lusa pode dar o grito de campeã e fazer a festa depois do jogo, após bater o Rio Preto por 4 a 0, com gols de Rodrigo Uchôa (contra), Diogo, Rivaldo e Marcos Paulo.

Clayton, autor do gol do Rio Preto no 1º jogo da final, foi o artilheiro do campeonato com 12 gols, e logo após o termino do mesmo, foi contratado pela campeã Portuguesa, para a disputa da Copa do Brasil e da Série B.

A Lusa fez uma belíssima campanha, com apenas 3 derrotas no campeonato todo e disparada a melhor equipe em todas as fases disputadas no campeonato. Em uma pesquisa feita pelo site "Futebol Interior" com diversos jornalistas, dentre eles alguns da ESPN Brasil e Globo.com , foi eleita a seleção do campeonato. Metade da seleção pertencia à campeã Portuguesa do técnico Vágner Benazzi, que apostou principalmente na sua base, como Bruno Rodrigo, Rai, Leonardo, Joãozinho e Diogo, os 3 últimos foram vendidos para o exterior algum tempo depois. Os jogadores lusos eleitos na seleção foram: Tiago (o goleiro artilheiro da Lusa), Wilton Goiano, Leonardo, Marcos Paulo, Preto e Diogo.

2011: "Barcelusa"[editar | editar código-fonte]

Na disputa do Campeonato Brasileiro Série B de 2011, a Portuguesa jogou um futebol envolvente, de toque de bola refinado e ofensivo, que ganhou por isso mesmo o apelido de Barcelusa, numa comparação com o Futbol Club Barcelona, time europeu que disputa as partidas com essas características de jogo. A comparação feita entre a Portuguesa e o Barcelona foi tão grande que as notícias se espalharam pelo mundo, e fizeram com que repercutissem notícias da Portuguesa em grandes jornais da Espanha, comparando o estilo de jogo da Lusa com o do Barça.[12]

A Lusa garantiu o seu retorno ao Campeonato Brasileiro Série A, ao vencer o Americana Futebol em 22 de outubro de 2011 por 3 a 2, em partida disputada no interior paulista, com 7 rodadas de antecedência, vindo a conquistar o título do Campeonato Brasileiro Série B de 2011 após empatar com o Sport Recife por 2 a 2, na noite do dia 8 de novembro de 2011, faltando ainda 3 rodadas para o fim desse campeonato, partida esta com um público que lotava as arquibancadas do Estádio do Canindé.

Em 38 jogos, a Portuguesa teve 23 vitórias, 13 empates e apenas 3 derrotas, marcando 82 gols e sofrendo apenas 32, tendo ainda ficado invicta por 21 jogos durante essa competição. A excelente campanha da Portuguesa na Série B de 2011 é considerada a segunda melhor campanha da História do Campeonato Brasileiro da Série B, e além disso, a Portuguesa, com seus 82 gols marcados, obteve a marca de melhor ataque de toda a História da Série B, marca esta que outros grandes clubes assim como a Lusa que disputaram a Série B jamais chegaram perto, como por exemplo Palmeiras, Botafogo, Grêmio, Atlético-MG, Corinthians, Vasco e Coritiba.

2012: Reforço campeão do mundo[editar | editar código-fonte]

Empolgada com a grande campanha na Série B, a Lusa iniciava o ano de 2012 como favorita a uma vaga nas fases finais do Campeonato Paulista, ou até mesmo como um possível azarão na disputa do título.

Na primeira partida da temporada, mantendo a equipe-base da "Barcelusa" e o técnico Jorginho, a Portuguesa venceu o Corinthians (então campeão Brasileiro, e que meses depois conquistaria a Libertadores e o Mundial de Clubes) em partida amistosa no Pacaembu por 1 a 0 valendo o Troféu Doutor Sócrates, mostrando novamente o futebol envolvente de 2011. As expectativas para o ano que começava aumentavam ainda mais.[13]

O bom momento acabava aí. A derrota para o Paulista dentro do Canindé por 2 a 0 na estreia já prenunciava o pior. O time foi incapaz de crescer na competição, acumulou maus resultados e passou longe do G-8. Antes da última rodada a Lusa ocupava a 15ª colocação com 18 pontos, apenas 4 vitórias, 6 empates e 8 derrotas, e dependia de uma vitória sobre o Mirassol fora de casa para eliminar qualquer chance de rebaixamento. Foi goleada por 4 a 2.

Com o empate em 2 a 2 entre XV de Piracicaba e Mogi Mirim, e um gol marcado ao 43 minutos do 2º tempo pelo Botafogo de Ribeirão Preto sobre o Guarani, que definiu a vitória do Pantera por 2 a 1, a Portuguesa pela segunda vez em sua história foi rebaixada à Série A2. O clube chegava do céu ao inferno em apenas quatro meses e meio. Foi o primeiro de seis descensos sofridos em seis anos consecutivos, que levariam a Portuguesa aos piores dias de sua história.

Para o Campeonato Brasileiro de 2012, o técnico Jorginho foi trocado por Geninho. Para a posição de goleiro, carente de reforço após Weverton deixar o clube, foi contratado o consagrado Dida, campeão do mundo pela seleção brasileira em 2002. Dispensado pelo Milan e até então se dedicando ao futebol de areia, o veterano provou, aos 38 anos, que ainda tinha espaço na elite do futebol nacional. O meia Moisés e o atacante Bruno Mineiro também foram destaques da equipe que terminou a competição na 16º colocação. Um tranquilo empate em 0 a 0 com a Ponte Preta no Canindé pela 38ª rodada eliminou qualquer possibilidade de queda.

2013: Caso Héverton[editar | editar código-fonte]

Geninho não permaneceu no comando técnico para a Série A2 do Campeonato Paulista e Péricles Chamusca, famoso pelo vice-campeonato da Copa do Brasil em 2002 com o Brasiliense, foi contratado. A condição de integrante da elite do futebol brasileiro parecia indicar que a Portuguesa não teria dificuldades para conquistar o acesso. Porém, apesar do bom aproveitamento, que manteve a equipe constantemente nas primeiras posições, a falta de técnica e de tática da equipe, mesmo após 25 dias de pré-temporada e 19 rodadas da primeira fase, incomodava a torcida. Algo estava errado, e isso ficou evidenciado na eliminação na 1ª fase da Copa do Brasil para o modesto Naviraiense em pleno Canindé e na derrota por 7 a 0 para o Comercial em Ribeirão Preto pela segunda fase da competição. Esta última custou o cargo de Chamusca e Edson Pimenta, auxiliar do clube, assumiu interinamente. Com 3 vitórias em 3 jogos, garantiu o acesso à elite do futebol paulista e levou a equipe à final da competição, vencendo inclusive o jogo de ida da contra o Rio Claro por 2 a 1 (gols de Corrêa e Matheus).

Para o jogo da volta, um empate ou até mesmo derrota por um gol de diferença seriam suficientes para a Portuguesa conquistar o título, o que não bastou para esfriar os ânimos no Canindé. Indignada com recentes declarações do presidente Manuel da Lupa, a torcida protestou contra a comissão técnica e diretoria antes, durante e depois da partida, vencida pelo Rio Claro por 1 a 0. A Portuguesa conquistava o título da Série A2 tendo a melhor campanha como critério de desempate. O auge da ruptura entre presidente e torcedores foi a cerimônia de entrega da taça, onde da Lupa fez questão de receber o troféu antes mesmo do elenco campeão e comemorou o título em um pódio montado o mais longe possível da própria torcida.[14]

Edson Pimenta foi efetivado para o cargo de técnico da Portuguesa no Campeonato Brasileiro. A decisão irritou a torcida, pois Pimenta possuía um histórico incompatível com um técnico de Série A: sua experiência se resumia a equipes amadoras da cidade de São Paulo e cargos auxiliares a convite de dirigentes da Lusa. Sua permanência se mostrou desastrosa, e Pimenta foi demitido após derrubar o time para última posição. Guto Ferreira assumiu e iniciou uma campanha de recuperação que culminou com a 12ª colocação geral após o encerramento da 38ª rodada.

Na semana seguinte, a Portuguesa foi denunciada pela STJD pela escalação irregular do meia-atacante Héverton para a partida da 38ª rodada contra o Grêmio no Canindé. Foi condenada e punida com a perda do ponto conquistado na partida (terminada em 0 a 0) mais 3 pontos, caindo para a 17º posição e, consequentemente, para a zona de rebaixamento à Série B. O processo foi polêmico, gerou repercussão internacional, foi julgado em paralelo a uma punição aplicada ao Flamengo, que um dia antes havia escalado irregularmente o jogador André Santos, e beneficiou o Fluminense, até então 17º colocado e rebaixado, com o ganho de 2 posições na classificação geral e a permanência na elite. Após julgamento em segunda instância no STJD, a punição foi mantida e o rebaixamento da Lusa foi sacramentado.[15][16]

2014: Rebaixamento para a Série C[editar | editar código-fonte]

Logo no início de 2014, liminares da justiça comum determinam que a CBF devolva os pontos perdidos por Portuguesa e Flamengo, colocando novamente o Fluminense na zona de rebaixamento, mas a CBF obtém parecer favorável do STJ para que o caso se restrinja à 2ª Vara Cível do Rio de Janeiro, desestimulando ações em outras localidades.[17]

No Campeonato Paulista, após um início ruim, a Lusa se recupera com a competição em andamento e termina na 12° colocação.

Na Copa do Brasil, nova eliminação na 1ª fase, desta vez para o Potiguar de Mossoró.

No decorrer do primeiro semestre, CBF e STJD invalidam com sucesso quaisquer tentativas de alteração da classificação final do Campeonato Brasileiro de 2013 e, consequentemente, das equipes participantes das Séries A e B de 2014. A tabela da segundona indicava que a estreia da Lusa na Série B seria contra o Joinville em Santa Catarina, mas a diretoria impediu o time de entrar em campo e o Joinville foi decretado vencedor por W/O. Derrotada nas poucas instâncias em que alguma contestação do Caso Héverton foi levada adiante, a Portuguesa disputou a Série B normalmente a partir da 2ª rodada, mas após terrível campanha, no dia 28 de outubro, uma derrota por 3 a 0 para o Oeste em Itápolis determinou, com 5 rodadas de antecedência, o rebaixamento para a Série C pela primeira vez em sua história. A Lusa terminou a Série B na última colocação.

2015: Novo Rebaixamento no Campeonato Paulista[editar | editar código-fonte]

A equipe terminou o Campeonato Paulista em 18º lugar e foi rebaixada. Foi o quarto rebaixamento em quatro anos.[18]

2016: Rebaixamento para a Série D[editar | editar código-fonte]

Estevam Soares é mantido no cargo, mas assim como em 2009, é demitido logo no início da temporada, após derrota para o Juventus em casa por 1 a 0 pela 2ª rodada do Campeonato Paulista - Série A2.[19] O clube da Mooca encerrou um tabu de 58 anos sem vencer a Lusa no Canindé.[20] Diferente de 2007 e 2013, quando conquistou a Série A2 com sobras sem passar mais de um ano fora da elite, a realidade do clube na divisão de acesso agora era outra. Ricardinho, e posteriormente Anderson Beraldo comandaram a equipe que terminou numa modesta 13ª colocação após empate contra o Atlético Sorocaba no Canindé pela última rodada que eliminou qualquer chance de rebaixamento para a Série A3.[21]

Na Copa do Brasil, a Lusa supera o Parnahyba, mas é eliminada pelo Vitória na 2ª fase.[22][23]

Mas a campanha no Campeonato Brasileiro - Série C conseguiu ser pior do que a decepção no Paulista A2. O péssimo início de competição culminou na goleada sofrida para o Botafogo de Ribeirão Preto por 5 a 0 em pleno Canindé, que custou o cargo de Anderson Beraldo.[24][25] Jorginho Cantinflas, técnico da "Barcelusa" de 2011, retorna ao clube disposto a livrar a Lusa da degola.[26] Não consegue e acaba substituído por Márcio Ribeiro, responsável pela ascensão do Água Santa no futebol paulista, a apenas quatro rodadas do fim da primeira fase.[27] A derrota para o Tombense por 2 a 0 fora de casa na última rodada sacramentou o rebaixamento da Portuguesa para a Série D, quinto descenso em cinco anos.[28] Após a partida, torcedores invadiram e depredaram a sala da presidência em represália ao vexame histórico.[29]

2017: Sem Divisão[editar | editar código-fonte]

Tuca Guimarães é contratado técnico para o lugar de Márcio Ribeiro.[30] Com uma campanha irregular, deixa o clube após a 11ª rodada. Estevam Soares então retorna para sua terceira passagem como treinador no Canindé.[31] A Lusa termina o Campeonato Paulista - Série A2 na 13ª colocação, evitando o rebaixamento na última rodada graças às derrotas de Votuporanguense e Velo Clube.[32]

Na Copa do Brasil, a Lusa supera o Uniclinic, mas é eliminada pelo Boavista no Canindé na 2ª fase.[33][34]

Para o Campeonato Brasileiro - Série D, a formação dos grupos coloca no caminho da Portuguesa equipes tradicionais do sudeste brasileiro: Bangu, Desportiva e Villa Nova.[35] Para comandar o meio-campo da Lusa na competição, o veterano Marcelinho Paraíba é contratado.[36] Mauro Fernandes é contratado técnico para o lugar de Estevam Soares.[37] O time faz campanha irregular e, dependendo de uma vitória na última rodada da 1ª fase, perde para a Desportiva por 1 a 0 em Cariacica e dá adeus à competição de forma precoce.[38]

Com a eliminação da Série D, a Portuguesa passa a depender da conquista do título da Copa Paulista para garantir uma nova participação no campeonato brasileiro. O atacante Guilherme Queiróz, destaque em 2015, retorna ao clube e mais uma vez se sagra artilheiro da equipe e da competição, com 14 gols.[39] Paulo César Gusmão é contratado técnico no decorrer da disputa. É o quarto técnico na temporada.[40] A Lusa chega à fase final com a 6ª melhor campanha e elimina o Desportivo Brasil nas quartas.[41] Mas, após desastrosa atuação da arbitragem no Canindé, perde para a Ferroviária por 2 a 0 no primeiro jogo das semifinais.[42] Na partida de volta, se despede da competição com uma insuficiente vitória por 1 a 0 em Araraquara.[43] O clube termina a Copa Paulista na 4ª colocação, não se classifica para a Série D de 2018 e, pela primeira vez desde o estabelecimento do Campeonato Brasileiro moderno em 1971, se ausenta da pirâmide do futebol nacional por tempo indeterminado, dependendo a partir de então de uma futura campanha de destaque em competições estaduais para retornar.

PC Gusmão, alegando problemas familiares, opta por não renovar seu vínculo com o clube após a eliminação na Copa Paulista.[44]

2018: Despedida de Zé Roberto[editar | editar código-fonte]

Guilherme Alves é contratado técnico para o lugar de PC Gusmão.[45] A pré-temporada, iniciada no final de 2017, conta com apenas 11 jogadores no dia de reapresentação, evidenciando os problemas financeiros e estruturais do clube.[46]

O ano de 2018 coloca a Portuguesa no mais baixo patamar de sua história no futebol profissional: a eliminação na 1ª fase do Campeonato Brasileiro - Série D de 2017 custou sua ausência das divisões nacionais por tempo indeterminado pela primeira vez desde o estabelecimento do Campeonato Brasileiro moderno em 1971; e a queda para a 49ª colocação do ranking da CBF, junto com o insucesso no Campeonato Paulista - Série A2 de 2017, deixou a Lusa fora da Copa do Brasil após 11 anos de participações ininterruptas. Só o título da Copa Paulista de 2018 pode recolocar o clube na última divisão nacional, competição cuja participação depende do desempenho no Paulista Série A2 do mesmo ano.[47]

Na Copa São Paulo de Futebol Júnior, o trabalho de resgate das categorias de base começa a render frutos. O elenco é composto por atletas dispensados de Corinthians, Palmeiras e São Paulo, comandados pelo técnico Márcio Zanardi (dispensado do alvinegro do Parque São Jorge).[48] A Lusinha, que desde 2010 não figurava entre os 8 melhores da competição, fez valer a utilização do Canindé como sede e superou Teixeira de Freitas, Remo, América Mineiro (na 1ª e 3ª fases), São Paulo do Amapá, Goiás e Palmeiras (algoz da última boa campanha, em 2010), alcançando a 4ª colocação geral (eliminada nas semifinais pelo Flamengo, que acabaria campeão).[49] A excelente campanha resgatou o orgulho de ser Lusa e a boa presença da torcida nas arquibancadas.

Aos 43 anos, após anunciar sua aposentadoria do futebol em Dezembro de 2017 e aceitar o cargo de assessor técnico do Palmeiras, Zé Roberto acerta sua participação na Copa Rubro-Verde pela Portuguesa para se despedir do clube que o revelou para o futebol.[50] Idolatrado pela torcida antes, durante e depois dos 2 jogos que disputou pela competição, participou da vitória sobre a Portuguesa Londrinense por 2 a 0 e do empate com a Portuguesa da Ilha do Governador por 0 a 0, com vitória do clube carioca nos pênaltis. Após a cerimônia de premiação, o presidente em exercício Alexandre Barros anunciou que tentaria junto ao Palmeiras a liberação de Zé Roberto para disputar o Paulista Série A2 pela Lusa: o atleta disputaria apenas partidas realizadas na grande São Paulo e conciliaria uma rotina moderada de treinos com a função administrativa no clube do Parque Antárctica.[51] O alviverde não se manifestou favoravelmente à proposta.[52]

As expectativas para o Campeonato Paulista - Série A2 não eram as melhores: o fraco desempenho na Copa Rubro-Verde, onde a Portuguesa fracassou em celebrar o título na despedida do ídolo Zé Roberto, e a apressada montagem do time preocuparam a torcida. A negociação para a liberação de Zé Roberto pelo Palmeiras mascarou as deficiências do elenco profissional, e a derrota na estreia para o Batatais por 1 a 0 no Canindé evidenciou a fragilidade da equipe.[53] Após derrota para o Oeste por 3 a 0 no Canindé, com apenas 1 vitória, 1 empate e 3 derrotas, Guilherme Alves entrega o cargo.[54] Gérson Sodré, auxiliar técnico, assume interinamente por 2 jogos (empates com Votuporanguense e Nacional) e Allan Aal, então técnico do Foz do Iguaçu, é contratado com a missão de manter a equipe fora da zona de rebaixamento para a Série A3.[55]. A vitória por 2 a 1 sobre o Guarani no Canindé pela 14ª rodada eliminou qualquer chance de queda da Lusa, quebrando uma sequência de 6 anos de consecutivos rebaixamentos (de 2012 a 2017).[56]

Patrimônio[editar | editar código-fonte]

Quando da sua fundação, a Portuguesa herdou a sede da Rua Domingos Paiva (sede do 5 de Outubro e do Lusíadas) e o campo da Rua Conselheiro Lafayette, Brás, que eram ambos alugados.

Em outubro de 1920, a Câmara Portuguesa de Comércio cedeu o 3º andar da Rua São Bento, nº 29-B, para que servisse como sede social. Em 1921, o Campo da Companhia Predial Álvares Penteado, situado na Rua 25 de Março, foi reformado e passou a ser utilizado para os treinos da equipe de futebol. Durante as obras de terraplenagem, os jogadores da Portuguesa treinavam às quartas-feiras e aos sábados no antigo campo do Corinthians, na Ponte Grande. Aliás, nesse ano de 1921, os jogadores da Lusa eram convocados por anúncios nos jornais, e o clube pagava as passagens de bonde.

Em 1922, a Portuguesa adquiriu o campo de futebol da União Artística e Recreativa Cambuci, situado na Rua Cesário Ramalho, nº 25, Lavapés, e que havia sido construído em terreno da prefeitura. No local já havia muros, pavilhões, cercas, campo gramado e arquibancada, mas foi apenas em 1925 que a APEA oficializou o estádio, permitindo o uso público.

Na inauguração, em 25 de janeiro de 1925, houve dois jogos: Corinthians 4 a 0 no Brás Atlética e a derrota da Portuguesa para o Germânia por 5 a 0.

Em agosto de 1929, foi comprado um terreno na Avenida Teresa Cristina, Ipiranga, que teve sua área ampliada ao longo dos anos. Em 1938, foram adquiridos 11 mil m² em volta do terreno original.

Em 1933, a sede social transferiu-se para o Edifício Martinelli, na Rua São Bento, 8º andar, onde permaneceu até 35, quando mudou-se para a Rua XV de Novembro, nº 18, 2º andar. A sede social mudou-se ainda para a Rua Onze de Agosto, nº 29, no ano de 1938. Esta foi a última sede social da Portuguesa de Esportes.

Em 1940, mudou-se para a Rua do Carmo, 177, 2º andar. O 1º andar do prédio era alugado e contribuía para o orçamento do clube. Nesse mesmo ano começaram as obras de construção do Estádio Municipal do Pacaembu e o lançamento da pedra fundamental do futuro Estádio Dr. Ricardo Severo, que seria construído no terreno da Avenida Teresa Cristina. O nome do estádio seria uma homenagem ao português Ricardo Severo, sócio do arquiteto Ramos de Azevedo. A "Gazeta Esportiva", na sua edição de 10 de junho de 1940, noticiou o fato:

Entretanto, o estádio nunca seria construído. A Portuguesa passou a disputar suas partidas no Pacaembu e a treinar no Parque do Ibirapuera. No ano de 1942, aconteceu outra mudança de sede social, agora para o Largo de São Bento, nº 25, 1º andar. Foi ainda no ano de 1942 que a Portuguesa vendeu o terreno do Ipiranga por 800 mil réis.

Fatos históricos[editar | editar código-fonte]

Maior goleada

A maior goleada da história da Portuguesa aconteceu longe da torcida. Foi na Bolívia, no dia 2 de fevereiro de 1970 e o adversário era o Ferroviário, da cidade de Oruro. O time da Lusa com sua reputação de tri-fita azul, acabou fazendo uma média de três gols para cada mil metros de altitude de Oruro. O jogo terminou 12 a 0, gols de Milano 3, Basílio 2, Ratinho, Leivinha, Ulisses, Élcio, Luís Américo, Rodrigues e Tatá.

Nenhum jogador do elenco rubro-verde poderia reclamar do técnico Aimoré Moreira, pois todos aqueles que viajaram, jogaram: Orlando (Rogério); Zé Maria (Deodoro), Marinho Perez, Guaraci e Américo (Ulisses); Lorico (Luís Américo), Leivinha (Basílio) e Paes (Élcio); Ratinho, Tatá e Rodrigues (Milano).

Rivellino na Lusa

Rivellino jogou na Portuguesa. É verdade que ele atuou menos de um tempo inteiro com a camisa da Portuguesa, mas foi o suficiente para registrar de forma enfática sua "passagem" pela Lusa.

Ele vestiu o manto rubro-verde por apenas 40 minutos, num jogo contra o Zeljeznicar, da Bósnia-Herzegovina, no dia 6 de janeiro de 1972, na época da inauguração do Canindé. A Portuguesa venceu o time da antiga Iugoslávia por 2 a 0 e, por incrível que pareça, Rivellino fez um dos gols da vitória com o pé direito, fato raro na carreira do jogador, seja com a camisa da Seleção Brasileira, do Corinthians ou do Fluminense, já que a canhota é que era o seu "pé bom".

Um acordo entre Lusa e Corinthians permitiu que o atleta participasse somente desse jogo, um dos que marcaram uma série de amistosos internacionais que ocorreram para celebrar a abertura do estádio.

Maradona na Lusa?

Muito antes de desfilar sua genialidade nos campos do mundo afora, Diego Armando Maradona esteve perto de ser jogador da Portuguesa. Em 1975, Diego Armando Maradona foi oferecido por seu empresário, Juan Figger, por US$ 300 mil. A diretoria da Lusa não quis, pois na época o jogador ainda era um jovem menino de 15 anos.

Roberto Dinamite na Lusa

No fim de sua carreira, Roberto Dinamite recebeu um convite para jogar pela Portuguesa. O jogador aceitou o desafio e participou do Brasileirão de 1989 pela equipe do Canindé.

Treinado por Antônio Lopes, Dinamite transformou-se rapidamente na grande estrela da Lusa. O atacante marcou nove gols nos seis meses em São Paulo, que o ajudaram a atingir a histórica marca de 190 gols em torneios nacionais, tornando-se o maior artilheiro da competição.

A campanha da Portuguesa foi boa, e o time paulista terminou na sétima colocação com 20 pontos, apenas seis a menos que o campeão Vasco da Gama, fez com que a diretoria tentasse a renovação com Dinamite. Em vão. O artilheiro cruzmaltino voltaria ao Vasco da Gama novamente.

O Garoto de Ouro

Depois de 1973, a torcida da Portuguesa só voltou a sentir o gosto de um título na decisão da Copa São Paulo de Juniores em 1991. Na ocasião o time da Lusa foi a sensação. Foram revelados os atacantes Sinval, Tico, e especialmente, Dener.

A final da Copa foi contra o Grêmio, e a vitória foi por 4 a 0, com um dos gols tendo sido marcado por Dener. Dener é considerado o maior craque revelado pelo clube em sua história, tendo falecido em 1994, no Rio de Janeiro, após um acidente automobilístico.

Zagallo na Lusa
Zagallo

A notícia pegou todos de surpresa. “Zagallo é o novo técnico da Portuguesa” foi manchete em vários veículos de comunicação, inclusive internacionais. O ano era 1999 e a Lusa parecia estar reencontrando o caminho da grandeza.

Não era para menos, nas quatro temporadas anteriores a equipe havia feito campanhas excelentes, chegando à final do Campeonato Brasileiro de 1996 e sendo eliminada na semifinal do Campeonato Paulista de 1998, após arbitragem desastrosa do argentino Javier Castrilli, na partida contra o Corinthians.

Ao assumir o comando técnico da Lusa, Zagallo também chegava pela primeira vez a um clube de São Paulo. Na bagagem, ele trazia um currículo respeitável: o de maior vencedor pela Seleção Brasileira. Ele esteve presente em quatro conquistas mundiais: 1958 e 1962 como jogador; 1970 como técnico e 1994 como coordenador-técnico. O velho lobo também esteve presente em 1998 quando o Brasil foi vice-campeão.

A sorte, fiel escudeira da Zagallo, devia estar de férias. A Lusa tinha perdido Evair, o jogador mais importante do elenco, que voltou ao Palmeiras e contratado Pintado, Didi e Marcio Goiano. As campanhas da Lusa daquele ano foram péssimas.

O time foi eliminado na terceira fase da Copa do Brasil, pelo Atlético-PR, não chegou às semifinais do Paulistão e no Brasileiro só não foi rebaixado devido ao regulamento contestado. Ficou na penúltima colocação e só não jogou a Segundona porque os resultados dos dois campeonatos anteriores eram considerados como critério de descenso.

Se dentro de campo o time foi um fiasco, a ação garantiu grande exposição da Lusa na mídia. Dezenas de jornalistas foram ao Canindé cobrir a apresentação do técnico, além de o clube receber repórteres setoristas, aqueles que acompanham diariamente um clube, de quase todos os grandes jornais de São Paulo durante o ano todo.

Na Revista Placar, edição 1148, de fevereiro de 1999, Zagallo disse: “Tenho que me adaptar às característica dos jogadores que estão aí. Aqui não é como a Seleção, em que eu chamava quem bem eu entendia."

Títulos[editar | editar código-fonte]

A Associação Portuguesa de Desportos (DmCMHIHMHM), ao longo de sua história, além dos 3 títulos paulistas conquistados, foi vice-campeã paulista em 4 ocasiões, terceira em 13 e quarta colocada em 11 edições. Na história do Campeonato Brasileiro, a Portuguesa é a 17ª colocada no Ranking de Mérito da Revista Placar e a 18ª no Ranking de Pontos da mais importante competição brasileira.

De acordo com o Ranking de títulos do futebol brasileiro, organizado pelo estudioso do futebol Marcondes Dornelas, a Portuguesa ocupa o 5° lugar entre os clubes paulistas ativos, atrás de São Paulo, Santos, Palmeiras e Corinthians (6º considerando o Paulistano, inativo).[57]

HONORÁRIOS
Competição Títulos Temporadas

Olympic rings without rims.svg

Fita Azul 3 1951, 1953 e 1954
NACIONAIS
Competição Títulos Temporadas
B Series Brazilian Championship Trophy.png Campeonato Brasileiro - Série B 1 2011
INTERESTADUAIS
Competição Títulos Temporadas
Rio-SãoPaulo.png Torneio Rio-São Paulo 2 1952 e 1955
ESTADUAIS
Competição Títulos Temporadas
Paulista Championship Trophy.png Campeonato Paulista 3 1935, 1936 e 1973
WikiCup Trophy Gold.png Taça Estado de São Paulo 1 1973
WikiCup Trophy Gold.png Taça Governador do Estado de São Paulo 1 1976
WikiCup Trophy Gold.png Torneio Início 3 1935, 1947 e 1996
Paulista Championship Trophy.png Campeonato Paulista - Série A2 2 2007 e 2013
Outras conquistas
Torneios internacionais
Torneios nacionais
  • Bahia Torneio Quadrangular de Salvador: 1951.
  • Minas Gerais Torneio de Belo Horizonte: 1951.
  • Goiás Torneio Oswaldo Teixeira Duarte: 1971.
Torneios estaduais
Categorias de base
Futebol Feminino

Campanhas de destaque[editar | editar código-fonte]

(1996)
(1965)[58]
(1940, 1960 , 1975 e 1985)
(1974)

Estatísticas[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Temporadas da Portuguesa

Participações[editar | editar código-fonte]

Participações em 2018
Competição Temporadas Melhor campanha Estreia Última A Aumento R Baixa
São Paulo Campeonato Paulista 92 Campeã (1935, 1936 e 1973) 1920 2015 3
Série A2 5 Campeã (2007 e 2013) 2007 2018  2
Copa Paulista 4 4ª colocada (2017) 2004 2017
Brasil Campeonato Brasileiro 35 Vice-campeã (1996) 1967 2013 3
Série B 11 Campeã (2011) 1982 2014 2 1
Série C 2 8ª colocada (2015) 2015 2016 1
Série D 1 43ª colocada (2017) 2017 2017
Copa do Brasil 17 Oitavas de final (8 vezes) 1997 2017
Flags of the Union of South American Nations.gif Copa Sul-Americana 2 2ª fase (2013) 1997 2013

Recordes[editar | editar código-fonte]

Maiores públicos[editar | editar código-fonte]

  • Aonde não estiverem especificados os públicos presente e pagante, a referência é apenas aos pagantes.[59]
No Campeonato Paulista
  1. Portuguesa 0 a 0 Santos, 116.568, 26 de agosto de 1973 (116.156 pagantes)
  2. Portuguesa 1 a 2 São Paulo, 106.315, 22 de dezembro de 1985 (99.025 pagantes)
  3. Portuguesa 1 a 3 São Paulo, 87.602, 15 de dezembro de 1985
  4. Portuguesa 1 a 1 Corinthians, 77.808, 3 de agosto de 1975 (77.656 pagantes, rodada dupla)
  5. Portuguesa 1 a 1 Corinthians, 75.000, 18 de abril de 1998
  6. Portuguesa 0 a 0 Corinthians, 64.589, 31 de outubro de 1976 (59.758 pagantes)
  7. Portuguesa 2 a 2 Corinthians, 61.428, 26 de abril de 1998
  8. Portuguesa 1 a 0 São Paulo, 57.137, 17 de agosto de 1975
  9. Portuguesa 0 a 1 Santos, 57.133, 3 de agosto de 1980 (57.093 pagantes)
  10. Portuguesa 0 a 2 Corinthians, 55.738, 9 de setembro de 1979 (51.143 pagantes).
  11. Portuguesa 2 a 2 Corinthians, 54.864, 25 de abril de 1976
  12. Portuguesa 1 a 2 Palmeiras, 53.363, 2 de novembro de 1947
  13. Portuguesa 1 a 2 Santos, 53.355, 7 de agosto de 1980 (53.337 pagantes)
  14. Portuguesa 3 a 3 Santos, 52.558, 27 de fevereiro de 1977
  15. Portuguesa 1 a 2 São Paulo, 50.802, 2 de novembro de 2013
  16. Portuguesa 3 a 0 Palmeiras, 50.717, 31 de julho de 1975 (50.585 pagantes, rodada dupla)
  17. Portuguesa 0 a 0 Corinthians, 50.332, 1 de setembro de 1974
  18. Portuguesa 1 a 0 Corinthians, 49.070, 10 de julho de 1977
  19. Portuguesa 0 a 3 Palmeiras, 48.321, 15 de julho de 1984
No Campeonato Brasileiro
  • Considerando os jogos em São Paulo:
  1. Portuguesa 0 a 0 Corinthians, 64.589, 31 de outubro de 1976, Estádio do Pacaembu (59.758 pagantes)
  2. Portuguesa 2 a 5 Vasco, 47.572, 1º de maio de 1984, Estádio do Pacaembu (43.646 pagantes)
  3. Portuguesa 2 a 3 Santos, 40.248, , 4 de novembro de 1973, Estádio do Pacaembu
  4. Portuguesa 0 a 2 Corinthians, 38.685, 24 de fevereiro de 1985, Estádio do Pacaembu
  5. Portuguesa 0 a 0 Ponte Preta, 32.221, 17 de novembro de 1977, Estádio do Pacaembu (29.660 pagantes)
  6. Portuguesa 2 a 0 Grêmio, 29.355, 11 de dezembro de 1996, Estádio do Morumbi
No Estádio do Canindé
  1. Portuguesa 1 a 3 Corinthians, 25.662, 10 de outubro de 1982 (23.858 pagantes)
  2. Portuguesa 3 a 1 Coritiba, 25.491, 15 de novembro de 1998
  3. Portuguesa 0 a 1 Cruzeiro, 25.312, 9 de dezembro de 1998
  4. Portuguesa 2 a 2 Palmeiras, 25.050, 1 de maio de 1982
  5. Portuguesa 0 a 1 Flamengo (RJ), 23.570, 15 de março de 1984
  6. Portuguesa 2 a 1 Palmeiras, 23.534, 15 de agosto de 1982 (21.989 pagantes)
  7. Portuguesa 2 a 1 Cruzeiro, 22.973, 5 de dezembro de 1998
  8. Portuguesa 1 a 1 São Paulo, 22.606, 23 de abril de 1989
  9. Portuguesa 1 a 4 São Paulo, 21.980, 13 de março de 1988
  10. Portuguesa 1 a 0 São Paulo, 21.965, 22 de abril de 2001
  11. Portuguesa 1 a 2 Palmeiras, 21.690, 1 de maio de 1996
  12. Portuguesa 0 a 0 Palmeiras, 20.968, 10 de abril de 1994
  13. Portuguesa 2 a 0 Ferroviária, 20.429, 11 de dezembro de 1985
  14. Portuguesa 0 a 0 Santos, 20.305, 8 de novembro de 2001
  15. Portuguesa 0 a 1 Santos, 20.192, 21 de maio de 1989
  16. Portuguesa 2 a 3 São Paulo, 19.744, 9 de novembro de 2008
  17. Portuguesa 0 a 2 Flamengo, 19.633, 7 de outubro de 1990

Maiores artilheiros[editar | editar código-fonte]

Goleadores
Atleta Gols
Pinga 190 Gol marcado (*)
Eneas 179 Gol marcado
Nininho 133 Gol marcado
Servílio 131 Gol marcado
Sílvio 120 Gol marcado

(*) Algumas listas contabilizam 222 gols, atribuindo tentos marcados pelo irmão de Pinga a seu favor.

Elenco atual[editar código-fonte]

Soccerball current event.svg Última atualização: 7 de maio de 2017.

Legenda


Goleiros
Jogador
1 Brasil João Lopes
12 Brasil Leandro Santos
30 Brasil Iago Farm-Fresh award star silver 2.png
Defensores
Jogador Pos.
3 Brasil Gabriel Santos Z
4 Brasil Leo Coelho Z
14 Brasil Fábio Fubá Z
15 Brasil Marcus Vinícius Z
2 Brasil Carlinhos LD
13 Brasil Paulo Fernando LD
23 Brasil Amaral LD
6 Brasil César LE
16 Brasil Franklin LE
21 Brasil Thiago Feltri LE
26 Brasil Bruno Oliveira Farm-Fresh award star silver 2.png LE
Meio-campistas
Jogador Pos.
5 Brasil Jonatas Paulista V
8 Brasil Felipe V
17 Brasil Luciano Sorriso V
27 Brasil Fernando Farm-Fresh award star silver 2.png V
7 Brasil Luizinho M
10 Brasil Edson Pereira M
20 Brasil Gian M
28 Brasil Vinícius Martins Farm-Fresh award star silver 2.png M
Atacantes
Jogador
9 Brasil William
11 Brasil Fernandinho
18 Brasil Raul
19 Brasil Bruno Mineiro Lesionado
25 Brasil Rico
29 Brasil Bruno Duarte
Comissão técnica
Nome Pos.
Brasil Paulo César Gusmão T
Brasil Emerson Leão CT

Transferências para 2017[editar código-fonte]

Legenda


Ídolos[editar | editar código-fonte]

Basílio
Roberto Dinamite

Ao longo de sua história, a Portuguesa contou com jogadores e técnicos de grande expressão nacional, que contribuíram para as conquistas da equipe no futebol do Brasil.

Treinadores de destaque[editar | editar código-fonte]

Uniformes[editar | editar código-fonte]

Jogadores
  • 1º - Camisa com listras verticais em vermelho e verde, calção branco e meias vermelhas;
  • 2º - Camisa branca com detalhes verdes e vermelhos, calção verde e meias brancas.
  • 3º - Camisa verde com detalhes de diferentes tons, calção e meias verdes.
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1º Uniforme
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2º Uniforme
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3º Uniforme
Goleiros
  • Preto com detalhes cinzas;
  • Verde com detalhes brancos.
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Anteriores
  • 2016/06 - 2017/05 (Uniex)
  • 2016/01 - 2016/05 (Kappa)
  • 2012 - 2014 (Lupo)
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Estádio[editar | editar código-fonte]

Em 1956, a Associação Portuguesa de Desportos fez a compra de um terreno que tinha o São Paulo como dono. Nessa época, o local abrigava uma pequena estrutura com campo para treinos, um pequeno salão, vestiários e outras dependências para treinamento.

Para a Portuguesa usar o terreno como seu campo, oficialmente teria que estar nas normas da Federação Paulista de Futebol, de modo que na época foram feitas várias reformas, erguidos alambrados e uma arquibancada de madeira. O estádio recebeu então o apelido de Ilha da Madeira.

Em 11 de janeiro de 1956 a Portuguesa fez a sua estreia na nova casa vencendo um combinado entre os rivais, Palmeiras e São Paulo, por 3 a 2.

Esta construção de madeira foi provisória, pois em 9 de janeiro de 1972 o Estádio do Canindé foi inaugurado com a partida Portuguesa 1 a 3 Benfica, sendo que nesse momento inicial o Canindé tinha capacidade para receber apenas dez mil torcedores.

Em 1979, o Canindé foi ampliado com capacidade para receber 27.500 torcedores e rebatizado com o nome de Estádio Dr. Oswaldo Teixeira Duarte, pelo então presidente, Manuel Mendes Gregório.

Torcida[editar | editar código-fonte]

Torcedores da Lusa no Canindé.
Leão, símbolo da torcida Leões da Fabulosa e mascote da Lusa.
Leões da Fabulosa

A Leões da Fabulosa é a mais antiga e tradicional torcida organizada da Portuguesa, fundada em 26 de fevereiro de 1972, a Leões da Fabulosa foi a primeira torcida organizada do clube do Canindé. O nome surgiu de uma frase marcante para narrar a entrada da Portuguesa no gramado:"Entram em campos os leões da Portuguesa com a sua fabulosa torcida."

Na época o que chamava atenção era a emoção com o que a Torcida se comportava nas arquibancadas, pelo fanatismo e pelos belos uniformes que o grupo de torcedores vestia, calças brancas e camisas vermelhas com um leão bordado nas costas.

O tempo passou e a Leões foi se tornando cada vez mais conhecida nacionalmente, e hoje o Grêmio Recreativo Esportivo Cultural Leões da Fabulosa tem uma sede moderna e organiza reuniões, festas e confraternizações.

Segundo pesquisas do Instituto DATAFOLHA realizadas em 2007 e 2008, a Portuguesa possuía 0,3% da torcida dos paulistas, atrás dos quatro times tradicionais do Estado (Corinthians, Palmeiras, Santos e São Paulo), assim como do Flamengo.

Em 2000 e 2001, a Lusa aparecia com 1,25% e 0,77% dos torcedores, como aparece com mais de 1% em vários momentos da década de 1990, valores significativos considerando os mais de 41 milhões de população do Estado de São Paulo, lembrando que a margem de erro dessas pesquisas costuma ser de cerca de 2%, o que afeta bastante a Portuguesa nos resultados finais, muitas não espelhando a realidade dos números, em função destas margens de erro.

Pesquisa DataFolha de 2012 identificou que 0,51% dos brasileiros torceriam pela Lusa, quase um milhão de torcedores.[62]

Rivalidades[editar | editar código-fonte]

Os maiores rivais da Lusa são os principais clubes da cidade de São Paulo: Corinthians, São Paulo, Palmeiras e Juventus. O clube também tem rivalidade com o Santos, da cidade homônima, e contra a Ponte Preta e Guarani, de Campinas.

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • Os dez mais da Portuguesa, por Jorge Nicola, Editora Maquinária (2014).[63]
  • Um herói brasileiro (sobre Julinho Botelho), por Luciano Ubirajara Nassar, Editora Expressão & Arte (2010).[64]
  • Rei Enéas, um gênio esquecido, por Luciano Ubirajara Nassar, Editora Expressão & Arte (2007).[65]
  • Almanaque da Lusa, por Rafael Ribeiro Emiliano, Erico Faria Loreto, Marcio Monteiro de Alencar e Thiago Vasconcelos Teixeira de Azevedo (Tese Universitária, 2007).[66]
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Referências

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  68. Ano correto (1999) da edição do livro Lusa - Uma história de amor pela Livraria Cultura, página disponível em 21 de janeiro de 2015.
  69. Apresentação e capa do livro Lusa - Uma história de amor pela Livraria Traça, página disponível em 21 de janeiro de 2015.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]