Dida (futebolista)

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Dida
Dida
Dida em 2007 atuando pelo Milan.
Informações pessoais
Nome completo Nelson de Jesus da Silva
Data de nasc. 7 de outubro de 1973 (45 anos)
Local de nasc. Irará, (BA)[1], Brasil
Nacionalidade brasileiro
Altura 1,96 m
canhoto
Apelido Dida, Homem de Gelo, Il Grande
Paredão, Muralha, Rei dos Pênaltis
Informações profissionais
Período em atividade 1992–2015 (23 anos)
Clube atual Aposentado
Posição Goleiro
Clubes de juventude
1990–1991
1991–1992
ASA
Cruzeiro de Alagoas
Clubes profissionais
Anos Clubes Jogos e gol(o)s
1992–1993
1994–1998
1998–1999
1999–2000
2000–2010
2001–2002
2012–2013
2013
2014–2015
Vitória
Cruzeiro
Lugano (emp.)
Corinthians
Milan
Corinthians (emp.)
Portuguesa
Grêmio
Internacional
0024 00000(0)
0209 00000(0)
0002 00000(0)
0041 00000(0)
0302 00000(0)
0035 00000(0)
0032 00000(0)
0060 00000(0)
0042 00000(0)
Seleção nacional
1993
1996
1995–2006
Brasil Sub-20 [2]
Brasil Olímpico
Brasil
0012 00000(0)
0017 00000(0)
0092 00000(0)
Medalhas
Jogos Olímpicos
Bronze Atlanta 1996 Equipe

Nelson de Jesus da Silva, mais conhecido como Nelson Dida, ou simplesmente Dida (Irará, 7 de outubro de 1973), é um ex-futebolista brasileiro que atuou como goleiro. Atualmente é treinador de goleiros do Milan.[3]

Era um especialista em defesas de pênaltis, sendo chamado por muitos de "Rei dos Pênaltis".[4] Depois de iniciar sua carreira no início dos anos 1990 com o Vitória, Dida tornou-se um especialista em defesas de pênalti com o Cruzeiro e com o Corinthians. Ele é talvez mais lembrado por seu sucesso e por sua passagem de dez anos no Milan de 2000 a 2010, onde se estabeleceu como um dos melhores goleiros do mundo, devido à sua habilidade e comando de jogo. Dida ganhou vários troféus e prêmios individuais com o clube, mas tornou-se igualmente conhecido por sua propensão para erros, bem como a sua excelente jogabilidade, enquanto ele ganhou a atenção da mídia em 2005 por ter sido atingido por um sinalizador durante uma partida contra rivais da Internazionale. Venceu um Campeonato Italiano e duas vezes a Liga dos Campeões com o Milan, onde a primeira dessas vitórias chegou depois que ele pegou três penalidades na final de 2003 contra a rival Juventus.

Um dos quatro goleiros rubro-negros com mais de 300 aparições no total de carreira, Dida foi introduzido no Hall da Fama do Milan em 2014, e juntou-se a outros ex-jogadores do clube para vários eventos off-pitch e partidas de exibição após a sua saída em 2010. Depois de uma ausência de dois anos sem jogar, ele retornou ao Brasil em 2012, atuando por três equipes: Portuguesa, Grêmio e Internacional.

Em âmbito internacional, Dida disputou 91 partidas em onze anos pela Seleção Brasileira, vencendo uma Copa América, duas Copas das Confederações, uma Copa do Mundo e ganhando uma medalha olímpica de bronze. É o jogador mais bem sucedido da história da Copa das Confederações.

Dida quebrou uma barreira de cor durante a Copa América 1999, por ser o primeiro goleiro negro desde Moacyr Barbosa meio século antes.

É o primeiro goleiro brasileiro a ser nomeado para o Prêmio FIFA Ballon d'Or e o primeiro bi-campeão do Mundial de Clubes da FIFA, indicado sete vezes ao prêmio de Melhor Goleiro do mundo da IFFHS e é um de apenas nove jogadores que ganharam tanto a Liga dos Campeões quanto a Copa Libertadores da América.

Foi eleito o melhor goleiro da América Latina do século 21 pela IFFHS, e é amplamente classificado entre os melhores goleiros brasileiros de todos os tempos ao lado de Marcos, Rogério Ceni, Taffarel, Emerson Leão e Gylmar.

Carreira[editar | editar código-fonte]

Primeiros anos[editar | editar código-fonte]

Nélson de Jesus Silva nasceu em 7 de outubro de 1973 na cidade de Irará, no estado da Bahia, e é um dos oito filhos, juntamente com cinco irmãs e dois irmãos. Ele foi criado em Lagoa da Canoa, no estado de Alagoas, para onde sua família se mudou quando ele tinha apenas três meses de idade. Iniciou no esporte através do vôlei, que ele jogou com seus irmãos, até que migrou para o futsal. Sua posição preferida sempre foi a de goleiro.

Torcedor do Flamengo, aos 13 anos ele fundou com seus amigos o Flamenguinho, um time modesto com os amigos do bairro onde morava. Seu apelido surgiu graças a Dida, ex-atacante flamenguista, enquanto seus ídolos do futebol eram o goleiro Rinat Dasayev e o futuro companheiro de Seleção Taffarel, que teve boas atuações na Itália e na Turquia e foi um dos pioneiros para o sucesso dos goleiros brasileiros em clubes europeus.

Vitória[editar | editar código-fonte]

Em 1990, aos 17 anos, Dida fez sua estreia no futebol do clube com o extinto time alagoano, o Cruzeiro de Arapiraca. Dois anos depois, ele foi para as categorias de base do Vitória, onde subiu para o profissional e conquistou o Campeonato Baiano de 1992. Em 1993, depois de ser campeão da Copa do Mundo Sub-20, Dida foi titular em 24 partidas do Vitória, vice-campeão do Campeonato Brasileiro. Aos 20 anos, se tornou o mais jovem ganhador do Prêmio Bola de Prata da Revista Placar e foi eleito o melhor goleiro do Brasileirão.

Cruzeiro[editar | editar código-fonte]

Foi então adquirido pelo Cruzeiro em 1994 e, em cinco temporadas, conquistou quatro títulos estaduais, a Copa do Brasil de 1996 e a Copa Libertadores de 1997, além de mais dois prêmios Bola de Prata. No entanto, em janeiro de 1999 ele declarou publicamente seu desejo de migrar para o futebol europeu e ser convocado para a Seleção Brasileira. Isso fez com que ele acionasse a justiça para cancelar o restante de seu contrato com o clube mineiro e assinar com o Milan, o único time europeu que lhe fez uma proposta. A disputa judicial que se seguiu entre o jogador e o Cruzeiro durou cinco meses[5], e uma decisão da FIFA permitiu que Dida fosse emprestado ao suíço Lugano, onde ele se manteve em forma apesar de nunca ter jogado. Sua transferência para Milão foi finalizada em maio de 1999, com uma taxa de transferência de 2 bilhões de liras italianas (5 milhões de reais) pagos ao Cruzeiro, o que encerrou o processo.

Corinthians[editar | editar código-fonte]

Chegou ao Milan e foi designado pelo técnico Alberto Zaccheroni como terceiro goleiro, atrás de Christian Abbiati e do veterano Sebastiano Rossi. Na temporada 1999–00 do Campeonato Italiano, foi emprestado ao Corinthians para adquirir ritmo de jogo. Durante esse período, sua reputação como pegador de pênaltis ganhou fama nacional depois de ter defendido duas cobranças - ambas batidas por Raí - na vitória do Corinthians por 3 a 2 sobre o rival São Paulo na semifinal do Campeonato Brasileiro de 1999. Dida recebeu sua primeira indicação para o prêmio de melhor goleiro do mundo da IFFHS naquela temporada, terminando em oitavo lugar na votação. Em 2000, disputou o Mundial de Clubes da FIFA e não sofreu gol em três de quatro partidas. No dia 15 de janeiro, na final disputada contra o Vasco da Gama que terminou sem gols após a prorrogação, ele defendeu um pênalti de Gilberto e o Corinthians foi campeão por 4 a 3 após o vascaíno Edmundo desperdiçar sua cobrança. O meia Ricardinho, do Corinthians, revelou à imprensa que a equipe estava tentando levar o jogo para os pênaltis, pois sabiam que Dida defenderia pelo menos uma cobrança.

Milan[editar | editar código-fonte]

Em 2000 Dida se apresentou ao Milan, mas ficou marcado após um erro em uma partida da Liga dos Campeões de 2000–01 contra o Leeds United. Dida retornou ao Corinthians novamente em 2001, conquistando mais dois títulos: a Copa do Brasil de 2002, com destaque para outro pênalti defendido novamente contra o São Paulo na semifinal, e o Torneio Rio-São Paulo. Posteriormente, na Copa do Mundo de 2002, sagrou-se pentacampeão mundial com a Seleção Brasileira, sendo reserva de Marcos. Dida retornou ao Milan em 2002 e no mesmo ano conquistou definitivamente a titularidade, tendo sido importante na conquista da Liga dos Campeões de 2002–2003 ao defender três pênaltis contra a Juventus, na final.

Dida foi eleito o segundo melhor goleiro do mundo pela FIFA e pela IFFHS (Federação Internacional de História e Estatística de Futebol) em 2005 e o terceiro melhor em 2004.[6] Em janeiro de 2012 foi considerado o terceiro melhor goleiro da América do Sul dos últimos 25 anos, ficando atrás de Taffarel e Chilavert.

No dia 1 de julho de 2010, após dez anos no clube, Dida oficializou sua saída dos Rossoneri.[7]

Em maio de 2012, juntou-se a equipe do Milan para jogar o Mundialito de Clubes de Futebol de Areia.[8]

Portuguesa[editar | editar código-fonte]

No dia 24 de maio de 2012, a Portuguesa anunciou um acordo com o atleta para atuar pelo clube até o fim da temporada de 2012.[9] Estreou na vitória por 1 a 0 contra o São Paulo, em partida válida pelo Campeonato Brasileiro.[10]

Grêmio[editar | editar código-fonte]

No dia 19 de dezembro, o Grêmio anunciou oficialmente a sua contratação para ser o reserva de Marcelo Grohe.[11] Por decisão do técnico Vanderlei Luxemburgo, no entanto, Dida acabou sendo escolhido como titular para a disputa da Libertadores 2013.[12]

Sua estreia no Grêmio foi no dia 23 de janeiro de 2013, diante a LDU onde o Grêmio perdeu de 1 a 0. Destacou-se na partida contra o Corinthians, pela Copa do Brasil. Dida defendeu três cobranças nas decisões por pênaltis, sendo a última a do seu ex-companheiro de equipe no Milan, Alexandre Pato. A vitória colocou o time gaúcho nas semifinais da Copa do Brasil.

Internacional[editar | editar código-fonte]

Dida no Inter em 2014.

No dia 12 de dezembro de 2013 foi anunciado que Dida não renovaria com o Grêmio. No mesmo mês, Dida assinou contrato de dois anos com o rival Internacional após atuações contestadas do então goleiro titular Muriel na temporada 2013. No dia 7 de dezembro de 2015 a direção do Internacional anunciou a despedida do goleiro do clube.

Dida foi integrante do movimento denominado Bom Senso F.C.[13]

Seleção Brasileira[editar | editar código-fonte]

Participou de três Copas do Mundo: em 1998 foi o terceiro goleiro, em 2002 era o reserva e em 2006 foi o goleiro titular da Seleção Brasileira.

Dida pela Seleção Brasileira.

Títulos[editar | editar código-fonte]

Vitória
Cruzeiro
Corinthians
Milan
Internacional
Seleção Brasileira

Prêmios individuais[editar | editar código-fonte]

Grêmio

Expanda a caixa de informações para conferir todos os jogos em que Dida jogou pelo Grêmio.

¹ Dida saiu para a entrada do reserva Marcelo Grohe, que levou o gol.

Internacional

Expanda a caixa de informações para conferir todos os jogos em que Dida jogou pelo Internacional.

² Nesta partida, Dida saiu durante o segundo tempo, dando lugar para Muriel, que levou o gol.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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