Rivaldo

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Rivaldo
Rivaldo
Rivaldo no tour da taça da
Copa do Mundo FIFA de 2014, no Recife
Informações pessoais
Nome completo Rivaldo Vítor Borba Ferreira
Data de nasc. 19 de abril de 1972 (50 anos)
Local de nasc. ? Recife ou Paulista[nota 1]
Pernambuco, Brasil
Nacionalidade brasileiro
Altura 1,86 m
canhoto
Informações profissionais
Clube atual aposentado
Posição meio-campista
Clubes de juventude
1989–1990
1990
Paulistano-PE
Santa Cruz
Clubes profissionais
Anos Clubes Jogos e gol(o)s
1990–1992
1992–1994
1993–1994
1994–1996
1996–1997
1997–2002
2002–2004
2004
2004–2007
2007–2008
2008–2010
2011
2012
2013
2014–2015
Santa Cruz
Mogi Mirim
Corinthians (emp.)
Palmeiras
Deportivo La Coruña
Barcelona
Milan
Cruzeiro
Olympiacos
AEK Atenas
Bunyodkor
São Paulo
Kabuscorp
São Caetano
Mogi Mirim
0040 00000(36)
0040 00000(27)
0062 00000(22)
0097 00000(78)
0046 00000(22)
0230 0000(136)
0040 000000(8)
0010 000000(2)
0095 00000(44)
0044 00000(15)
0077 00000(44)
0046 000000(7)
0021 00000(11)
0019 000000(3)
0011 000000(1)
Seleção nacional
1992–1993
1996
1993–2004
Brasil Sub-20
Brasil Sub-23
Brasil
0009 000000(1)
0005 000000(0)
0074 00000(37)
Medalhas
Jogos Olímpicos
Bronze Atlanta 1996 Equipe

Rivaldo Vítor Borba Ferreira (? Recife ou Paulista,[nota 1] 19 de abril de 1972) é um ex-futebolista brasileiro que atuava como meio-campista. Considerado por muitos um dos maiores meias e um dos melhores jogadores do futebol mundial nos últimos tempos, faz parte do grupo dos "4Rs" (Ronaldo, Romário, Ronaldinho Gaúcho e Rivaldo), estes considerados os quatro melhores jogadores brasileiros da história recente do futebol.[1]

Ídolo no Barcelona – onde sua atuação fez com que fosse eleito o melhor jogador do mundo pela FIFA em 1999 –, foi decisivo para a Seleção Brasileira conquistar seu quinto título mundial na competição disputada na Coreia do Sul e no Japão em 2002.

Rivaldo era um meio-campo de personalidade, versátil, decisivo e inteligente, pois fazia gols como atacante – e em algumas oportunidades foi escalado nessa posição. Apesar de não ser um atacante de ofício, quando chegava na área oferecia sério perigo para a zaga adversária com seus chutes letais, sua classe exuberante e sua plasticidade. Era especialista em cobranças de falta, voleios e bicicletas, além de chutes de longa distância e de cobertura. Parecia ser lento, mas tinha uma agilidade incrível; em seu registro possui gols e jogadas de todos os tipos. Aproveitando-se de sua altura, boa impulsão e ótimo posicionamento, era bastante efetivo em jogadas aéreas, tendo marcado alguns gols de cabeça ao longo da carreira.[2]

Teve passagens vitoriosas pelo Palmeiras, clube onde foi campeão brasileiro em 1994, paulista em 1996 e virou ídolo da torcida, pelo Deportivo La Coruña, e pelo Barcelona, onde foi campeão espanhol em 1998 e 1999, entrando para a lista dos maiores jogadores da história da equipe.[3] Jogou também no Santa Cruz, Mogi Mirim, Corinthians, Milan, Cruzeiro, Olympiacos, AEK Atenas, Bunyodkor, São Paulo, Kabuscorp e São Caetano, encerrando a carreira em 2015 novamente com o Mogi Mirim.

No ano de 2002 ele foi homenageado no anime Super Campeões com o personagem Rivaul, que era o melhor jogador do FC Catalunha (Barcelona). No anime, Rivaul é o melhor jogador do mundo; rápido, forte e habilidoso e o principal nome do Catalunha. É o jogador que Tsubasa, protagonista do anime, tenta superar.[4]

Em 2004, Rivaldo foi lembrado por Pelé na FIFA 100, uma lista dos 125 maiores jogadores vivos do mundo.[5] Ele também está no All-Star Team da FIFA das Copas do Mundo de 1998 e 2002 (seleção dos melhores jogadores eleitos pela FIFA ao final de cada Copa).

Carreira[editar | editar código-fonte]

Início[editar | editar código-fonte]

Nascido em ? Recife ou Paulista,[nota 1] Pernambuco, assinou contrato profissional com o Santa Cruz aos dezenove anos, em 1991, depois de ter impressionado olheiros locais em um torneio pelo Paulistano, clube do município onde morava, Paulista, situado na região metropolitana da capital pernambucana. Ainda nas categorias de base, chegou a participar de algumas partidas no Campeonato Pernambucano de 1990 (marcando um gol), ajudando o Santa Cruz a conquistar o título. Após destacar-se com o Santa na Copa São Paulo de Juniores, em 1992 foi trocado por cinco jogadores com o Mogi Mirim e nem voltou a Pernambuco após o torneio.[6] Foi para o clube do interior paulista juntamente com os colegas Válber e Leto.[7]

No Sapão, participou com eles da conquista da Série A2 do Campeonato Paulista, na equipe que ficou conhecida como "Carrossel Caipira" e [1] e que continha também o zagueiro Capone. Mesmo ali, Rivaldo não era considerado a maior promessa, e sim Válber,[1][7] embora já ali demonstrasse habilidade no então incomum posicionamento misto de meia e atacante.[8]

Em meados de 1993, em que Rivaldo foi notícia também por um gol do meio de campo,[7] o Corinthians conseguiu o empréstimo dele [1] e de outros jogadores-chave do Mogi: Válber, Leto e o ala Admílson.[7]

O estrelato[editar | editar código-fonte]

No Corinthians foi mal no Rio-São Paulo de 1993, perdendo para um Palmeiras mesclado de reservas. No Brasileiro, contudo, Rivaldo não desapontou, marcando onze gols no torneio e ganhando a Bola de Prata da revista Placar como um dos melhores meio-campistas.[1]

Não foi bem no Campeonato Paulista de 1994;[1][7] o Corinthians acabou desistindo de contratá-lo em definitivo,[1] após não conseguir reduzir seu preço.[7] O Palmeiras, em parceria com a patrocinadora Parmalat, resolveu apostar nele e pagou 2,4 milhões de reais ao Mogi para tê-lo.[1]

Chegou ao arquirrival para as disputa do Brasileirão daquele ano, já após a Copa do Mundo de 1994, e viveu grande fase, tendo sido vice artilheiro do campeonato com quatorze gols[1] e o grande maestro da conquista do oitavo título palmeirense no torneio. De quebra, vingou-se de seu ex-clube, contra quem a final foi disputada: marcou dois gols na vitória por 3–1, no primeiro jogo e, no jogo de volta, fez o gol de empate por 1–1 a dez minutos do fim da partida, acabando com as esperanças alvinegras de esboçar alguma reação. Agora como palmeirense, recebeu nova Bola de Prata seguida, desta vez como um dos melhores meias.

Ainda no Palmeiras, conquistou a Copa Euro-América (marcou um hat-trick em vitória por 6 a 1 sobre o Borussia Dortmund e o gol palmeirense no empate por 1 a 1 contra o Flamengo, sendo o artilheiro) e o Campeonato Paulista de 1996, em que o time teve excepcional poder ofensivo, ultrapassando cem gols.

Deportivo La Coruña e Barcelona[editar | editar código-fonte]

Rivaldo tinha ido aos Jogos Olímpicos já como jogador do Deportivo La Coruña, para onde foi vendido após o título paulista. Chegou ao time da Galícia com a missão de substituir o ídolo local Bebeto,[1] que havia ido para o Flamengo. Teve uma ótima temporada, fazendo 21 gols, que ajudaram a conduzir o "Depor" ao terceiro lugar da La Liga de 1996–97.[1]

Uma temporada depois, Rivaldo já era jogador Barcelona, chegando ao clube catalão para substituir desta vez ninguém menos que Ronaldo, que se transferira para a Internazionale.[1] Os quase trinta milhões de dólares que o "Barça" pagou por ele seriam bem recompensados, com Rivaldo ganhando no clube o que seu "antecessor" não conseguira, o título da Liga Espanhola, que voltava aos blaugranas após três anos. Faturou ainda uma Copa do Rei, uma supercopa europeia e mais uma liga espanhola. Depois da primeira temporada suas apresentações foram cada vez mais surpreendentes, a partir daí começou a ser cogitado como o melhor do mundo. Grandes atuações foram vistas, como arrancadas, dribles desconcertantes, passes mágicos e grande quantidade de gols. Os gols aconteceram de todos os tipos, do meio de campo, de bicicletas e voleios, de falta, de cabeça, de cobertura, entre muitos outros. Suas jogadas espetaculares e gols variados pelo Barcelona fizeram com que ele fosse eleito o melhor jogador do mundo.

Milan e Cruzeiro[editar | editar código-fonte]

Em junho de 2002, ainda antes da Copa, o Barcelona liberou Rivaldo de seu contrato um ano antes de seu término, e o brasileiro mostrou-se satisfeito, pois a equipe estava recontratando seu desafeto, o treinador neerlandês Louis van Gaal.[1] Sendo assim, em julho ele assinou um contrato de três anos com o Milan.[9] Mesmo tendo participado dos títulos da Copa da Itália e da Liga dos Campeões da UEFA, estava insatisfeito com a reserva no clube italiano.[10] Não parecia contar com a simpatia do técnico Carlo Ancelotti,[11] que não havia ordenado a contratação do brasileiro (e sim o presidente Silvio Berlusconi). Rivaldo, que já disputava posição com o português Rui Costa, perdeu mais espaço ainda com a surpreendente grande fase que Kaká apresentou assim que chegou aos rossoneri, em meados de 2003.[12]

Resolveu voltar ao Brasil no início de 2004, por indicação do treinador Vanderlei Luxemburgo que o convenceu a descartar propostas europeias para jogar no clube, sendo a grande contratação do Cruzeiro para a disputa da Copa Libertadores da América.[13][14] Antes, inclusive, de acertar com os mineiros, Rivaldo teria sido desejado pelo São Paulo.[15] Entretanto, sua passagem pela equipe foi muito curta; o meia atuou em apenas onze jogos e marcou dois gols. Rivaldo deixou a Raposa no dia 28 de fevereiro, saindo do clube em fidelidade ao técnico Vanderlei Luxemburgo, que havia sido demitido um dia antes do clássico contra o rival Atlético Mineiro, após desentendimento com a diretoria.[16] O meia frustrou a torcida do Cruzeiro, que esperava o Rivaldo que tinha brilhado na Copa do Mundo FIFA de 2002.[17]

Olympiacos e AEK Atenas[editar | editar código-fonte]

Assinou então com o clube grego Olympiacos, conquistando três Campeonatos Gregos e duas Copas da Grécia. Rivaldo assim como na Espanha marcou gols e jogadas memoráveis, incluindo uma fantástica apresentação na final da copa com uma bola bem colocada de uma posição muito difícil perto da bandeira do escanteio. Rivaldo também marcou dois gols memoráveis de falta na temporada: o primeiro foi no derby local contra o outro gigante do país - o Panathinaikos - e o segundo contra o clube inglês Liverpool, na Copa da UEFA.

Entretanto, sua curta passagem pelo Cruzeiro e a pouca visibilidade do futebol grego no Brasil acabaram custando-lhe a vaga na Seleção Brasileira. Sua última partida foi contra o Uruguai, num empate por 3–3 em novembro de 2003, já pelas eliminatórias da Copa do Mundo FIFA de 2006. Contudo, apenas três meses após renovar seu contrato, Rivaldo resolveu deixar o clube alegando falta de pagamentos, afirmando que lhe era devido aproximadamente trezentos e noventa mil euros.[18]

Acabou acertando com o rival AEK Atenas, onde jogou uma temporada.[19] Para o seu desgosto, o título grego é perdido nos tribunais para o seu ex-clube, que ganhou os pontos de uma derrota para uma equipe que utilizara um jogador que foi pego no antidoping - o suficiente para o Olympiacos ultrapassar em dois pontos o AEK na tabela.

Bunyodkor[editar | editar código-fonte]

Após quatro temporadas no futebol grego, transferiu-se para o Bunyodkor, do Uzbequistão, por dez milhões de euros, dando grande visibilidade ao time asiático.

Em 11 de agosto de 2010, após dois anos no país, conquistando um bicampeonato nacional e uma copa, anunciou a rescisão do contrato com o clube.[20]

Retorno ao Brasil e passagem pelo São Paulo[editar | editar código-fonte]

Em novembro de 2010, Rivaldo anunciou que iria disputar o Campeonato Paulista de 2011 pelo Mogi Mirim, clube do qual era também presidente.[21][22][23] Entretanto, em janeiro de 2011, acertou com o São Paulo para jogar até o final do ano.[24] Na sua estreia pelo São Paulo, fez o primeiro gol da vitória sobre o Linense por 3–2.[25]

Apesar da boa estreia e dos pedidos intensos da torcida tricolor, Rivaldo não foi mais utilizado pelo treinador Paulo César Carpegiani. Chateado com a situação, veio a público dizer que estava insatisfeito com a reserva[26] no time são-paulino e, após a saída de Carpegiani, teve uma boa sequencia de jogos, com Milton Cruz e Adílson Batista.[27] Desde então, fez boas partidas, sendo importante na área de armação do time e conquistando a simpatia de grande parte da torcida.[28] Porém, com a saída de Adilson do comando e a chegada de Emerson Leão, o pentacampeão não teria maiores chances.[29]

Em 1 de dezembro, Rivaldo oficializou, por meio de sua conta no Twitter, que seu contrato não seria renovado pelo São Paulo para 2012.[30]

Kabuscorp[editar | editar código-fonte]

Em 2012 acertou com o Kabuscorp, de Angola, por um valor estipulado pela mídia local em torno de cinco milhões de dólares, uma das maiores contratações da história do futebol africano.[31] No dia 5 de novembro, Rivaldo anunciou o fim do seu contrato com o Kabuscorp, e havia rumores sobre a sua aposentadoria.[32]

São Caetano[editar | editar código-fonte]

No dia 16 de janeiro de 2013, o presidente do São Caetano, Nairo Ferreira de Souza, confirmou a contratação de Rivaldo para 2013.[33] O jogador foi apresentado no dia 22, na sede social do Azulão.[34] Em 9 de fevereiro, na sua estreia com a camisa do time do ABC paulista, diante do Corinthians, no Pacaembu, o pentacampeão também fez seu primeiro gol pela nova agremiação, o responsável por inaugurar o marcador do jogo, que terminaria empatado por 2–2.[35]

Rescindiu seu contrato com o São Caetano no dia 7 de novembro, alegando dores no joelho.[36]

Mogi Mirim[editar | editar código-fonte]

Em janeiro de 2014, reestreou no Mogi Mirim jogando pelo Campeonato Paulista e atuou algumas partidas ao lado do seu filho Rivaldinho.[37]

Aposentadoria[editar | editar código-fonte]

No dia 15 de março de 2014, por meio de seu Instagram, anunciou que sua carreira de jogador chegou ao fim. "Com lágrimas nos olhos hoje gostaria de primeiramente agradecer a Deus, minha família e a todos pelo apoio, pelo carinho que recebi durante esses 24 anos como jogador. Hoje venho comunicar a todos os torcedores do mundo que minha história como jogador chegou ao fim", escreveu ele.[38]

Retorno aos gramados[editar | editar código-fonte]

No dia 23 de junho de 2015, o jogador resolveu voltar aos gramados para ajudar o time que presidia, o Mogi Mirim, a sair da situação que se encontrava, estando na zona do rebaixamento da Série B.[39] No dia 14 de julho, em sua segunda partida após o retorno, Rivaldo teve grande atuação jogando ao lado do filho Rivaldo Júnior.[40] O meia marcou um gol e viu seu filho Rivaldinho marcar mais dois na vitória por 3–1 sobre o Macaé.[41][42]

Aposentadoria definitiva[editar | editar código-fonte]

Em 12 de agosto de 2015, quase dois meses após retomar a carreira profissional, Rivaldo anunciou novamente sua aposentadoria, agora em definitivo. Aos 43 anos, o meia decidiu que não iria mais se submeter às sessões de infiltração no joelho direito para atuar pelo Mogi Mirim na Série B do Brasileiro.[43] A decisão aconteceu pouco menos de um mês após renunciar ao cargo de presidente do clube.[44]

Seleção Nacional[editar | editar código-fonte]

Início[editar | editar código-fonte]

Após destaque no Corinthians em 1993, ganhando bola de prata, recebeu, em dezembro daquele mesmo ano sua primeira convocação, marcaria o gol da vitória em amistoso contra o México em sua estreia pela Seleção Brasileira. Tinha grandes chances de integrar o plantel convocado por Carlos Alberto Parreira para a Copa do Mundo FIFA de 1994. Entretanto, não foi bem no Paulistão de 1994.

Jogos Olímpicos de 1996[editar | editar código-fonte]

Após um excelente Campeonato Paulista em 1996 disputaria, como um dos três jogadores acima de 23 anos do elenco brasileiro, as Olimpíadas de Atlanta que ganharia a medalha de bronze. Acabaria como um dos crucificados na derrota nas semifinais para a Nigéria por ter errado um passe que resultou em um dos gols na vitória dos africanos na prorrogação, e com isso ficou um ano sem defender a Seleção.

A afirmação[editar | editar código-fonte]

Voltou à Seleção Brasileira para a disputa da Copa das Confederações FIFA de 1997. Apesar da boa atuação no torneio, não marcou nenhum gol.

Finalmente, no ano seguinte, seria convocado para uma Copa do Mundo FIFA.[45] No mundial da França, teve grande desempenho com jogadas de efeito e assistências, marcando três gols, pouco podendo fazer na derrota ante aos anfitriões franceses na final.[46]

Conquistou a Copa América de 1999, sendo premiado como melhor jogador da competição. Com cinco gols, foi artilheiro ao lado de Ronaldo.

Em 2000 e 2001, disputando as eliminatórias da Copa do Mundo FIFA de 2002, foi muito criticado pela torcida brasileira, pois o seu futebol no Barcelona estava muito superior ao que vinha apresentando na Seleção. Começou a se desgastar com as ofensas e vaias dos torcedores; após um jogo contra a Colômbia, no Estádio do Morumbi, Rivaldo chegou a declarar que não iria mais defender o Brasil. Durante a partida, o meia foi hostilizado pela torcida que lotou o estádio.[47] Ainda assim, Rivaldo terminaria as eliminatórias como vice artilheiro, com oito gols.

Copa do Mundo de 2002[editar | editar código-fonte]

Entretanto, na Copa do Mundo FIFA de 2002, Rivaldo foi o principal responsável por liderar o Brasil rumo ao pentacampeonato. Destacou-se logo na fase de grupos marcando três gols, um em cada jogo, e dando assistências. Continuou decisivo na fase de mata-mata marcando um golaço, o primeiro gol da vitória por 2–0 nas oitavas de final, no duro jogo contra a Bélgica.[48] Também foi seu o gol de empate contra a favorita Inglaterra, nas quartas de final, após receber passe, em ótima jogada de Ronaldinho Gaúcho, já no final do primeiro tempo. Chegou às semifinais tendo marcado em todas as partidas, o que lhe dava chances de igualar o feito de Jairzinho, que, na Copa do Mundo FIFA de 1970, fizera gols em todos os jogos do Brasil e terminou campeão. Na disputa pela vaga na final, em novo jogo contra a Seleção Turca, todavia, acabou jogando muito bem mas não marcando.

Voltou a ser fundamental na final, contra a Alemanha, tendo participado ativamente dos dois gols da vitória que deu o pentacampeonato à Seleção Brasileira: no lance do primeiro gol, desferiu um forte chute de meia distância que o goleiro Oliver Kahn não conseguiu segurar, deixando o rebote livre para Ronaldo abrir o placar. Poucos minutos depois, atraiu a defesa alemã ao receber um passe de Kléberson, porém abriu as pernas e deixou a bola passar para Ronaldo, livre de marcação, marcar o segundo. Após a final era favoritíssimo para ganhar o prêmio de melhor jogador. Terminou a Copa de 2002 tendo anotado cinco gols e sendo eleito o quarto melhor jogador do torneio pela FIFA.

Rivaldo atuou pela Seleção Brasileira até 2004, já sem espaço devido à grande fase de Kaká, Ronaldinho e Juninho Pernambucano, seus principais concorrentes.[49] No total, o pernambucano realizou 75 jogos e marcou 38 gols pelo Brasil.[50]

Pós-aposentadoria[editar | editar código-fonte]

Aos 44 anos, acertou com o Barcelona para defender agora o time de "lendas" do clube, formado por ex-jogadores. Trata-se do "FCB Legends", equipe de veteranos que faz partidas pelo mundo para globalizar ainda mais a marca Barcelona. O acordo foi firmado durante visita de Rivaldo ao Barça. Ele participou do evento de lançamento do game PES 2017, que tem parceria entre o clube e a Konami. O Barcelona anunciou nesta também ligação oficial com Rivaldo e revelou que existe uma negociação em curso para que o ex-meia se torne embaixador da Fundação FC Barcelona no Brasil, que promove projetos sociais no país.[51]

Estatísticas[editar | editar código-fonte]

Atualizadas até 28 de outubro de 2017[52]

São Paulo[editar | editar código-fonte]

Equipe Temporada Campeonato
nacional
Copa
nacional
Competições
continentais [b]
Outros
torneios [c]
Total
Jogos Gols Jogos Gols Jogos Gols Jogos Gols Jogos Gols
São Paulo 2011 30 5 4 0 3 1 9 1 46 7
Total 30 5 4 0 3 1 9 1 46 7
Total na carreira 30 5 4 0 3 1 9 1 46 7

Títulos[editar | editar código-fonte]

Santa Cruz
Corinthians
Palmeiras
Deportivo la Coruña
Barcelona
Milan
Cruzeiro
Olympiacos
Bunyodkor
Seleção Brasileira

Prêmios individuais[editar | editar código-fonte]

Artilharias[editar | editar código-fonte]

Vice artilharias[editar | editar código-fonte]

Outros destaques em artilharias e gols[editar | editar código-fonte]

Gols em Copa do Mundo FIFA[editar | editar código-fonte]

# Data Local Adversário Placar Nº de gols Edição
1. 16 de junho de 1998 Stade de la Beaujoire, Nantes,  França Flag of Morocco.svg Marrocos 3–0 1 1998
2. 3 de julho de 1998 Stade de la Beaujoire, Nantes,  França Flag of Denmark.svg Dinamarca 3–2 2 1998
3. 3 de junho de 2002 Munsu Cup Stadium, Ulsan  Coreia do Sul Flag of Turkey.svg Turquia 2–1 1 2002
4. 8 de junho de 2002 Jeju World Cup Stadium, Jeju  Coreia do Sul Flag of the People's Republic of China.svg China 4–0 1 2002
5. 13 de junho de 2002 Suwon World Cup Stadium, Suwon  Coreia do Sul Flag of Costa Rica (state).svg Costa Rica 5–2 1 2002
6. 17 de junho de 2002 Estádio Kobe Wing, Kobe  Japão Flag of Belgium.svg Bélgica 2–0 1 2002
7. 21 de junho de 2002 Estádio Shizuoka Ecopa, Fukuroi,  Japão Flag of England.svg Inglaterra 2–1 1 2002

Notas e referências

Notas

  1. a b c Há divergências entre algumas fontes confiáveis e verificáveis , sobre o local de nascimento de Rivaldo (Recife ou Paulista).
    Recife
    Esta fonte do portal GE afirma:
    Citação: A reportagem do GLOBOESPORTE.COM esteve em Paulista na última segunda-feira. Em Jardim Paulista Alto, Rivaldo - que chegou à cidade com seis anos - é celebridade.
    A Folha de S.Paulo menciona nesta matéria:
    Citação: 19.abr.1972- Nasce na maternidade da Encruzilhada, em Recife, filho de Romildo Vitor Gomes Ferreira, escrevente da prefeitura, e Marlúcia Salomão Borba, dona de casa. É batizado Rivaldo Vitor Borba Ferreira.
    A CBF também confirma nesta publicação que o futebolista nasceu em Recife:
    Citação: O pernambucano de Recife era conhecido por seu comportamento discreto fora das quatro linhas...
    O Terra cita Recife nesta matéria:
    Citação: Natural de Recife, passou pelo Santa Cruz e Mogi Mirim antes de despontar no Corinthians.
    Paulista
    Outras fontes, porém mencionam que Rivaldo é natural de Paulista, como o UOL Esporte:
    Citação: Nascimento: 19/04/1972, em Paulista (PE)
    O COB menciona nesta publicação, que Rivaldo nasceu em Paulista:
    Citação: FICHA TÉCNICA - Nome completo: Rivaldo Vítor Borba Ferreira; Data de nascimento: 19/04/1972; Local de nascimento: Paulista, PE
    O portal GE (contradizendo a matéria citada acima) afirma nesta publicação:
    Citação: Natural de Paulista, município no litoral norte do estado...
    Também em uma matéria do GE, sobre os 50 anos de Rivaldo, o portal cita a cidade de Paulista como local de nascimento do mesmo nesta publicação:
    Citação: Rivaldo nasceu em Paulista, município localizado na Região Metropolitana de Recife...
    A Folha de Pernambuco também afirma nesta publicação, que Rivaldo nasceu no município de Paulista
    Citação: A carreira de Rivaldo começou na base do Paulistano, time da sua cidade natal.

Referências

  1. a b c d e f g h i j k l m "Mais um feito do patinho feio", Especial Placar 35 Anos - Coleção de Aniversário, número 6, julho de 2005, Editora Abril, págs. 16-17
  2. André Kfouri e Paulo Vinícius Coelho (2010). «Os 100 melhores jogadores brasileiros de todos os tempos». Editora Ediouro. Consultado em 6 de novembro de 2021 
  3. «Rivaldo lives up to magic number» (em inglês). BBC. 20 de dezembro de 1999. Consultado em 6 de novembro de 2021 
  4. «Os jogadores que inspiraram personagens de 'Super Campeões - Capitão Tsubasa'». Goal.com. 28 de julho de 2016. Consultado em 6 de novembro de 2021 
  5. a b «Lista de craques de Pelé para Fifa tem maioria brasileira». BBC Brasil. 4 de março de 2004. Consultado em 6 de novembro de 2021 
  6. Brasil de Oliveira (24 de janeiro de 1992). «Mogi-Mirim contrata revelação da Taça». O Estado de S. Paulo (35 891). São Paulo: S.A. O Estado de S. Paulo. pp. Esportes, p.2. ISSN 1516-2931 
  7. a b c d e f "Futebol Total de Mogi", Cassiano Ricardo Gobbet, Trivela número 14, abril de 2007, Pool Editora, págs. 42-43
  8. "O Carrossel sem Cruyff", Cassiano Ricardo Gobbet, Trivela número 14, abril de 2007, Pool Editora, págs. 42-43
  9. «Rivaldo, 30, anuncia acerto com o Milan por três anos». Folha de S.Paulo. 28 de julho de 2002. Consultado em 6 de novembro de 2021 
  10. «Reserva no Milan, Rivaldo renasce com Parreira». Folha de S.Paulo. 10 de setembro de 2003. Consultado em 6 de novembro de 2021 
  11. "Intrigas à milanesa", Sérgio Gwercman, Placar, número 1258, maio de 2003, Editora Abril, pág. 60
  12. «'Rivaldo não vai para o banco': ex-técnico do Milan lembra quando craque se irritou com a reserva». ESPN Brasil. 7 de abril de 2020. Consultado em 6 de novembro de 2021 
  13. «Cruzeiro fecha a contratação de Rivaldo». Folha de S.Paulo. 5 de janeiro de 2004. Consultado em 6 de novembro de 2021 
  14. «Rivaldo é recebido com festa no Cruzeiro». GloboEsporte.com. 8 de janeiro de 2004. Consultado em 6 de novembro de 2021 
  15. ARRUDA, Eduardo. São Paulo usa 'esquema Raí' para repatriar Rivaldo. São Paulo, Folha de S. Paulo, 23 dez. 2003
  16. «Cruzeiro demite o técnico Wanderley Luxemburgo». UOL. 27 de fevereiro de 2004. Consultado em 6 de novembro de 2021 
  17. Cândido Henrique Silva (28 de fevereiro de 2004). «Rivaldo segue os passos de Luxemburgo e também deixa o Cruzeiro». UOL. Consultado em 6 de novembro de 2021 
  18. «Rivaldo deixa o Olympiakos e acerta com o AEK». O Globo. 29 de maio de 2007. Consultado em 6 de novembro de 2021 
  19. «Após deixar Olympiacos, Rivaldo assina com AEK». Trivela. 29 de maio de 2007. Consultado em 6 de novembro de 2021 
  20. «Rivaldo rescinde com time do Uzbequistão». iG. 11 de agosto de 2010. Consultado em 27 de fevereiro de 2020 
  21. «Rivaldo anuncia retorno ao Brasil e jogará o Paulistão pelo Mogi Mirim». GloboEsporte.com. 18 de novembro de 2010. Consultado em 6 de novembro de 2021 
  22. «Rivaldo disputará Paulistão de 2011 pelo Mogi Mirim». GZH. 18 de novembro de 2010. Consultado em 6 de novembro de 2021 
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Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Precedido por
Raí
Camisa 10 da Seleção Brasileira em Copas do Mundo
1998 e 2002
Sucedido por
Ronaldinho Gaúcho