Sérgio Cláudio dos Santos

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Serginho
Serginho
Serginho em 2007
Informações pessoais
Nome completo Sérgio Cláudio dos Santos
Data de nasc. 27 de junho de 1971 (51 anos)
Local de nasc. Nilópolis, Rio de Janeiro, Brasil
Nacionalidade brasileiro
italiano
Altura 1,81 m
canhoto
Informações profissionais
Clube atual aposentado
Posição lateral-esquerdo ou meia
Clubes de juventude
1988–1993 Nova Cidade
Clubes profissionais
Anos Clubes Jogos e gol(o)s
1992–1993
1993–1994
1994–1995
1995–1996
1996–1999
1999–2008
Itaperuna
Bahia
Flamengo
Cruzeiro
São Paulo
Milan
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Seleção nacional
1998–2001 Brasil {{{partidasselecao}}}

Sérgio Cláudio dos Santos, mais conhecido como Serginho (Nilópolis, 27 de junho de 1971), é um ex-futebolista brasileiro que atuava como lateral-esquerdo ou meio-campista.

Carreira[editar | editar código-fonte]

Itaperuna e Bahia[editar | editar código-fonte]

Serginho começou sua carreira no Itaperuna, time do interior do estado do Rio de Janeiro. Em 1993 foi contratado pelo Bahia, onde em pouco tempo virou ídolo da torcida e ganhou o carinho da massa tricolor. Foi na equipe baiana que Serginho conquistou seu primeiro título como profissional, o Campeonato Baiano de 1994.

Flamengo[editar | editar código-fonte]

Devido à grande fase no Bahia, em junho de 1994 foi negociado com o Flamengo. No Rubro-Negro, o jogador disputou apenas dez jogos e não conseguiu se firmar como titular do time, pois Marcos Adriano vivia um bom momento.[1]

Cruzeiro[editar | editar código-fonte]

Serginho foi contratado pelo Cruzeiro em 1995, disputou posição com Nonato e novamente foi reserva. Pouco aproveitado na Raposa, o lateral foi envolvido em uma negociação com o São Paulo.[1]

São Paulo[editar | editar código-fonte]

À época, os mineiros trocaram Beletti e Serginho por Ronaldo Luiz, Gilmar, Vítor, Donizete Oliveira e Palhinha. O grande talento do lateral despertou no Tricolor Paulista.[1]

No Campeonato Paulista de 1996, o São Paulo de Serginho, Denílson e Müller foi vice-campeão. Após algumas trocas de treinadores, o lateral-esquerdo continuou em boa fase e manteve-se como titular. Em 1997, o Tricolor chegou até a fase final do Campeonato Paulista, mas perdeu para o Corinthians.

Já em 1998, Serginho ficou sem espaço com a chegada do técnico Nelsinho Baptista. Outro fator importante para o lateral não jogar regularmente foi o surgimento de Fábio Aurélio, que brilhava na base do Tricolor. Alterando bons e maus jogos, Serginho ajudou o São Paulo a conquistar o Campeonato Paulista em cima do Corinthians.[1]

Na temporada de 1999, o lateral chegou ao seu melhor nível. Mesmo com os problemas extracampo da diretoria, Serginho seguiu sendo peça fundamental da equipe.

Milan[editar | editar código-fonte]

Ainda em 1999, após viver grande fase no São Paulo e marcar catorze gols em 26 partidas no primeiro semestre, Serginho chamou a atenção de diversas equipes da Europa. Assim, foi negociado com o Milan, clube que defenderia até a temporada de 2007–08.

O lateral viveu um momento especial na temporada de 2003–04: disputou 33 jogos no total, e, ao lado dos brasileiros Cafu e Kaká, conquistou a Liga dos Campeões da UEFA e o Campeonato Italiano.[1]

Disputou seu último jogo oficial no dia 18 de maio de 2008, contra a Udinese, numa vitória por 4 a 1 no San Siro.[2] Pela equipe milanesa, foram 280 partidas disputadas no total, com 25 gols marcados, oito títulos e muitas assistências.[3]

Seleção Nacional[editar | editar código-fonte]

Pela Seleção Brasileira, Serginho fez parte do grupo campeão da Copa América de 1999. Após muito sucesso no Milan e quase que sem reconhecimento nenhum por parte da CBF em convocá-lo, Serginho viveu sua melhor fase profissional sem atuar por sua seleção nacional. Depois de alguns anos atuando pelo Milan, em grande fase e jogando em alto nível, veio a convocação para a "Amarelinha". O jogador rejeitou-a e ainda fez questão de encaminhar uma carta de resposta à CBF, em que pediu para que nunca mais fosse convocado novamente.[4]

Dirigente do Milan[editar | editar código-fonte]

Após aposentar-se, em 2008, Serginho continuou no Milan, como consultor de mercado do clube no Brasil. Seu prestígio é tão grande dentro do clube, que ele passou a realizar um trabalho similar ao de outros grandes campeões e ídolos que ainda trabalham no Milan mesmo após abandonarem os gramados, como Daniele Massaro, Franco Baresi, Mauro Tassotti, George Weah e Paolo Maldini.

Títulos[editar | editar código-fonte]

Bahia
São Paulo
Milan
Seleção Brasileira

Referências

  1. a b c d e Diogo Miloni. «Serginho - Que fim levou?». Terceiro Tempo. Consultado em 28 de julho de 2021 
  2. «Cafu e Serginho se despedem do Milan no jogo deste domingo, contra o Udinese». GloboEsporte.com. 16 de maio de 2008. Consultado em 28 de julho de 2021 
  3. Nelson Oliveira (3 de novembro de 2016). «Serginho, devastador pelo Milan durante uma década». Calciopédia. Consultado em 28 de julho de 2021 
  4. Marcio Monteiro (15 de maio de 2012). «Após sucesso em SP e Milan, ex-lateral Serginho admite erro ao abandonar seleção». UOL Esporte. Consultado em 28 de julho de 2021 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]