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Parque aquático

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Os parques aquáticos são instalações recreativas coletivas com atrações aquáticas e destinadas ao lazer. Podem ser encontrados em diferentes regiões do mundo, em diversas zonas climáticas.[1]

História

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Os parques aquáticos começaram a se desenvolver como empreendimentos planejados de lazer a partir da segunda metade do século XX. Sua popularização ocorreu sobretudo nos Estados Unidos e na Europa, onde, a partir da década de 1940, com a introdução do toboágua e de outras atrações aquáticas, como piscinas de ondas, essas instalações passaram a servir como alternativa às praias naturais.[2]

Nos anos 1970, esses espaços incorporaram práticas esportivas aquáticas adaptadas ao ambiente artificial, como correntezas, escorregadores de grande porte e praias artificiais. O processo foi acompanhado pela inovação tecnológica e arquitetônica, bem como pela modernização das estruturas e ampliação da oferta de entretenimento, incluindo shows e áreas temáticas.[3]

O crescimento desses empreendimentos está ligado à expansão do turismo e à urbanização, frequentemente acompanhando processos de metropolização e o desenvolvimento de polos turísticos.[4]

Distribuição global

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O Wet’n Wild Orlando, aberto em 1977, é considerado o primeiro parque aquático em operação comercial.[5]

As atrações desse tipo estão presentes em todos os continentes, sendo mais numerosas e com maior fluxo de visitantes nos Estados Unidos, Japão, Europa e China. Ao longo do século XXI, a distribuição dessas instalações está associada à expansão global e ao crescimento da classe média, refletindo a reprodução de cenários temáticos artificiais. O funcionamento e a relevância dessas atrações são influenciados por variáveis como volume de investimento, dimensão do empreendimento, eficiência da gestão, política de preços e condições ambientais.

Em 2017, o relatório Theme Index and Museum Index da TEA/Aecom apontava que oito dos dez parques mais visitados do mundo pertenciam à Walt Disney Company. Na Ásia, as maiores instalações situam-se na Coreia do Sul, Hong Kong e Singapura, enquanto na Europa encontram-se na França, Alemanha, Holanda e Dinamarca. Os três principais polos globais concentram-se na costa leste dos Estados Unidos, na Europa Ocidental e no leste asiático.[6]

Em Portugal, os parques de diversão aquática começaram a ser implantados a partir de 1983 e foram considerados equipamentos públicos de lazer. Em 1993, houve alterações na legislação sobre esses recintos, por meio do Decreto-Lei n.º 315/95 e do Decreto Regulamentar n.º 34/95. Posteriormente, a regulamentação foi atualizada pelo Decreto-Lei n.º 65/97, de 31 de março, ainda em vigor.[7] Alguns exemplos de parques em Portugal incluem: Aqualand Algarve (Alcantarilha), Aquashow Park Hotel (Quarteira), Zoomarine Oceans of Fun (Guia) e Slide & Splash (Lagoa).

Em 2023, o Thermas dos Laranjais esteve entre os parques aquáticos mais visitados da América Latina, segundo relatório da TEA/Aecom.[8]

No Brasil, dados do Ministério do Turismo em 2018 indicavam a existência de cerca de 50 parques temáticos.[9]

Segundo levantamento da TEA/Aecom, nove desses parques atingiam projeção regional ou nacional, recebendo entre 243 mil e 2,2 milhões de visitantes anuais.[10] Entre os parques brasileiros destacam-se Magic City, Beach Park, Hot Park, Thermas Water Park, Thermas dos Laranjais e Thermas Internacional do Espírito Santo (em Guarapari).

Referências

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  1. Brunel, S. (2017). «Parcs aquatiques et loisirs». Tourisme et mondialisation (em francês). Paris: La Documentation Française 
  2. Marc, E. (2006). Les loisirs et la ville. Paris: Armand Colin.
  3. Clavé, S. (1999). La mondialisation des parcs à thème. Paris: L'Harmattan.
  4. Brunel, S. (2017). Tourisme et mondialisation. Paris: La Documentation Française.
  5. «Folha de S.Paulo - Wet'n Wild nasceu em 77 - 13/1/1997». www1.folha.uol.com.br. Consultado em 29 de setembro de 2025 
  6. «Establishing a secure connection ...». www.scielo.br. Consultado em 29 de setembro de 2025 
  7. «Decreto-Lei n.º 65/97, de 31 de março». Diário da República 
  8. «2023 Theme Index and Museum Index» (PDF). AECOM. 2024. Consultado em 29 de setembro de 2025 
  9. «Ministério do Turismo – Dados sobre parques temáticos». Consultado em 28 de setembro de 2025 
  10. «TEA/Aecom Theme Index 2017». Consultado em 28 de setembro de 2025