Rio Preto Esporte Clube

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Rio Preto
Rio Preto EC.png
Nome Rio Preto Esporte Clube
Alcunhas Verdão da Vila Universitária, Glorioso
Mascote Jacaré
Principal rival América-SP
Fundação 21 de abril de 1919 (98 anos)
Estádio Anísio Haddad
Capacidade 14.126 Lugares
Presidente Brasil José Eduardo Rodrigues
Treinador Brasil
Patrocinador Brasil Revista Country Fever

Brasil Refrigerantes Poty
Brasil Kodilar
Brasil Silcar Pneus
Brasil CENEMED
Brasil Nação Móveis

Material (d)esportivo Brasil Deka
Competição São Paulo Campeonato Paulista - Série A2
São Paulo Copa Paulista
São Paulo A3 2018 á disputar
São Paulo A2 2017 18º Colocado (rebaixado)
São Paulo A3 2016 vice-campeão
Website riopretoesporteclube
Cores do Time Cores do Time Cores do Time
Cores do Time
Cores do Time
Uniforme
titular
Cores do Time Cores do Time Cores do Time
Cores do Time
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Uniforme
alternativo
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Rio Preto Esporte Clube, mais conhecido somente por Rio Preto, é um clube brasileiro de futebol da cidade de São José do Rio Preto, interior do estado de São Paulo. Foi fundado em 21 de abril de 1919 e seu maior rival é o América de Rio Preto. Atualmente disputa a Série A2 do Campeonato Paulista e a Copa Paulista.

História[editar | editar código-fonte]

Início[editar | editar código-fonte]

No dia 21 de abril de 1919 era fundado o Rio Preto Esporte Clube por um grupo de jovens: Prof. Atílio Onibeni, Francisco de Almeida Viegas (Pacheco), Gabriel Camarero, Francisco Laurito, José Bueno (Juca Bueno), João Jorge (João da Pinta), Francisco Fusco e José Zanirato “Bepe”.

Existia nesta ocasião, na cidade, uma agremiação conhecida apenas por “Esporte Clube”, composta por elementos ligados às firmas comerciais de São José do Rio Preto. Procuraram então seus diretores e propuseram-lhes a fusão dos dois clubes. Assim, o clube fundado passou a chamar-se Rio Preto Esporte Clube, como homenagem ao clube extinto.

A primeira apresentação do “Rio Preto Esporte Clube” foi com o Clube Atlético Imperial da cidade de Taquaritinga. Depois da primeira apresentação, mesmo tendo sido derrotado, os convites para exibições não paravam de chegar, e estudos eram feitos e os melhores eram acolhidos.

Estádios[editar | editar código-fonte]

Estádio Coronel Victor Brito Bastos[editar | editar código-fonte]

Os Fundadores se depararam com um problema dos mais sérios: onde haviam de praticar o futebol, afinal de contas foi e esporte que deu origem à formação do Clube. Começaram a fazer visitas aos proprietários para que cedessem um local para fazer o campo, procuraram diversos deles, até que um, Cel. Victor Brito Bastos, numa demonstração de amor às causas esportivas e ainda da simpatia com que recebeu a noticia da fundação da nova agremiação, cedeu graciosamente, extensa faixa de terreno, para que ali pudessem levar adiante os planos então de projetar o nome de Rio Preto. Dois anos se passaram e o campo foi totalmente cercado com muro de tijolos e arquibancada de madeira. Coube a Bepe Zanirato, construtor da época, esses melhoramentos. Estádio Coronel Victor Brito Bastos, foi o nome dado ao Estádio, numa homenagem o doador do terreno.

Estádio Anísio Haddad[editar | editar código-fonte]

A cidade cresceu e sentindo a necessidade de dotar a tradicional agremiação de uma praça de esportes mais completa, em meados de 1965, surge o Novo Rio Preto E.C.. Formou-se uma comissão encabeçada pelo desportista Farid Abrão Maluf.

O terreno do Estádio Coronel Victor Brito Bastos foi loteado e vendido, mais as vendas de títulos patrimoniais, a agremiação comprou uma área de 68 mil e 100 m² (quase três alqueires), pegado ao Consorcio de Menores, área esta localizada na Vila Universitária. Um projeto arrojado, com capacidade para 35 mil pessoas, e no dia 21 de abril de 1968, o novo estádio do Rio Preto era inaugurado. Devido a colaboração importante na sua construção pela Família Haddad, em especial Sr. Anísio Haddad e Valdemar Haddad , veio a ser denominado “Estádio Anísio Haddad”, que foi inclusive um dos grandes presidentes.

Recentemente o Estádio Anísio Haddad passou por uma grande reforma para se adequar as normas da Federação Paulista de Futebol para receber os jogos da 1° divisão paulista, assim sua capacidade caiu para 18.740 lugares.

Clube de Campo[editar | editar código-fonte]

O presidente Anísio Haddad, comprou com bens pessoais, ou melhor, trocou uma quantidade de gado com Anésio Vetorazzo, 16 alqueires no Distrito de Engenheiro Schmitt, próximo ao trevo da SP 310, mesmo estando em seu nome, destinou-a para ser o futuro Clube de Campo do Rio Preto Esporte Clube, acreditando em um belo projeto onde seriam vendidos os primeiros 1.000 títulos patrimoniais e pago o terreno, o qual passaria então para o patrimônio do clube, como sempre e a maior paixão, o futebol, e o que entrava nele era gasto, com o falecimento do presidente no cargo, a área foi para o seu espólio.

Outros fatos históricos[editar | editar código-fonte]

Vieram outros presidentes e na gestão do Dr. Reinaldo Navarro da Cruz foi transferido a Sede do Clube, da antiga telefonia da família Haddad na Rua Marechal Deodoro para a Galeria Bady Bassitt, esquina da mesma com a Rua Bernardino de Campos no 1º andar, em salões alugados, instalando-se lá a Boate para sócios e convidados, com finalidade de angariar fundos.

Ainda no mandato do Dr. Reinaldo Navarro da Cruz, através de uma Comissão de Vereadores da cidade, presidida pelo Dr. Vergílio Dalla Pria Netto e composta pelo Prof. Eduardo Nicolau e Dr. José Eduardo Rodrigues, foi inaugurada a sonhada iluminação do Estádio Anísio Haddad.

Iniciou-se então, um projeto para transformar o Rio Preto E.C. em um verdadeiro clube, além do esportivo, social, recreativo e cultural, a construção de um Poliesportivo em 21 de abril de 1988 através de um contrato com a Somar Empreendimentos Imobiliários Ltda.

Nesta mesma época o Estádio Anísio Haddad sofreu uma grande reforma, construindo-se o alojamento completo que foi denominado ex-presidente Ulisses Jamil Cury, as novas cadeiras cativas, levantado todo o muro, feito salas, sanitários, etc., desenvolveu obras importantes no clube de Campo.

Em 1989, com o termino do mandato do Dr. Vergílio Dalla Pria Netto, é eleito por unanimidade do Conselho para presidente a Dra. Wayta Ap. Menezes Dalla Pria, primeira mulher presidente do clube de futebol profissional da história.

Em 1993, novamente foi eleito para presidente Dr. Vergílio Dalla Pria Netto, desenvolvendo após conseguir devolução da área fronteiriça ao estádio na Avenida Faria Lima, a construção do Iboruna Shopping, que visa recursos para a independência financeira do futebol, tendo sido inaugurado a primeira âncora em 1 de outubro de 1996.

Curiosidades[editar | editar código-fonte]

Ao contrário do que seu nome sugere, o uniforme do time é alviverde. O cognome de "Glorioso" deu-se devido a uma boa fase da equipe que passou um largo período sem conhecer o sabor de uma derrota, pois o clube já contava com um elenco ora formado por jogadores arrebanhados das agremiações vizinhas.

Sendo umas das equipes mais tradicionais do interior paulista, passou a maior parte de sua história disputando o Campeonato Paulista da série A2 (segunda divisão). Em 2007, a equipe conquistou o vice-campeonato da série A2 do Campeonato Paulista, sendo promovido a primeira divisão estadual pela primeira vez em 2008, sendo rebaixado no mesmo ano para a série A2 do paulistão.

E pela primeira vez nos 90 anos do clube, as categorias de base da equipe possuem uma fornecedora de material esportivo exclusiva a Physicus.

Mascote[editar | editar código-fonte]

O mascote oficial do Rio Preto EC é o jacaré. Criado por Cláudio Malagoli em 1968 para participar de um concurso que escolheria um mascote para o clube como modo de festejar os 49 anos de fundação do mesmo. Cláudio sagrou-se vencedor e o jacaré acabou sendo adotado como mascote do clube, e tal escolha não poderia ter sido melhor na opinião dos torcedores.'Jacaré, o couro duro do Oeste' é como é conhecido o clube em todos os cantos do estado de São Paulo. O Rio Preto EC foi o 1° clube que se tem notícia que adotou o animal como mascote, já que uma das regras do concurso que era de que não poderia ser imitado o mascote de nenhum clube ou entidade.

Rivalidade[editar | editar código-fonte]

Derby Riopretense[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Derby Riopretense

No início do século XX, São José do Rio Preto tinha duas equipes que rivalizavam-se no futebol da cidade: o Rio Preto Esporte Clube, (fundado em 1919) e o Palestra (fundado em 1929). Com a profissionalização, Rio Preto e Palestra seguiram caminhos distintos. O Palestra ficou no amadorismo e o Rio Preto seguiu sozinho no profissional.

Em 1946, existia um time amador em Rio Preto que era imbatível, a Associação dos Bancários. Neste time jogava Canizza, jogador que desafiava qualquer um a vencer seu time. Alguns esportistas da cidade, liderados pelo engenheiro da Estrada de Ferro Araraquarense, Antonio T. Pereira Lima, resolveram fundar um clube de futebol para derrotar o time de Canizza.

Fundado como América Futebol Clube, sua estreia seria contra a Ferroviária de Araraquara no antigo campo do Palestra. Mas devido às chuvas, o gramado estava alagado e a diretoria do América solicitou à do Rio Preto o empréstimo de seu estádio. O pedido foi negado. De fato, os coronéis e doutores do Rio Preto andavam ressabiados com o novo rival. Eles acusavam os americanos de estimular a dissidência de jogadores do Rio Preto para contratá-los em seguida. E um dos primeiros jogadores a trocar o verde e branco pelo vermelho foi exatamente Benedito Teixeira; o aclamado ex-presidente do América tinha sido ponta-esquerda do Rio Preto.

Os diretores do Rio Preto não externaram à época, mas à boca pequena também se sabe da mágoa por não ter sido o Rio Preto o adversário na estreia do América. Oficialmente, o clube não emprestou o Estádio Dr. Vitor Britto Bastos alegando que o jogo danificaria o campo, encharcado depois das chuvas. Começava ali uma das maiores rivalidades do estado de São Paulo.

Histórias do clássico[editar | editar código-fonte]

América e Rio Preto fazem um clássico curioso: os confrontos entre ambos são escassos. Uma das equipes mais antigas do interior paulista, o Rio Preto disputou em 2008 pela primeira vez a Série A1. Já o América fundado bem mais tarde, passou quase toda sua vida na divisão maior de São Paulo. Outro fato curioso: ambas as equipes subiram de divisão no mesmo ano em duas oportunidades. Em 1963 o América subiu para a 1º divisão e o Rio Preto para a 2º, fato que se repetiu em 1999. Mas o mais curioso aconteceu em 2007: O América foi rebaixado para a Série A2 e o Rio Preto promovido para a Série A-1. Este distanciamento, portanto, não faz com que seus torcedores apóiem o time rival. Pelo contrário, quem é América nunca será Rio Preto e vice-versa

Histórico do confronto[editar | editar código-fonte]

CONFRONTOS: 65 jogos, 33 vitórias América, 19 empates e 13 vitórias Rio Preto.

Último confronto entre as equipes: 29 de janeiro de 2012, 3x0 para o Rio Preto, Estádio Anísio Haddad em São José do Rio Preto, valido pela 2° rodada do Campeonato Paulista série A2.

Elenco atual[editar | editar código-fonte]

Goleiros
Jogador
Brasil André Ferlini
Brasil Murilo Prates
Brasil André Lucas
Defensores
Jogador Pos.
Brasil André Vinícius Z
Brasil Ednei Z
Brasil Alexandre Z
Brasil Rafael Nascimento Z
Brasil Gustavo Rosa Z
Brasil Cleiton Garcia LD
Paraguai Juan Melgarejo LD
Brasil Gleidson LE
Brasil Lucas Piauí LE
Meio-campistas
Jogador Pos.
Brasil Danilo V
Brasil Leandro Brasília V
Brasil Adriano Ferreira V
Brasil Fágner V
Brasil Wangler M
Brasil Luiz Fernando M
Brasil Guilherme Noé M
Brasil Ewerton M
Atacantes
Jogador
Brasil Yamada
Brasil Lucas Silva
Brasil Bruno Nunes
Brasil Wagner Gomes
Brasil João Henrique
Brasil Sávio
Brasil Robinho
Brasil Guiné Equatorial Jônatas Obina
Comissão técnica
Nome Pos.
Brasil Manoel Fernando T

Títulos[editar | editar código-fonte]

Estaduais[editar | editar código-fonte]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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