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Esporte Clube Ypiranga

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ypiranga
Nome Esporte Clube Ypiranga
Alcunhas O Mais Querido[1]
Time do Povo[2]
Torcedor(a)/Adepto(a) Ypiranguense
Aurinegro
Mascote Canário
Principal rival Galícia
Bahia
Fundação Como SC 7 de Setembro:
17 de abril de 1904 (121 anos)
Como EC Ypiranga:
7 de setembro de 1906 (119 anos)
Estádio Vila Canária
Capacidade 5.000 pessoas
Localização Salvador, BA
Mando de jogo em Pituaçu[3]
Capacidade (mando) 32.157 pessoas
Presidente Cleiber Lopes
Material (d)esportivo Brenn
Competição Baianão - Série B
Website ecypiranga.com.br
Cores do Time
Cores do Time
Cores do Time
Cores do Time
Cores do Time
Uniforme
titular
Cores do Time
Cores do Time
Cores do Time
Cores do Time
Cores do Time
Uniforme
alternativo

O Esporte Clube Ypiranga é um clube de futebol brasileiro sediado na cidade de Salvador, no estado da Bahia, fundado em 17 de abril de 1904. Suas cores são o amarelo e o preto. Manda seus jogos no Estádio Deputado Galdino Leite, mais conhecido como Vila Canária, com capacidade para cinco mil espectadores, e no Estádio Roberto Santos, conhecido popularmente como Pituaçu, que tem capacidade para 32.157 espectadores.

É um clube de muita tradição na Bahia, sendo até hoje o terceiro maior campeão do Campeonato Baiano atrás apenas do Vitória e Bahia. Além disso, já venceu um campeonato inter regional e vários outros estaduais, sendo um dos maiores clubes nordestinos em títulos inter-estaduais.[4]

O Ypiranga já teve diversas partidas históricas, porém, algo que poucos sabem é que ele já jogou contra a Seleção Brasileira, isso aconteceu em seu aniversário no dia 7 de setembro de 1934 no Campo da Graça. Depois do Brasil ser eliminado pela Espanha, o Brasil fez diversos amistosos no nordeste, um deles foi contra o Ypiranga, o clube perdeu por uma goleada de 5x1 com gols de Waldemar de Brito, Carvalho Leite, Leônidas da Silva, Martim Silveira e Patesko, enquanto o único gol do Ypiranga foi feito por Ferreira.

História

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Alfredo Dias, o fundador e idealizador do Esporte Clube Ypiranga, sendo o primeiro presidente do clube.
Hermínio Rios, Teodoro Costa e Francisco Xavier, os primeiros dirigentes do Ypiranga.
Primeiro time do Ypiranga, fotografia registrada em 1906.

O início

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Rapazes operários, reunidos na Loja n° 3 ao Beco da Baleia, na rua da Faísca, distrito da Vitória, fundaram o Sport Club 7 de Setembro em 17 de abril de 1904, com as cores sendo o preto e o branco. Os fundadores foram: Frutouso Cipriano de Almeida, Salvador Chaves, Raimundo dos Santos Camacho, João Pinheiro, Álvaro Pinheiro, Manoel Henrique de Sousa, José Arouca, Cecílio Meneses e Alfredo Dias. Após tomarem outras resoluções, dentre as quais a de adquirir uma bola de couro usada, elegeram a primeira diretoria, cabendo a presidência ao senhor Alfredo Dias e os dirigentes Hermínio Rios, Teodoro Costa e Francisco Xavier. Em amistosos contra outros times modestos da cidade, o 7 de Setembro conquistou algumas vitórias, porém, por motivos desconhecidos, o clube desapareceu.

Em 7 de setembro de 1906, por proposta de Salvador Chaves, é aprovada a mudança do nome do clube para Sport Club Ypiranga, escolhido de forma emblemática, fruto do momento conjuntural de construção da identidade nacional. A mudança surtiu algum efeito nos sócios, que voltaram, com relativa frequência, a realizar partidas nos campos da cidade. No início do século XX, jovens e humildes trabalhadores excluídos da sociedade por fatores étnicos, sociais e econômicos passaram a jogar pelo clube. Mesmo com dificuldades encontradas desde a fundação, o Ypiranga sempre se mostrou forte.

Fotografia da década de 70, elenco do Ypiranga no Campeonato Baiano.

O fato do Ypiranga ser reorganizado duas vezes aponta para a dificuldade dos sócios em mantê-lo. Mesmo que o futebol fosse uma atividade passível de adaptações, manter a parte administrativa poderia ser custosa para sujeitos que, a princípio, mal tinham condições que comprar uma bola nova. O próprio Ypiranga, quando respondia pelo nome de 7 de Setembro, treinava num terreno baldio ao lado do Beco da Baleia e, de vez em quando, nos terrenos da Companhia de Carruagens da Bahia, com bolas de meia e papo de boi, pois não havia recursos para comprar material esportivo na época.

A sorte do Ypiranga mudaria definitivamente quando, em 10 de fevereiro de 1914, o mesmo grupo que fundou o 7 de Setembro e depois o transformou em Sport Club Ypiranga reúne-se mais uma vez no mesmo local e resolve pela terceira vez reviver o Ypiranga. Resolve-se convidar para presidente do clube o doutor Augusto Maia Bittencourt, ex-presidente da Liga Bahiana de Sports Terrestres e do Sport Club Vitória. O nome do doutor seria ideal para as pretensões do Ypiranga. Conhecedor do esporte, Augusto Maia tinha condições de organizar a parte administrativa do clube, otimizar custos, entre outros. Uma das primeiras ações do novo presidente, por exemplo, foi pedir a mudança das cores do clube de verde e amarelo para preto e amarelo, alegando que tinha em seu poder lindas camisas de seda com linhas verticais naquelas cores que, como medida de economia, poderiam ser aproveitadas.

Entre 1914 e 1922, Augusto Maia levou o Ypiranga a um nível jamais imaginado entre os seus fundadores numa gestão impecável. As previsões de que o clube cresceria com a sua presidência foram confirmadas quando no mesmo ano se filiou à Liga Brasileira de Sports Terrestres, que substituíra a Liga Bahiana de Sports Terrestres em 1913, vencendo a temporada de 1917 e 1918. Em um relatório da gestão, entre 1920 e 1921, é possível encontrar alguns dados da sensível evolução do aurinegro. Em relação aos associados, Augusto Maia lembrou em seu relatório que tinha o prazer de registrar o grande número de sócios admitidos naquela administração que, na defesa dos ideais do clube, veio constituir a inexpugnável baluarte que representava.[5]

No que tange à parte financeira do clube, o presidente relatou que os dados fornecidos pela tesouraria eram, por si só, animadores e bem revelavam o critério que caracterizam aquela administração, convindo notar-se que a receita elevara-se de cinco mil réis e a despesa foi apenas de dois mil. Naquele ano, o Ypiranga, de sociedade com o Clube Yankee, alugou ao senhor Juvenal Oliveira um terreno à Rua do Prado, no Rio Vermelho, pela quantia de oitenta mil réis mensais, para a construção de um campo de esporte com arquibancadas, garagem, cerca de arame etc. para os treinos e torneios internos. Por fim, diante do seu prestígio, o Ypiranga recebeu diversos prêmios e mimos, entre eles oito taças de admiradores, jornais e casas comerciais. Se o relatório daquele ano já mostrava os auspícios do clube, no último ano de gestão de Augusto Maia, os avanços continuaram.

Transcrevendo as palavras do presidente, Aroldo Maia, o sobrinho do Dr. Maia, informou que: "Deixo o clube em ótimas condições. Assim é que deixo na Caixa Econômica do Estado em caderneta N° 60688: a quantia de dois mil, novecentos e setenta e quatro réis e quarenta e oito centavos, em depósito na Liga Bahiana novecentos e trinta e quatro réis e quarenta e cinco centavos, e saldo em caixa duzentos e dez réis e setenta centavos; valor de prêmios conquistados em oito mil, setecentos e dez réis, e em patrimônio treze mil, oitocentos e oito réis e quarenta e cinco centavos, que pode ser considerado excelente. O quadro social era de 253 sócios, um dos maiores dos clubes filiados".

Jogadores do Ypiranga em uma fotografia do ano de 1952
Time do Ypiranga campeão do Campeonato Baiano de 1939.

O Esporte Clube Ypiranga é a síntese da união dos pobres da cidade, que queriam se integrar construindo um tempo novo, rompendo com privilégios das elites enraizadas pelo escravismo do antigo regime imperial. O Ypiranga não é o time que apenas permitia que negros e pobres figurassem no seu elenco, de maneira oportunista e utilitária. Ele foi fundado e dirigido por esses segmentos, seus torcedores eram os excluídos sociais e quem se identificava com esses. Os primeiro uniformes do clube era camisa verde, calção branco, depois trocado por camisa toda preta, calção branco. O uniforme listrado passou a ser utilizado em 1911. Depois, a camisa amarela entrou no guarda roupa. A partir de então o Esporte Clube Ypiranga figurou com destaque no futebol baiano, ganhando 10 títulos estaduais (sete de forma invicta), assim como também 10 vezes ficou como segundo colocado. Já na Segunda Divisão estadual, o clube detém 2 títulos, um conquistado em 1983 e outro em 1990 (de forma invicta). A categoria Juvenil do Ypiranga também conquistou diversos títulos ao longo dos anos.[6]

Caso Popó

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Popó, apelidado de “O Terrível” pela sua fama de atacante matador, é considerado o maior ídolo do Ypiranga.

A história começou por uma declaração do Popó, alegando que, em 1922, não jogaria por outro clube a não ser o São Bento. Tal afirmação foi motivada pela não concretização da sua transferência para o Ypiranga. Buscando esclarecimentos sobre a situação, o Diário de Notícias obteve uma entrevista com o doutor Maia, que disse que “a diretoria do Ypiranga sempre foi contrária à entrada de Popó para o nosso quadro principal.” Mas, por conta de dois sócios importantes que desejavam a ida dele ao Ypiranga, Maia consentiu em aceitá-lo. O motivo para que o mandatário a princípio fosse contrário à transferência do jogador era que “além do mesmo não me inspirar confiança, é jogador profissional, o que não admito em meu clube. Só me servem jogadores que não sejam, repito-lhe, profissionais.” Pelas informações da entrevista, este problema foi resolvido quando, nas palavras do presidente, “alguém cá de casa prontificou-se a dar-lhe um bom emprego, convencendo-me, afinal, de que consentisse na entrada dele para o clube.” O Diário de Notícias então perguntou se a transferência parecia acertada, pois Popó declarou que ficaria no São Bento. O doutor Maia, então, mostrou uma carta redigida pelo jogador na qual pedia seiscentos mil réis, o que para o presidente comprovava que o jogador era profissional. Por não ter atendido às exigências de Popó, a transferência foi cancelada. O jornal finalizou afirmando que as suas páginas estavam abertas para que o jogador se defendesse das acusações, o que foi feito no dia seguinte.

Na sua defesa, Popó disse que foram os dirigentes do Ypiranga que, desde o ano passado, lhe procuravam oferecendo vantagens para jogar no aurinegro. Segundo Popó, “chegaram os muitos dignos representantes do Ypiranga a me dizer que se eu precisasse de alguma coisa, que dissesse. Sempre respondi que nada queria, nem de nada, felizmente, necessitava.” Mesmo declinando os convites, os dirigentes do clube insistiam na transferência de Popó. Enfim, para o jogador, “profissional queriam que eu fosse o doutor Maia e o Ypiranga, pois o doutor Pery me ofereceu cinquenta mil réis, que eu recusei altivamente.” Popó se referia a outro dirigente, provavelmente um dos sócios que mais desejavam a sua ida para o clube. Na empreitada de se defender, Popó ainda contou com a ajuda de outro "sport-man". João Santos Ataíde foi ao Diário de Notícias no intuito de publicar uma carta que buscava esclarecer para as rodas esportivas o que se passava no caso. Para Ataíde, o que ocorria era um injusto ataque do presidente ao jogador. Não foi Popó que ofereceu os seus serviços para o Ypiranga, como afirmava o doutor Maia. Pelo contrário, o presidente ofereceu vantagens para Popó e este em carta lida por Athaíde pedia seiscentos mil réis para ingressar na representação amarela e negra. De acordo com a carta publicada no Diário de Notícias:

Demonstremos. Quem escreve viu a carta escrita por Popó. Na célebre carta pede o pebolista seiscentos mil réis e “espera que fique certo o que ficou combinado”. Popó foi cantado e não se ofereceu. Ofereceram-lhe vantagens. Pobre e com família, aceitou. Manda buscar a importância prometida: remetem-lhe cinquenta mil réis por intermédio do doutor Pery Guimarães. Popó, vendo faltar-lhe o prometido, resolveu ficar onde está. O doutor Maia zanga-se e sem pensar nas consequências (quem tem teto de vidro...) resolve divulgar o fato. É Popó um profissional? Não! Mil vezes não! De quem é a culpa? Dos cavadores inveterados: doutor Maia e doutor Pery.

Uma manchete da Semana Esportiva sobre o caso doutor Maia vs Popó.

Ataíde ainda finalizou lembrando que "se o doutor Maia deseja sanear o esporte, comece a cortar jogadores seus como: Péricles, Dois Lados e outros. A melhor justiça começa por casa. Se essa questão do profissionalismo for levada ao plenário da Liga, sofrerá muito mais o Sport Club Ypiranga do que o pequeno e cantado Popó."

O caso Popó, como ficou conhecido na imprensa, é sintomático, pois ilustra muito bem a situação do futebol naquele momento. Oferecer ao jogador favores e dinheiro é mais um indício inequívoco da ressignificação das práticas paternalistas no futebol. Nas palavras, em tom de denúncia, de João Ataíde, temos a impressão que o presidente do Ypiranga desejava era tornar Popó um dos seus protegidos, como fez com outros jogadores do clube, a exemplo de Dois Lados. Com isso o presidente poderia reforçar o clube, além de estabelecer um vínculo com jogador para futuras necessidades. Não custa lembrar que o doutor Maia possuía um importante cargo no Tesouro do Estado, o que seguramente lhe permita oferecer garantias ou serviços aos jogadores. Por outro lado, mesmo Popó desmentindo as acusações do doutor Maia, vimos que o jogador procurou de algum modo se beneficiar com o assédio do Ypiranga. Provavelmente, se o clube pagasse o que ele desejava, não existiria toda esta polêmica. Mesmo não conseguindo Popó naquele ano, o Ypiranga o teria em 1925, após insistência do então presidente Braz Moscoso.[7]

Década de 2010

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Parceria entre Ypiranga e Lotto, fechada em 2012.

A administração de Emerson Ferretti (ex-jogador) e Valdemar Filho tem trabalhado para recuperar os tempos de glórias e vitórias, o time profissional disputou o Campeonato da Segunda Divisão de 2010 depois de 3 anos ausente, em 2011 quase subiu para a primeira ficando em terceiro. Na Segunda Divisão de 2012, o Ypiranga conseguiu chegar às semifinais.[8] Contudo, foi eliminado pela Jacuipense, que mais tarde seria derrotada na final pelo Botafogo. O time juvenil já disputou a Copa 2 de Julho duas vezes, competição internacional realizada na Bahia, e também disputou, junto com o time infantil, o Campeonato Baiano da categoria. Em março de 2012, assinou contrato com a fornecedora de material esportivo italiana Lotto.[9] Porém, em fevereiro de 2013, o clube fechou um novo contrato com a brasileira Super Bolla.[10][11] Nesse ano, o time não foi bem na Segunda Divisão, permanecendo apenas na sétima colocação.[12]

Sede do Esporte Clube Ypiranga, antes da reforma.

No fim de 2013, focando na competição de 2014, o clube se reformulou administrativamente contratando novos diretores para as áreas jurídica, de futebol e de marketing. No jurídico assumiu como diretor o advogado Ricardo Maracajá, especialista em direito tributário e administrativo, com ele veio o novo gerente jurídico Fernando Santos, advogado especialista em direito civil. O marketing ficou a cargo de Ricardo Lima, recém saído do Bahia, Lima veio com a experiência necessária para atrair investidores e reformular o plano de sócios. O carro chefe do clube, o futebol ficou sob o comando de Gil Baiano, ex-jogador com passagens pelo Bahia, Vitória, Juventude, Caixas como jogador, pelo Treze como diretor, além de ter sido treinador por um período do CSA-AL. A primeira aquisição de Gil para competição de 2014 é o treinador Sérgio Araújo que passou pelo Juazeiro, sub-20 do Bahia e Galícia. Entretanto, ainda passando por dificuldades financeiras o time chegou a lançar um projeto para captação de recursos.[13]

Década de 2020

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Tentando uma reestruturação para conseguir voltar a disputar a elite do futebol da Bahia, o time aurinegro, fez uma parceria com o Governo do Estado para construção de um novo Centro de Treinamento e quitação de um débito com o governo. A sede do Ypiranga, localizada no bairro de Vila Canária teve cerca de 10 mil m² desapropriado para construção de uma Escola, que ficara orçada no valor de R$ 21 milhões, e em contra partida o clube teria toda sua sede reformada e poderia utilizar as quadras da escola para treinamentos e futuros times de outros esportes olímpicos.

A obra no CT custará um valor de R$3,2 milhões de reais e prevê a implantação de campo com grama sintética, iluminação em led, construção de bilheterias, recuperação das arquibancadas, construção de alambrado, vestiários e salas de administração, pavimentação e nova rede pluvial. O novo CT do clube será reduzido para um espaço de 36 mil m² e o plano é que as obras sejam concluídas até o final do ano de 2023.

O atual presidente do Ypiranga, Valdemar Filho, falou sobre a parceria e o beneficio para a imagem do clube. “Essa parceria é fundamental para restaurar a vida do Esporte Clube Ypiranga e, também, para reativar um projeto muito especial que é o social, voltado para a formação do jovem nas áreas da Educação e Esporte”. Também falou sobre a o importância da obra aos cofres do clube: “Diminuir nossa área vai reduzir os custos do IPTU, que hoje é de R$ 220 mil. Tínhamos uma casa enorme, mas sem condições de manter. As dívidas estavam acumulando e chegamos a ter tudo bloqueado. Mas já resolvemos a situação”.

Em 2025, o Ypiranga retomou suas atividades no futebol profissional após nove anos, disputando a Série B do Baianão daquele ano.[14] Sua estreia na competição foi no dia 30 de abril, num empate sem gols com o Vitória da Conquista no Lomanto Júnior.[15] Ao fim da primeira fase, o clube ficou em quinto lugar na tabela geral, não se classificando para as semifinais do torneio.[16]

INTER-REGIONAIS
Competição Títulos Temporadas
Torneio Campeões do Norte 1 1951
ESTADUAIS
Competição Títulos Temporadas
Campeonato Baiano 10 1917, 1918, 1920, 1921, 1925, 1928, 1929, 1932, 1939 e 1951
Campeonato Baiano - 2ª Divisão 2 1983 e 1990
Torneio Início 8 1919, 1922, 1929, 1933, 1947, 1956, 1959 e 1963
TOTAL
Conquistas Títulos Categorias
Títulos Principais 21 1 Regional e 20 Estaduais

Outras Conquistas

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ESTADUAIS
Competição Títulos Temporadas
Bahia Campeonato Baiano de Aspirantes 10 1914, 1920, 1922, 1926, 1927, 1928, 1929, 1930, 1949 e 1959
Campeonato Baiano de Amadores 6 1942, 1943, 1947, 1949, 1954, 1956
Campeonato Baiano - Categoria Master 1 2002

Campeão invicto

Símbolos

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O Canário foi o mascote adotado pelo Esporte Clube Ypiranga, desde 1928.

O mascote do clube foi escolhido no ano de 1928, o canário tem muita característica marcante para o clube, e a principal delas foi justamente a cor do mascote, por ser bem semelhante com as cores do clube, também pela forma organizada e bem entrosada, com sobra de talento que o time jogava nessa época. E foi na década de 1970 que o mascote escolhido deixou traços ainda mais marcante com clube, quando a diretoria do Ypiranga decidiu comprar um terreno no bairro da Vila Canária, onde vinha ser o futuro centro de treinamento do clube. Até hoje o mascote carrega muito do que o clube é.

Suas cores são o amarelo e preto, motivo este que é chamado de aurinegro. Inicialmente, as cores do uniforme do Ypiranga eram verde e branco, mas devido a sua nova diretoria da época, em 1911 optou-se por adotar o amarelo e preto no seus uniforme que foi usada na estreia do clube no futebol diante do Fluminense Futebol Clube pelo campeonato baiano em 1914. Posteriormente, passou a adotar o amarelo e preto, as cores atuais.

Evolução do Escudo do Esporte Clube Ypiranga
1906-1930 1931-1942 1943 1944-Atualmente

Estatísticas

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Alguns marcos e estatísticas do Ypiranga são:

  • O primeiro campeão estadual no Estádio Octávio Mangabeira (Fonte Nova), após o empate em 1 a 1 com o Esporte Clube Vitória.
  • No primeiro jogo noturno realizado na Fonte Nova, o Ypiranga “bateu” o grandioso São Paulo.
  • O primeiro clube baiano a lutar pela inclusão dos negros no Campeonato Baiano.
  • Quebrou uma invencibilidade de 10 jogos do Fluminense quando aplicou uma goleada de 5 a 0 nos cariocas em 1946, após o Fluminense ter goleado seus rivais Bahia por 3 a 0 e Vitória por 5 a 0 na mesma excursão pelo Norte/Nordeste.
  • Venceu o Vasco da Gama depois de uma longa e invicta temporada no Norte e Nordeste em 1960 — Vasco esse que inclusive derrotou o Esporte Clube Bahia e que teve sua invencibilidade “quebrada” após o Ypiranga vencer pelo placar de 2 a 0.
  • O campeão do primeiro torneio Norte/Nordeste em um memorável jogo com o Remo do Pará, a quem venceu.
  • O Atleta do Século Pelé tem titulo de sócio do Ypiranga que lhe foi concedido em 1971.
  • Aplicou a maior goleada do Campeonato Baiano, quando venceu o Democrata pelo placar de 16 a 0 na temporada de 1930.

Temporadas

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Todas as temporadas do Esporte Clube Ypiranga
Brasil Nacionais Internacionais Nordeste Bahia Bahia
Campeonato Brasileiro Copa do Brasil Continentais / Mundial Copa do Nordeste Campeonato Baiano Torneio Início
Ano Div. Pos. Pts J V E D GP GC Fase Máxima Competição Fase Máxima Fase Máxima Div. Pos. Fase Máxima
1914 - 1D
1915 - 1D
1916 -
1917 - 1D
1918 - 1D
1919 - 1D C
1920 - 1D 1F
1921 - 1D 1F
1922 - 1D C
1923 - 1D F
1924 - 1D 1F
1925 - 1D 1F
1926 - 1D 1F
1927 - 1D 1F
1928 - 1D 1F
1929 - 1D C
1930 - 1D F
1931 - 1D 1F
1932 - 1D F
1933 - 1D C
1934 - 1D F
1935 - 1D F
1936 - 1D F
1937 - 1D C
1938 - 1D 1F
1939 - 1D 1F
1940 - 1D 1F
1941 - 1D 1F
1942 - 1D 1F
1943 - 1D 1F
1944 - 1D F
1945 - 1D 1F
1946 - 1D 1F
1947 - 1D C
1948 - 1D 1F
1949 - 1D 1F
1950 - 1D F
1951 - C 1D 1F
1952 - 1D 1F
1953 - 1D 1F
1954 - 1D 1F
1955 - 1D 1F
1956 - 1D C
1957 - 1D 1F
1958 - 1D 1F
1959 - Não classificado 1D C
1960 - Não classificado 1D 1F
1961 - Não classificado 1D 1F
1962 - Não classificado 1D 1F
1963 - Não classificado 1D C
1964 - Não classificado 1D 1F
1965 - Não classificado 1D 1F
1966 - Não classificado 1D F
1967 - Não classificado 1D 11º 1F
1968 - Não classificado 1D 13º
1969 - Não classificado 1D
1970 - Não classificado 13° 1D 11º
1971 - Não classificado 1D 10º
1972 - Não classificado 1D 11º
1973 - Não classificado 1D 11º
1974 - Não classificado 1D 10º
1975 - Não classificado 1D 1F
1976 - Não classificado 1D
1977 - Não classificado 1D
1978 - Não classificado 1D 1F
1979 - Não classificado 1D 1F
1980 - Não classificado 1D 11º 1F
1981 - Não classificado 1D 12º
1982 - Não classificado 2D
1983 - Não classificado 2D
1984 - Não classificado 1D
1985 - Não classificado 1D
1986 - Não classificado 1D
1987 - Não classificado 1D 11º
1988 - Não classificado 2D
1989 - Não classificado 2D
1990 - Não classificado 2D
1991 - Não classificado 1D
1992 - Não classificado 1D
1993 - Não classificado 1D
1994 - Não classificado 1D
1995 - Não classificado 1D 11º
1996 - Não classificado 1D 12º
1997 - Não classificado 1D
1998 - Não classificado 1D
1999 - Não classificado 1D 10º
2000 - Não classificado 2D 12º
2001 - Não classificado 2D
2002 - Não classificado 2D
2003 - Não classificado 2D
2004 - Não classificado 2D
2005 - Não classificado 2D
2006 - Não classificado 2D
2007 - Não classificado 2D
2008 - Não classificado 2D
2009 - Não classificado 2D
2010 - Não classificado 2D
2011 - Não classificado 2D
2012 - Não classificado 2D
2013 - Não classificado 2D
2014 - Não classificado 2D
2015 - Não classificado 2D
2016 - Não classificado 2D
2017 - Não classificado 2D
2018 - Não classificado 2D
2019 - Não classificado 2D
2020 - Não classificado 2D
2021 - Não classificado 2D
2022 - Não classificado 2D
2023 - Não classificado 2D
2024 - Não classificado 2D
2025 - Não classificado 2D
Legenda:
     Campeão
     Vice-campeão
     Eliminado nas semifinais
     Campeão e promovido à divisão superior
     Vice-campeão e/ou promovido à divisão superior
     Rebaixado à divisão inferior
     Classificado à fase de grupos da Copa Libertadores
     Classificado à fase preliminar da Copa Libertadores
     Classificado à Copa Sul-Americana

Participações

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Participações em 2025
Competição Temporadas Melhor campanha Estreia Última P Aumento R Baixa
Bahia Campeonato Baiano 75 Campeão (10 vezes) 1914 1999 3
Segunda Divisão 16 Campeão (1983) e (1990) 1982 2025 2
Torneio Campeões do Norte 2 Campeão (1951) 1951 1952
Torneio José Américo de Almeida Filho 1 6º (1976) 1976 1976
Competição Temporadas Anos
Bahia Campeonato Baiano 75 1914–1915, 1917-1977, 1980-1981, 1984-1987, 1991, 1995-1999
Segunda Divisão 16 1982-1983, 1988-1990, 2000, 2006, 2010-2017, 2025
Torneio Campeões do Norte 2 1951-1952
Torneio José Américo de Almeida Filho 1 1976

Campanhas de destaque

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Torneio Campeão Vice-campeão Terceiro colocado Quarto colocado
Torneio Campeões do Norte 1 (1951) 0 (não possui) 1 (1952) 0 (não possui)
Bahia Campeonato Baiano 10 vezes 11 vezes
Bahia Segunda Divisão 2 (1983 e 1990) 1 (1989)
Bahia Torneio Início da Bahia 8 vezes 9 vezes

Categoria de base

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ESTADUAIS
Competição Títulos Temporadas
Campeonato Baiano Sub-20 4 1927, 1928, 1929 e 1930

Ranking Placar

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  • Posição: 40º
  • Pontuação: 30 pontos

O Ranking Placar é uma classificação feita pela Revista Placar sobre as competições conquistadas pelos clubes de futebol do Brasil.

Futebol profissional

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Revelado pelo Ypiranga, André Catimba foi ídolo do clube pela sua passagem destacada no aurinegro.
Futebolistas Notáveis
Jogadores
1. Brasil Popó
2. Brasil André Catimba
3. Brasil Ferrari
5. Brasil Marisio Paulo
6. Brasil Pequeno
7. Brasil Israel
8. Brasil Antônio Mário
9. Brasil Zizo

Torcedores ilustres

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O escritor Jorge Amado, assistindo a um jogo do seu time de coração.

O Ypiranga ao longo de sua história teve ilustres torcedores, como os escritores e poetas João Ubaldo Ribeiro e Jorge Amado, o capoeirista Mestre Pastinha, a Santa Irmã Dulce dos Pobres, no qual já foi várias vezes homenageada nos jogos do Ypiranga,[17] e os músicos Carlos Lacerda e João Gilberto. E como escreveu Jorge Amado:

"Outros clubes do futebol baiano podem ser mais ricos, mais prósperos, mais badalados pela imprensa, donos até de maior torcida e de maior número de títulos recentes. Nenhum de gloriosa tradição quanto o Esporte Clube Ypiranga, o time de Popó, antigamente poderoso, milionário, invencível, supercampeão... O Ypiranga pode perder a vontade por que já ganhou demais, já deu muita alegria aos seus fiéis torcedores. Se o visitante tiver de escolher um clube de futebol, escolha o Ypiranga..."

Confrontos Históricos

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Top 20 Partidas Históricas
Confrontos Competição Ano
1. Bahia Ypiranga 16 x 0 Bahia Democrata Campeonato Baiano 1930
2. Bahia Ypiranga 8 x 2 Bahia Vitória Campeonato Baiano 1927
3. Bahia Ypiranga 7 x 0 Bahia Vitória Campeonato Baiano 1941
4. Bahia Ypiranga 7 x 0 Bahia Galícia Campeonato Baiano 1947
5. Bahia Ypiranga 5 x 0 Rio de Janeiro Fluminense Amistoso 1946
6. Bahia Ypiranga 5 x 1 Bahia Bahia Amistoso 1931
7. Bahia Ypiranga 5 x 1 Pernambuco Sport Amistoso 1939
8. Bahia Ypiranga 5 x 1 Pernambuco Santa Cruz Amistoso 1950
9. Bahia Ypiranga 5 x 1 Bahia Bahia Campeonato Baiano 1937
10. Bahia Ypiranga 4 x 0 Rio de Janeiro Madureira Amistoso 1950
11. Bahia Ypiranga 4 x 0 Pará Clube do Remo Amistoso 1926
12. Bahia Ypiranga 4 x 0 Ceará Ceará Amistoso 1959
13. Bahia Ypiranga 4 x 1 Paraíba Treze Torneio Norte-Nordeste 1952
14. Bahia Ypiranga 4 x 1 Pernambuco América Amistoso 1946
15. Bahia Ypiranga 3 x 0 Pernambuco Náutico Amistoso 1926
16. Bahia Ypiranga 3 x 1 Rio de Janeiro Flamengo Amistoso 1938
17. Bahia Ypiranga 3 x 1 Rio de Janeiro Bangu Amistoso 1930
18. Bahia Ypiranga 2 x 0 São Paulo Palmeiras Amistoso 1959
19. Bahia Ypiranga 2 x 0 Rio de Janeiro Vasco da Gama Amistoso 1960
20. Bahia Ypiranga 1 x 5 Brasil Brasil Amistoso [18] 1934
Confrontos Internacionais
Confrontos Competição Ano
1. Brasil Ypiranga 2 x 4 Uruguai Sud América Amistoso 1931
2. Brasil Ypiranga 2 x 1 Argentina Atlanta Amistoso 1937
7 de setembro de 1934 Ypiranga Bahia 1 – 5 Brasil Brasil Campo da Graça, Salvador

Ferreira Gol marcado aos 34 minutos de jogo 34' Waldemar de Brito Gol marcado aos 13 minutos de jogo 13'
Martim da Silveira Gol marcado aos 28 minutos de jogo 28' (pen)
Leônidas da Silva Gol marcado aos 57 minutos de jogo 57'
Carvalho Leite Gol marcado aos 66 minutos de jogo 66'
Patesko Gol marcado aos 79 minutos de jogo 79'
Público: 7 000
Árbitro: BrasilBRA Manoel Rabello e Anísio Silva
Cores do Time
Cores do Time
Cores do Time
Cores do Time
Cores do Time
Ypiranga

Rivalidades

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Clássico de Ouro

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O Ypiranga mantém um clássico de longos anos com o Galícia, esse clássico já foi considerado o segundo maior da Bahia depois do Ba-Vi.[19] Ypiranga, Botafogo-BA e Galícia são depois de Bahia e Vitória os maiores detentores de títulos estaduais.

Clássico do Povo

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O Clássico do Povo (ou Clássico das Multidões ou Milhões) é o confronto entre Bahia e Ypiranga os clubes, na época, mais populares do estado. O Bahia nasceu com grande simpatia do povo baiano, e com as conquistas em tão pouco tempo de fundado, rapidamente viu o número de torcedores aumentar. Como o Ypiranga era, na época, o detentor da maior parte da torcida baiana, essa ascensão meteórica do Bahia levou aos cronistas, jornalistas, escritores e, principalmente, os torcedores da época tratarem do duelo tal como um derby (clássico).

Foi contra o Ypiranga que o Bahia fez seu primeiro jogo oficial, pelo Torneio Início da Bahia, vencendo por 2 a 0. Até meados dos anos 1950 a disputa era grande, mas a ascensão do Vitória a partir de então levaram a decadência deste histórico clássico. Atualmente, o Bahia continua sendo o mais popular no estado, mas o segundo lugar foi perdido pelo aurinegro para o Vitória. Em 1991 o Ypiranga foi rebaixado para a segunda divisão do Campeonato Baiano de Futebol, e desde então não houve confrontos entre o Tricolor e o Aurinegro.

Ver também

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Referências

  1. «Emerson Ferretti: O Ypiranga está vivo». correio24horas.com.br. 10 de fevereiro de 2014. Consultado em 10 de abril de 2014 
  2. Pioneiro em incluir negros em sua formação, Ypiranga completa 115 anos no próximo dia 7
  3. «Retorno do Ypiranga à Vila Canária é adiado pela FBF». A Tarde. 20 de março de 2024. Consultado em 6 de abril de 2024 
  4. «Clube de irmã Dulce e Jorge Amado, Ypiranga sobreviveu ao tempo e tenta recuperar holofote». Globo Esporte. 2 de fevereiro de 2024. Consultado em 6 de abril de 2024 
  5. «História do Esporte Clube Ypiranga» (PDF). Acervo Aroldo Maia.s.d. 27 de fevereiro de 2012. Consultado em 6 de abril de 2024 
  6. «História do Esporte Clube Ypiranga» (PDF). Acervo Aroldo Maia.s.d. 27 de fevereiro de 2012. Consultado em 6 de abril de 2024 
  7. «História do Esporte Clube Ypiranga» (PDF). Acervo Aroldo Maia.s.d. 27 de fevereiro de 2012. Consultado em 27 de abril de 2023 
  8. Moisés Costa Pinto (10 de junho de 2012). «Ypiranga vence e está na semifinal da 2ª Divisão». baianosfc.com.br. Consultado em 16 de agosto de 2012 
  9. Redação Bocão News (6 de Março de 2012). «Clubes brigando para chegar a elite do baianão 2013». bnews. Consultado em 6 de Abril de 2024 
  10. Maristela de Lima (18 de fevereiro de 2013). «Ypiranga acerta novo fornecedor de material esportivo». radiosociedadeam.com.br. Consultado em 5 de maio de 2013 
  11. Dalmo Carrera (18 de fevereiro de 2013). «Ypiranga fecha com fornecedor de material». futebolbahiano.com. Consultado em 5 de maio de 2013 
  12. «O 'Mais querido' busca se reerguer para voltar a brigar com dupla Ba-Vi». Globo Esporte. 8 de novembro de 2013. Consultado em 6 de abril de 2024 
  13. «Sem dinheiro, Ypiranga lança projeto para captação de recursos». correio24horas.com.br. 28 de março de 2014. Consultado em 10 de abril de 2014 
  14. «Após nove anos, Ypiranga anuncia retorno ao futebol profissional». Correio. 7 de março de 2025. Consultado em 18 de outubro de 2025 
  15. «ECPP empata contra o Ypiranga dentro de casa pelo Campeonato Baiano da Série B». Blog do Rodrigo Ferraz. 1 de maio de 2025. Consultado em 18 de outubro de 2025 
  16. «Veja os classificados para a semifinal da Série B do Baiano». ge. 30 de junho de 2025. Consultado em 18 de outubro de 2025 
  17. Eric Luis Carvalho (28 de novembro de 2011). «Brasil Afora: 'Canário', de Irmã Dulce e Jorge Amado, sonha voar em 2014». globoesporte.globo.com. Consultado em 17 de agosto de 2012 
  18. «Jogo do Ypiranga contra a Seleção Brasileira». CBF. 19 de setembro de 2015. Consultado em 6 de abril de 2024 
  19. pesquisa nacional de clubes em 1969 (imagem) - fonte: Jornal O Globo

Ligações externas

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