Carlyle Guimarães Cardoso

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Carlyle Guimarães Cardoso
Informações pessoais
Nome completo Carlyle Guimarães Cardoso
Data de nasc. 15 de junho de 1926 (91 anos)
Local de nasc. Almenara (MG),  Brasil
Falecido em 23 de novembro de 1982 (56 anos)
Local da morte Belo Horizonte (MG),  Brasil
Apelido Carlyle
Informações profissionais
Posição Atacante
Clubes de juventude

1943–1946
Brasil Vinte Reunidos (amador)[1]
Brasil Tabajaras-MG (amador)[1]
Clubes profissionais
Anos Clubes Jogos (golos)

1947–1949
1950–1952
1953
1954
1955
1956
Brasil América Mineiro[2]
Brasil Atlético Mineiro
Brasil Fluminense
Brasil Santos
Brasil Palmeiras
Brasil Botafogo
Brasil Portuguesa-RJ

131 (58)
102 (64)

9 (4)

Seleção nacional
1948
1950
1950
Brasil Brasil
Brasil Brasil[2]
Rio de Janeiro Seleção Carioca
1 (1)

Times/Equipas que treinou
1968 Brasil Brasil 1

Carlyle Guimarães Cardoso (Almenara, 15 de junho de 1926 — Belo Horizonte, 23 de novembro de 1982), foi um treinador e ex-futebolista brasileiro, que atuou como atacante[3][4][5].

Carreira[editar | editar código-fonte]

Como jogador[editar | editar código-fonte]

Atlético-MG

Um dos primeiros craques de origem de classe média-alta, era um dos primeiros bon-vivants do futebol, e (como também fazia Heleno de Freitas) assumia isso, ao circular nas ruas de Belo Horizonte com seu importado conversível nas horas de folga; ou ao se destacar na vida boêmia da capital, escondendo um defeito que tinha na orelha ao tirar retrato, em suas incursões à noite.

Segundo jogador a ser convocado para a Seleção Brasileira pelo Atlético Mineiro, em 1948, ficou famoso por fazer gols inesquecíveis, como os três que marcou no titular da Seleção na época, Barbosa, do Vasco da Gama, então há 15 jogos invicto. Entrou no 2° tempo e marcou um gol na derrota do Brasil para o Uruguai por 4–2, na Copa Rio Branco de 1948.

Fez 131 jogos pelo Atlético e marcou 58 gols, além de ter conquistado campeonatos mineiros. Carlyle foi o centroavante daquele que é tido, por atleticanos da Velha Guarda, como o maior Galo de todos os tempos; O time de 48, cuja escalação o atleticano tem na ponta da língua. Este esquadrão perdeu a final estadual daquele ano para o América Mineiro (na ocasião, um time super competitivo, que batera Vasco da Gama e São Paulo, ganhando um Torneio Quadrangular naquele ano), sob circunstâncias dramáticas, quase trágicas (no famoso Lance da Perneira do Guarda), no Estádio da Alameda.

Fluminense

No Fluminense, conquistou o Campeonato Carioca de 1951 e a Copa Rio de 1952, quando o Flu, treinado por Zezé Moreira, venceu fortes times europeus, e Carlyle jogava ao lado de Telê, Pinheiro, Castilho e outros craques. No Rio de Janeiro, também se aventurou como empresário, tendo sido dono duma camisaria.

Morte[editar | editar código-fonte]

Faleceu em 1982, tendo vivido seus últimos dias semelhante aos de Cristóvão Colombo, sem glórias. Esperava o ônibus no ponto, numa avenida no bairro Planalto (Belo Horizonte), perto da Vila Olímpica, daí um motorista bêbado invadiu a calçada e o atropelou.

Títulos[editar | editar código-fonte]

Como jogador[editar | editar código-fonte]

Atlético-MG
Fluminense
Seleção Brasileira

Campanhas de destaque[editar | editar código-fonte]

Como jogador[editar | editar código-fonte]

Atlético-MG
Seleção Brasileira

Referências

  1. a b TardesDePacaembu (21 de fevereiro de 2013). «Carlyle... elegante e temperamental». TardesDePacaembu.com. Consultado em 27 de setembro de 2016 
  2. a b c «Carlyle – Um homem se cansou de ouvir os aplausos da torcida». Abril. Placar. 1 (21): 46 (ver 42–43). 7 de agosto de 1970 
  3. «Carlyle Guimarães Cardoso». GaloDigital.com. 9 de fevereiro de 2014. Consultado em 27 de setembro de 2016 
  4. «Que Fim Levou? Carlyle». TerceiroTempo.com. Consultado em 27 de setembro de 2016 
  5. LAVINAS, Thiago (28 de maio de 2008). «Carlyle, ex-jogador do Atlético-MG, do Flu e da seleção, começou no Tabajaras». GloboEsporte.com. Consultado em 27 de setembro de 2016