Charles Fabian

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Charles Fabian
Informações pessoais
Nome completo Charles Fabian Figueiredo Santos
Data de nasc. 12 de abril de 1968 (49 anos)
Local de nasc. Itapetinga (BA),  Brasil
Altura 1,79 m
Apelido Charles Baiano
Anjo 45
Príncipe Charles
Informações profissionais
Posição Técnico
(ex-Atacante)
Clubes de juventude
Brasil Bahia
Clubes profissionais
Anos Clubes Jogos (golos)
19881991
19911992
1992
1993
1994
19961997
1997
1998
1999
2000
Brasil Bahia
Brasil Cruzeiro
Argentina Boca Juniors
Brasil Grêmio
Brasil Flamengo
Brasil Bahia
Brasil Matonense
Brasil Desportiva Ferroviária
Brasil Grêmio
Brasil Camaçari
00107 00(68)
0038 000(17)
0005 0000(0)


0011 0000(2)

0029 0000(18)
Seleção nacional
19891991 Brasil Brasil 009 0000(3)
Times/Equipas que treinou
2006
2007
2008
2008
20142016
20162017
Brasil Bahia
Brasil Votoraty
Brasil Icasa
Brasil Camaçari
Brasil Bahia
Brasil Anápolis
Última atualização: 3 de setembro de 2017

Charles Fabian Figueiredo Santos, mais conhecido como Charles, Charles Fabian ou Charles Baiano (Itapetinga, 12 de abril de 1968), é um ex-futebolista brasileiro, que foi atacante do Bahia, Cruzeiro, Grêmio, Boca Juniors e Flamengo. Foi Secretário de Esporte da cidade de Itapetinga e atualmente está sem clube.

Carreira[editar | editar código-fonte]

Bahia[editar | editar código-fonte]

Charles apareceu para o futebol nacional após a conquista do Campeonato Brasileiro de 1988 pelo Bahia. Jovem atacante, até então com 20 anos de idade, estreou com a camisa do Bahia, logo contra o Corinthians. Entrando no 2º Tempo, faltando apenas 15 minutos para o jogo terminar. Quando aos 45 minutos, fez um a belíssima jogada e marcou um dos gols mais bonitos da rodada. Ao final da partida ficou conhecido popularmente, tanto pela torcida, quanto pela imprensa como o Anjo 45.

A partir daí, começou a ter mais chances, estava disposto a ganhar a posição. Na outra rodada, contra o Criciúma, graças a uma esquisita jogada de Charles, a vitória tricolor foi definida aos 23 minutos do 2º tempo. Depois de dois jogos, dois gols, entrou no gosto da torcida, e do mestre e técnico Evaristo de Macedo, ganhando a posição de titular e tornando-se muito importante para a conquista do campeonato.

Em outra rodada, dessa vez contra o Santos do doutor Sócrates e de César Sampaio, o Bahia voltou a vencer, com uma gloriosa goleada de 5x1, e claro, Charles deixou o dele, aos 3 minutos do 2° Tempo.

Após ótima estreia e bom 2 turno, o garoto Charles, seria decisivo novamente, agora nas quartas de finais, contra o atual campeão Brasileiro na época, o Sport, em plena Ilha do Retiro, lotada de torcedores rubro-negros. Foi talvez por muitos torcedores e críticos, o jogo mais de difícil do tricolor baiano na campanha do título brasileiro. Foi uma batalha do início ao fim, um grande jogo, com muitas emoções dos dois times. Logo aos 7 minutos do 1° Tempo, a torcida pernambucana pulava de alegria, era gol do Sport, terminando assim o placar da primeira etapa. No 2° Tempo, o jogo era o mesmo, lá e cá, ataque do sport, ataque do Bahia, e o tempo passava. Até que, aos 35 minutos, a estrela de Charles brilharia de novo, após cruzamento rasteiro do lateral esquerdo Paulo Robson, Charles pega de primeira e empata para o Bahia. Nos 15 minutos finais, pura emoção, mas o resultado não mudou, 1 x 1. A decisão para as semifinais ficaria em Salvador.

Agora jogando em casa, na Fonte Nova, o Bahia resistiu a pressão do Sport e assegurou sua classificação as semifinais, sobe o comando de Charles, Bobô, Zé Carlos, Ronaldo e cia, o esquadrão tricolor seguia sua trajetória rumo ao título. Após passar pelo Fluminense, e ser campeão brasileiro, numa final diante do Internacional, Charles se tornaria grande ídolo da torcida baiana. Fato que o fez ser convocado para a Seleção Brasileira e posteriormente para a disputa da Copa América em 1989.

Seu sucesso entre os baianos foi tão imediato que, ao ser preterido pelo então treinador brasileiro Sebastião Lazaroni, apenas 13 mil pessoas foram à Fonte Nova acompanhar a estreia brasileira diante dos venezuelanos na competição sul-americana. A insatisfação do público não foi aplacada nem com a vitória por 3 a 1; nas arquibancadas, seria queimada uma bandeira brasileira, além de ofensas de Bebeto aos torcedores, que, por sua vez, arremessariam um ovo em Renato Gaúcho, responsável pela afirmação de que a Bahia seria uma "terra da índio". Tal acontecimento, pelo acirramento de ânimos, faria com que a Seleção voltasse a Salvador apenas seis anos depois, em 1995.[1]

Passando a conquista do título nacional, Charles continuaria a brilhar e ser decisivo. Em 1989, disputou a Libertadores pelo Bahia, que chegou as quartas de finais, sendo eliminado pelo próprio Internacional.

Em 1990, ajudou o Bahia a chegar novamente as semifinais do brasileirão, sendo o artilheiro da competição com 11 gols e no final do ano recebeu a Bola de Prata da Revista Placar de melhor marcador do campeonato.

Ao todo conquistou pelo Bahia o título brasileiro e os campeonatos baianos de 1988 e 1991. Com todos essas conquistas, seu passe cresceu e as propostas de outros clubes também. Depois do título baiano de 1991 seguiu para o Cruzeiro, deixando grandes saudades no Bahia.

Cruzeiro[editar | editar código-fonte]

No clube mineiro, seguiu com sua grande carreira de artilheiro e decisivo. Em sua primeira temporada, conquistou a Supercopa Libertadores, sendo artilheiro com 3 gols. No campeonato brasileiro, o Cruzeiro não obteve uma grande campanha, ficando apenas na 16° colocação.

No ano seguinte sagraria-se campeão mineiro, de forma invicta, ajudando com seu gols decisivos, e ainda levaria de novo a Supercopa Libertadores. Já no brasileirão, foi melhor em relação ao ano anterior, ajudou o Cruzeiro a chegar a segunda fase da competição, ficando ao final do campeonato na 8° colocação.

Sua boa fase no Cruzeiro, chamou a atenção de um dos maiores jogadores da história do futebol, o craque argentino Diego Maradona, que no final de 1992, comprou seu passe e o levou para o Boca Juniors da Argentina.

Boca Juniors[editar | editar código-fonte]

Pelo Cruzeiro, Charles continuou fazendo gols e chamou a atenção de Maradona, que o levou para o Boca Juniors. Mas em Buenos Aires, Charles não conseguiu render o mesmo futebol. Atrapalhado por contusões, ele retornou ao Brasil, e onde foi para o Flamengo.

Flamengo[editar | editar código-fonte]

Ao chegar ao Flamengo, Charles adicionaria "Baiano" a seu nome, pois no clube já se encontrava o volante Charles Guerreiro. Na Gávea, o atacante conseguiu marcar incríveis 18 gols em apenas 29 partidas. No entanto, por problemas internos, o jogador se desligou do Fla ao final da temporada de 1994.

Como treinador[editar | editar código-fonte]

Em 2006 treinou o Bahia, também treinou o Votoraty, Icasa e Camaçari.

Foi auxiliar técnico em 2014, e assumiu a equipe no fim do Campeonato Brasileiro, depois de saída de Gilson Kleina.

Foi também auxiliar técnico durante boa parte de 2015, assumindo novamente como técnico faltando apenas 8 rodadas para o término da série B, após a saída de Sérgio Soares. Em 06 de janeiro de 2016, Charles deixou o Bahia para seguir a carreira de treinador de futebol, ele foi treinador do sub 20, auxiliar técnico permanente, em algumas vezes foi treinador interino e em duas ocasiões ele chegou a ser efetivado no comando do Bahia.[2]

Anápolis-GO[editar | editar código-fonte]

No dia 25 de outubro de 2016, Charles Fabian acertou com o Anápolis Futebol Clube, equipe do interior goiano que na época tinha disputado a Série D do Brasileirão, ele pega o comando de uma equipe que em 2016 foi vice-campeão goiana, e eliminada nas oitavas de final da Série D, o clube terá como desafio dois torneios além do estadual de 2017, são eles a Copa Verde e a Copa do Brasil.[3] Após apenas dois jogos sob o comando de Fabian, a diretoria do Anápolis Futebol Clube acabou demitindo o treinador, foi a primeira queda de comando técnico no Campeonato Goiano de 2017.[4]

Estatísticas[editar | editar código-fonte]

Anos Clube Jogos Vitórias Empates Derrotas
2014 Bahia 5 2 0 3

Títulos[editar | editar código-fonte]

Bahia
Cruzeiro
Grêmio
Seleção Brasileira

Artilharia[editar | editar código-fonte]

Referências