Coutinho (futebolista)

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Saltar para a navegação Saltar para a pesquisa
Gnome globe current event.svg
Este artigo ou seção é sobre alguém que morreu recentemente. A informação apresentada pode mudar com frequência. Não adicione especulações, nem texto sem referência a fontes confiáveis. (data da marcação: 12 de março de 2019; editado pela última vez em 8 de abril de 2019) Twemoji 1f464.svg
NoFonti.svg
Esta biografia de uma pessoa viva cita fontes confiáveis e independentes, mas elas não cobrem todo o texto. (desde 2009) Ajude a melhorar esta biografia providenciando mais fontes confiáveis e independentes. Material controverso sobre pessoas vivas sem apoio de fontes confiáveis e verificáveis deve ser imediatamente removido, especialmente se for de natureza difamatória.
Encontre fontes: Google (notícias, livros e acadêmico)
Coutinho
Coutinho
Durante ação publicitária do Café do Brasil, 1962. Arquivo Nacional
Informações pessoais
Nome completo Antônio Wilson Honório
Data de nasc. 11 de junho de 1943
Local de nasc. Piracicaba (SP), Brasil
Nacionalidade brasileiro
Falecido em 11 de março de 2019 (75 anos)
Local da morte Santos, São Paulo
Apelido Gênio da Pequena área
Pé de Vidro
Informações profissionais
Posição atacante
treinador
Clubes de juventude

1957–1958
XV de Piracicaba
Santos
Clubes profissionais
Anos Clubes Jogos (golos)
1958–1968
1968
1969
1970
1971
1971–1972
1973
Santos
Vitória
Portuguesa
Santos
Club Atlas
Bangu
Saad
0457 00(368)
Seleção nacional
1960–1965 Brasil 015 000(6)[1]
Times/Equipas que treinou
1981
1985
1987
1987
1988
1992
1992
1993
1995
Santos
Valeriodoce
Comercial-SP
Aquidauana
Santo André
Valeriodoce
São Caetano
Bonsucesso
Santos

Antônio Wilson Vieira Honório, mais conhecido como Coutinho (Piracicaba, 11 de junho de 1943Santos, 11 de março de 2019), foi um treinador e futebolista brasileiro que atuou como atacante. Ao lado de Pelé, Pepe e Dorval, montou o quarteto ofensivo mais artilheiro da historia do Santos. É o terceiro maior artilheiro da história do clube, com 368 gols em 457 jogos.[2]

Carreira[editar | editar código-fonte]

Jogou no Santos durante a "era Pelé". Foi considerado o melhor parceiro que o Rei já teve. Muito habilidoso, fazia grandes jogadas com Pelé. As famosas "tabelinhas", fosse com a bola nos pés ou até mesmo usando a cabeça.

Em sua cidade natal, era chamado de Cotinho, e o apelido virou Coutinho quando começou a jogar no Santos.

Ele chegou muito novo ao Santos, descoberto pelo técnico Lula. Estreou pelo time profissional com apenas 14 anos de idade como opção para o outro grande gênio que sofria com as lesões, Pagão. Mas acabou encerrando a carreira precocemente, devido a sua tendência para engordar. Era para ser o titular da Seleção Brasileira na Copa de 1962, mas se machucou na véspera da competição e perdeu o lugar para o experiente Vavá, campeão na Copa de 1958.

É considerado um dos maiores centroavantes da história do futebol. Tinha como principais virtudes a frieza e a tranquilidade nas finalizações. Ele tinha duas grandes características: driblava os adversários em poucos espaços e finalizava um lance com uma perfeição raramente vista. Dessa forma, recebeu o apelido de "gênio da pequena área", superando outros centroavantes que também se destacaram no clube, como Toninho Guerreiro e Feitiço. O próprio Pelé declara que "Coutinho, dentro da área, era melhor que eu. Sua frieza era algo sobrenatural".

Coutinho detém uma marca de respeito contra um dos principais rivais do Santos, o Corinthians. Em 12 anos de clássicos que disputou, nunca perdeu um jogo sequer. No ano que o tabu foi quebrado, em 1968, Coutinho já não atuava mais pelo Santos.

Santos[editar | editar código-fonte]

Coutinho estreou no time profissional do Santos em 17 de maio de 1958, ainda aos 14 anos de idade, em uma partida em Goiânia, contra o Sírio Libanês Futebol Clube.[3] Coincidentemente, o placar foi o mesmo da estreia de seu lendário parceiro Pelé, que acontecera quase dois anos antes: vitória de 7 a 1 para o Santos. E, assim como o camisa 10, Coutinho também marcou um dos gols do Peixe em sua primeira partida pelo elenco adulto do clube.

Em um jogo no Estádio Olímpico, jornalistas e pessoas que estavam no estádio relatam ter visto uma das maiores tabelas já realizadas na história do futebol. Pelé recebeu uma bola no meio-de-campo, na cabeça. De primeira, passou para Coutinho que, de cabeça, devolveu para Pelé. E assim foram, até a pequena área adversária, somente com toques de cabeça. No lance final, tendo apenas o goleiro à sua frente, Coutinho poderia ter concluído a gol, mas viu Lima chegar de trás e só ajeitou, mais uma vez de cabeça, para ele concluir. Gol do Santos. E a torcida do Grêmio aplaudiu em pé uma jogada histórica entre dois gênios da bola.

Coutinho, além de lembrar Pelé no jeito de jogar, também tinha características físicas muito parecidas com o Rei do Futebol. Por isso, surgiu uma lenda de que o jogador passou a usar uma fita branca em um dos braços. Dizia a lenda: "Quando eu fazia uma jogada linda, falavam que era o Pelé, quando eu errava um passe ou chute, era o Coutinho". Em 2007, em uma entrevista no programa de TV "Juca Entrevista" (ESPN), com o jornalista Juca Kfouri, ele revelou o porquê de usar o adereço: "Eu tive uma pequena lesão no pulso e passei a usar por algum tempo uma faixa de esparadrapo. Mas logo que as dores terminaram eu a tirei".

De 1958 a 1970, vestiu a camisa do Santos, conquistando 19 títulos e marcando 368 gols, em 457 partidas.[2]

Seleção Brasileira[editar | editar código-fonte]

Coutinho fez sua primeira partida pela seleção no Uruguai, contra a seleção da casa. Tinha 16 anos incompletos. Era o titular naquele time de 1962. Porém, uma lesão pouco antes da Copa o fez ficar no banco durante o torneio.

Um dos jogos mais marcantes de Coutinho pela seleção brasileira foi um jogo em 1959, contra a Argentina, em que Pelé e Coutinho colocaram na roda os argentinos que, ao verem os dois gênios tabelando e driblando sem parar, começaram a visar apenas as pernas dos jogadores brasileiros a mando do então técnico Guillermo Stábile. Após tantas pancadas recebidas, Coutinho teve que ser substituído.

Morte[editar | editar código-fonte]

Coutinho morreu em sua casa em Santos, no dia 11 de março de 2019 aos 75 anos, em decorrência de complicações causadas por diabetes, que já havia causado a amputação de três dedos do seu pé esquerdo. Em janeiro, havia sido internado com pneumonia. O Santos FC lamentou a morte nas redes sociais e decretou luto oficial de três dias. O corpo do futebolista foi velado no estádio do clube e sepultado no cemitério Memorial Necrópole Ecumênica, também na cidade de Santos.[2][4]

Títulos[editar | editar código-fonte]

Santos
Seleção Brasileira

Artilharias[editar | editar código-fonte]

Recordes[editar | editar código-fonte]

  • Terceiro maior artilheiro da história do Santos (368 gols em 457 jogos)
  • Quinto maior artilheiro da história do Torneio Rio-São Paulo com 34 gols
  • Quinto maior artilheiro dos clubes brasileiros com 368 gols

Referências

  1. «Todos os brasileiros 1962». Folha de São Paulo. 9 de dezembro de 2015. Consultado em 8 de novembro de 2018 
  2. a b c «Morre Coutinho, ídolo do Santos FC e do futebol mundial». Santos FC. Consultado em 12 de março de 2019. Cópia arquivada em 12 de março de 2019 
  3. «Coutinho, nosso Ídolo Eterno, comemora aniversário». Santos FC. Consultado em 12 de março de 2019. Cópia arquivada em 13 de junho de 2018 
  4. «Coutinho, ídolo santista e campeão Mundial de 62, morre aos 75 anos». Lance!. 11 de março de 2019. Consultado em 11 de março de 2019 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]