Dalmo Gaspar

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Dalmo
Informações pessoais
Nome completo Dalmo Gaspar
Data de nasc. 19 de outubro de 1932 (84 anos)
Local de nasc. Jundiaí (SP), Brasil
Nacionalidade  brasileira
Falecido em 2 de março de 2015 (82 anos)
Local da morte Jundiaí (SP), Brasil
Informações profissionais
Posição Treinador (ex-atleta)
Clubes profissionais
Anos Clubes Jogos (golos)
1951-1954
1954-1957
1957-1964
1964-1966
1967
Brasil Paulista
Brasil Guarani
Brasil Santos
Brasil Guarani
Brasil Paulista
00?? 00(0)
00?? 00(0)
00369 0(4)
00?? 00(0)
00?? 00(0)
Times/Equipas que treinou
1980
1981
1985
Brasil Catanduvense
Brasil Santo André
Brasil Taubaté

Dalmo Gaspar (Jundiaí, 19 de outubro de 1932 - Jundiaí, 2 de fevereiro de 2015) foi um futebolista brasileiro, lateral esquerdo titular do bicampeonato mundial de clubes pelo Santos em 1962 e 1963. Foi autor do gol da vitória por 1 a 0 sobre o Milan que valeu o título em 16 de novembro de 1963, no Maracanã.

História[editar | editar código-fonte]

Dalmo começou no futebol competitivo no time juvenil do São Paulo de Jundiaí. Foi campeão da Liga Jundiaiense de Futebol da categoria.[1] Em seguida, foi integrado ao Paulista de Jundiaí ao ser profissionalizado no ano de 1951. No ano seguinte, fez parte do elenco que chegou ao Torneio dos Finalistas do Campeonato Paulista da Segunda Divisão, situação que não levou ao time local ao acesso à elite do futebol estadual.[2]

Ele foi contratado pelo Guarani em 1954 e jogou na posição de zagueiro. O bom desempenho no time campineiro despertou interesse do Santos no final da temporada de 1956, mas a contratação foi efetivada em outubro de 1957.[3]

Mundial de 63[editar | editar código-fonte]

Dalmo já era titular absoluto da lateral esquerda do Santos, ao lado de Pelé, Pepe, Coutinho, Pagão e outros. Naquela época, o mundial de clubes era disputado em uma melhor de três partidas. No primeiro jogo, na Itália, o Milan venceu o time praiano por 4 a 2. O jogo de volta foi no Maracanã e o Santos venceu pelos mesmos 4 a 2, forçando o jogo de volta.

Novamente no Maracanã lotado, Santos voltou a vencer, dessa vez em partida mais apertada: 1 a 0, com gol de Dalmo Gaspar, de pênalti, aos 31 minutos do primeiro tempo.

Em 2008, o bi mundial do Santos completou 45 anos. Na ocasião, em entrevista ao site GloboEsporte.com, Pepe afirmou que era ele quem costumava bater os penaltis, mas, por amizade e confiança em Dalmo, deixou que o lateral esquerdo cobrasse.

O jundiaiense cobrou do lado esquerdo do goleiro. Balzarini acertou o canto, mas não conseguiu pegar.

Chuteira de borracha[editar | editar código-fonte]

Como membro de um dos melhores times da história do futebol mundial, Dalmo Gaspar acumula boas histórias para contar. Certa vez, em entrevista, contou que foi o primeiro jogador a utilizar uma chuteira de borracha no Brasil.

Contou ele que, em uma excursão à Europa, Pelé teria ganhado uma chuteira moderna de borracha. O rei do futebol agradeceu, guardou o presente mas, no quarto do hotel, teria desdenhado o calçado e disse que deixaria ali mesmo, sem levar ao Brasil. Colega de quarto de Pelé, Dalmo então pegou a chuteira para si e usou durante a disputa dos campeonatos nacionais.

Paradinha[editar | editar código-fonte]

Apesar de ser sempre lembrado pelos maiores jogadores do país por ter tido participação decisiva no título mundial santista, Dalmo foi protagonista de uma polêmica com Pelé.

Durante muito tempo, o jogador jundiaiense garantiu ser ele o inventor da paradinha, forma de cobrar pênalti em que o batedor pára na frente da bola, espera o goleiro cair para um lado, e chuta no outro. Na sabedoria popular, diz-se que Pelé é o inventor da técnica.

Fim da carreira[editar | editar código-fonte]

Dalmo Gaspar saiu do Santos em agosto de 1964 e retornou ao Guarani. Atuou no Bugre até o ano de 1966. Encerrou a carreira no ano seguinte no Paulista de Jundiaí. [4]

Técnico[editar | editar código-fonte]

Foi técnico de futebol de alguns clubes do interior do estado de São Paulo. No ano de 1980, levou o Catanduvense à final do Campeonato Paulista da Segunda Divisão e conquistado o vice-campeonato ao ser derrotado pelo São José. [5]

Em 1981, foi técnico do Santo André na disputa da Segunda Divisão. O clube da Grande São Paulo chegou, sob seu comando, a decisão do Paulista ao conquistar o título do primeiro turno do campeonato. Depois ele foi substituído por Sebastião Lapolla, que comandou o clube andreense até o título da competição. [6]

Já em 1985 foi contratado pelo Taubaté para ser técnico da equipe na Segunda Divisão após rebaixamento, no ano anterior, do Divisão Especial do Campeonato Paulista. [7] Mas Dalmo, após três partidas no comando da equipe, pediu demissão após derrota para o São José no Clássico do Vale. [8]

Outras funções[editar | editar código-fonte]

Dalmo também foi comentarista esportivo da Rádio Cidade Jundiaí - AM 730, na equipe comandada por Milton Leite e que tinha os repórteres Eduardo Augusto e Samuel do Lago.

Falecimento[editar | editar código-fonte]

Dalmo morreu aos 82 anos em um hospital de Jundiaí, onde estava internado. A causa da morte foi uma infecção bacteriana no sangue. [9]

Títulos[editar | editar código-fonte]

Santos

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. «Morre Dalmo Gaspar, um jundiaiense campeão». TVE Jundiaí. 02-02-2015. Consultado em 18 de setembro de 2015. 
  2. Ivan Gotardo. Site Fanático pelo Paulista. 02-02-2015
  3. «Dalmo… o senhor da paradinha». Tardes de Pacaembú. 14-09-2015. Consultado em 18 de setembro de 2015. 
  4. Ariovaldo Izac (05-02-2015). «Adeus a Dalmo, inventor da paradinha». Consultado em 18 de setembro de 2015. 
  5. Revista Placar. Pág.44. 21-10-1988
  6. «Profissionais». Ramalhonautas. Consultado em 18 de setembro de 2015. 
  7. Jornal ValeParaibano. Pág.15. 08-01-1985
  8. Jornal ValeParaibano. Pág.15. 09-02-1985
  9. Herói do bimundial do Santos, Dalmo morre em Jundiaí