Toninho Guerreiro

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Toninho Guerreiro
Informações pessoais
Nome completo Antonio Ferreira
Data de nasc. 10 de agosto de 1942
Local de nasc. Bauru, São Paulo, Brasil
Nacionalidade brasileiro
Data da morte 26 de janeiro de 1990 (47 anos)
Local da morte São Paulo, São Paulo, Brasil
Apelido Toninho Guerreiro
Informações profissionais
Posição centroavante
Clubes profissionais
Anos Clubes Jogos e gol(o)s
1960–1962
1963–1969
1969–1974
1973
1974
1975
Noroeste
Santos
São Paulo
Flamengo (emp.)
Operário-MS (emp.)
Noroeste
30 (36)
373 (283)
170 (85)
3 (0)
? (?)
? (?)
Seleção nacional
1968–1969 Brasil 2 (4)

Antônio Ferreira, mais conhecido como Toninho Guerreiro (Bauru, 10 de agosto de 1942[1][2]São Paulo, 26 de janeiro de 1990), foi um futebolista brasileiro.

A raça e a extrema dedicação nos treinos e jogos transformaram Antonio Ferreira em Toninho Guerreiro.[2] Fez história no Santos e no São Paulo.[3] Depois de Coutinho, foi o parceiro de Pelé que mais fez sucesso no Santos.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Nasceu numa terça-feira, filho do casal Arthur Ferreira e Rosa Carrara Ferreira.[1] Sua mãe gostaria que seu filho trabalhasse na Companhia Paulista de Estradas de Ferro.[1]

Aos dezenove anos, estreou no Noroeste, onde jogou entre 1960 e 1962.[3] Naquele ano de 1962, o jovem centroavante dividiu a quarta colocação entre os artilheiros do Campeonato Paulista, com dezessete gols.[1][2]

No final do ano, foi levado ao Santos por cem mil cruzeiros.[1] A estreia com a camisa do Peixe foi no dia 16 de fevereiro de 1963, substituindo Pagão, contra o Vasco da Gama, no Maracanã, partida válida pelo Torneio Rio-São Paulo que terminou empatada por 2 a 2.[1][2][4] Antes de se firmar como titular com a camisa 9 do Santos, Toninho ficou na reserva de Coutinho, só entrando quando o colega de time ficou fora da equipe por contusão.[1]

No Campeonato Paulista de 1966, quebrou a sequência de Pelé, que vinha como artilheiro máximo do campeonato desde 1957.[2] Toninho marcou 24 gols, e Pelé, doze. Também foi o artilheiro da Taça Brasil, com dez gols, e o artilheiro santista na temporada, com sessenta tentos.[1] Já no ano de 1968, foi artilheiro do Campeonato Brasileiro (Robertão), com dezoito gols, e também o artilheiro santista no ano, com 75 gols.[1]

Um dos seus gols mais famosos foi marcado na Vila Belmiro, em 9 de março de 1968, na goleada contra o Botafogo de Ribeirão Preto por 5 a 1. O ponta-direita Kaneko deu uma carretilha no marcador e cruzou na medida exata para o artilheiro mandar, de calcanhar, às redes adversárias.[1]

A última partida de Toninho Guerreiro pelo Santos ocorreu em 24 de junho de 1969, quando marcou também um de seus gols mais importantes, ao aproveitar o rebote do goleiro Bordon, depois de uma falta cobrada por Pelé. Esse gol, contra a Internazionale de Milão, no estádio San Siro, deu o título da Recopa Mundial ao Peixe.[1][2]

No Alvinegro Praiano, ele jogou 368 partidas e marcou 279 gols, entre 1963 e 1969.[4] É o quarto maior artilheiro da história santista. Ganhou quinze títulos oficiais, dos quais os mais importantes foram a Copa Libertadores e o Mundial Interclubes de 1963, os Brasileiros de 1964, 1965 e 1968 e as Recopas Sul-Americana e Mundial de 1968, além dos Paulistas de 1964, 1965, 1967, 1968 e 1969.[1][2]

No segundo semestre de 1969, foi negociado com o São Paulo por oitocentos mil cruzeiros novos. O São Paulo não conquistava um título desde 1957, e Toninho ajudaria o clube a sair da fila, além de faturar a artilharia do Paulista de 1970, com treze gols.[2] Em sua passagem pelo São Paulo, Toninho atuou em 170 jogos (oitenta vitórias, 51 empates, 39 derrotas) e marcou 85 gols.[3] Sua permanência no Tricolor duraria até o fim de 1973.[1]

Depois, teve breve passagem pelo Flamengo. Já com um futebol em decadência, jogou, sem muito destaque, no Operário e acabou encerrando a carreira em sua cidade-natal em 1975, no time do Noroeste, aos 33 anos de idade.

Foi definido pela revista Placar como "um centroavante que fica andando pelo campo e, de repente, com um chute maluco, mete um gol".[5] Ficou conhecido como o único pentacampeão do campeonato paulista: ganhou três vezes seguidas pelo Santos (1967, 1968 e 1969) e, logo na sequência, duas vezes pelo São Paulo (1970 e 1971).[2][3][4]

Segundo contava, deixou de ir à Copa do Mundo de 1970, no México, quando os médicos lhe diagnosticaram uma "sinusite".[1][2] Isso teria sido, na verdade, um pretexto para a convocação em seu lugar do jogador Dadá Maravilha (ex-Atlético Mineiro), em atendimento a um "desejo" do então presidente da época, Emílio Garrastazu Médici.[1][3] Na Seleção Brasileira, jogou duas partidas e marcou quatro gols.[1][4]

Ao se aposentar, Toninho passou a vender amortecedores em uma retífica no bairro da Lapa, na Zona Oeste de São Paulo.[1]

Toninho Guerreiro faleceu na manhã de 26 de janeiro de 1990, vítima de um derrame cerebral[2], após ter ficado internado no Hospital São Camilo, em São Paulo. Ele tinha 47 anos.[1]

Títulos[editar | editar código-fonte]

Santos
São Paulo

Artilharia[editar | editar código-fonte]

Recordes[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. a b c d e f g h i j k l m n o p q r «Um guerreiro, um artilheiro que jamais será esquecido». Santos Futebol Clube. Consultado em 17 de fevereiro de 2022 
  2. a b c d e f g h i j k «Toninho, um Guerreiro com fome de gol». Santos Futebol Clube. Consultado em 17 de fevereiro de 2022 
  3. a b c d e «Toninho Guerreiro - Que fim levou?». Terceiro Tempo. Consultado em 17 de fevereiro de 2022 
  4. a b c d «Memória: Falecia Toninho Guerreiro, um dos maiores artilheiros da história do Clube». Santos Futebol Clube. Consultado em 17 de fevereiro de 2022 
  5. "O campeão do Brasil", Placar número 130, 8/9/1972, Editora Abril, pág. 18
Bandeira de BrasilSoccer icon Este artigo sobre um futebolista brasileiro é um esboço. Você pode ajudar a Wikipédia expandindo-o.