Operário Futebol Clube

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Operário
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Nome Operário Futebol Clube
Alcunhas Galo
Torcedor/Adepto Operariano
Mascote Galo
Fundação 21 de agosto de 1938 (78 anos)
Estádio Estádio Universitário Pedro Pedrossian (Morenão)
Capacidade 44.355 pessoas
Mando de jogo em Estádio Jacques da Luz (Estádio das Moreninhas)
Capacidade (mando) 4.500 pessoas
Presidente Brasil Estevão Petrallas
Treinador Brasil Celso Teixeira
Patrocinador Company Consultoria Empresarial, HVM Incorporações, Engepar (AACCMS)
Material esportivo Alemanha Adidas
Competição Mato Grosso do Sul Campeonato Sul-Matogrossense de Futebol
Website http://www.operario.com.br
Cores do Time Cores do Time Cores do Time
Cores do Time
Cores do Time
Uniforme
titular
Cores do Time Cores do Time Cores do Time
Cores do Time
Cores do Time
Uniforme
alternativo
Cores do Time Cores do Time Cores do Time
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Operário Futebol Clube, conhecido também como Operário de Campo Grande, é um clube brasileiro de futebol sediado na cidade de Campo Grande, no estado de Mato Grosso do Sul. O Galo, como é conhecido, é o maior campeão sul-mato-grossense, com dez conquistas, além de em quatro oportunidades ter vencido o Campeonato Mato-Grossense, antes da separação estadual. No ano de 1982 foi indicado pela CBF para um campeonato internacional na Coreia do Sul e conquistou seu título internacional mais importante. Em 1987, o Operário juntamento com o Americano venceram os módulos Branco e Azul do Campeonato Brasileiro Serie B, e por consequência a competição. Porém esta edição da Série B não é oficial, e os títulos não são reconhecidos pela CBF.[1]

História[editar | editar código-fonte]

Fundação[editar | editar código-fonte]

Antigos jogadores do Operário

O Operário Futebol Clube foi fundado em 21 de agosto de 1938 por operários da construção civil liderados pelo pintor Plínio Bittencourt, o clube se profissionalizou apenas na década de 1970. No fim dos anos 70 e início dos anos 80, o Operário fez boas campanhas no Campeonato Brasileiro.

Melhores resultados[editar | editar código-fonte]

Em 1973 o Operário fez uma excursão na antiga União Soviética a convite da CBD (atual CBF) e conquistou o seu primeiro título internacional.

Tricampeão mato-grossense (1976/1977/1978), o clube seguiu com sua hegemonia estadual quando Mato Grosso do Sul foi criado. No Campeonato Brasileiro de 1977, dirigido por Carlos Castilho, realizou uma das melhores campanhas de um clube do centro-oeste na história do Campeonato Brasileiro: terceiro lugar na classificação final. Com o goleiro Manga, o time despachou no caminho equipes como o Fluminense. Nas semifinais, enfrentou o São Paulo. O jogo de ida aconteceu em São Paulo, onde foi derrotado pelo tricolor paulista, quando 103.092 pessoas lotaram o Morumbi,[2] batendo o recorde de público em jogos do São Paulo em campeonatos brasileiros, que persistia até há poucos anos. Segurou o 0 a 0 até os 32 minutos do segundo tempo, quando Serginho Chulapa abriu o placar.

São Paulo x Operário (semifinal do Brasileirão de 1977)

Venceu o São Paulo no jogo de volta em Campo Grande, por 1 a 0, mas foi eliminado da competição no saldo de gols. O gol foi marcado por Tadeu Santos. Em 1979 e em 1981, foi, respectivamente, o quinto e sétimo colocado no Brasileirão.[2]

Em 1981, montou novamente um elenco forte, tendo um meio de campo formado por Garcia, Artuzinho e Pastoril considerado até hoje o melhor de todos os tempo do Galo da Bandeirantes, consequentemente sagrou-se tricampeão sul-mato-grossense.

O clube foi convidado a representar o Brasil em um campeonato internacional com dez clubes de vários continentes. O Operário com uma apresentação de Gala e com um grande time chegou e venceu em 1982, o Bayer Leverkusen na final do President Cup, disputada na Coreia do Sul.[2] É o título mais importante da história do clube.

Operário Futebol Clube de 1987/88

Em 1987 foi realizada pela CBF, além dos módulos Verde e Amarelo — que representaram a primeira divisão do Campeonato Brasileiro daquele ano —, também foram disputados outros dois módulos, Azul e Branco, que contemplou 48 equipes. Entretanto, apesar de alguns autores considerarem esses dois módulos como sendo a décima edição do Campeonato Brasileiro Série B, esta edição não é oficial, e os títulos não são reconhecidos pela CBF.[1]

Jogando contra 24 equipes do Brasil, o Operário fez a final contra o Paysandu e venceu o Módulo Branco (Troféu Rubem Moreira), sendo considerado seu primeiro campeonato nacional.

Decadência e ressurgimento[editar | editar código-fonte]

A partir de 1987, com a criação do Clube dos 13, equipes de porte médio, como o Operário, ficaram de fora da elite do futebol nacional. Começou aí a decadência do Galo e o esvaziamento dos torcedores no Morenão. Por ser uma equipe de massa, o Operário sofreu mais diretamente com esta mudança.

Neste período o clube viveu uma conturbada disputa política nos bastidores com a Federação por não ter brigado pela vaga do clube, pois todos os envolvidos na época tinha a certeza que o Operário deveria ter sido incluído no então criado clube dos 13, pois tinha mais história e conquista do que por exemplo o Goiás.

Nos anos seguintes o Operário se tornou o maior Campeão Sul-Mato-Grossense de futebol ganhando os títulos de 1988, 1989, 1991, 1996 e o seu último campeonato no ano de 1997. Em 2015 completam 18 anos que a maior torcida do Estado não grita é Campeão. Mesmo assim o seu maior rival (Comercial) não passou até hoje o clube em numero de títulos.  

Rebaixamento e suspensão[editar | editar código-fonte]

No século novo, o clube passou por um período de ostracismo, até a chegada de 2008. Uma nova parceria que deu esperança para a torcida operariana. Com jogadores como Macedo (ex-São Paulo) e Ânderson Lima (seleção brasileira), além de ser patrocinado por uma grande fornecedora de material esportivo, deu condições para que o clube tivesse a oportunidade de uma vitoriosa campanha no brasileirão da Série C, mas o time não passou da primeira fase.

Em 2009, com uma campanha fraca com duas vitórias, um empate e treze derrotas o clube foi rebaixado para a Série B do estadual pela primeira vez em sua história. No ano seguinte faz uma boa campanha na Série B, mas acabou terminando em terceiro lugar na classificação e ficando de fora da zona de acesso. No entanto, por conta da desistência do Costa Rica de disputar a Série A em 2011, o Operário herdou a vaga e retorna para a primeira divisão.

O ano de 2011 sem planejamento nenhum de sua diretoria toda esfacelada a equipe sem organização marca negativamente a história gloriosa do clube com um novo rebaixamento. Uma campanha pífia no estadual (duas vitórias em 14 jogos) e vários incidentes extra campo. O clube foi punido pela Federação de Futebol de Mato Grosso do Sul com a perda de seis pontos na tabela por escalação irregular de um jogador.

Briga com a Federação[editar | editar código-fonte]

O presidente em exercício da época Toni Vieira procurou o Ministério Público Estadual para denunciar supostas irregularidades de dois adversários. A reação da Federação foi imediata: suspensão das competições oficiais por dois anos. Segundo a entidade, o Operário contrariou o regulamento ao procurar a justiça comum para solucionar conflitos. Em 2012 o clube sem apoio financeiro não disputou a competição da série B, além das brigas e problemas políticos com a Federação.

Em 2013 o Operário Futebol Clube voltou aos gramados por insistência de seus torcedores e das torcidas organizadas Garra Operariana & Esquadrão Operariano. Teve um bom elenco montado pelo ex-jogador Jean Carlos, mas por problemas administrativos e principalmente financeiros o clube foi eliminado nas semifinais pelo organizado e bem administrado Ubiratan que acabou levando o título deste ano diante do Costa Rica, conseguintemente os dois clubes subiram para a série A em 2014, assim mais uma vez o presidente Toni Vieira fracassou em sua última tentativa de levar o Galo Pantaneiro de volta a elite do futebol do Mato Grosso do Sul.

Novo presidente[editar | editar código-fonte]

Eleição da nova Diretoria do Operário em 2014

No dia 21 de agosto de 2014 quando o Operário Futebol Clube comemorou 76 anos da sua criação foi realizada uma nova eleição no clube, na oportunidade foi eleito presidente Estevão Petrállas e sua nova diretoria com uma chapa de consenso.

Operário Futebol Clube de 2014

Com um desafio pela frente o presidente Petrállas disputou o estadual de 2014 sem planejamento para participar do campeonato da série B de 2014. Mesmo não conseguindo a vaga para séria A de 2015, o clube fez uma boa campanha terminando em terceiro lugar.

A diretoria estruturou e realizou uma verdadeira revolução dentro do clube: Organizando as categorias de base e regularizando os documentos do clube e também investindo na divulgação da Timemania do Operário. Para a Série B do estadual de 2015, os diretores buscaram patrocinadores para dar suporte para a nova gestão no departamento de futebol profissional que naquele ano teria a participação ativa do Presidente Estevão. "Nosso único objetivo neste ano além de conquistar a desejada vaga para a série A de 2016 e conquistar o primeiro título desta diretoria" diz Petrállas.

Retorno a Série A do estadual[editar | editar código-fonte]

Depois da reformulação do clube promovida pela nova diretoria comandada pelo Presidente Estevão Petrallás, o Operário conseguiu sair da segunda divisão e voltar para a divisão principal do Campeonato Sul-Mato-Grossense. O clube conquistou o vice-campeonato, como o mesmo numero de pontos do campeão Itaporã e apesar do Operário ter vencido o Itaporã e empatado a outra partida perdeu o título pelo saldo de gols, devido o regulamento não priorizar o confronto direto.

Apesar da certa desconfiança tanto por parte da imprensa como da maioria dos torcedores do clube. Mas, sob o comando do Treinador Chiquinho Lima e sua comissão técnica formada por Neneca, Renan, Barreto, Madalena, Major Dos Santos e do mordomo Felipe, os jogadores guerreiros finalmente após cinco anos o Operário voltou para elite do futebol sul-mato-grossense em 2016. 

Agora o objetivo do clube é se preparar e montar um elenco e uma nova comissão técnica, (pois a atual comissão técnica preferiu seguir outros rumos), para que o Operário possa quebrar o jejum de 18 anos sem conquistar títulos.

Campeonato Estadual Série A 2016:[editar | editar código-fonte]

Com um time formado por jogadores de todo o Brasil, encabeçado pelo craque Rodrigo Gral, o Operário era considerado uma equipe bem preparada para lutar pelo título sul-mato-grossense, entretanto, o clube foi eliminado nas semifinais pelo Sete de Dourados e, não conseguiu alcançar o seu grande objetivo almejado para o ano de 2016. Ficando em terceiro lugar, o Operário garantiu permanência na serie A do estadual e também vaga para a copa verde 2017, além da participação da copa São Paulo de juniores 2017 obtida através do campeonato estadual sub 19.

Torcidas organizadas[editar | editar código-fonte]

  • Torcida Garra Operariana[3]
  • Torcida Esquadrão Operariano[3]

Títulos[editar | editar código-fonte]

Internacionais[editar | editar código-fonte]

Nacionais[editar | editar código-fonte]

Outros[editar | editar código-fonte]

  • Rio de Janeiro Troféu Dr. Giullite Coutinho: 1983.

Estaduais[editar | editar código-fonte]

Outros[editar | editar código-fonte]

  • Mato Grosso do Sul Liga Esp. Municipal Campo Grande: 03 vezes (1942, 1945 e 1966).
  • Mato Grosso do Sul Troféu Governador Dr. Pedro Pedrossian: 1981.
  • Mato Grosso do Sul 2º turno do Estadual: 2007.
  • Mato Grosso do Sul Copa Campo Grande: 2007.
  • Mato Grosso do Sul Copa Héllio's Vídeo: 2007.

Ídolos[editar | editar código-fonte]

Curiosidades[editar | editar código-fonte]

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  • A primeira reunião de fundação do Operário Futebol Clube aconteceu na sede do Sindicato dos Operários da Construção Civil, localizada à rua Maracajú. Lá estavam "Seu Vitor Vieira", o anfitrião, Miguel Turco, Carandá, Magno, os irmãos Levindo, Gregório e Paulo Ferreira. A intenção era apenas criar uma alternativa para reunir os trabalhadores, mas a ideia ganhou a simpatia de outras classes, entre elas o fazendeiro Melanio Barbosa, que fazia questão de chegar cedo ao estádio campo-grandense.
  • O Operário e o Comercial são os únicos clubes do Brasil campeões em dois estados (MT e MS).
  • O Operário também é o detentor da maior goleada dos campeonatos estaduais do Mato Grosso e do Mato Grosso do Sul. Em 8/3/1978 (ainda pelo mato-grossense), venceu o Barra do Garças por 13 a 0 e, em 1980, pelo sul-mato-grossense, a vítima foi o Taveirópolis - 11x0.
  • O mascote do Operário é o "Galo", que até hoje é levado aos estádios por torcedores apaixonados.
  • A equipe, em 1974, foi o time brasileiro que realizou a excursão mais longa por gramados europeus e asiáticos[carece de fontes?]: ficou 90 dias fora do Brasil. Nessa excursão, jogou contra a seleção de Portugal, empatando por 0 x 0 em jogo que contou com a presença do então presidente brasileiro Emílio Garrastazu Médici, e contra a seleção da Coreia do Sul, em Seul, empatando por 1 x 1.
  • Em 2007, pelo campeonato estadual, o centroavante Sérgio Ferraz Ramos (Serginho Matador), marcou 22 gols em 21 jogos, estabelecendo o novo recorde de gols em campeonatos estaduais, antes pertencente a Lima (Operário FC) na década de 1980, com 20 gols.

Participações em torneios nacionais[editar | editar código-fonte]

Brasil Série A
10 Participações
Ano 1959 1960 1961 1962 1963 1964 1965 1966 1967 1967
Pos.
Ano 1968 1968 1969 1970 1971 1972 1973 1974 1975 1976
Pos. 17º 24º
Ano 1977 1978 1979 1980 1981 1982 1983 1984 1985 1986
Pos. 20º 33º 13º 13º 38º
Ano 1987 1988 1989 1990 1991 1992 1993 1994 1995 1996
Pos.
Ano 1997 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006
Pos.
Ano 2007 2008 2009 2010 2011 2012 2013 2014 2015 2016
Pos.


NOTA: Nos anos de 1967 e 1968 foram realizados dois Campeonatos Brasileiros; o Torneio Roberto Gomes Pedrosa e a Taça Brasil.

Ranking da CBF[editar | editar código-fonte]

  • Posição: -
  • Pontuação: -

Ranking criado pela Confederação Brasileira de Futebol que pontua todos os times do Brasil.

Galeria[editar | editar código-fonte]

Elenco do Operário Futebol Clube de 2016

Referências

  1. a b «Campeões - Campeonato Brasileiro Série B». CBF. Consultado em 24 de setembro de 2011. 
  2. a b c «Brasil Afora: Operário-MS, 40º no ranking nacional, perde a sua história». globoesporte.com. Consultado em 30 de setembro de 2011. 
  3. a b «Torcidas Organizadas do estado do Mato Grosso do Sul». Consultado em 25 de julho de 2016. 
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