Campeonato Paulista de Futebol de 1966

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Campeonato Paulista de Futebol de 1966
Campeonato Paulista da Divisão Especial de 1966
Dados
Participantes 15
Organização FPF
Período 31 de julho – 19 de dezembro
Gol(o)s 689
Partidas 210
Média 3,28 gol(o)s por partida
Campeão Palmeiras (15º título)
Vice-campeão Corinthians
Melhor marcador Toninho Guerreiro
Outras divisões
Primeira Divisão Ferroviária
Segunda Divisão Internacional de Limeira
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O Campeonato Paulista de Futebol de 1966 foi a 65.ª edição do Campeonato Paulista, promovida pela Federação Paulista de Futebol, e teve o Palmeiras como campeão e Toninho Guerreiro, do Santos, como artilheiro, com 27 gols.

O título foi praticamente garantido com uma goleada por 5 a 1 sobre o Comercial, em Ribeirão Preto, a duas rodadas do fim do segundo turno. A conquista seria confirmada cinco dias depois, quando o Santos perdeu por 1 a 0 para a Portuguesa, no Pacaembu, e o Palmeiras entrou em campo, no dia seguinte, já como campeão, para enfrentar o São Paulo.

Foi o 15.º título estadual do Palmeiras, que alcançou o Corinthians como maior campeão paulista até então.[1]

Didi e Garrincha no Paulistão[editar | editar código-fonte]

Didi havia pendurado as chuteiras pelo Botafogo em 1965, mas aceitou o convite para voltar, no ano seguinte, aos 38 anos. Estreou pelo São Paulo num amistoso em Araçatuba, contra o Ferroviário local (vitória por 2 a 0), em 4 de outubro.

O primeiro jogo oficial de Didi com a camisa do Tricolor, pelo Campeonato Paulista, foi uma derrota de 2 a 0 para a Portuguesa, no Pacaembu, em 12 de outubro. Na rodada seguinte, mais um tropeço: vitória do América de Rio Preto por 4 a 3, em pleno Morumbi. Didi foi sacado e só voltaria contra a Portuguesa, em 24 de novembro: outro resultado negativo, 1 a 0. Terminava ali, de forma melancólica (venceu só uma partida em quatro e não marcou um gol sequer), a carreira do "Príncipe Etíope", um dos meias mais clássicos e cerebrais que o Brasil já teve.

Curiosamente, naquele mesmo início de outubro de 1966 em que Didi estreava pelo São Paulo, Garrincha, então com 33 anos, se despedia do rival Corinthians. Foi no dia 9, numa derrota por 3 a 0 para o Santos, pelo Paulistão. Mané havia estreado em 2 de março, no Pacaembu, em outra derrota por 3 a 0, para o Vasco da Gama, pelo Torneio Rio-São Paulo. Garrincha marcou seu primeiro gol pelo alvinegro paulistano contra o Cruzeiro, em 13 de março, na vitória por 2 a 1.

No total, fez dez jogos e marcou dois gols — o segundo, na vitória por 2 a 0 sobre o São Paulo, em 19 de março. Ao contrário de Didi, que era cinco anos mais velho, Garrincha ainda jogaria pelo Flamengo e pelo Olaria, até 1972.

Campanha do Palmeiras[editar | editar código-fonte]

Ao longo dos 28 jogos, o Palmeiras somou vinte vitórias, três empates e cinco derrotas, totalizando 43 pontos. O clube terminou o certame com o segundo melhor ataque (65 gols a favor) e a melhor defesa (31 gols contra).[2]

Jogo do título[editar | editar código-fonte]

O Palmeiras poderia ter-se sagrado campeão caso empatasse com o Corinthians, em seu penúltimo compromisso pelo Campeonato Paulista.[3] Porém, a derrota fez com que a decisão do título fosse adiada para o dia seguinte, quando o Santos foi derrotado pela Portuguesa por 1 a 0 e perdeu a chance de alcançar o Alviverde.[1]

11 de dezembro de 1966 Corinthians 1 – 0 Palmeiras Pacaembu, São Paulo, SP
16 horas
Crystal Clear app kworldclock.png Histórico
Flávio Gol marcado aos 35 minutos de jogo 35' do 2.º Ficha Público: 28 880
Renda: Cr$ 68 390 000

Árbitro: Armando Marques

Corinthians: Marcial, Jair Marinho, Ditão, Clóvis e Édson; Nair e Rivellino; Marcos, Flávio, Tales e Gílson Porto. Técnico: Zezé Moreira.

Palmeiras: Valdir, Djalma Santos, Djalma Dias, Minuca e Ferrari; Zequinha e Ademir da Guia; Gallardo, Ademar Pantera, Servílio e Rinaldo. Técnico: Mário Travaglini.

Premiação[editar | editar código-fonte]

Campeão Paulista de 1966
Bandeira da cidade de São Paulo.svg
PALMEIRAS
(15º título)

Classificação final[editar | editar código-fonte]

Pos Time PG J V E D GP GC SG
1 Palmeiras 43 28 20 3 5 65 31 34
2 Corinthians 39 28 17 5 6 57 33 24
3 Santos 38 28 16 6 6 70 42 28
4 Comercial 34 28 13 8 7 58 47 11
4 São Paulo 34 28 12 10 6 45 35 10
6 Portuguesa 28 28 12 4 12 45 44 1
7 Botafogo 27 28 11 5 12 53 65 -12
8 Prudentina 26 28 10 6 12 46 46 0
9 Portuguesa Santista 25 28 7 11 10 34 41 -7
9 São Bento 25 28 8 9 11 38 44 -6
11 América 22 28 11 0 17 49 57 -8
11 Juventus 22 28 7 8 13 26 44 -18
13 Guarani* 21 28 9 3 16 34 43 -9
13 Noroeste* 21 28 7 7 14 33 57 -24
15 Bragantino 15 28 7 1 20 36 60 -24

*Empatados em pontos, Guarani e Noroeste disputaram um "rebolo", em 22 de dezembro, no Pacaembu.[4] Em caso de empate, haveria uma prorrogação de trinta minutos e, persistindo a igualdade, a Federação Paulista marcaria uma segunda partida.[4] O Guarani venceu por 3 a 1, de virada, e o Noroeste foi rebaixado, após passar treze anos na primeira divisão.[5]

Referências

  1. a b «Santos perde; o Palmeiras é campeão». O Estado de S. Paulo (28 116). São Paulo: S.A. O Estado de S. Paulo. 13 de dezembro de 1966. 18 páginas. ISSN 1516-2931 
  2. «Palmeiras foi campeão com a 1.a defesa e o 2.o ataque». Folha de S. Paulo (13 700). São Paulo: Empresa Folha da Manhã S.A. 19 de dezembro de 1966. 11 páginas. ISSN 1414-5723. Consultado em 18 de março de 2015 
  3. «Vitória do Corintians só adiou a decisão». O Estado de S. Paulo (28 116). São Paulo: S.A. O Estado de S. Paulo. 13 de dezembro de 1966. 18 páginas. ISSN 1516-2931 
  4. a b «Noroeste e Guarani jogam uma só, na quinta». O Estado de S. Paulo (28 122). São Paulo: S.A. O Estado de S. Paulo. 20 de dezembro de 1966. 20 páginas. ISSN 1516-2931 
  5. «Guarani permanece na Especial; Noroeste cai». O Estado de S. Paulo (28 125). São Paulo: S.A. O Estado de S. Paulo. 23 de dezembro de 1966. 16 páginas. ISSN 1516-2931