Luiz Carlos Azenha

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Luiz Carlos Azenha (Bauru, 23 de novembro de 1958) é um jornalista brasileiro.

Já trabalhou em várias emissoras do país, como Globo, SBT e Manchete. Em outubro de 2008, foi contratado pela Rede Record.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Filho do comerciante José Rodrigues Azenha, começou a carreira no Jornal da Cidade de Bauru[1].

Formação acadêmica e início da carreira[editar | editar código-fonte]

É formado em Jornalismo pela Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (ECA-USP).

Em 1980, transferiu-se do "Jornal da Cidade" para a TV Bauru, afiliada da Rede Globo.

Em 1985, tornou-se um correspondente internacional da Rede Manchete nos Estados Unidos[1].

Vida nos EUA[editar | editar código-fonte]

Enquanto vivia nos Estados Unidos, foi também colaborador da Folha de S.Paulo, da rede norte-americana CNN, da rede canadense CBC e um correspondente da rádio Jovem Pan.

Nos anos 80 e 90, cobriu extensivamente a negociação da dívida externa brasileira em Nova York e nas sedes do FMI, Banco Mundial e no Tesouro americano, em Washington.

Entrevistas com líderes internacionais[editar | editar código-fonte]

Foi o primeiro repórter estrangeiro a fazer uma entrevista improvisada com um líder soviético ao conversar com Mikhail Gorbatchev no Kremlin, em 1988.

O ineditismo da matéria exclusiva com o Premiê deu-se graças a uma coincidência. Azenha cobria a cúpula entre Reagan e Gorbachev, e já havia conseguido duas respostas da primeira-dama soviética Raíssa, quando, fazendo uma gravação na Praça Vermelha, avistou uma comitiva em que ia o próprio líder socialista. Azenha então identificou-se como brasileiro e fez-lhe duas perguntas, uma delas se o líder viria ao país. A matéria foi exibida em jornais dos Estados Unidos e da própria União Soviética (no programa Vremya - "Tempo"). Azenha era um dos 5.365 jornalistas de 63 países que cobriam o encontro, e o único a ter respostas exclusivas do Premiê, além de Dan Rather, da CBS[1].

Cobriu os encontros entre Reagan e Gorbatchev que precederam o fim da guerra fria - na Islândia, na União Soviética e nos Estados Unidos. Cobriu para a Rede Manchete a queda do muro de Berlim, em 1989.

Outras coberturas no exterior[editar | editar código-fonte]

Cobriu a crise que levou à invasão do Panamá por tropas americanas, fez uma série especial sobre o Iraque à espera da guerra e outra sobre a paixão pelo futebol (em Serra Leoa, na Índia, em Honduras e El Salvador).

Acompanhou viagens do então presidente José Sarney à França, China, União Soviética e ao enterro do imperador Hirohito, no Japão; do então presidente Fernando Collor à Tchecoslováquia e Japão; do então presidente Fernando Henrique Cardoso aos Estados Unidos e do então presidente Lula ao México, Colômbia, República Dominicana e Haiti.

Carreira no esporte[editar | editar código-fonte]

Trabalhou na Sports World Communications, do piloto Emerson Fittipaldi e do empresário Ricardo Scalamandré, participando das transmissões da Fórmula Indy. Quando os direitos de transmissão foram comprados pelo SBT, passou a ser correspondente da emissora em Nova York. Além da cobertura de automobilismo, fazia reportagens para o TJ Brasil de Bóris Casoy e o SBT Repórter. Foi um correspondente da Rede Globo em Nova York entre 2001 e 2004, tornando-se depois um repórter especial da emissora.

Como repórter de automobilismo, participou de cerca de 100 transmissões da Fórmula Indy em autódromos e circuitos dos Estados Unidos, Canadá, Brasil, Austrália e Japão.

Reportagens especiais e investigativas[editar | editar código-fonte]

Fez programas especiais (Manchete Urgente, SBT Repórter e Globo Repórter) sobre temas diversos, de um dia na vida do tenor Pavarotti, em Nova York, a uma expedição em busca de plantas medicinais na Amazônia.

Acompanhou a prisão do traficante Fernandinho Beira-Mar na Colômbia e, com o produtor Eduardo Faustini, produziu reportagens que denunciaram a violência no Acre.

Copas do Mundo e Olimpíadas[editar | editar código-fonte]

Cobriu a Copa do Mundo de 1990 na Itália (na equipe de Zagallo e João Saldanha, da TV Manchete); as Olimpíadas de Atlanta em 1996 e a Copa do Mundo da França em 1998, ambas pelo SBT. Em 1998 (pelo SBT) e 2002 (pela Globo), fez o perfil de países adversários do Brasil.

Coberturas políticas[editar | editar código-fonte]

Fez séries de reportagens para o Jornal Nacional, investigando o caixa 2 do PT em Goiás a um grupo de médicos que oferecia um tratamento "falso" com células-tronco.

Em 2006, com esta última reportagem, ganhou o prêmio Embratel na categoria de jornalismo investigativo para o Jornal Nacional.

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

É co-autor do "Livro das Grandes Reportagens" do Fantástico, em que narra os bastidores de entrevista com o astronauta Buzz Aldrin, o segundo a desembarcar na Lua.

Trabalhos paralelo[editar | editar código-fonte]

Paralelamente ao trabalho na TV, mantém o site Viomundo.com.br no qual comenta fatos do momento. O site é mantido por doações de mais de 30 mil assinantes.

Na televisão estatal[editar | editar código-fonte]

Desde 2010, é o diretor geral e conduz o projeto editorial do programa "Nova África" na TV Brasil, rede de televisão que faz parte da estatal EBC - Empresa Brasil de Comunicação, criada em 2007 pelo governo federal[2][3].

Prêmios[editar | editar código-fonte]

Possui dois prêmios Vladimir Herzog. O primeiro ganho em 1982 na categoria TV pela matéria jornalística "menor bóia-fria" quando atuava pela TV Bauru e o segundo foi uma menção honrosa (TV) pela matéria veiculada na TV Cultura com o título: "Luta na Terra de Makunaíma" em 2008[4].

Referências

  1. a b c «Furo no Kremlin - repórter da Rede Manchete entrevista Gorbachev». revista Veja (nº 1031). 8 de junho de 1988. pp. p. 104 
  2. Baboon vence licitação da EBC para produzir a Revista África
  3. Equipe Programa Nova África
  4. Prêmio Vladimir Herzog de Anistia e Direitos Humanos Almanaque da Comunicação - 31 de agosto de 2011

Ligações externas[editar | editar código-fonte]