Roberto Rojas

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Roberto Rojas
Informações pessoais
Nome completo Roberto Antonio Rojas Saavedra
Data de nasc. 8 de agosto de 1957 (58 anos)
Local de nasc. Santiago,  Chile
Altura 1,82m
Apelido Rojas,Condor Rojas
Informações profissionais
Clubes de juventude
1975 Chile Deportes Aviación
Clubes profissionais
Anos Clubes Jogos (golos)
1976-1983
1983-1987
1987-1989
Chile Deportes Aviación
Chile Colo-Colo
Brasil São Paulo


17 (-?)
Seleção nacional
Flag of Chile.svg Chile 49 (-?)
Times/Equipas que treinou
2003
2004-2006
2007
2007
2007
Brasil São Paulo
Brasil São Paulo
Brasil Ituiutaba
Paraguai Guaraní
Brasil Comercial FC

Roberto Antonio Rojas Saavedra (Santiago do Chile, 8 de agosto de 1957) é um ex-futebolista chileno.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Foi um dos três jogadores veteranos convocados pelo técnico da seleção chilena Luis Ibarra, em um processo de renovação iniciado em 1986.[1] Suas boas atuações pelo Colo Colo contra o São Paulo, na Libertadores de 1987, e pela seleção chilena, durante a Copa América do mesmo ano, levaram o Tricolor a contratá-lo, para disputar a vaga de titular com Gilmar.[2]

Ficou mundialmente conhecido após o episódio da Rosemary "fogueteira do Maracanã", quando fingiu ter sido atingido por um sinalizador num jogo entre Brasil e Chile. Rojas temia que seu time fosse desclassificado pelo Brasil nas Eliminatórias para a Copa do Mundo de 1990; então, junto com o zagueiro e vice-capitão da equipe Fernando Astengo, bolou um plano para tentar impedir isso, que consistia em pedir o cancelamento da partida por falta de segurança. Rojas entraria em campo com uma lâmina de barbear escondida na luva e, em determinado momento, cortaria o próprio rosto, fingindo que uma pedra o haveria atingido. O sinalizador, portanto, foi apenas uma coincidência.[3] No entanto, com a farsa descoberta, Rojas acabou banido da prática do futebol.

Em 1993, com o mesmo peso da época de jogador, Rojas tornou-se goleiro da seleção chilena de Beach Soccer. Na época, a modalidade não era credenciada pela FIFA, logo a suspensão não tinha efeito. Devido às suas atuações, conquistou uma medalha de prata na Copa Latina de Beach Soccer de 1994 e duas medalhas de bronze na Copa América de Beach Soccer e no Mundial de Beach Soccer, em 1995. Em 1996, Rojas aposentou-se da modalidade.

Em 2001, em atendimento ao pedido de perdão, o banimento de Rojas foi retirado pela FIFA. Então, passou a trabalhar em cargos técnicos no futebol, inicialmente como treinador de goleiros.

Assumiu o cargo de técnico no São Paulo, após a queda de Oswaldo de Oliveira, em 2003. Inicialmente como interino, colocou a defesa, um grande problema do time até ali, em ordem, e acabou sendo efetivado.[2] Fez boa campanha no Campeonato Brasileiro, garantindo uma vaga na Copa Libertadores do ano seguinte, dez anos após sua última participação. Entretanto, acabou substituído por Cuca antes do início da temporada — ele levaria o São Paulo até as semifinais, sendo eliminado pelo Once Caldas.

Em 2007, foi técnico do Comercial[4] de Ribeirão Preto e, depois, foi para o Sport, onde voltou a ser preparador de goleiros.

Em 2013, o ex-treinador passaou por um drama pessoal: acometido pela hepatite C, Rojas, que tinha apenas 20% do fígado em funcionamento, estava à espera de um novo órgão.[5]

Títulos[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. (26 de abril de 1986) "O Brasil ainda tem boa cotação entre ingleses". Folha de S. Paulo (20 842): 26. São Paulo: Empresa Folha da Manhã S/A. ISSN 14145723. Visitado em 6/2/2016.
  2. a b Alexandre da Costa (2005). Almanaque do São Paulo Placar Abril [S.l.] p. 437. 
  3. Depoimento de Rojas para Manoel Coelho e Sérgio Xavier Filho. Rojas por baixo do pano. Revista Placar, ed. Abril, nº 1108, out. 1995.
  4. http://terceirotempo.bol.uol.com.br/que-fim-levou/roberto-rojas-3589
  5. [http://br.esporteinterativo.yahoo.com/noticias/spt--ex-t%C3%A9cnico-do-s%C3%A3o-paulo-aguarda-por-transplante-para-sobreviver-204318600.html Ex-técnico do São Paulo aguarda transplante para sobreviver]
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