Jorge Jesus

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Jorge Jesus
ComIH
Jorge Jesus ComIH
Jorge Jesus em 2020.
Informações pessoais
Nome completo Jorge Fernando Pinheiro de Jesus
Data de nasc. 24 de julho de 1954 (66 anos)
Local de nasc. Amadora, Portugal
Nacionalidade português
Altura 1,78 m
Apelido Mister, JJ , O Messias[1]
Informações profissionais
Período em atividade Como jogador: 1972–1988 (17 anos)
Como técnico: 1989–presente (30 anos)
Equipa atual Benfica[2]
Posição Ex-meia
Função Técnico
Clubes de juventude
1970–1971
1971–1973
Estrela da Amadora
Sporting
Clubes profissionais
Anos Clubes Jogos (golos)
1973–1976
1973–1974
1974–1975
1976–1977
1977–1978
1978–1979
1979–1980
1980–1983
1983–1985
1985–1987
1987–1988
1988–1989
Sporting
Peniche (emp.)
Olhanense (emp.)
Belenenses
Riopele
Juv. Évora
União Leiria
Vitória de Setúbal
Farense
Estrela da Amadora
Benfica e Castelo Branco
Almancilense
0000 0000(0)
0029 0000(5)
0012 0000(1)
0014 0000(0)
0032 0000(4)
0000 0000(0)
0022 0000(1)
0037 0000(4)
0024 0000(0)
0000 0000(0)
0000 0000(0)
0000 0000(0)
Times/Equipas que treinou
1990–1993
1993–1996
1997–1998
1998
1998–2000
2000–2002
2002–2003
2003–2004
2005
2005–2006
2006–2008
2008–2009
2009–2015
2015–2018
2018–2019
2019–2020
2020–
Amora
Felgueiras
Felgueiras
União Madeira
Estrela da Amadora
Vitória de Setúbal
Estrela da Amadora
Vitória de Guimarães
Moreirense
União Leiria
Belenenses
Braga
Benfica
Sporting
Al-Hilal
Flamengo
Benfica

Jorge Fernando Pinheiro de Jesus ComIH, mais conhecido como Jorge Jesus (Amadora, 24 de julho de 1954), é um técnico e ex-futebolista português. Atualmente comanda o Benfica.[2]

Começou a sua carreira em 1973 como futebolista no Sporting, atuando depois noutros doze clubes ao longo de dezassete anos, incluindo nove temporadas na Primeira Liga.

Estreou-se como treinador em 1990 com o Amora Futebol Clube, levando o clube à Segunda Liga, conseguindo a subida de divisão na temporada 1991–92 e chegou ao primeiro escalão do futebol português com o Felgueiras na temporada 1995–96. Depois de não conseguir manter o clube de Felgueiras na primeira divisão e uma curta passagem no União da Madeira, teve duas passagens pelo Estrela da Amadora, orientando pelo meio o Vitória de Setúbal. Jesus treinou outros clubes da Primeira Liga como o Vitória de Guimarães, o Moreirense e o União Leiria. Entre 2006 e 2008 foi técnico do Belenenses, levando o clube do Restelo à final da Taça de Portugal na sua primeira temporada. Na temporada 2008–09 treinou o Braga, vencendo até agora o único título internacional do clube minhoto, a Taça Intertoto.

De 2009 a 2015 foi treinador do Benfica, ganhando dez títulos (recorde do clube) e alcançando duas finais da Liga Europa.

Em junho de 2019 foi contratado como treinador do clube brasileiro Flamengo, conquistando os títulos da Copa Libertadores da América e do Campeonato Brasileiro daquele ano. Com a conquista do título continental, tornou-se o segundo técnico europeu campeão da competição, sendo o primeiro português. É também o primeiro técnico estrangeiro a receber o Prêmio Bola de Prata da Placar/ESPN.[3]

Em julho de 2020 regressou ao Benfica, sendo apresentado a 3 de agosto de 2020.

Carreira como jogador[editar | editar código-fonte]

Jorge Jesus foi um jogador de futebol, filho de Virgolino António de Jesus, que jogou no Sporting entre 1973 e 1976, período em que realizou 12 jogos, nos quais marcou cinco gols. Jorge Jesus representou, entre outros emblemas, o Belenenses e o Sporting.

Jogou no Juventude Évora na temporada 1978–79, na equipe treinada por Fernando Peres que acabou em segundo lugar da Segunda Divisão.

Jorge Jesus retirou-se em 1989, com 35 anos, depois de passagens na Segunda (no Estrela da Amadora) e na Terceira divisão.[4]

Carreira como técnico[editar | editar código-fonte]

Primeiros anos[editar | editar código-fonte]

O primeiro clube que treinou foi o Amora, tendo-se sagrado campeão nacional da 3ª Divisão. Seguidamente, orientou o Felgueiras que subiu desde a 2ª Divisão B até à primeira liga do futebol português (primeira participação deste clube no principal campeonato). Os seus serviços foram recrutados sucessivamente por Estrela da Amadora, Vitória de Setúbal e Vitória de Guimarães (todos no escalão principal).

No entanto, Jorge Jesus teve também alguns momentos menos felizes, como as descidas de divisão com o Felgueiras (1995–96), o clube que tinha subido, e com o Moreirense (2004-2005).

Orientou a equipa principal do Clube de Futebol "Os Belenenses", tendo conseguido, na temporada de 2006–07, o 5º lugar na Liga, a presença na final da Taça de Portugal e a qualificação para a Taça UEFA. Na temporada seguinte voltou a repetir os bons resultados, tendo caído nas competições europeias aos pés do poderoso Fußball-Club Bayern München numa exibição muito elogiada pela imprensa. Fruto do Caso Meyong, a equipa sofreu uma penalização de 6 pontos e terminou a temporada no 8º lugar da Liga.

No dia 20 de maio de 2008 foi oficialmente contratado pelo Braga como treinador para a temporada 2008/2009, levando, nesta temporada, a equipe até as oitavas-de-final da Liga Europa, ganhando inclusivamente a última edição da Taça Intertoto da UEFA. Ficou no 5º lugar da Liga.

Benfica[editar | editar código-fonte]

2009–10[editar | editar código-fonte]

Jorge Jesus no comando do Benfica.

No final da temporada 2008–2009, após várias especulações, foi anunciado um princípio de acordo entre o Benfica e o Braga para a contratação do treinador por 700 mil euros em compensação.[5] O acordo foi confirmado e Jorge Jesus substituiu Quique Flores no comando do Sport Lisboa e Benfica, sendo contratado por um período de dois anos, mais um de opção.[6] Durante a apresentação oficial como treinador do Benfica, mostrou-se bastante confiante no seu trabalho ao dizer que chegava ao clube com a certeza de que iria ser campeão.

No seu primeiro ano, levou o Benfica ao Campeonato Nacional a 9 de maio de 2010, dando assim ao clube lisboeta o seu 32º título na mais importante prova do futebol português, derrotando o Rio Ave em casa por 2 a 1 (apenas com duas derrotas na liga e 78 gols marcados), também chegando aos quartas-de-final da Liga Europa, perdendo para o Liverpool num resultado agregado de 5 a 3.

Jorge Jesus como treinador do Benfica.

No dia 5 de outubro de 2009, Jorge Jesus alcançou a vitória 100 no Campeonato Português, com um 3 a 1 contra o Paços de Ferreira. No mês seguinte, teve o seu primeiro Derby de Lisboa, que terminou com um empate fora 0 a 0. No final daquela temporada vitoriosa, que também trouxe a Taça da Liga (conseguindo a primeira dobradinha da Primeira Liga e da Taça da Liga do futebol português), o treinador foi recompensado com uma extensão de contrato, sendo prolongado até 2013.[7]

2010–11[editar | editar código-fonte]

Em 2011, o treinador alcançou a primeira vitória do Benfica na Alemanha, após um 2 a 0 contra o Stuttgart. Esta vitória permitiu a Jesus bater o recorde de Jimmy Hogan em 1972–73, com 16 vitórias consecutivas.[8] No entanto, esta temporada foi de menos sucesso do que a anterior, o clube conquistou a segunda Taça da Liga consecutiva e realizou um bom trajeto na Liga Europa, chegando até às meias-finais.

2011–12[editar | editar código-fonte]

No dia 7 de dezembro de 2011, na última rodada da fase de grupos da Liga dos Campeões, num jogo disputado no Estádio da Luz contra o Oţelul Galaţi, tornou-se o treinador benfiquista com mais vitórias nas competições da UEFA, batendo a marca de 20 vitórias de Sven-Göran Eriksson.[9]

No dia 12 de janeiro de 2012, levou o Benfica ao 8º lugar do ranking dos melhores clubes do mundo na temporada 2011–12, segundo a IFFHS, tornando-se a melhor equipe portuguesa nesse período.

No dia 11 de fevereiro de 2012, após o triunfo por 4 a 1 sobre o Nacional da Madeira pelo Campeonato Português, conquistou a centésima vitória no comando dos encarnados em competições oficiais.[10]

Terminou a temporada 2011–2012 com a terceira vitória consecutiva na Taça da Liga, o segundo lugar no campeonato nacional e os quartas-de-final da Liga dos Campeões, tendo sido eliminado pelo Chelsea, que viria a sagrar-se campeão europeu.

2012–13[editar | editar código-fonte]

No dia 10 de dezembro de 2012, após vitória do Benfica por 3 a 1 na casa do rival Sporting, Jorge Jesus tornou-se no treinador português com mais vitórias no Derby da Capital, ao vencer sete jogos em nove, ultrapassando Toni (seis em dez).

No dia 2 de maio de 2013, Jorge Jesus chegou à nona final europeia do Benfica (recorde nacional) reafirmando o prestígio do clube na Europa.[11] Ao vencer por 3 a 1 o Fenerbahçe, o Benfica apurou-se para a final da Liga Europa de 2012–13, algo festejado dado que o clube não atingia uma final europeia desde a Taça dos Clubes Campeões Europeus de 1989–90.[12] Na final, entretanto, perderam de 2 a 1 para o Chelsea, com um gol de Branislav Ivanović aos 48 minutos do segundo tempo, acabando, assim, como vice-campeão.[13]

2013–14[editar | editar código-fonte]

Após a temporada anterior, a primeira rodada desta nova temporada começou com uma derrota contra o Marítimo (2 a 1). A partir daí, o Benfica não voltou a perder no Campeonato por 28 jogos, conseguindo a maior sequência de vitórias (11).

No dia 11 de fevereiro de 2014, Jorge Jesus conseguiu a sua décima vitória (2 a 0) contra o Sporting, que empatou dois e ganhou um.

No dia 20 de abril de 2014, Jesus conquistou o segundo campeonato português da sua carreira e o 33º título de campeão nacional do Benfica, estabelecendo um novo recorde nacional.

No dia 7 de maio de 2014, Jesus venceu a sua quarta Taça da Liga (a quinta do Benfica), por 2 a 0, contra o Rio Ave (conseguindo a segunda e única juntamente com a primeira dobradinha da Primeira Liga e da Taça da Liga do futebol português), outro recorde nacional. No dia 14 de maio, disputou a final da Liga Europa contra o Sevilla (após eliminar a Juventus em Turim) e, após perder nos pênaltis, terminou, pela segunda vez consecutiva, como vice-campeão.

No dia 18 de maio de 2014, Jorge Jesus fez a décima dobradinha do clube (recorde nacional) vencendo a sua primeira Taça de Portugal (a 25ª do Benfica) e tornou-se no primeiro treinador português a fazê-lo e no sétimo treinador em termos gerais a conquistar as duas competições, ao vencer o Rio Ave por 1 a 0[14] (conseguindo a primeira e única dobradinha de taça doméstica do futebol português). Assim, a temporada 2013–14 terminou com o primeiro e único triplete doméstico no futebol português, ao ter vencido a Primeira Liga, a Taça de Portugal e a Taça da Liga.

2014–15[editar | editar código-fonte]

No dia 10 de agosto de 2014, Jorge Jesus ganhou a sua primeira Supertaça, superando János Biri como o treinador com mais jogos no Benfica (273) e também empatou com Cosme Damião no número de troféus ganhos pelo Benfica (8), ultrapassando o número de troféus ganhos por János Biri e Otto Glória pelo Benfica e tornando-se no segundo treinador em Portugal com o maior número de troféus, à frente de Artur Jorge (9).[15] Tornou-se no único treinador a ganhar todas as 4 competições portuguesas (ainda por cima num ano).[16] Continuou a quebrar recordes, tornando-se no treinador com mais vitórias (195) no dia 27 de setembro de 2014, numa vitória contra o Estoril.[17]

No dia 18 de janeiro de 2015, Jorge Jesus alcançou o tricentésimo jogo no Benfica, com a maior percentagem de vitórias desde Jimmy Hogan no início da década de 70 do século passado.[18]

Sporting[editar | editar código-fonte]

O Sporting terminou a liga com a maior pontuação da sua história e ganhou cinco clássicos, terminando como vice-campeão português. Conquistou a Supertaça 2015.

Em junho de 2018 saiu do clube leonino, depois de ambas as partes terem chegado a um acordo.[19]

Flamengo[editar | editar código-fonte]

2019[editar | editar código-fonte]

No início de junho, o presidente do Flamengo, Rodolfo Landim confirmou a contratação de Jesus, com duração de um ano.[20]

Em outubro, nas semi-finais da Copa Libertadores contra o Grêmio, Jorge Jesus deu uma "aula de tática" no técnico gremista, Renato Gaúcho, nas duas partidas, onde o placar agregado ficou 6 a 1 para o Flamengo.[21][22] Assim, levou o clube da Gávea a final da competição depois de 38 anos.[23]

Na estreia da final única da Libertadores, Jorge Jesus sagrou-se campeão pelo rubro-negro carioca com o placar de 2 a 1 de virada nos últimos minutos em cima do River Plate, da Argentina. Foi o segundo título internacional em sua carreira[24], sendo o primeiro esportista português a conquistar uma Copa Libertadores da América e o segundo europeu a conquistar essa competição como treinador. Em 1991, o título da Libertadores daquele ano foi conquistado pelo clube chileno Colo-Colo, então treinado pelo técnico croata Mirko Jozić.[25]

Apenas um dia após conquistar o troféu da Libertadores, Jorge Jesus entrou para a história do Flamengo ao conquistar o Campeonato Brasileiro de 2019, após a derrota do Palmeiras para o Grêmio por 2 a 1. Foi a primeira vez desde 1963, com o Santos de Pelé, que um clube brasileiro conquistou o campeonato nacional e a Libertadores no mesmo ano.[26] Com a conquista do Brasileirão, o treinador conseguiu seu terceiro título fora de Portugal, já que em agosto de 2018 havia conquistado a Supertaça da Arábia Saudita, quando era técnico do clube saudita Al-Hilal.[27] No dia 25 de novembro de 2019, foi agraciado com o título de cidadão honorário do Rio de Janeiro pela Câmara de Vereadores da cidade.[28]

2020[editar | editar código-fonte]

Jorge Jesus pelo Flamengo em 2020.

No dia 16 de fevereiro, ganhou seu terceiro titulo pelo rubro-negro: a Supercopa do Brasil, disputada pelo campeão do Campeonato Brasileiro de 2019 (o próprio Flamengo) e o campeão da Copa do Brasil (Athletico-PR). Em jogo único realizado no Estádio Mané Garrincha, o Flamengo venceu por 3 a 0.[29]

Alguns dias depois ganharia seu quarto título (O segundo de âmbito internacional) ao vencer o Independiente del Valle por um somatório de 5 a 2 (2 a 2 na ida e 3 a 0 na volta) pela Recopa Sul-Americana que colocava frente a frente os atuais campeões da Copa Libertadores da América e o da Sul-Americana.[30]

No dia 5 de junho, teve o seu contrato renovado até junho de 2021.[31] Já no dia 15 de julho, após vencer o Fluminense (2 a 1 na ida e 1 a 0 na volta), ganhou seu quinto título, o Campeonato Carioca. Ambos os jogos foram no Maracanã, mas com o Flamengo sendo mandante na última partida.

Rescindiu seu contrato com o Flamengo no dia 17 de julho, rumo ao Benfica. Despediu-se do rubro-negro com a incrível marca de cinco títulos e apenas quatro derrotas em pouco mais de um ano de trabalho, tornando-se assim um dos maiores treinadores da história do Flamengo.[32]

Regresso ao Benfica[editar | editar código-fonte]

Em julho de 2020 foi anunciado o seu regresso.[33] Foi apresentado no dia 3 de agosto, tendo assinado um contrato de duas épocas. Na cerimonia de apresentação mostrou-se, tal como em 2009, bastante confiante que vai fazer voltar o clube aos títulos e ao bom futebol.[34]

Sua reestreia oficial pelo Benfica se deu no dia 15 de setembro, frente ao PAOK, da Grécia, pela pré-fase de grupo da Liga dos Campeões, a equipe do técnico português viria a ser derrotada por 2 a 1 e ser desclassificada da competição.[35]

Nos primeiros onze jogos ao comando do SL Benfica, a equipa comandada por Jorge Jesus sofreu 16 golos, sendo que 9 deles foram na Liga Portugal. Constitui o pior arranque do clube lisboeta, em termos defensivos, desde 2001.[36]

Vida pessoal[editar | editar código-fonte]

Jesus é filho do também jogador de futebol já falecido, Virgolino Antonio de Jesus e Maria Elisia,[37] além de ser tio do jogador Bruno Sales.[38] É casado com Ivone de Jesus e possui três filhos, Jorge Gonçalo, Tânia e Mauro Jesus, este último com sua atual esposa. Jorge Jesus possui ascendência brasileira por parte de sua avó materna, que nasceu em Pernambuco.[39] Em novembro de 2019, visitou o Instituto Nacional de Câncer (INCA) e declarou que doará o dinheiro arrecadado com a venda de sua biografia, o livro "Mister Jesus, Quebrando Paradigmas no Futebol", do escritor Rui Pedro Braz (da editora AllBook) para a instituição.[40]

Características como técnico[editar | editar código-fonte]

Estilo de jogo[editar | editar código-fonte]

Não há um bom treinador sem bons jogadores, e não há uma boa equipe sem um bom treinador. (...) O treinador é como o jogador: nasce, desenvolve e potencializa. A minha escola, a minha faculdade foi a prática, o treino, foi o jogador. Aí é onde você se cria treinador. Mas nem todos conseguem ser treinadores. Para isso é preciso ter criatividade, como existe em outras atividades. Aqueles que copiam muito dos outros nunca vão ser treinadores top. Temos que estar ligados em tudo o que se passa, mas você tem que ser um criador. Não tenho medo nenhum de assumir que eu e minha equipe técnica criamos uma metodologia de treinos e a desenvolvemos”.[41]
Jorge Jesus

Técnico disciplinador e linha dura,[42] Jorge Jesus gosta que suas equipes atuem com uma posse de bola agressiva (seus times circulam rápido a bola, com muitos jogadores à frente da linha da bola), e com uma defesa sincronizada e sempre alta, quase na linha do meio de campo.[43][44] Ele gosta também do chamado "perde-pressiona": Perdeu a bola? Avança rápido, mata a jogada e não deixa o jogador adversário escapar.

Seu esquema de jogo preferido é o 4-1-3-2.[45][46] A ideia é sair para o ataque através de passes curtos, trazendo o volante para fazer a saída de bola entre os zagueiros, projetando os laterais num primeiro momento, e utilizando os cinco jogadores mais ofensivos em constantes movimentos de apoio ao companheiro com a bola, ou atacando espaços em profundidade.[47]

Rei do Blefe[editar | editar código-fonte]

Se pensarmos em cartas, o jogador pode fazer um blefe nas cartas.
Jorge Jesus, em 2015, após uma partida em que divulgou a imprensa que o meia Bryan Ruiz e o atacante Islam Slimani não tinham condições de jogo, e escalar ambos como titulares, numa partida da Taça de Portugal daquele ano.

Jorge Jesus costuma blefar sobre a escalação de atletas para enganar os rivais. Quando comandava o Benfica, ele informava para a imprensa que alguns jogadores estavam vetados ou que teriam poucas chances de atuar. Conforme o jornalista Rui Miguel Gomes, do site "O Jogo", em 37 clássicos disputados pelo Benfica, ele não cumpriu o que falava em 22, surpreendendo a todos.[48] No Flamengo, ele usou deste mesmo expediente no jogo entre Flamengo e Internacional, pela Libertadores, ao não relacionar Gabigol para o jogo no dia anterior, mas escalá-lo como titular na partida.[49]

Por conta de episódios como esse, ele ficou conhecido em Portugal como "Pôquer Face".[50]

Títulos[editar | editar código-fonte]

Fonte: oGol[51][52]

Braga
Benfica
Sporting
Al-Hilal
  • Supercopa da Arábia Saudita: 2018[27]
Flamengo

Prémios individuais[editar | editar código-fonte]

Condecorações e honrarias[editar | editar código-fonte]

Estatísticas[editar | editar código-fonte]

Atualizadas até 30 de novembro de 2020.
Equipa País De A Jogos
J V E D Vitórias % GM GS +/-
Felgueiras Portugal 1 de novembro de 1993 12 de maio de 1996 98 38 28 32 38.78 119 107 +12
Felgueiras 23 de fevereiro de 1997 11 Janeiro de 1998 34 17 6 11 50 43 34 +9
União da Madeira 11 de abril de 1998 17 de maio de 1998 6 2 2 2 33.33 8 7 +1
Estrela da Amadora 1 de julho de 1998 14 de maio de 2000 73 23 28 22 31.51 79 79 0
Vitória de Setúbal 4 de outubro de 2000 22 de janeiro de 2002 30 18 5 7 60 58 40 +18
Estrela da Amadora 2 de fevereiro de 2002 4 de março de 2003 41 21 9 11 51.22 50 41 +9
Vitória de Guimarães 10 de dezembro de 2003 10 de maio de 2004 22 7 6 9 31.82 17 22 -5
Moreirense 5 de abril de 2005 24 de maio de 2005 7 2 3 2 28.57 9 7 +2
União Leiria 26 de setembro de 2005 11 de maio de 2006 30 13 6 11 43.33 43 34 +9
Belenenses 12 de maio de 2006 19 de maio de 2008 75 33 15 27 44 94 78 +16
Braga 20 de maio de 2008 16 de junho de 2009 53 27 14 12 50.94 77 35 +42
Benfica 17 de junho de 2009 5 de junho de 2015 321 225 51 45 70.09 674 249 +425
Sporting 5 de junho de 2015 Junho de 2018 103 70 13 20 67.96 212 96 +116
Al-Hilal Arábia Saudita 5 de junho de 2018 31 de janeiro de 2019 20 16 3 1 80 44 17 +27
Flamengo Brasil 1 de junho de 2019 17 de julho de 2020 58 44 10 4 81,6 129 47 +82
Benfica Portugal 3 de agosto de 2020 presente 14 9 2 3 64.29 33 19 +14
Total 986 555 205 226 56.29 1678 923 +755

Desempenho como técnico em Portugal[editar | editar código-fonte]

Temporada 2006–07 2007–08 2008–09 2009–10 2010–11 2011–12 2012–13 2013–14 2014–15 2015–16 2016–17 2017–18
Clube Belenenses Braga Benfica Sporting
Competições
Liga
Taça F 4ªE 4ªE 4ªE 1/2 1/8 F V 1/8 1/8 1/4 F
Taça da Liga 3ªE 1ªFG V V V 1/2 V V FG FG V
Supertaça - - - - F - - - V V - -
Liga dos Campeões - - - - FG 1/4 FG FG FG RQ FG FG
Liga Europa - 1ªF 1/8 1/4 1/2 - F F - 1/16 - 1/4

Referências

  1. «Aula do português: didático, "Mister" Jesus implementa treino de sala no Flamengo». GloboEsporte.com. 25 de junho de 2019. Consultado em 16 de agosto de 2020 
  2. a b André Hernan, Felipe Schmidt, Fred Huber e Ivan Raupp (17 de julho de 2020). «Jorge Jesus chega a acordo com o Benfica e irá comunicar saída ao Flamengo». GloboEsporte.com 
  3. espn.com.br/ Bola de Prata: Jorge Jesus transforma Flamengo (e o Brasil) e é 1º técnico estrangeiro premiado
  4. «Jorge Jesus». Zerozero. Consultado em 4 de Novembro de 2011 
  5. «COMUNICADO - Princípio de acordo entre Benfica e Braga» (PDF). SLBenfica.pt e CMVM.pt. 15 de Junho de 2009 
  6. «COMUNICADO - Contratação do treinador Jorge Jesus pelo Benfica» (PDF). SLBenfica.pt e CMVM.pt. 16 de Junho de 2009 
  7. «Jorge Jesus signs new Benfica deal» (em inglês). UEFA. 14 de Maio de 2010 
  8. «Benfica estabelece recorde de vitórias consecutivas». Jornal Record. 24 de Fevereiro de 2011. Arquivado do original em 17 de janeiro de 2013 
  9. MaisFutebol (7 de Dezembro de 2011). «Jesus bate recorde de Eriksson». Maisfutebol.iol.pt. Consultado em 8 de Dezembro de 2011 
  10. «Jorge Jesus conseguiu 100ª vitória ao comando das "águias"». SIC Notícias. 11 de Fevereiro de 2012. Consultado em 11 de Fevereiro de 2012. Arquivado do original em 13 de fevereiro de 2012 
  11. «A primeira final europeia de Jorge Jesus será a nona para o Benfica». Público. 2 de Maio de 2013. Consultado em 24 Março de 2014 
  12. Nunes, João Miguel (3 de Maio de 2013). «Benfica festeja a ida à final da Liga Europa». RTP Notícias. Consultado em 25 de setembro de 2013 
  13. «Heroico, Chelsea supera Benfica no fim e volta a ser campeão europeu». GloboEsporte.com. 15 de maio de 2013. Consultado em 24 de julho de 2019 
  14. «Benfica faz a "dobradinha" no Jamor 27 anos depois». Diário de Noticias. 18 de maio de 2014. Consultado em 8 de outubro de 2014 
  15. «Os recordes que Jesus tem para bater». Maisfutebol.com. 28 de maio de 2014. Consultado em 8 de outubro de 2014 
  16. «Benfica seal Super Cup win on penalties». UEFA.com. 11 de agosto de 2014 
  17. «Jorge Jesus já é o mais vitorioso da história». Record.pt. 8 de outubro de 2014. Consultado em 8 de outubro de 2014 
  18. «Jorge Jesus é o melhor na Luz do pós-1974». Consultado em 21 de janeiro de 2015 
  19. «Jesus sai do Sporting por mútuo acordo» 
  20. Raphael de Angeli (1 de junho de 2019). «Rodolfo Landim fecha acordo, e Jorge Jesus é o novo técnico do Flamengo». Globoesporte. Consultado em 21 de junho de 2019 
  21. Renato Maurício Prado (3 de outubro de 2019). «Jesus batiza Renato na Arena». UOL. Consultado em 21 de julho de 2020 
  22. «Portugueses enaltecem Jesus após "2º tempo de sonho" do Fla». Terra. 24 de outubro de 2019. Consultado em 21 de julho de 2020 
  23. Saboya, Davi (23 de outubro de 2019). «Flamengo massacra Grêmio e chega à final da Libertadores após 38 anos.». Blog do Torcedor - UOL. Consultado em 25 de outubro de 2019 
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