Pandemia de COVID-19 em Portugal

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Ver artigo principal: Pandemia de COVID-19 na Europa
Pandemia de COVID-19 em Portugal
Mapa dos municípios com casos de COVID-19 (em 26 de outubro de 2020)
    municípios com mais de 3000 casos reportados pela D.G.S.[1]
    municípios com 300 a 2999 casos reportados pela D.G.S.[1]
    municípios com 30 a 299 casos reportados pela D.G.S.[1]
    municípios com 3 a 29 casos reportados pela D.G.S.[1]
    municípios com casos reportados na imprensa, sem confirmação pela D.G.S.[1][2]
Doença COVID-19
Vírus SARS-CoV-2
Origem Wuhan, Hubei, China
Local Portugal
Período 2 de março de 2020
(1 ano, 1 mês e 11 dias)
Início 2 de março de 2020
Estatísticas globais
Casos confirmados 827 765
Mortes 16 918
Casos que recuperaram 785 063
Página Governamental (em português)
Atualizado em 13h35min, segunda-feira, 12 de abril de 2021 (UTC)

A pandemia de COVID-19 espalhou-se oficialmente a Portugal em 2 de março de 2020 quando foi reportado que dois homens, um médico de 60 anos que esteve de férias no norte de Itália e um homem de 33 anos que esteve em Espanha em trabalho, testaram positivo a SARS-CoV-2.[3][4]

Até o dia 12 de abril de 2021, houve 827 765 casos confirmados, com um total de 16 918 mortes e 785 063 já recuperados.[5] Atualmente, 479 pessoas encontram-se internadas, sendo que 119 estão em unidades de cuidado intensivo.[5] Entretanto, especialistas advertem que o número atual de infeções é provavelmente muito maior que o número de casos confirmados, uma vez que testes são limitados a um número específico de pessoas com sintomas e porque muitas pessoas com sintomas leves ou até mesmo assintomáticas não procuram assistência médica, ainda que estejam ativamente a transmitir o vírus.[6][7][8]

Plano de fundo[editar | editar código-fonte]

No dia 12 de janeiro de 2020, a Organização Mundial da Saúde confirmou um novo coronavírus como agente etiológico de um surto de pneumonias atípicas de causa desconhecida na cidade de Wuhan, província de Hubei, China, o qual foi reportado à OMS no dia 31 de dezembro de 2019.[9][10]

Cronologia[editar | editar código-fonte]

Fevereiro de 2020[editar | editar código-fonte]

4 de fevereiro de 2020
Farmácia em Lisboa, em fevereiro de 2020, com cartaz bilingue (inglês e chinês): "Temos máscaras."
Cartaz trilingue (português, inglês, e chinês) de aviso sobre o surto, afixado num Centro de Saúde de Lisboa, em fevereiro de 2020

Surgiram dois casos suspeitos, ambos portugueses, um de 40 anos e outro de 44 anos. O português de 40 anos já estava sob vigilância das autoridades de saúde, tendo estado com um grupo de alemães que integraram uma formação com um doente da China. O de 44 anos é residente na grande Lisboa, tendo sido validados dois critérios do vírus por dois médicos ("um médico da Linha de Apoio ao Médico da DGS e um médico do Hospital Curry Cabral").[11][12]

14 de fevereiro de 2020

Portugal reportou mais um caso suspeito. Tratava-se de uma criança de idade não confirmada que havia regressado da China.[13] Todos os seis anteriores casos suspeitos deram negativo após testes PCR.[13]

Março de 2020[editar | editar código-fonte]

2 de março de 2020

Portugal confirmou os seus dois primeiros casos. Um dos doentes é um homem de 60 anos que esteve de férias em Itália, o outro tem 33 anos e esteve em Valência.[14]

3 de março de 2020

O Primeiro-Ministro António Costa visitou os doentes em quarentena no Centro Hospitalar Universitário de São João (Porto).[15]

Foi dado início a um inquérito no seguimento do furto de máscaras de proteção do Hospital de Santa Luzia, em Elvas.[16]

6 de março de 2020

Segundo dados da Associação Nacional de Farmácias (ANF), a procura por máscaras e desinfetantes aumentou 353,4% e 136,9%, respetivamente no mês de fevereiro. Comparativamente com o igual período do ano passado, as máscaras registaram “um aumento exponencial” de 1.829%.[17]

O número de casos suspeitos em Portugal subiu para 181, enquanto que o número de pessoas em vigilância aumentou para 354 casos.[18]

O Governo convocou uma reunião extraordinária da concertação social, com as confederações sindicais e patronais, para dia 13 de março às 10h00. O único ponto de ordem era “medidas relativamente à COVID-19”.[19]

8 de março de 2020

O número de casos de COVID-19 era de 29: 17 internados no hospital de São João, 6 no Santo António e 6 no Curry Cabral, em Lisboa.[20]

O ministério da Justiça decidiu suspender as visitas aos estabelecimentos prisionais de todo o país aos fins de semana. Com o intuito de impedir a propagação da COVID-19, os reclusos poderão apenas receber duas visitas por dia e apenas durante dias úteis.[21]

A Escola E.B 2,3 de Idães (mun. Felgueiras), o ICBAS, a Faculdade de Farmácia da Universidade do Porto, e o edifício do curso de História da Universidade do Minho foram encerrados devido ao surto de COVID-19.[22] O Presidente da República inicia uma quinzena em isolamento profilático, tendo suspendido toda a agenda oficial que estava programada depois de estar em contacto com uma turma da referida escola de Idães.[23]

9 de março de 2020

Regista-se um segundo caso na Região Centro; o número de novos casos (9) é idêntico ao do dia anterior, parecendo estabilizar.[24][25]

10 de março de 2020

O número de novos casos desce momentaneamente para 2 (haviam sido 9 nos dois dias anteriores); o relatório da D.G.S. inclui pela primeira vez o número de casos que aguardam resultado laboratorial (83) e dos contactados em vigilância pelas Autoridades de Saúde (667).[26][27]

11 de março de 2020
15 de Março
26 de Março
9 de Junho
18 de Outubro
26 de Janeiro
Mostrador do microsite da DGS que agrega a informação corrente, lançado a 11 de Março.

O número de novos casos dispara para 18, o dobro do aparente platô dos dias anteriores, e o número dos contactados em vigilância pelas Autoridades de Saúde quintuplica para 3066.[28][29]

12 de março de 2020
Sala de isolamento COVID-19 na Universidade da Madeira (em 12 de março).

Nova aparente estabilização do número de novos casos, agora 19: o total de infetados em Portugal passa para 78.[30][31] O Hospital de São João (Porto) regista a primeira alta.[32]

O primeiro-ministro António Costa decretou o fecho de todos os estabelecimentos de ensino públicos e privados a partir de 16 de março até 9 de abril, pelo menos.[33][34]

Em consequência da pandemia de COVID-19, após considerarem inicialmente em 9 de março de 2020 a realização de jogos à porta fechada, a Primeira e Segunda Ligas de futebol decidiram pela suspensão total dos jogos por tempo indeterminado.[35][36]

13 de março de 2020

Existiam 112 pessoas infetadas em Portugal, das quais cinco estavam a ser tratadas em casa.[37][38][39] Existiam dois casos de recuperação completa que já tinham recebido alta, o último dos quais uma aluna da Escola Secundária de Coruche.[40] É declarado o estado de alerta em todo o país.[41]

No mesmo dia, o Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA) sequenciou o genoma dos dois primeiros casos de COVID-19 em Portugal.[42]

Na Região Autónoma da Madeira, onde nenhum caso tinha sido ainda confirmado,[43] o Governo Regional ordenou a cessação de todos os voos entre a região e países onde havia transmissão ativa de COVID-19, com a exceção do território nacional.[44]

14 de março de 2020

Há 169 casos confirmados e 1704 suspeitos de infeção.[45] Em Ovar estão identificados dez casos de infeções de COVID-19, entre eles sete profissionais do centro de saúde de São João de Ovar, que contactaram com centenas de pessoas. O presidente da câmara da autarquia, Salvador Malheiro, encerrou todos os serviços municipais, e apelou ao isolamento social de toda a população do concelho.[46]

A ministra da saúde, Marta Temido, admite que Portugal entrou em fase de crescimento exponencial do número de pessoas contaminadas com COVID-19.[47]

O Governo da Região Autónoma da Madeira, em face da evolução da pandemia no país, decretou a quarentena obrigatória a partir da meia-noite do dia 14 de março, para todos os passageiros que chegarem ao Aeroporto Cristiano Ronaldo, que serve aquela Região Autónoma, sem aguardar pela concordância do governo central. Para o constitucionalista Jorge Reis Novais, a medida é inconstitucional e pode ser ignorada pelos cidadãos nacionais que se dirigirem à região.[48] Em face da demora e relutância do Governo Central português em confirmar esta decisão, o deputado Carlos Rodrigues, da bancada do PSD-Madeira, que governa a Região juntamente com o CDS - Partido Popular, apelou à "desobediência total em relação a Lisboa" por forma a preservar a região, ainda com zero casos, do avanço da pandemia, avançando a qualquer custo com a quarentena para pessoas e tripulantes, lembrando os casos de Espanha e Itália em que a demora na atuação foi fatal. Entretanto, o Ministério da Administração Interna emitiu um comunicado no qual desaconselha fortemente os cidadãos nacionais não residentes a deslocarem-se ao arquipélago, por não ser possível assegurar a sua evacuação para território continental durante o período de quarentena.[49]

A Autoridade Marítima Nacional interditou as praias de todo o país a grupos, proibindo todas as atividades desportivas e de lazer envolvendo mais de cinco pessoas.[50][51]

15 de março de 2020

É divulgado pela DGS um total de 245 casos em Portugal,[52] a maioria dos quais na região de Lisboa e Vale do Tejo.[53] Destes, cinco são residentes no estrangeiro. Dos casos importados, a maioria provém de Espanha (16), seguida de Itália (14) e da França (9). Existem também casos provenientes da Suíça, Alemanha, Áustria, Andorra e Bélgica.[53] 18 dos doentes encontram-se internados nos cuidados intensivos.[54]

Aparece o primeiro caso nos Açores, na ilha Terceira: uma passageira de 29 anos do voo Porto-Terceira da Ryanair, realizado no dia 9 de março, que havia estado em Felgueiras, um dos focos da doença a nível nacional, e em Amsterdão.[55] Surge igualmente o primeiro caso na Guarda, um homem com idade entre os 40 e os 50 anos, residente em Viseu, que regressara recentemente do estrangeiro, tendo estado em Itália, França e Espanha.[56]

Todos os museus, monumentos e palácios nacionais, sob a tutela da Direção-Geral do Património Cultural (DGPC) são encerrados.[57]

O primeiro-ministro, António Costa, anunciou limites à circulação da fronteira com Espanha, limitando-a à circulação de trabalhadores transfronteiriços e mercadorias.[58][59]

16 de março de 2020

Portugal tem 331 casos confirmados de infeção por coronavírus. Três pessoas já recuperaram e o total de casos suspeitos sobe para 2908.[60] Ocorreu também a primeira morte.[61][62][63][64]

17 de março de 2020

O número de casos subiu para 448.[65] O concelho de Ovar é colocado em quarentena obrigatória, após declaração de estado de calamidade.[66]

18 de março de 2020
Carta do Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, ao Presidente da Assembleia da República, Eduardo Ferro Rodrigues, pedindo autorização ao Parlamento, nos termos da Constituição, para a declaração de Estado de Emergência, datada de 19 de Março.

É declarado o estado de emergência em todo o país.[67]

É noticiada a segunda morte: óbito de António Vieira Monteiro, presidente do Banco Santander em Portugal. Tinha regressado de uma viagem a Itália e tinha-se colocado em quarentena[68] Surgem os dois primeiros casos no Alentejo, sendo no país 642 casos.[69][70]

19 de março de 2020

O número de novos casos abranda do pico da véspera, para 143; regista-se o primeiro óbito na região Centro.[71]

20 de março de 2020

Já são 1020 casos de COVID-19 em Portugal, registando-se 6 mortes, sendo 850 pessoas que aguardam pelo resultado das análises laboratoriais. Neste momento, já são 5 recuperados da doença. Do relatório da D.G.S. deixa de constar a contabilização de cadeias de contágio.[72]

21 de março de 2020

Já são 1280 casos positivos de COVID-19 em Portugal, registando-se 12 mortos, sendo 1050 pessoas que aguardam pelo resultado das análises laboratoriais. Mantém-se o número de recuperados: 5. O Alentejo registou o seu 3°caso positivo de COVID-19.[73]

22 de Março de 2020
Porta dianteira, habitáculo do motorista, e validadores isolados em autocarro da C.C.F.L. (Lisboa), medida que duraria até ao final de abril.

Regista-se o primeiro caso nos Açores.[74]

23 de março de 2020

O número de casos recuperados quase triplica, sendo agora de 14 pessoas; o relatório da D.G.S. passa a discriminar este número por região de saúde, não apenas o total nacional. O número de novos casos aumenta dramaticamente na região de saúde L.V.T. atingindo um valor recorde de 203.[75]

24 de março de 2020

Nova subida no número de casos recuperados, para 22; o número de novos casos desce para 302, depois dos 460 da véspera.[76]

Abril de 2020[editar | editar código-fonte]

5 de abril de 2020

Portugal regista 11 278 casos confirmados, 295 mortos e 75 recuperados. Alentejo já regista 82 casos confirmados e mantém-se a única região continental sem vitimas mortais.[77]

15 de abril de 2020

Há um total de 18 091 casos no país, 599 mortes e 383 casos recuperados. Por regiões, o Norte tem 10751 casos, Lisboa e Vale do Tejo 4102, Centro 2629, Algarve 295, Alentejo 155, Açores 100 e Madeira 59. Há 1200 pessoas internadas, das quais 208 em cuidados intensivos. Foram colhidas 208 314 amostras para teste.[78]

Maio de 2020[editar | editar código-fonte]

2 de maio de 2020

Foi feita a transição do estado de emergência, que vigorava no país desde o dia 18 de Março, para o estado de calamidade.[79] Nesta altura, o país contava com 25.190 casos totais confirmados e 1.023 mortes, com uma taxa percentual de aumento de casos de 0,8% comparado com o dia anterior.

Novembro de 2020[editar | editar código-fonte]

20 de novembro de 2020

O Conselho de Ministros aprovou hoje o decreto que regulamenta a declaração do estado de emergência efetuada pelo Presidente da República com a duração de 15 dias, das 00h00 de 24 de novembro às 23h59 de 8 de dezembro.[80]

24 de novembro de 2020

Início do novo estado de emergência declarado no dia 21 de novembro de 2020.

Dezembro de 2020[editar | editar código-fonte]

27 de dezembro de 2020

A primeira vacina distribuída em Portugal foi a da Pfizer. A vacinação iniciou-se em 27 de dezembro.[81] A Direção-Geral da Saúde construiu um portal para informar a população sobre as várias fases da vacinação,[82] a saber:

  • 1.ª fase: Destina-se a pessoas com mais de 50 anos com patologias associadas; residentes e profissionais em lares e unidades de cuidados continuados; profissionais de saúde; profissionais das forças armadas, forças de segurança e serviços críticos. Nesta fase deverão ser vacinadas cerca de 950 mil pessoas.
  • 2.ª fase: Nesta fase serão vacinadas 1,8 milhões de pessoas com mais de 65 anos e cerca de 900 mil com patologias associadas e mais de 50 anos.
  • 3.ª fase: Toda a restante população. Os grupos desta fase serão revistos consoante o ritmo de entrega das vacinas[83]

Janeiro de 2021[editar | editar código-fonte]

21 de janeiro de 2021

A estirpe de origem britânica, de mais fácil contágio e maior velocidade de transmissão que estirpes anteriores, coloca Portugal como um dos dois países com maior fração de novos casos por milhão de habitantes. O governo decreta a suspensão de todas as atividades letivas durante 15 dias, a partir de 22 de janeiro.[84]

Meios e preparação[editar | editar código-fonte]

Portugal dispõe de onze hospitais de referência, nos quais podem ser validados casos suspeitos de infeção pelo novo coronavírus (COVID-19). Numa primeira linha, encontram-se os hospitais: Hospital Curry Cabral e Hospital de Dona Estefânia (para crianças), em Lisboa e o Hospital de São João, no Porto. Numa segunda linha, mediante o surgimento de um maior volume de casos suspeitos, foram ativados:[85] os hospitais de Santa Maria, S. José, Hospital de São Francisco Xavier e o Hospital de Egas Moniz em Lisboa; o Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra; o Hospital de Santo António, no Porto e também o Hospital de Braga e o hospital Sousa Martins na Guarda.[86]

Segundo a Diretora-Geral da Saúde, Graça Freitas, existem dois mil quartos de isolamento nos hospitais do SNS, sendo que segundo a mesma "qualquer zona possa ser transformada numa zona de isolamento".[86]

Em finais de Fevereiro (divulgado a 24), o transporte de doentes suspeitos era realizado por quatro ambulâncias do INEM, distribuídas cada uma pelas cidades de Lisboa, Porto, Coimbra e Faro.[86] O Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) tem vindo a preparar os seus profissionais de saúde (cerca de 700) e todas as suas ambulâncias para o transporte de doentes suspeitos.[87][88]

Actualmente Portugal com o Estado de Emergência declarado colocou já todos os seus hospitais do Serviço Nacional de Saúde e também os hospitais privados aptos a receber doentes de COVID-19.

O Governo declarou que todos os residentes em Portugal têm direito e acesso a receber tratamento e cuidados gratuitos contra a COVID-19 no Serviço Nacional de Saúde, acabando com as taxas moderadoras para aqueles que não estavam isentos destas.

Análises laboratoriais[editar | editar código-fonte]

As amostras biológicas vindas de casos suspeitos só eram, até 24 de fevereiro de 2020, analisadas no Laboratório Nacional de Referência para o Vírus da Gripe (LNRVG), um laboratório de biossegurança de nível 3, localizado no Instituto Nacional de Saúde Ricardo Jorge.[89]

A partir de dia 24 de fevereiro, o Hospital de São João, na cidade do Porto, dispõe igualmente da possibilidade de realização de testes. Prevê-se que surjam mais laboratórios capazes de realizar testes laboratoriais, tais como o Hospital Curry Cabral e unidades nas regiões autónomas da Madeira e Açores.[90]

Actualmente todos os hospitais do país já fazem testes e analises laboratoriais.


Reações[editar | editar código-fonte]

Estado Português[editar | editar código-fonte]

Presidente da República[editar | editar código-fonte]

A 28 de janeiro de 2020, o Presidente da República Marcelo Rebelo de Sousa afirmou que tem estado a acompanhar a situação relacionada com o surto do novo coronavírus tal como o repatriamento dos cidadãos portugueses em Wuhan.[91][92]

A 4 de fevereiro, Marcelo Rebelo de Sousa admitiu que o epidemia do novo coronavírus SARS-CoV-2 na China "afeta a atividade económica de uma economia muito poderosa e, portanto, afeta a atividade económica do mundo, ou pode afetar". Admitiu igualmente a possibilidade de perturbações económicas devido à quebra de produção.[93]

A 18 de Março de 2020, o Presidente da República declarou o "Estado de Emergência" que retira direitos e coloca restrições de circulação a toda a população, encerra todos os comércios excepto supermercados, farmácias, postos de combustível e restaurantes que funcionem em take-away.

Governo[editar | editar código-fonte]

A 26 de janeiro de 2020, o Ministério dos Negócios Estrangeiros, através de um aviso publicado no Portal das Comunidades Portuguesas, desaconselhou "viagens não essenciais" à China. O alerta teve como motivos eventuais riscos de saúde e as limitações existentes na circulação dentro do país. No mesmo aviso surge a recomendação aos residentes portugueses na China para se registarem junto dos respetivos consulados.[94][95]

A 3 de março de 2020, o Primeiro-Ministro António Costa visitou os doentes em quarentena no Centro Hospitalar Universitário de São João (Porto).[15]

A 11 de março de 2020, Portugal suspendeu todos os voos para a Itália por um período de 14 dias, informou a Reguladora de Aviação Civil de Portugal, em comunicado. A medida entrou em vigor no mesmo dia.[96]

A 16 de março de 2020, o Governo decretou o "Estado de Alerta" que obrigou ao encerramento de escolas, bares, discotecas, restaurantes e restringiu a circulação de pessoas.

Internacionais[editar | editar código-fonte]

Casos por concelho de residência, de 26 de Março a 9 de Abril
Casos per capita por concelho de residência, a 26 de outubro

Embaixada Chinesa em Portugal[editar | editar código-fonte]

O embaixador chinês em Portugal, Cai Run, afirmou que "durante o combate à epidemia, a China e Portugal têm mantido coordenação e colaboração estreitas, o que é uma forte prova da amizade genuína entre os dois povos". Agradeceu o apoio dado à China no combate à epidemia por parte de "quase cem personalidades políticas de dezenas de países", destacando em particular o secretário-geral das Nações Unidas António Guterres[97][98]

Outras reações[editar | editar código-fonte]

Graça Freitas[editar | editar código-fonte]

Em janeiro, Graça Freitas (Diretora-Geral da Saúde) considerou "um bocadinho excessivo" a possibilidade de contágio entre humanos, dizendo não existir "grande probabilidade" de o vírus chegar a Portugal. Graça Freitas assegurou que a Direção Geral da Saúde mantinha o acompanhamento da situação e publicaria boletins informativos sempre que relevante.

Francisco George[editar | editar código-fonte]

A 8 de fevereiro, Francisco George (presidente da Cruz Vermelha Portuguesa e anterior Diretor-Geral da Saúde) havia declarado que a epidemia do novo coronavírus «adquiriu uma expressão pandémica» podendo considerar-se uma pandemia.[99]

Francisco George recusou alarmismos de natureza virulógica, afirmando que o que o SARS-CoV-2 se trata de um novo coronavírus e uma nova estirpe. Constatou igualmente que «estamos perante uma epizootia que deu o salto e provocou uma epidemia »(…)« não há qualquer evidência de que os vírus estejam a tornar-se mais resistentes.»[99]

Raquel Guiomar[editar | editar código-fonte]

A responsável pelo Laboratório Nacional de Referência para o Vírus da Gripe e Outros Vírus Respiratórios, Raquel Guiomar, realçou que a partilha de informação da sequência genómica do vírus foi crucial para o seu diagnóstico, tendo sido esta partilha por parte de cientistas "rapidíssima".[100]

Impacto[editar | editar código-fonte]

Economia[editar | editar código-fonte]

A pandemia de COVID-19 teve efeitos consideráveis na economia portuguesa. Em 2020 verificou-se um decréscimo de 7,6% do Produto Interno Bruto (PIB). Como resultado do retraimento do consumo privado, a procura interna expressou-se em um contributo negativo notável, contributo esse incrementado pela baixa procura externa, fruto de uma inaudita diminuição do fluxo turístico (que em 2020 registou uma queda de 75% na procura turística internacional).[101]

Comércio fechado e rua vazia em Lagos, no Algarve, um cenário comum em muitas cidades portuguesas.

Consequentemente, constatou-se a perda de cerca de 100 mil empregos, uma redução de 10% das exportações, uma dívida pública que em Dezembro de 2020 havia chegado aos 270.408 milhões de euros (um aumento de 20,4 mil milhões de euros face ao mês homólogo de 2019) e um endividamento económico nacional que ascendeu aos 368,8% do PIB.[102][103][104] Adicionalmente, verificou-se que a adopção do lay-off simplificado mitigou as consequências da interrupção económica e impediu um panorama de desemprego mais severo, sem o qual o número de desempregados seria substancialmente maior. Até Outubro de 2020, as empresas haviam demitido cerca de 7% dos funcionários, um valor que ascenderia aos 19% sem os apoios do estado. Segundo a UGT, que também admite que, por conta da falta de inscrição de muitas pessoas no IEFP, o número de desempregados é vastamente superior ao anunciado, tal sistema apenas postergou um agravamento do desemprego, assim como um cenário de calamidade social, inevitáveis.[105][106] Um estudo realizado conjuntamente pela Universidade Nova de Lisboa, a Fundação La Caixa e o BPI demonstrou que a classe mais pobre foi a mais afectada pela pandemia, tendo os efeitos incidido especialmente sobre a educação e os rendimentos dos mais desfavorecidos.[107]

Devido às peculiaridades económicas das distintas regiões do país, as consequências da pandemia divergiram em gravidade entre as diversas localidades, destacando-se o Algarve, a Madeira e a Área Metropolitana de Lisboa como as mais atingidas, em grande medida pela grande dependência que têm do turismo.[108][109] Entre os sectores mais afectados encontram-se os do retalho, restauração, vinicultura e hotelaria.[110][111][112][113][114]

Segundo alguns economistas, como consequência do severo confinamento, a economia portuguesa apresentará um quadro de contração económica de 2% em 2021,[115] enquanto outros antevêem um cenário mais positivo, apontando para um crescimento.[116][117] Ainda de acordo com a Comissão Europeia, o Produto Interno Bruto de Portugal deverá cair 2,1% em cadeia no primeiro trimestre do ano, a contração mais acentuada no bloco comunitário.[118]

Ante estes problemas, têm vindo a surgir apelos à agilização do processo de vacinação contra a COVID-19, com vista a antecipar o desconfinamento e a retoma da economia.[119]

Política[editar | editar código-fonte]

António Costa com o seu congénere espanhol, Pedro Sánchez, Marcelo Rebelo de Sousa e o Rei de Espanha, Felipe VI na reabertura das fronteiras em Julho de 2020.

No tocante às sucessivas respostas à pandemia, o governo português foi alvo tanto de elogios quanto de críticas.[120][121][122][123][124][125]

Quando indagado sobre a necessidade do país se endividar como forma de combater a pandemia, o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, reiterou que “Sabe que quando não há outro remédio, tem de ser”, assegurando que, não obstante tal inevitabilidade, os credores confiam na capacidade de gestão orçamental do país. António Costa, por sua vez, contestou os críticos e afirmou que tudo fez para evitar os confinamentos. Declarou ainda que o panorama vindouro pode ser encarado com confiança, elogiou a resiliência das empresas face a uma crise sem precedentes e enalteceu o sucesso da emissão de dívida com juros negativos.[126][127] No entanto, críticas foram lançadas aos apoios do estado, considerados insuficientes, tardios, pouco abrangentes e envoltos em burocracia,[128][129] assim como à gestão geral da pandemia.[130][131] Entre os pareceres negativos encontram-se renovações de estados de emergência,[132] a administração do SNS,[133][134] assim como o plano de desconfinamento.[135] Subsequentemente, foram organizados protestos contra o confinamento, que muitos consideram prolongado e abusivo.[136][137][138][139]

A despeito do supracitado, o Primeiro-Ministro descartou a possibilidade de uma crise política, asseverando que a prioridade do governo é a contenção da pandemia e a recuperação económica, cuja execução, possibilitada com fundos europeus, poderá estender-se até 2026.[140]

Sociedade[editar | editar código-fonte]

O impacto social do surto de Covid-19 em Portugal foi multifacetado e incidiu diferentemente nas diversas camadas sociais. Entre os mais afectados encontram-se aqueles cujos rendimentos dependem dos sectores mais atingidos pelos sucessivos confinamentos.[141][142][143] As consequências encontram-se actualmente em um estado de evolução, agravando-se em proporção análoga às medidas de contingência adoptadas pelo governo como um meio para combater a pandemia.[144] Várias análises preliminares projectam um aumento exponencial da precariedade laboral, desemprego e pobreza.[145][146]

No sector da saúde, como resultado da canalização dos recursos médicos para o combate da pandemia e a subsequente negligência para com doentes não-covid, observou-se um aumento notável do número de utentes em listas de espera para cirurgias. Nos hospitais do SNS, mais de um milhão de consultas foram ou canceladas ou postergadas em 2020, tendo-se registado nesse mesmo ano uma queda de 18% no número de cirurgias efectuadas relativamente ao ano antecedente. Em 2020, os três IPOs do país realizaram menos 3,100 cirurgias, e em Fevereiro de 2021 existiam cinco mil utentes oncológicos que aguardavam cirurgia, um número resultante principalmente da interrupção da actividade normal dos hospitais para fazer frente à pandemia de Covid-19, assim como do contágio de alguns dos profissionais de saúde que trabalham em tais centros. O Hospital Garcia de Orta foi forçado a desmarcar 14.700 consultas, correspondentes a 32 especialidades", entre março de 2020 e 15 de Março de 2021, "por motivo de contingência, associada à Pandemia". Ainda em 2020, 450 mil pessoas não haviam feito o rastreio do cancro da mama, ou do cancro do colo do útero ou colorretal, facto esse que leva alguns médicos a crer que muitos doentes chegaram a um ponto incurável.

Em Janeiro de 2021, haviam 216 mil pessoas em lista de espera para cirurgia, 20% dos quais à espera há mais de um ano. Segundo o bastonário da ordem dos médicos, «O panorama geral é preocupante. Houve uma tentativa real, legislada em despacho ou em decreto, para que os profissionais dos hospitais ou dos centros de saúde se dedicassem prioritariamente à doença Covid-19. E isto tem um impacto brutal, também, naquilo que foram os atrasos [no atendimento]» tendo ainda acrescentado «Há doentes que já não são recuperáveis. Há doentes que não chegaram a entrar no sistema e nós, simplesmente, nem sequer sabemos quem são. Como é que é possível um plano de recuperação e resiliência não ter nada em matéria de recuperação concretamente de doentes que ficaram para trás?”». Dado ao facto da pandemia, assim como as várias medidas de contingência para a mitigar, estarem ainda em curso, o número real de danos colaterais e mortes não-covid, resultantes do adiamento ou cancelamento de cirurgias, está ainda por determinar.[147][148][149][150]

Na esfera familiar, foi verificado um aumento da violência doméstica, inclusivamente contra crianças, fruto de uma convivência familiar incrementada pelas sucessivas quarentenas, assim como do stress ocasionado pelo teletrabalho ou pela perda de emprego ou suspensão laboral.[151] Ademais, constatou-se uma queda significativa no número de casamentos, sendo, em 2020, menos 16.834 que em 2019.[152] Houve também um aumento de divórcios no pós-desconfinamento de 2020.[153]

Desinfecção de mãos num estabelecimento em Lisboa.

No âmbito das dependências, verificou-se um aumento dos pedidos de ajuda relativamente a vícios relacionados ao álcool, jogo e internet. No quadro da dependência alcoólica, observou-se um crescimento das recaídas, tendo a capacidade de prestação de auxílio pelas entidades competentes sido diminuta por conta das restrições impostas pelo confinamento. Já no que concerne à saúde mental, verificou-se um agravamento dos casos de ansiedade, insónias e depressão em jovens universitários acima dos 18 anos de idade, assim como em pessoas desempregadas. Notou-se adicionalmente, com o aumento do desemprego e a crise económica, uma deterioração do estado psicológico da população, nomeadamente de casos de neurose e comportamentos obsessivo-compulsivos.[154][155][156]

O confinamento foi alvo de críticas por parte de diversas entidades, desde partidos políticos,[157] médicos[158] e juristas.[159] Algumas das críticas versam sobre a ineficácia do confinamento, os efeitos colaterais na saúde de doentes não-covid, assim como a restrição de liberdades, a livre circulação, o direito à saúde, ao trabalho e subsistência.[160] Outras análises negativas relativamente ao confinamento aludem aos efeitos adversos na saúde mental de muitos indivíduos, incluindo em utentes de lares, podendo ser responsável por um aumento de suicídios e ideações suicidas.[161][162][163][164]

Juventude LGBT+[editar | editar código-fonte]

Um estudo da Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade do Porto (FPCEUP) que visava “avaliar a saúde psicológica e as redes de apoio social” de jovens LGBT+ que vivem com as suas figuras parentais durante a pandemia da covid-19 concluiu, com base num inquérito feito a 632 pessoas jovens LGBT+, que a maioria não se sentiu confortável no seio familiar durante o confinamento.[165]

Das pessoas inquiridas, 59% afirmaram estar desconfortáveis no seio familiar e três em cada 10 sentiram-se “bastante desconfortáveis” a viver em casa das figuras parentais durante o confinamento social.[165]

Além disso, 35% dos jovens sentiram-se “sufocados” por não poder expressar a sua identidade no seio familiar, sendo que no caso dos jovens cuja família tinha conhecimento da sua identidade, 35% afirmaram que as mesmas “lidam mal ou muito mal” com isso.[165]

Este estudo, com caráter longitudinal e intercultural, concluiu ainda que seis em cada 10 participantes consideraram que a pandemia afetou “bastante” a sua vida.[165]

No que concerne às redes de apoio social, metade dos jovens admitiram sentir-se isolados dos seus amigos e 35% “extremamente isolados” do namorado ou namorada.[165]

“Quanto ao presente estudo, se para alguns e algumas jovens a pandemia da covid-19 não teve impacto nas suas redes de apoio social, uma proporção importante sentiu-se bastante isolada dos seus amigos”, refere a FPCEUP.[165]

Estatísticas[editar | editar código-fonte]

Primeiros casos[editar | editar código-fonte]

Evolução dos casos (detalhado, pré-mitigação)
Caso Data
Idade
Género
Nacionalidade Local de Tratamento Origem de Deteção Origem da Infeção Ref.as
1 2 de março de 2020 33  Portugal Hospital de São João, Porto bandeiraPorto  Valencia,  Espanha [166]
2 60 Transmissão de humano-para-humano  Itália
3 3 de março de 2020 Centro Hospitalar Universitário de São João, Porto Os dois doentes infetados "tinham ligações a casos confirmados de COVID-19". [167][168]
4 37 Hospital Curry Cabral, Lisboa bandeiraLisboa
5 4 de março de 2020 44 Centro Hospitalar Universitário de São João, Porto bandeiraPorto Transmissão de humano-para-humano  Itália [169][170][171][172]
6 40-49 Hospital Curry Cabral, Lisboa bandeiraVila Franca de Xira [173][174]
7 5 de março de 2020 50 Centro Hospitalar Universitário de São João, Porto bandeiraPorto [175]
8 49 Ligação a caso confirmado
9 42 Hospital Curry Cabral, Lisboa bandeiraAmadora Transmissão de humano-para-humano  Itália [176]
13 [177]
15 7 de março de 2020 [178]
18 [179]
25 8 de março de 2020 [180]
28 [181]
30 [182][183]

Sinopse cronológica dos casos[editar | editar código-fonte]

Casos por idade e género[editar | editar código-fonte]

Os gráficos a seguir refletem a proporção dos casos e mortes por idade e sexo divulgados no dia 11 de Abril de 2021.[184][185]



Gráficos da evolução dos casos[editar | editar código-fonte]

Casos de COVID-19 em Portugal  ()
     Mortes        Recuperados        Casos ativos

2020: Jan. Jan. Fev. Fev. Mar. Mar. Abr. Abr. Mai. Mai. Jun. Jun. Jul. Jul. Ago. Ago. Set. Set. Out. Out. Nov. Nov. Dez. Dez.
2021: Jan. Jan. Fev. Fev. Mar. Mar. Abr. Abr. Últimos 15 dias Últimos 15 dias

Data
# de casos
# de mortes
02-03-2020 2(n.a.)
03-03-2020 4(+100%)
04-03-2020 6(+50%)
05-03-2020 9(+50%)
06-03-2020 13(+44%)
07-03-2020
21(+62%)
08-03-2020
30(+43%)
09-03-2020
39(+30%)
10-03-2020
41(+5,1%)
11-03-2020
59(+44%)
12-03-2020
78(+32%)
13-03-2020
112(+44%)
14-03-2020
169(+51%)
15-03-2020
245(+45%)
16-03-2020
331(+35%) 1(n.a.)
17-03-2020
448(+35%) 1(=)
18-03-2020
642(+43%) 2(+100%)
19-03-2020
785(+22%) 3(+50%)
20-03-2020
1 020(+30%) 6(+100%)
21-03-2020
1 280(+25%) 12(+100%)
22-03-2020
1 600(+25%) 14(+17%)
23-03-2020
2 060(+29%) 23(+64%)
24-03-2020
2 362(+15%) 33(+43%)
25-03-2020
2 995(+27%) 43(+30%)
26-03-2020
3 544(+18%) 60(+40%)
27-03-2020
4 268(+20%) 76(+27%)
28-03-2020
5 170(+21%) 100(+32%)
29-03-2020
5 962(+15%) 119(+19%)
30-03-2020
6 408(+7,5%) 140(+18%)
31-03-2020
7 443(+16%) 160(+14%)
01-04-2020
8 251(+11%) 187(+17%)
02-04-2020
9 034(+9,5%) 209(+12%)
03-04-2020
9 886(+9,4%) 246(+18%)
04-04-2020
10 524(+6,5%) 266(+8,1%)
05-04-2020
11 278(+7,2%) 295(+11%)
06-04-2020
11 730(+4%) 311(+5,4%)
07-04-2020
12 442(+6,1%) 345(+11%)
08-04-2020
13 141(+5,6%) 380(+10%)
09-04-2020
13 956(+6,2%) 409(+7,6%)
10-04-2020
15 472(+11%) 435(+6,4%)
11-04-2020
15 987(+3,3%) 470(+8%)
12-04-2020
16 585(+3,7%) 504(+7,2%)
13-04-2020
16 934(+2,1%) 535(+6,2%)
14-04-2020
17 448(+3%) 567(+6%)
15-04-2020
18 091(+3,7%) 599(+5,6%)
16-04-2020
18 841(+4,1%) 629(+5%)
17-04-2020
19 022(+0,96%) 657(+4,5%)
18-04-2020
19 685(+3,5%) 687(+4,6%)
19-04-2020
20 206(+2,6%) 714(+3,9%)
20-04-2020
20 863(+3,3%) 735(+2,9%)
21-04-2020
21 379(+2,5%) 762(+3,7%)
22-04-2020
21 982(+2,8%) 785(+3%)
23-04-2020
22 353(+1,7%) 820(+4,5%)
24-04-2020
22 797(+2%) 854(+4,1%)
25-04-2020
23 392(+2,6%) 880(+3%)
26-04-2020
23 864(+2%) 903(+2,6%)
27-04-2020
24 027(+0,68%) 928(+2,8%)
28-04-2020
24 322(+1,2%) 948(+2,2%)
29-04-2020
24 505(+0,75%) 973(+2,6%)
30-04-2020
25 056(+2,2%) 989(+1,6%)
01-05-2020
25 351(+1,2%) 1 007(+1,8%)
02-05-2020
25 190(−0,64%) 1 023(+1,6%)
03-05-2020
25 282(+0,37%) 1 043(+2%)
04-05-2020
25 524(+0,96%) 1 063(+1,9%)
05-05-2020
25 702(+0,7%) 1 074(+1%)
06-05-2020
26 182(+1,9%) 1 089(+1,4%)
07-05-2020
26 715(+2%) 1 105(+1,5%)
08-05-2020
27 268(+2,1%) 1 114(+0,81%)
09-05-2020
27 406(+0,51%) 1 126(+1,1%)
10-05-2020
27 581(+0,64%) 1 135(+0,8%)
11-05-2020
27 679(+0,36%) 1 144(+0,79%)
12-05-2020
27 913(+0,85%) 1 163(+1,7%)
13-05-2020
28 132(+0,78%) 1 175(+1%)
14-05-2020
28 319(+0,66%) 1 184(+0,77%)
15-05-2020
28 583(+0,93%) 1 190(+0,51%)
16-05-2020
28 810(+0,79%) 1 203(+1,1%)
17-05-2020
29 036(+0,78%) 1 218(+1,2%)
18-05-2020
29 209(+0,6%) 1 231(+1,1%)
19-05-2020
29 432(+0,76%) 1 247(+1,3%)
20-05-2020
29 660(+0,77%) 1 263(+1,3%)
21-05-2020
29 912(+0,85%) 1 277(+1,1%)
22-05-2020
30 200(+0,96%) 1 289(+0,94%)
23-05-2020
30 471(+0,9%) 1 302(+1%)
24-05-2020
30 623(+0,5%) 1 316(+1,1%)
25-05-2020
30 788(+0,54%) 1 330(+1,1%)
26-05-2020
31 007(+0,71%) 1 342(+0,9%)
27-05-2020
31 292(+0,92%) 1 356(+1%)
28-05-2020
31 596(+0,97%) 1 369(+0,96%)
29-05-2020
31 946(+1,1%) 1 383(+1%)
30-05-2020
32 203(+0,8%) 1 396(+0,94%)
31-05-2020
32 500(+0,92%) 1 410(+1%)
01-06-2020
32 700(+0,62%) 1 424(+0,99%)
02-06-2020
32 895(+0,6%) 1 436(+0,84%)
03-06-2020
33 261(+1,1%) 1 447(+0,77%)
04-06-2020
33 592(+1%) 1 455(+0,55%)
05-06-2020
33 969(+1,1%) 1 465(+0,69%)
06-06-2020
34 351(+1,1%) 1 474(+0,61%)
07-06-2020
34 693(+1%) 1 479(+0,34%)
08-06-2020
34 885(+0,55%) 1 485(+0,41%)
09-06-2020
35 306(+1,2%) 1 492(+0,47%)
10-06-2020
35 600(+0,83%) 1 497(+0,34%)
11-06-2020
35 910(+0,87%) 1 504(+0,47%)
12-06-2020
36 180(+0,75%) 1 505(+0,07%)
13-06-2020
36 463(+0,78%) 1 512(+0,47%)
14-06-2020
36 690(+0,62%) 1 517(+0,33%)
15-06-2020
37 036(+0,94%) 1 520(+0,2%)
16-06-2020
37 336(+0,81%) 1 522(+0,13%)
17-06-2020
37 672(+0,9%) 1 523(+0,07%)
18-06-2020
38 089(+1,1%) 1 524(+0,07%)
19-06-2020
38 464(+0,98%) 1 527(+0,2%)
20-06-2020
38 841(+0,98%) 1 528(+0,07%)
21-06-2020
39 133(+0,75%) 1 530(+0,13%)
22-06-2020
39 392(+0,66%) 1 534(+0,26%)
23-06-2020
39 737(+0,88%) 1 540(+0,39%)
24-06-2020
40 104(+0,92%) 1 543(+0,19%)
25-06-2020
40 415(+0,78%) 1 549(+0,39%)
26-06-2020
40 866(+1,1%) 1 555(+0,39%)
27-06-2020
41 189(+0,79%) 1 561(+0,39%)
28-06-2020
41 646(+1,1%) 1 564(+0,19%)
29-06-2020
41 912(+0,64%) 1 568(+0,26%)
30-06-2020
42 141(+0,55%) 1 576(+0,51%)
01-07-2020
42 454(+0,74%) 1 579(+0,19%)
02-07-2020
42 782(+0,77%) 1 587(+0,51%)
03-07-2020
43 156(+0,87%) 1 598(+0,69%)
04-07-2020
43 569(+0,96%) 1 605(+0,44%)
05-07-2020
43 897(+0,75%) 1 614(+0,56%)
06-07-2020
44 129(+0,53%) 1 620(+0,37%)
07-07-2020
44 416(+0,65%) 1 629(+0,56%)
08-07-2020
44 859(+1%) 1 631(+0,12%)
09-07-2020
45 277(+0,93%) 1 644(+0,8%)
10-07-2020
45 679(+0,89%) 1 646(+0,12%)
11-07-2020
46 221(+1,2%) 1 654(+0,49%)
12-07-2020
46 512(+0,63%) 1 660(+0,36%)
13-07-2020
46 818(+0,66%) 1 662(+0,12%)
14-07-2020
47 051(+0,5%) 1 668(+0,36%)
15-07-2020
47 426(+0,8%) 1 676(+0,48%)
16-07-2020
47 765(+0,71%) 1 679(+0,18%)
17-07-2020
48 077(+0,65%) 1 682(+0,18%)
18-07-2020
48 390(+0,65%) 1 684(+0,12%)
19-07-2020
48 636(+0,51%) 1 689(+0,3%)
20-07-2020
48 771(+0,28%) 1 691(+0,12%)
21-07-2020
48 898(+0,26%) 1 697(+0,35%)
22-07-2020
49 150(+0,52%) 1 702(+0,29%)
23-07-2020
49 379(+0,47%) 1 705(+0,18%)
24-07-2020
49 692(+0,63%) 1 712(+0,41%)
25-07-2020
49 955(+0,53%) 1 716(+0,23%)
26-07-2020
50 164(+0,42%) 1 717(+0,06%)
27-07-2020
50 299(+0,27%) 1 719(+0,12%)
28-07-2020
50 410(+0,22%) 1 722(+0,17%)
29-07-2020
50 613(+0,4%) 1 725(+0,17%)
30-07-2020
50 868(+0,5%) 1 727(+0,12%)
31-07-2020
51 072(+0,4%) 1 735(+0,46%)
01-08-2020
51 310(+0,47%) 1 737(+0,12%)
02-08-2020
51 463(+0,3%) 1 738(+0,06%)
03-08-2020
51 569(+0,21%) 1 738(=)
04-08-2020
51 681(+0,22%) 1 739(+0,06%)
05-08-2020
51 848(+0,32%) 1 740(+0,06%)
06-08-2020
52 061(+0,41%) 1 743(+0,17%)
07-08-2020
52 351(+0,56%) 1 746(+0,17%)
08-08-2020
52 537(+0,36%) 1 750(+0,23%)
09-08-2020
52 668(+0,25%) 1 756(+0,34%)
10-08-2020
52 825(+0,3%) 1 759(+0,17%)
11-08-2020
52 945(+0,23%) 1 761(+0,11%)
12-08-2020
53 223(+0,53%) 1 764(+0,17%)
13-08-2020
53 548(+0,61%) 1 770(+0,34%)
14-08-2020
53 783(+0,44%) 1 772(+0,11%)
15-08-2020
53 981(+0,37%) 1 775(+0,17%)
16-08-2020
54 102(+0,22%) 1 778(+0,17%)
17-08-2020
54 234(+0,24%) 1 779(+0,06%)
18-08-2020
54 448(+0,39%) 1 784(+0,28%)
19-08-2020
54 701(+0,46%) 1 786(+0,11%)
20-08-2020
54 992(+0,53%) 1 788(+0,11%)
21-08-2020
55 211(+0,4%) 1 792(+0,22%)
22-08-2020
55 452(+0,44%) 1 794(+0,11%)
23-08-2020
55 597(+0,26%) 1 796(+0,11%)
24-08-2020
55 720(+0,22%) 1 801(+0,28%)
25-08-2020
55 912(+0,34%) 1 805(+0,22%)
26-08-2020
56 274(+0,65%) 1 807(+0,11%)
27-08-2020
56 673(+0,71%) 1 809(+0,11%)
28-08-2020
57 074(+0,71%) 1 815(+0,33%)
29-08-2020
57 448(+0,66%) 1 818(+0,17%)
30-08-2020
57 768(+0,56%) 1 819(+0,06%)
31-08-2020
58 012(+0,42%) 1 822(+0,16%)
01-09-2020
58 243(+0,4%) 1 824(+0,11%)
02-09-2020
58 633(+0,67%) 1 827(+0,16%)
03-09-2020
59 051(+0,71%) 1 829(+0,11%)
04-09-2020
59 457(+0,69%) 1 833(+0,22%)
05-09-2020
59 943(+0,82%) 1 838(+0,27%)
06-09-2020
60 258(+0,53%) 1 840(+0,11%)
07-09-2020
60 507(+0,41%) 1 843(+0,16%)
08-09-2020
60 895(+0,64%) 1 846(+0,16%)
09-09-2020
61 541(+1,1%) 1 849(+0,16%)
10-09-2020
62 126(+0,95%) 1 852(+0,16%)
11-09-2020
62 813(+1,1%) 1 855(+0,16%)
12-09-2020
63 310(+0,79%) 1 860(+0,27%)
13-09-2020
63 983(+1,1%) 1 867(+0,38%)
14-09-2020
64 596(+0,96%) 1 871(+0,21%)
15-09-2020
65 021(+0,66%) 1 875(+0,21%)
16-09-2020
65 626(+0,93%) 1 878(+0,16%)
17-09-2020
66 396(+1,2%) 1 888(+0,53%)
18-09-2020
67 176(+1,2%) 1 894(+0,32%)
19-09-2020
68 025(+1,3%) 1 899(+0,26%)
20-09-2020
68 577(+0,81%) 1 912(+0,68%)
21-09-2020
69 200(+0,91%) 1 920(+0,42%)
22-09-2020
69 663(+0,67%) 1 925(+0,26%)
23-09-2020
70 465(+1,2%) 1 928(+0,16%)
24-09-2020
71 156(+0,98%) 1 931(+0,16%)
25-09-2020
72 055(+1,3%) 1 936(+0,26%)
26-09-2020
72 939(+1,2%) 1 944(+0,41%)
27-09-2020
73 604(+0,91%) 1 953(+0,46%)
28-09-2020
74 029(+0,58%) 1 957(+0,2%)
29-09-2020
74 717(+0,93%) 1 963(+0,31%)
30-09-2020
75 542(+1,1%) 1 971(+0,41%)
01-10-2020
76 396(+1,1%) 1 977(+0,3%)
02-10-2020
77 284(+1,2%) 1 983(+0,3%)
03-10-2020
78 247(+1,2%) 1 995(+0,61%)
04-10-2020
79 151(+1,2%) 2 005(+0,5%)
05-10-2020
79 885(+0,93%) 2 018(+0,65%)
06-10-2020
80 312(+0,53%) 2 032(+0,69%)
07-10-2020
81 256(+1,2%) 2 040(+0,39%)
08-10-2020
82 534(+1,6%) 2 050(+0,49%)
09-10-2020
83 928(+1,7%) 2 062(+0,59%)
10-10-2020
85 574(+2%) 2 067(+0,24%)
11-10-2020
86 664(+1,3%) 2 080(+0,63%)
12-10-2020
87 913(+1,4%) 2 094(+0,67%)
13-10-2020
89 121(+1,4%) 2 110(+0,76%)
14-10-2020
91 193(+2,3%) 2 117(+0,33%)
15-10-2020
93 294(+2,3%) 2 128(+0,52%)
16-10-2020
95 902(+2,8%) 2 149(+0,99%)
17-10-2020
98 055(+2,2%) 2 162(+0,6%)
18-10-2020
99 911(+1,9%) 2 181(+0,88%)
19-10-2020
101 860(+2%) 2 198(+0,78%)
20-10-2020
103 736(+1,8%) 2 213(+0,68%)
21-10-2020
106 271(+2,4%) 2 229(+0,72%)
22-10-2020
109 541(+3,1%) 2 245(+0,72%)
23-10-2020
112 440(+2,6%) 2 276(+1,4%)
24-10-2020
116 109(+3,3%) 2 297(+0,92%)
25-10-2020
118 686(+2,2%) 2 316(+0,83%)
26-10-2020
121 133(+2,1%) 2 343(+1,2%)
27-10-2020
124 432(+2,7%) 2 371(+1,2%)
28-10-2020
128 392(+3,2%) 2 395(+1%)
29-10-2020
132 616(+3,3%) 2 428(+1,4%)
30-10-2020
137 272(+3,5%) 2 468(+1,6%)
31-10-2020
141 279(+2,9%) 2 507(+1,6%)
01-11-2020
144 341(+2,2%) 2 544(+1,5%)
02-11-2020
146 847(+1,7%) 2 590(+1,8%)
03-11-2020
149 443(+1,8%) 2 635(+1,7%)
04-11-2020
156 940(+5%) 2 694(+2,2%)
05-11-2020
161 350(+2,8%) 2 740(+1,7%)
06-11-2020
166 900(+3,4%) 2 792(+1,9%)
07-11-2020
173 540(+4%) 2 848(+2%)
08-11-2020
179 324(+3,3%) 2 896(+1,7%)
09-11-2020
183 420(+2,3%) 2 959(+2,2%)
10-11-2020
187 237(+2,1%) 3 021(+2,1%)
11-11-2020
192 172(+2,6%) 3 103(+2,7%)
12-11-2020
198 011(+3%) 3 181(+2,5%)
13-11-2020
204 664(+3,4%) 3 250(+2,2%)
14-11-2020
211 266(+3,2%) 3 305(+1,7%)
15-11-2020
217 301(+2,9%) 3 381(+2,3%)
16-11-2020
225 672(+3,9%) 3 472(+2,7%)
17-11-2020
230 124(+2%) 3 553(+2,3%)
18-11-2020
236 015(+2,6%) 3 632(+2,2%)
19-11-2020
243 009(+3%) 3 701(+1,9%)
20-11-2020
249 498(+2,7%) 3 762(+1,6%)
21-11-2020
255 970(+2,6%) 3 824(+1,6%)
22-11-2020
260 758(+1,9%) 3 897(+1,9%)
23-11-2020
264 802(+1,6%) 3 971(+1,9%)
24-11-2020
268 721(+1,5%) 4 056(+2,1%)
25-11-2020
274 011(+2%) 4 127(+1,8%)
26-11-2020
280 394(+2,3%) 4 209(+2%)
27-11-2020
285 838(+1,9%) 4 276(+1,6%)
28-11-2020
290 706(+1,7%) 4 363(+2%)
29-11-2020
294 799(+1,4%) 4 427(+1,5%)
30-11-2020
298 061(+1,1%) 4 505(+1,8%)
01-12-2020
300 462(+0,81%) 4 577(+1,6%)
02-12-2020
303 846(+1,1%) 4 645(+1,5%)
03-12-2020
307 618(+1,2%) 4 724(+1,7%)
04-12-2020
312 553(+1,6%) 4 803(+1,7%)
05-12-2020
318 640(+1,9%) 4 876(+1,5%)
06-12-2020
322 474(+1,2%) 4 963(+1,8%)
07-12-2020
325 071(+0,81%) 5 041(+1,6%)
08-12-2020
327 976(+0,89%) 5 122(+1,6%)
09-12-2020
332 073(+1,2%) 5 192(+1,4%)
10-12-2020
335 207(+0,94%) 5 278(+1,7%)
11-12-2020
340 287(+1,5%) 5 373(+1,8%)
12-12-2020
344 700(+1,3%) 5 461(+1,6%)
13-12-2020
348 744(+1,2%) 5 559(+1,8%)
14-12-2020
350 938(+0,63%) 5 649(+1,6%)
15-12-2020
353 576(+0,75%) 5 733(+1,5%)
16-12-2020
358 296(+1,3%) 5 815(+1,4%)
17-12-2020
362 616(+1,2%) 5 902(+1,5%)
18-12-2020
366 952(+1,2%) 5 977(+1,3%)
19-12-2020
370 787(+1%) 6 063(+1,4%)
20-12-2020
374 121(+0,9%) 6 134(+1,2%)
21-12-2020
376 220(+0,56%) 6 191(+0,93%)
22-12-2020
378 656(+0,65%) 6 254(+1%)
23-12-2020
383 258(+1,2%) 6 343(+1,4%)
24-12-2020
387 636(+1,1%) 6 413(+1,1%)
25-12-2020
391 782(+1,1%) 6 478(+1%)
26-12-2020
392 996(+0,31%) 6 556(+1,2%)
27-12-2020
394 573(+0,4%) 6 619(+0,96%)
28-12-2020
396 666(+0,53%) 6 677(+0,88%)
29-12-2020
400 002(+0,84%) 6 751(+1,1%)
30-12-2020
406 051(+1,5%) 6 830(+1,2%)
31-12-2020
413 678(+1,9%) 6 906(+1,1%)
01-01-2021
420 629(+1,7%) 6 972(+0,96%)
02-01-2021
423 870(+0,77%) 7 045(+1%)
03-01-2021
427 254(+0,8%) 7 118(+1%)
04-01-2021
431 623(+1%) 7 196(+1,1%)
05-01-2021
436 579(+1,1%) 7 286(+1,3%)
06-01-2021
446 606(+2,3%) 7 377(+1,2%)
07-01-2021
456 533(+2,2%) 7 472(+1,3%)
08-01-2021
466 709(+2,2%) 7 590(+1,6%)
09-01-2021
476 187(+2%) 7 701(+1,5%)
10-01-2021
483 689(+1,6%) 7 803(+1,3%)
11-01-2021
489 293(+1,2%) 7 925(+1,6%)
12-01-2021
496 552(+1,5%) 8 080(+2%)
13-01-2021
507 108(+2,1%) 8 236(+1,9%)
14-01-2021
517 806(+2,1%) 8 384(+1,8%)
15-01-2021
528 469(+2,1%) 8 543(+1,9%)
16-01-2021
539 416(+2,1%) 8 709(+1,9%)
17-01-2021
549 801(+1,9%) 8 861(+1,7%)
18-01-2021
556 503(+1,2%) 9 028(+1,9%)
19-01-2021
566 958(+1,9%) 9 246(+2,4%)
20-01-2021
581 605(+2,6%) 9 465(+2,4%)
21-01-2021
595 149(+2,3%) 9 686(+2,3%)
22-01-2021
609 136(+2,4%) 9 920(+2,4%)
23-01-2021
624 469(+2,5%) 10 194(+2,8%)
24-01-2021
636 190(+1,9%) 10 469(+2,7%)
25-01-2021
643 113(+1,1%) 10 721(+2,4%)
26-01-2021
653 878(+1,7%) 11 012(+2,7%)
27-01-2021
668 951(+2,3%) 11 305(+2,7%)
28-01-2021
685 383(+2,5%) 11 608(+2,7%)
29-01-2021
698 583(+1,9%) 11 886(+2,4%)
30-01-2021
711 018(+1,8%) 12 179(+2,5%)
31-01-2021
720 516(+1,3%) 12 482(+2,5%)
01-02-2021
726 321(+0,81%) 12 757(+2,2%)
02-02-2021
731 861(+0,76%) 13 017(+2%)
03-02-2021
740 944(+1,2%) 13 257(+1,8%)
04-02-2021
748 858(+1,1%) 13 482(+1,7%)
05-02-2021
755 774(+0,92%) 13 740(+1,9%)
06-02-2021
761 906(+0,81%) 13 954(+1,6%)
07-02-2021
765 414(+0,46%) 14 158(+1,5%)
08-02-2021
767 919(+0,33%) 14 354(+1,4%)
09-02-2021
770 502(+0,34%) 14 557(+1,4%)
10-02-2021
774 889(+0,57%) 14 718(+1,1%)
11-02-2021
778 369(+0,45%) 14 885(+1,1%)
12-02-2021
781 223(+0,37%) 15 034(+1%)
13-02-2021
784 079(+0,37%) 15 183(+0,99%)
14-02-2021
785 756(+0,21%) 15 321(+0,91%)
15-02-2021
787 059(+0,17%) 15 411(+0,59%)
16-02-2021
788 561(+0,19%) 15 522(+0,72%)
17-02-2021
790 885(+0,29%) 15 649(+0,82%)
18-02-2021
792 829(+0,25%) 15 754(+0,67%)
19-02-2021
794 769(+0,24%) 15 821(+0,43%)
20-02-2021
796 339(+0,2%) 15 897(+0,48%)
21-02-2021
797 525(+0,15%) 15 962(+0,41%)
22-02-2021
798 074(+0,07%) 16 023(+0,38%)
23-02-2021
799 106(+0,13%) 16 086(+0,39%)
24-02-2021
800 586(+0,19%) 16 136(+0,31%)
25-02-2021
801 746(+0,14%) 16 185(+0,3%)
26-02-2021
802 773(+0,13%) 16 243(+0,36%)
27-02-2021
803 844(+0,13%) 16 276(+0,2%)
28-02-2021
804 562(+0,09%) 16 317(+0,25%)
01-03-2021
804 956(+0,05%) 16 351(+0,21%)
02-03-2021
805 647(+0,09%) 16 389(+0,23%)
03-03-2021
806 626(+0,12%) 16 430(+0,25%)
04-03-2021
807 456(+0,1%) 16 458(+0,17%)
05-03-2021
808 405(+0,12%) 16 486(+0,17%)
06-03-2021
809 412(+0,12%) 16 512(+0,16%)
07-03-2021
810 094(+0,08%) 16 540(+0,17%)
08-03-2021
810 459(+0,05%) 16 565(+0,15%)
09-03-2021
811 306(+0,1%) 16 595(+0,18%)
10-03-2021
811 948(+0,08%) 16 617(+0,13%)
11-03-2021
812 575(+0,08%) 16 635(+0,11%)
12-03-2021
813 152(+0,07%) 16 650(+0,09%)
13-03-2021
813 716(+0,07%) 16 669(+0,11%)
14-03-2021
814 257(+0,07%) 16 684(+0,09%)
15-03-2021
814 513(+0,03%) 16 694(+0,06%)
16-03-2021
814 897(+0,05%) 16 707(+0,08%)
17-03-2021
815 570(+0,08%) 16 722(+0,09%)
18-03-2021
816 055(+0,06%) 16 743(+0,13%)
19-03-2021
816 623(+0,07%) 16 754(+0,07%)
20-03-2021
817 080(+0,06%) 16 762(+0,05%)
21-03-2021
817 530(+0,06%) 16 768(+0,04%)
22-03-2021
817 778(+0,03%) 16 784(+0,1%)
23-03-2021
818 212(+0,05%) 16 794(+0,06%)
Fonte: Direção-Geral da Saúde[1]


Evolução diária do número de casos (a azul     ) e de óbitos — totais acumulado (a vermelho     ) e dos últimos 10 dias (a tracejado preto e branco ) —, em escala logarítmica.

Evolução do número total de casos e recuperações confirmadas[editar | editar código-fonte]

Evolução do número diário de casos confirmadas[editar | editar código-fonte]

Evolução do número total de mortes confirmadas[editar | editar código-fonte]

Evolução do número diário de mortes confirmadas[editar | editar código-fonte]

Evolução do número de casos ativos[editar | editar código-fonte]


Evolução do número de internações[editar | editar código-fonte]

Evolução do número de internações em UCI[editar | editar código-fonte]

Identificação do genoma[editar | editar código-fonte]

A 13 de março o Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge sequenciou o genoma dos dois primeiros casos de COVID-19 em Portugal, sendo expectável que daí a poucos dias estivessem já sequenciados entre 30 a 40 genomas de casos no país, contributo determinante no desenvolvimento de uma vacina e no aconselhamento das medidas de saúde pública que devem ser adoptadas. O material genético do SARS-CoV-2 foi extraído e amplificado, por forma a gerar muitas amostras. Foi depois utilizada a sequenciação de nova geração para se obter todo o genoma num curto período de tempo, fazendo-se por fim uma análise bioinformática do vírus. O processo finaliza com a deposição das sequências genéticas investigadas na base de dados pública GISAD. A plataforma bioinformática Nextstrain permite a integração de todos os genomas tornados públicos na GISAD, sendo aqui colocada a árvore filogenética do vírus, uma representação gráfica que mostra a proximidade entre os diferentes genomas de várias amostras de vírus. A proximidade das amostras na árvore implica maior probabilidade de existir uma ligação epidemiológica entre eles.[42]

A primeira amostra provém de um homem que reportou ter vindo de Itália, tendo passado pela Alemanha. A sequência identificada é semelhante a muitas outras reportadas em Itália, o que é compatível com a informação epidemiológica. A segunda amostra é de outro homem que veio de Valência, em Espanha, com uma árvore filogenética também próxima das sequências de Itália, indicado a probabilidade da infeção naquele país.”[42]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

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