Clássico da Saudade

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Clássico da Saudade
Palmeiras versus Santos[1]
Santos x Palestra Itália 1934.jpg

Santos x Palestra Itália na Vila Belmiro em 1934
Santos 103 vitória(s), 463 gol(s)
Palmeiras 133 vitória(s), 545 gol(s)
Empates 83
Total de jogos 319
Total de gols 1 008
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Clássico da Saudade é, no futebol paulista, o confronto entre Palmeiras e Santos[2][3][4][5][6][7]. Este nome refere-se ao fato de reunir os dois maiores times do futebol paulista durante o auge do futebol-arte brasileiro, na década de 1960, quando o Palmeiras tinha Ademir da Guia como principal craque, e o Santos, Pelé.

Maiores clássicos[editar | editar código-fonte]

Jogos de 1915 a 1950
Jogos de 1950 a 1970
  • O maior espetáculo do futebol. Palmeiras e Santos se enfrentavam pelo Torneio Rio-São Paulo de 1958 naquela noite de 6 de março no Pacaembu. Era apenas mais um jogo do torneio, que não decidiria nada. Mas o que aconteceu naquela noite foi algo inacreditável. O Santos contava com Dalmo, Zito, Dorval, Jair da Rosa Pinto, Pagão, Pelé e Pepe. O Palmeiras tinha Valdemar Carabina, Waldemar Fiúme, Mazzola e Urias. Quem começou a festa foi o Palmeiras com um gol do ponta-esquerda Urias aos 18 minutos. Pelé empatou aos 21 e Pagão virou aos 25, com Nardo empatando 1 minuto depois. Em seguida, três golpes que pareciam mortais - como num deboche, Dorval aos 32, Pepe aos 38 e Pagão aos 46 minutos estabeleceram 5 a 2. Goleada! No intervalo, Oswaldo Brandão pediu vergonha aos palmeirenses, trocou o goleiro e colocou em campo o uruguaio Carballo. Com ele ao seu lado, Mazzola transformou-se no diabo loiro e o milagre aconteceu: Paulinho fez o terceiro tento palmeirense aos 16 do segundo tempo. Mazola fez outro aos 19 e empatou por 5 a 5 aos 27 do segundo tempo. Urias marcou aos 34 do segundo tempo. O Palmeiras virava para 6 a 5! "Milagre no Pacaembu!" gritava Édson Leite, testemunhando o que classificava de "o maior espetáculo que já vi no futebol". Só que com a máquina do Santos, o milagre duraria pouco. Aos 38 minutos, Pepe empatou e, logo depois, aos 41 minutos do segundo tempo, virou-o para Santos 7 a 6 no Palmeiras. Em um jogo de 13 gols, que para sempre deixaria saudade. Para o cineasta Aníbal Massaíni, "esta partida é tida como a mais emocionante da história. Faleceram cinco pessoas por causa dela, três com registro, uma dentro do Pacaembu" [8].
  • No Paulistão de 1959, Peixe e Verdão terminaram o campeonato empatados em 63 pontos. O regulamento previa um supercampeonato disputado em melhor de 4 pontos. As duas primeiras finais tinham terminado empatadas, 1 a 1 e 2 a 2. Em campo, os elencos refletiam o equilíbrio do marcador: Dorval, Zito, Pagão, Pelé e Pepe contra Djalma Santos, Zequinha, Chinesinho e Julinho Botelho. Um festival de craques: 13 dos 22 jogadores em campo já haviam vestido a camisa da Seleção Brasileira. O estádio do Pacaembu, naquele dia, 10 de janeiro de 1960, inchou de tanta gente, e os santistas riram primeiro, quanto Jair da Rosa Pinto - que anos antes jogara no Palmeiras - lançou Pelé que abriu a contagem. Mas o Verdão não se intimidou e o empate veio logo depois, com Julinho. A bola, chutada por Romeiro, espirrou em Formiga e sobrou para o ponta. Julinho vinha sendo a melhor opção de ataque do time palmeirense, que dominava o meio-campo com Zequinha e Chinesinho. A partir daí, o jogo se tornou mais ofensivo. Aldemar marcava Pelé - um duelo que se tornaria famoso e tempos depois faria o Crioulo eleger aquele zagueiro leal seu melhor marcador. O tempo corria e a torcida alviverde, que há nove anos não festejava um título paulista, temia pelo pior: a vitória santista na prorrogação. E então aconteceu, perto do final. Chinesinho foi derrubado. Falta. Enquanto o goleiro Laércio orientava a barreira, Romeiro ajeitou a bola. Mãos na cintura, mediu a distância. Quase se podia ouvir sua respiração, no Pacaembu em silêncio, e soou forte o impacto violento de sua chuteira na bola, que subiu e desceu numa curva suficientemente ardilosa para tornar inútil o salto de Laércio. Quando a rede tremeu, tudo ficou verde. O invencível Santos não era mais invencível e o Palmeiras renasceu naquele dia. "Foi uma vitória da união", explicou o técnico Oswaldo Brandão, apontando para seus jogadores, seus heróis. Palmeiras Supercampeão paulista de 1959.
  • "Estamos fadados a enfrentar esse time do Santos pelos próximos cinco anos". eis a frase do técnico Osvaldo Brandão após a conquista do Paulistão de 1959, pelo Palmeiras sobre o Santos. E no Paulistão seguinte, de 1960, seus temores se confirmariam: duas derrotas, uma por 3 a 1 em São Paulo. No returno, o Santos sagrou-se campeão paulista de 1960 com uma vitória por 2 a 1 sobre o Palmeiras, que já não lutava pela taça, em um jogo noturno na Vila. Pelé e Zito marcaram para o Peixão, e Chinesinho descontou para o Verdão.
  • Verdão e Peixe fizeram a semifinal da Taça Brasil de 1964. Em 4 de novembro de 1964, no Pacaembu, o Santos venceu por 3 a 2. Em 10 de novembro, no jogo da volta no mesmo estádio, um massacre por 4 a 0 sobre a Academia garantiu o Alvinegro Praiano na final diante do Flamengo, contra quem se tornaria tetracampeão nacional.
  • No ano seguinte, novamente pelas semifinais da Taça Brasil de 1965, novo Clássico da Saudade. Com jogos no Pacaembu, no primeiro prélio, uma exibição exuberante de Toninho Guerreiro, com 3 gols, garantiu o 4 a 2 para o Time da Baixada. Em 10 de novembro, com um empate em 1 a 1, o Santos eliminou pelo segundo ano seguido o Palmeiras, indo para a final contra o Vasco, quando sagrou-se pentacampeão nacional.
  • Em 19 de maio de 1968 o Santos exorcizou um fantasma. Quase onipotente na Década de 1960, só não foi decacampeão por causa de um time: o Palmeiras. O Verdão, no Campeonato Paulista de Futebol de 1968 era o único time que poderia roubar o título do Santos, pois apesar de ter muitos jogos e pontos a menos, matematicamente poderia alcançá-lo, desde que vencesse ao confronto direto e todos seus jogos seguintes atrasados… E a grande ameaça daquele time era Ademir da Guia, o maestro da Academia. O primeiro tempo foi morno e terminou em 0 a 0. Na etapa final o Palmeiras saiu na frente com China. O Santos, experiente, não se abalou. Empatou a partida aos 9 minutos com Edu. E a certeza da vitória veio aos 14 com uma jogada genial de Pelé. Com 2 a 1 no placar o Santos estava bem mais seguro. Aos 21 minutos, saiu o terceiro gol com Toninho Guerreiro. Era o fim de um fantasma que atrapalhou uma hegemonia total do Santos na década de 60. Santos bicampeão paulista de 1968 e festejando em pleno Estádio Palestra Itália.
  • Santos e Palmeiras se classificaram para o quadrangular final do Torneio Roberto Gomes Pedrosa de 1968, junto com Internacional e o Vasco. Em 8 de dezembro, ambos entraram no gramado do Morumbi, ambos com uma vitória na primeira rodada e indo decidir a taça. Mas o Peixe não deu chance, venceu por 3 a 0, e se isolou na liderança do quadrangular. Na rodada final, o Alvinegro venceu o Vasco e se sagrou campeão nacional, enquanto o Verdão terminava em 4º.
  • Santos, Palmeiras, Corinthians e São Paulo fizeram um super quadrangular final no Campeonato Paulista de Futebol de 1969. Em 16 de junho, pela 2ª rodada, Palmeiras e Santos que haviam vencido na primeira rodada e lideravam, se encontrariam no Parque Antárctica. O Verdão havia vencido, durante os turnos, o Peixe por 3 a 2 no Morumbi e por 1 a 0 em plena Vila Belmiro. Mas, justo na decisão, levou 3 a 0 do Alvinegro da Baixada diante de sua própria torcida. Ao Santos, bastou empatar seu último clássico, contra o São Paulo, para sagrar-se tricampeão.
  • Terminada a Copa do Mundo de 1970, os olhos dos torcedores se voltaram para o Campeonato Paulista. E nada melhor que recomeçar com um grande clássico. Palmeiras e Santos se enfrentaram num domingo, 5 de maio no Morumbi, tendo seus jogadores tricampeões de volta. E eles não decepcionaram, principalmente os do Santos. Um gol em cada tempo. Aos 39 minutos, Edu fingiu bater direto uma falta na meia direita, mas abriu para Carlos Alberto. Um centro da linha de fundo, Manuel Maria errou o chute, a bola bateu em Ademir da Guia e entrou. O outro gol, aos 27 minutos do segundo tempo. Lima rolou a bola para Edu, livre pela esquerda. Edu andou e chutou de curva. Leão pensou - como todo mundo - que a bola ia cruzar em frente ao gol e saiu para cortar. A bola fez uma curva, passou por trás de Leão e entrou quase no ângulo. Na saída, a Polícia fez um cordão de isolamento em volta do ônibus do Santos. Todos queriam ver de perto seus jogadores e abraçar Pelé.
  • Em abril de 1974, Pelé estava à beira da aposentadoria no Santos. Enquanto fora das quatro linhas todos se preocupavam com "quando ele vai parar", dentro delas ia mostrando que um gênio não para. Apenas se afasta um pouco, enquanto nos pensamentos dos torcedores ele continuará criando coisas maravilhosas como as deste jogo. Ele, com um passe magistral, se encarregou de romper todo o sistema altamente retrancado armado por Osvaldo Brandão e aos poucos foi destruindo o frágil time do Palmeiras, impondo um Santos 4 a 0. Um time covarde, no qual o próprio Brandão não acreditava. É bom que se diga: Pelé teve a ajuda dos técnicos Pepe (que se despedia) e Tim (que assumia); de Nelsinho, um belíssimo jogador, e de outros. Depois disso, o homem que se "despedia" sentiu-se eufórico, riu muito nos vestiários, brincou com muita gente. Foi aclamado por uma massa incontrolável na saída do Pacaembu.
  • Telê Santana fazia ressurgir, em 1979, o futebol arte no Palmeiras. E mais: fazia a torcida acreditar que os bons tempos da academia estavam de volta. Naquele clássico contra o Santos de 18 de novembro, o que se ouvia nas rampas do Morumbi ao final do jogo eram os gritos de "é campeão!". Era o reflexo do futebol empolgante alviverde. O Palmeiras fez cinco gols - e poderia ter chegado aos sete - assim como o Santos, não fosse a tarde de graça do goleiro Gilmar, também poderia ter feito uns três ou quatro gols. O Palmeiras abriu o placar logo aos 2 minutos com Polozzi, mas o segundo só sairia aos 45 do 1º tempo com Carlos Alberto Seixas. No segundo tempo, Juari descontou para o Santos aos 14. Um minuto depois César aumentou para o Verdão. Jorginho com mais dois gols, deu números finais ao clássico: Verdão 5 a 1. O Palmeiras não goleou porque o Santos jogou mal. Longe disso. Foi um jogão de bola como um Palmeiras e Santos deve ser.
Jogos de 1980 a 2000
  • Um dos episódios mais folclóricos do futebol brasileiro ocorreu em 9 de outubro de 1983. Palmeiras e Santos disputavam uma partida pelo Campeonato Paulista de 1983 e o Peixe vencia por 2 a 1. Aos 46 do segundo tempo, Jorginho Putinatti chuta forte contra o gol adversário, mas a bola, que iria para fora, desvia no árbitro José de Assis Aragão e entra no gol do Santos. Empate de 2 a 2 e muita reclamação por parte dos santistas, enquanto Jorginho cumprimenta o envergonhado árbitro.
  • Os palmeirenses são chamados de “porcos” desde a Segunda Guerra Mundial, numa forma de ofender aos italianos, pois a Itália era inimiga do Brasil na guerra. A ofensa voltou a tona em 1969, quando, após a morte de dois de seus jogadores, o Corinthians pediu permissão para inscrever dois substitutos, e foi apoiado por todos clubes, menos pelo Palmeiras. Desde então, chamar palmeirense de porco era ofensa, até que num clássico contra o Alvinegro Praiano, válido pelo campeonato Brasileiro de Futebol de 1986, o Alviverde venceu por 1 a 0, e a galera comemorou aos gritos de “…e dá-lhe porco, e dá-lhe porco, olé, olé, olé…”. Na semana seguinte, o ídolo do time na época, Jorginho posou para a revista Placar com a nova mascote suína nos braços. Estava assumido o porco como mascote.
  • O Verdão foi o melhor time do Brasileirão de 1993, e seu incontestável campeão. Mas, mesmo sendo o vencedor de seu grupo semifinal, onde também estava o Peixe, perdeu as duas partidas para o eterno rival: 3 a 1 na Vila em 3 de setembro e 1 a 0, em pleno parque Antárctica, no dia 10 de novembro, com gol do carrasco e artilheiro santista Guga.
  • No ano de 1996, o Palmeiras ressuscitou o futebol-arte e fez a melhor campanha de uma equipe na história dos Campeonatos Paulistas. A consagração veio na penúltima rodada num jogo contra o Santos. O time de Vanderlei Luxemburgo chegou ao final da competição ameaçado apenas pelo Santos, que era seu adversário naquela noite de 2 de junho de 1996, no Parque Antártica. Luizão ficou coma glória de marcar o centésimo gol da equipe no campeonato, logo aos 6 minutos do primeiro tempo. A partir daí o Santos se comportou como mero coadjuvante na festa alviverde. O Palmeiras ia tocando a bola e cozinhando o time da Baixada, a torcida alviverde ia fazendo a festa e os santistas já iam embora do estádio. Eles não viram o gol de Cléber, aos 37 do segundo tempo que fechou com chave de ouro uma campanha com 27 vitórias em 30 jogos, sendo a melhor do século no Paulistão. Palmeiras 2 a 0, 21 vezes campeão paulista e em cima do Santos, que, no primeiro turno do mesmo campeonato, havia sido goleado pelo alviverde por sonoros 6 a 0, em plena Vila Belmiro.
  • O Torneio Rio-São Paulo foi revitalizado pelo SBT em 1997 e teve em uma de suas semifinais o Clássico da Saudade. No primeiro clássico, o Santos ganhou por 3 a 1 em pleno Palestra Itália. No jogo de volta, realizado em Presidente Prudente, o Verdão ganhou por apenas 1 a 0 , classificando o Peixe para a final , quando sagrou-se campeão, primeiro título desde 1984.
  • No Campeonato Brasileiro de 1997, Palmeiras e Santos estavam no grupo B, na segunda fase do campeonato, uma espécie de semifinal, e o Verdão levou a melhor sobre o Santos, empatando em 3 a 3 o primeiro jogo e vencendo o segundo jogo por 1 a 0, ambos os confrontos jogados no Morumbi, eliminando assim o time da Vila Belmiro da competição. O grupo tinha ainda Internacional/RS e Atlético/MG. O Verdão foi o primeiro colocado do grupo com 16 pontos, contra apenas 7 do Santos, indo disputar a final do Brasileiro, sendo vice-campeão.
  • Em 1998, a parceira do Palmeiras, a Parmalat, novamente montou um grande time para retomar o objetivo de conquistar a Libertadores. O Verdão, comandado por Luiz Felipe Scolari (contratado um ano antes), chegava no segundo jogo da semifinal contra o Santos na Vila Belmiro, precisando reverter a situação. Afinal, o empate por 1 a 1 no primeiro jogo no Parque Antártica deixou a torcida receosa. O Santos saiu na frente com Viola logo aos 2 minutos de jogo. Oséas empatou aos 9 e Darci, já aos 7 do segundo tempo, virou para o Verdão. Argel ainda empataria no finalzinho do jogo, aos 47, mas não diminuiria a festa da torcida alviverde. Empate em 2 a 2. Como o Palmeiras fez dois gols fora de casa, classificou-se para a final da Copa do Brasil contra o Cruzeiro, quando sagrou-se campeão.
  • Na semifinal do Paulistão de 1999, Santos e Palmeiras se encarariam em dois jogos no Morumbi, com vantagem de resultados iguais para o Verdão. No primeiro jogo, vitória santista por 2 a 1, revertendo a vantagem para o Santos. Mas no jogo decisivo, vitória palmeirense por 2 a 1 no finzinho do jogo, fazendo o Peixe amargar 15 anos de fila.
Jogos de 2000 até o presente
Palmeiras vs. Santos, no Allianz Parque, na final do Campeonato Paulista de 2015
Equipes de Palmeiras e Santos perfiladas no Allianz Parque antes de partida pelo Campeonato Brasileiro de 2015
Palmeiras vs. Santos em jogo pelo Campeonato Brasileiro de 2015
Torcida do Palmeiras na final da Copa do Brasil de 2015
  • O Santos já estava há 16 anos longe de uma decisão de Campeonato Paulista. Mas, em 2000, o Peixe conseguiu chegar a uma decisão em uma disputa emocionante com o Palmeiras de Felipão. O primeiro jogo da semifinal havia terminado empatado em 0 a 0. O Palmeiras tinha a vantagem do empate pela melhor campanha na primeira fase. Como o Palmeiras estava na disputa da Libertadores contra o Corinthians, a expectativa de todos era que Felipão entrasse com o time misto, como fizera no primeiro jogo. Mas ele surpreendeu e escalou o time principal. O Palmeiras teve o domínio em quase toda a partida e fez 2 a 0 com uma facilidade impressionante, com Argel e Euller. Restava ao Santos marcar 3 gols. E foi neste momento que, a torcida santista em maioria no Morumbi, começou a incentivar a equipe. Aos 23 do segundo tempo, o volante Eduardo Marques acertou uma bomba de fora da área e diminuiu para o Santos. A pressão continuou e o time de Felipão dava sinais de cansaço quando, aos 32, Ânderson Luiz empatou a partida. Eis que, com o tempo regulamentar já esgotado, um cruzamento na área do Palmeiras, Marcos se atrapalha com os zagueiros e Dodô, que vinha acompanhando a jogada, completou para o fundo do gol mesmo caído. A torcida alviverde não acreditava no que via. A do Santos, era só festa com a vingança à eliminação do ano passado. O título depois não veio (perdeu a final para o São Paulo) mas aquela virada ficou na memória dos santistas.
  • Na luta pelo Brasileirão de 2008, o Alviverde, 3º colocado e 1 ponto atrás de Grêmio e São Paulo, foi até a Vila Belmiro encarar o Santos desfalcado do ídolo Marcos, que fora ao enterro de seu pai. Ainda no primeiro minuto de jogo, Kleber Gladiador fez 1 a 0 para o Verdão. A partir daí, Pressão total do Peixe, que empatou no primeiro minuto do segundo tempo com Kléber Pereira em cabeçada duvidosa. Reclamando que foi com a mão, Vanderlei Luxemburgo foi expulso. O Santos dominou, criou, perdeu gols. Porém, aos 45 do segundo tempo, Léo Lima escora cruzamento rasteiro e define o importantíssimo 2 a 1, garantindo a vice-liderança. O Palmeiras não levou a taça, mas teve uma vitória raçuda.
  • A semifinal do Paulistão 2009 teve o Clássico da Saudade com favoritismo do Verdão: O Palmeiras teve a melhor campanha do turno único, jogava por dois resultados iguais e decidiria em casa, enquanto o Santos foi 4º colocado após briga duríssima contra a Portuguesa e uma classificação dramática contra a Ponte Preta nos acréscimos, em Campinas. Mas na primeira semifinal, o Peixe venceu por 2 a 1 de virada, dia 11 de abril. No Palestra Itália, o Alvi-negro impôs 2 a 0, acabando com toda a vantagem e favoritismo palestrino, e apesar do maior frango da carreira de Fábio Costa, goleiro santista, o 2 a 1 ao final da partida garantiu o Peixão na final. No fim, ainda houve uma briga entre Domingos, do Santos e Diego Souza do Verdão.
  • Em 14 de março de 2010, pelo Paulistão 2010, o Palmeiras ganhou por 4 a 3 em plena Vila Belmiro. O Santos fez 2 a 0, mas em 3 minutos, Robert fez dois gols e o desacreditado Palmeiras empatava o clássico. Na volta para o segundo tempo, o Palmeiras virou para 3 a 2 com Diego Souza. A alegria durou um pouco, mas Madson empatou para o Santos. Quando tudo parecia definido, Robert marcou seu terceiro gol e decretou vitória épica do Palmeiras em plena Vila Belmiro.
  • O Clássico jogado dia 5 de fevereiro de 2012, em Presidente Prudente, pelo Paulistão, ocorrera coincidentemente no dia do aniversário de 20 anos do ídolo santista Neymar. E a festa parecia completa quando, no segundo tempo o craque fez 1 a 0 para o Peixe, seu centésimo gol na carreira. Mas, no finalzinho, o Verdão do técnico Felipão e de Marcos Assunção empatou com Fernandão e virou com um gol de Juninho aos 46 minutos. Verdão 2 a 1 de virada, pondo fim à invencibilidade do Santos no ano, em um verdadeiro presente de grego pro aniversariante.
  • As quartas de final do Campeonato Paulista de 2013 contaram com o clássico entre Santos e Palmeiras. O duelo, disputado em partida única, foi realizado na Vila Belmiro, já que o Santos havia feito melhor campanha na primeira fase da competição. Depois de abrir o placar com um gol do atacante Cícero, o alvinegro cedeu o empate ao Palmeiras aos 38 minutos do segundo tempo, quando o atacante Kléber marcou para o alviverde. Com o placar de 1 a 1, o jogo foi para os pênaltis e o time da casa foi melhor, classificando-se para as semifinais da competição após vencer a disputa por 4 a 2[9].
  • Santos e Palmeiras voltaram a disputar uma final de competição no Campeonato Paulista de 2015, depois de o alvinegro eliminar o São Paulo nas semifinais e o alviverde eliminar o Corinthians. O primeiro jogo da decisão foi disputado no dia 26 de abril de 2015, no Allianz Parque, nova arena do Palmeiras, que recebeu pela primeira vez o Clássico da Saudade. O alviverde levou a melhor neste jogo de ida com uma vitória por 1 a 0 e gol marcado pelo centroavante Leandro Pereira[10]. Na ocasião, 39.479 visitantes compareceram ao local, estabelecendo um novo recorde na arena e o maior público do Paulistão 2015[11].O jogo de volta da final do Campeonato Paulista de 2015 foi disputado na Vila Belmiro, já que o Santos havia tido melhor campanha na primeira fase do que o Palmeiras, que jogava pelo empate por causa da vitória no jogo de ida no Allianz Parque. No tempo normal, o Santos venceu por 2 a 1 e levou a partida para os pênaltis. Os gols alvinegros foram marcados por David Braz e Ricardo Oliveira, enquanto Lucas fez para a equipe alviverde. Na decisão por pênaltis, o goleiro santista Vladimir defendeu a cobrança de Rafael Marques e o zagueiro palmeirense Jackson de Souza acertou a trave. No final das cobranças, o Santos venceu por 4 a 2 e foi o campeão paulista de 2015[12].
  • Em 2015, Palmeiras e Santos voltam a disputar uma final de campeonato, desta vez a final da Copa do Brasil, a maior final entre os dois clubes até então, e os dois jogos mais importantes da história entre ambos. No primeiro jogo, em 25 de novembro, na Vila Belmiro, o Santos saiu na frente do placar: 1 a 0, gol de Gabriel; com o peixe desperdiçando ainda um pênalti no primeiro tempo e perdendo várias oportunidades de gol durante a partida. Na partida final e decisiva, jogada no Allianz Parque no dia 02 de dezembro, o Palmeiras venceu o Peixe por 2 a 1, Dudu marcou os dois gols do Verdão, enquanto Ricardo Oliveira descontou para o Santos. A definição do campeão vai parar nos pênaltis: Palmeiras 4 a 3 Santos, os gols do alviverde foram de: Zé Roberto, Jackson, Cristaldo e Fernando Prass. Rafael Marques desperdiçou sua cobrança. Do lado santista os gols foram de: Geuvânio, Lucas Lima e Ricardo Oliveira. Marquinhos Gabriel e Gustavo Henrique erraram suas cobranças. Palmeiras campeão da Copa do Brasil de 2015, tricampeão da Copa do Brasil, vingando o Campeonato Paulista perdido para o Santos[13].
  • Na semifinal do Campeonato Paulista de 2016, realizado em jogo único, o Santos vencia até os últimos minutos o Palmeiras por 2x0, quando o clube alviverde faz dois gols aos 42 e 43 do segundo tempo levando a decisão para os pênaltis. Na decisão por pênaltis o Palmeiras começa vencendo graças a defesa de Fernando Prass na cobrança de Lucas Lima do Santos, mas o Santos avança pois Vanderlei pegou as cobranças de Lucas Barrios e Rafael Marques enquanto Fernando Prass chutou para fora na cobrança final.[14]
  • No Campeonato Paulista de 2017, Santos e Palmeiras Fizeram um dos clássicos mais emocionantes de sua história, o jogo disputado na Vila Belmiro, no primeiro tempo, Fernando Prass o goleiro alviverde fez grandes defesas, assim como o Vladimir, goleirão do peixe. Após gols perdidos e chances desperdiçadas os gols só saíram no segundo tempo com Ricardo Oliveira abrindo o placar para o Peixe, mas o Palmeiras não desistiu e buscou o empate aos 40 Minutos do Segundo Tempo, com gol de Jean após receber assistência de Roger Guédes. Willian que tinha acabado de entrar fez o gol da virada do jogo e calando a Vila Belmiro. O Palmeiras também quebrou um Tabu de 6 Anos sem vencer o Peixe na Vila, uma virada para ficar marcado na História dos Palmeirenses.

Particularidades[editar | editar código-fonte]

  • O apelido de "porco" era uma ofensa grande aos palmeirenses, só sendo adotado por eles após vitória em um Clássico da Saudade disputado em 1986.
  • No Paulistão de 1927, o Santos, num ataque liderado por Feitiço, marcou inacreditáveis 100 gols em dezesseis jogos, numa média de 6,25 gols por jogo, enfrentaria no jogo decisivo do quadrangular final o Palestra Itália, com apenas 22 gols nos mesmos 16 jogos, média de 1,375 gol por jogo. Mas o grande ataque foi travado pela "defesa que ninguém passa", fica em "só" dois gols contra três alviverdes. O Peixe ficou com o recorde, o Verdão com a taça.
  • Apesar de todos sempre apontarem o Botafogo como o grande rival do Santos de Pelé, na prática o único time que roubou algumas taças do Peixe em seu auge, foi o Verdão, nos Paulistas de 1959, 1963 e 1966.

Recordes[editar | editar código-fonte]

Série invictas[editar | editar código-fonte]

O Palmeiras é detentor da maior série invicta deste clássico, ficando 15 jogos invicto contra o Santos entre 8 de julho de 1917 e 6 de junho de 1926. Já o Santos tem a sua melhor série invicta contra o Palmeiras entre 30 de setembro de 1987 e 2 de maio de 1991, em um total de 10 jogos.[15]

Principais artilheiros[editar | editar código-fonte]

Partida com mais gols[editar | editar código-fonte]

Palmeiras 6 a 7 Santos, em 6 de março de 1958, partida válida pelo Torneio Rio-São Paulo, sendo este o clássico estadual envolvendo os 12 maiores clubes do Brasil com mais gols marcados.[17]

Decisões de títulos[editar | editar código-fonte]

Finais diretas[editar | editar código-fonte]

Festa do Palmeiras com a torcida na final da Copa do Brasil de 2015

Só é considerada final de campeonato a partida na qual ambos os times ainda disputam a conquista do título, e um deles se consagra campeão com o resultado final da mesma. Considerando-se apenas finais diretas em campeonatos oficiais, o Palmeiras ganhou dois títulos em cima do Santos, e o Santos ganhou um título em cima do Palmeiras:

Copa do Brasil

Campeonato Paulista

Outras competições[editar | editar código-fonte]

Taça Estado de São Paulo

Torneio Início Paulista

  • 5 de dezembro de 1926: Santos 1x0 Palestra Itália - Santos campeão de 1926 (Torneio Início do Torneio Extra)
  • 6 de junho de 1937: Santos 2x1 Palestra Itália - Santos campeão de 1937

Outros jogos valendo título[editar | editar código-fonte]

Um dos clubes não tinha chance de se sagrar campeão, enquanto o outro estava disputando o título, que veio a ganhar.

Campeonato Paulista

Demais jogos eliminatórios[editar | editar código-fonte]

Considerando-se apenas todos os confrontos diretos em jogos eliminatórios de mata-mata por torneios oficiais, o Santos já eliminou o Verdão por 7 vezes; e o Palmeiras já eliminou o Peixe por 2 vezes:

  • 1964 – Santos elimina o Palmeiras na semifinal da Taça Brasil[19]
  • 1965 – Santos elimina o Palmeiras na semifinal da Taça Brasil
  • 1997 – Santos elimina o Palmeiras na semifinal do Rio-São Paulo
  • 1998 – Palmeiras elimina o Santos na semifinal da Copa do Brasil
  • 1999 – Palmeiras elimina o Santos na semifinal do Campeonato Paulista
  • 2000 – Santos elimina o Palmeiras na semifinal do Campeonato Paulista
  • 2009 – Santos elimina o Palmeiras na semifinal do Campeonato Paulista
  • 2013 – Santos elimina o Palmeiras nas quartas de finais do Campeonato Paulista
  • 2016 – Santos elimina o Palmeiras na semifinal do Campeonato Paulista

Maiores goleadas[editar | editar código-fonte]

São listadas as goleadas com diferença de quatro gols para cima.

A favor do Palmeiras:

Maior empate:

Jogo com maior número de gols:

A favor do Santos:

Maiores públicos[editar | editar código-fonte]

  • Onde não estão relacionados os públicos presente e pagante, a referência é apenas aos pagantes, assim como os jogos com o estádio não relacionados foram disputados no Estádio do Morumbi.[20]
  1. Palmeiras 2x0 Santos, 127.723, 15 de outubro de 1979 (123.318p)
  2. Palmeiras 1x1 Santos, 92.443, 6 de maio de 1973
  3. Palmeiras 1x1 Santos, 91.697, 5 de agosto de 1984 (85.556 p)
  4. Palmeiras 2x2 Santos, 80.584, 21 de abril de 1983 (76.215 p)
  5. Palmeiras 2x0 Santos, 78.239, 27 de julho de 1975
  6. Palmeiras 0x1 Santos, 75.215, 14 de abril de 1983 (72.417 p)
  7. Palmeiras 1x1 Santos, 73.532, 11 de dezembro de 1977 (68.327 pagantes - Pacaembu)
  8. Palmeiras 2x1 Santos, 69.046, 26 de março de 1972 (68.812 pagantes - Pacaembu)
  9. Palmeiras 2x1 Santos, 64.770, 27 de maio de 1979 (60.076 pagantes)
  10. Palmeiras 3x2 Santos, 60.801, 29 de novembro de 1961 (Pacaembu)
  11. Palmeiras 2x0 Santos, 59.836, 27 de março de 1971 (55.886 pagantes - Pacaembu)

Por décadas

  • 1961/1970: 1.
  • 1971/1980: 7.
  • 1981/1990: 3.
Na Era Pacaembu (1940-1970)
  • Relacionados apenas jogos até 1970.[21]
  1. Palmeiras 3x2 Santos, 60.801, 29 de novembro de 1961
  2. Palmeiras 0x3 Santos, 55.726, 13 de março de 1963
Nos estádios de cada clube

Palcos[editar | editar código-fonte]

Vila Belmiro.
Estádio Palestra Itália
Pacaembu.
Allianz Parque
  • Nos mandos de campo do Peixe, este joga em sua cidade natal, no mítico campo do Estádio Urbano Caldeira, a Vila Belmiro, a "Vila mais famosa do mundo", palco onde se realizaram mais jogos, 108 no total.[23]
  • O Estádio do Pacaembu também já foi palco de inúmeros confrontos entre Palmeiras e Santos, principalmente, na época de ouro em que as duas equipes contavam com os craques Pelé e Ademir da Guia. A final do Paulista de 1959, foi disputada nele, segundo estádio mais utilizado, com 79 clássicos tendo ocorrido em seu gramado.
  • Quando o mando de campo é alviverde, o clássico igualmente se realizava no Estádio Palestra Itália, também conhecido como Parque Antarctica, onde ocorreram 66 partidas, e a partir de 2014 tendo como palco o novíssimo Allianz Parque.
  • Por ser um clássico com duas numerosas torcidas, as decisões e os jogos mais importantes são muitas vezes levados ao Estádio do Morumbi, onde houve 49 confrontos. A última partida decisiva entre as duas equipes no estádio do São Paulo fez parte das semifinais do Campeonato Paulista de 2000. Nesta ocasião, o Peixe levou a melhor.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações Externas[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Acervo Santista (Adversário: Palmeiras). «Estatísticas oficiais do Santos Futebol Clube; todos os confrontos diretos». Consultado em 20 de junho de 2015 
  2. "Palmeiras x Santos", Globo.com/Futpedia, Página Visitada em 2/5/2015
  3. http://esportes.estadao.com.br/noticias/futebol,top-5-os-mais-marcantes-classicos-entre-santos-e-palmeiras-pelo-paulistao,1025907
  4. http://globotv.globo.com/sportv/sportvnews/v/classico-da-saudade-santos-e-palmeiras-reuniram-os-maiores-expoentes-do-futebol-arte/4026417/
  5. http://blogdojuca.uol.com.br/2013/04/um-sabado-do-classico-da-saudade/
  6. http://blogs.lancenet.com.br/neto/2015/10/29/classico-da-saudade-e-da-atualidade/
  7. http://www.diariosp.com.br/noticia/detalhe/87491/classico-da-saudade-vai-decidir-mais-uma-taca
  8. "Novo filme de Pelé deve ter selo Globo e busca achar 'gol de placa' do Maracanã", UOL Esporte, 17/9/2011
  9. "Santos elimina o Palmeiras nos pênaltis e avança às semifinais", Gazeta Esportiva.Net, 27/4/2013
  10. "Com um a mais, Verdão perde pênalti, mas abre final vencendo Peixe", Gazeta Esportiva, 26/4/2015
  11. "Palmeiras bate recorde de público em seu novo estádio na decisão", Gazeta Esportiva, 26/4/2015
  12. "Liderado por Robinho, Santos bate Palmeiras nos pênaltis e ganha Paulista", UOL Esporte, 3/5/2015
  13. [http://esporte.uol.com.br/futebol/campeonatos/copa-do-brasil/ultimas-noticias/2015/12/03/palmeiras-x-santos.htm
  14. «Santos vacila, bate Palmeiras nos pênaltis e vai à final do Paulista - Esportes - Estadão». Estadão. Consultado em 24 de abril de 2016 
  15. [Revista Placar "Os grandes clássicos", de maio de 2005]
  16. O FINO DA BOLA, Equipe do site - Santos x Palmeiras: o clássico da saudade, página disponível em 15 de junho de 2015
  17. ARRUDA, Marcelo Leme de - RSSSF Brasil - Partidas envolvendo clubes do G-12 com mais gols, página editada em 26 de outubro de 2015 e disponível em 2 de novembro de 2015
  18. BATISTA, Daniel - O Estado de S. Paulo - Após 56 anos, Santos e Palmeiras voltam a decidir juntos, matéria editada e disponível em 25 de abril de 2015
  19. Confrontos - Santos x Palmeiras, matéria editada em 26 de abril de 2015 e disponível em 3 de maio de 2015
  20. RSSSF Brasil Maiores públicos do Santos
  21. RSSSF Brasil Best attendances in Pacaembu Era
  22. «Com recorde de público, Palmeiras e Santos ficam no empate por 1 a 1 no clássico». Consultado em 13 de julho de 2016 
  23. [Revista PLACAR - Grandes Clássicos, de maio de 2015, fonte do número de partidas em cada estádio]
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